QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

domingo, 17 de junho de 2012

Cúpula dos Povos e Rio+20: Declaração conjunta do Espaço Socialista e Coletivo Lenin



NÃO AO REORMISMO E AO “CAPITALISMO VERDE”! A ALTERNATIVA É O CONTROLE DA PRODUÇÃO PELOS TRABALHADORES!!!
Declaração conjunta do Coletivo Lênin e Espaço Socialista

Neste mês junho, acontece a Cúpula da Terra Rio+20 – oficialmente designada como Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável –, no Rio de Janeiro, Brasil. Acontece justamente vinte anos depois da primeira cúpula histórica do Rio de Janeiro, em 1992, e dez anos depois do encontro de Joanesburgo, em 2002. Este novo encontro, apesar da maquiagem de “preocupação com a natureza”, não passa de uma nova campanha a favor da ideologia do “capitalismo sustentável”, o que até hoje só fez progredir a subordinação dos Estados periféricos aos “pacotes ambientais” impostos pelo pelos países imperialistas.
Como tentativa de contraponto ao evento oficial da Rio+20, acontece também no Rio, entre os dias 15 a 23 de junho a “Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental e contra a mercantilização da vida”. Trata-se de um megaevento que pretende aglutinar todos os setores contrários ao projeto expresso na Conferência da ONU, aí incluídos partidos políticos, centrais sindicais, movimentos sociais, ONGs e outras organizações da chamada “sociedade civil”, tanto nacionais como internacionais. Um breve olhar sobre a lista de entidades brasileiras que participam da articulação da Cúpula (disponível em: http://cupuladospovos.org.br/quem-organiza-a-cupula/), tais como CUT, CNBB, Via Campesina, Jubileu Sul, etc., ou seja, componentes do que podemos denominar com muito boa vontade de “ala esquerda do governo Dilma-PT”; já é suficiente para identificar a linha política e ideológica que orienta o conjunto do evento: uma tentativa de humanizar e “ecologizar” o capitalismo.
Mas, então, se o projeto da Cúpula dos Povos também não se mostra como uma alternativa que vá à raiz dos problemas, o que tem ela em comum com a Rio + 20? Qual é seu horizonte? Quais são os limites intransponíveis tanto de uma quanto de outra?
Chegamos assim ao limites de ambos os eventos: a sua crença na capacidade de agir por dentro das instituições do Estado e de reformá-las para colocá-las a serviço das mudanças necessárias. A concepção que orienta o documento preparatório da Cúpula, por exemplo, realiza um imenso exercício de contorcionismo teórico para evitar a menção do único processo que poderia viabilizar as mudanças, ou seja, quebrar a máquina do Estado e construir novas instituições: a revolução socialista.
Primeiramente, não devemos ter ilusões de que podemos “ecologizar” o capitalismo. Uma relação racional entre homem e natureza, tal como a causa histórica da libertação da mulher no mundo e a do negro em países como o Brasil, não são integráveis à ordem burguesa. Torna-se necessário a organização de um programa que aponte para uma sociedade socialista, que não seja guiada não pelas “leis de mercado” e nem por um pretenso comitê mundial (ONU), mas pelas escolhas democráticas dos conselhos organizados pelos trabalhadores junto com os camponeses e “povos originários”.
Mas, então, do que estamos falando? Quais são as linhas gerais de uma produção que torne a relação do homem com a natureza uma relação saudável?
Mais do que simplesmente atenuar os danos causados pelo capitalismo, é preciso repensar a própria produção de mercadorias. Ao invés de produtos fabricados com o objetivo de serem trocados no mercado, precisamos de produtos fabricados com o objetivo de atender necessidades humanas. A mudança não é apenas quantitativa; ou seja: “mais bens para todos”, como promete a propaganda enganosa da publicidade capitalista, mas “os bens de que realmente necessitamos”. Isso significa que a real solução dos problemas ambientais atuais não pode ser uma realização dos sonhos de consumo do capitalismo; isto pelo simples fato de que tal realização é materialmente inviável e ambientalmente insustentável.
Uma sociedade emancipada e com um relação saudável com a natureza (que é o que todos queremos!) não poderá dar a todos os seres humanos do planeta o padrão de consumo destrutivo, por exemplo, da classe média estadunidense, porque isso simplesmente esgotaria o globo terrestre em dois tempos.
Precisamos de uma sociedade emancipada que empregue racionalmente os recursos, o que significa o contrário do desperdício irracional da abundância capitalista. É evidente que o socialismo procurará atender às necessidades materiais, extraindo recursos da natureza e transformando-a, mas o fará numa medida compatível com a capacidade do meio ambiente planetário de continuar fornecendo os recursos indispensáveis à vida da espécie humana numa escala de tempo infinita. O consumo de recursos como aço, petróleo, minérios, madeira, borracha, terras férteis, água, etc., não será feito na mesma quantidade e terá um caráter radicalmente diferente, pois não estará comprometido pelo desperdício individualista, pela poluição, etc. A própria tecnologia para manipulação dos recursos naturais, liberta das relações de propriedade burguesas e portanto muito mais avançada, tornará mais fácil o uso racional de tais recursos.
Precisamos de uma sociedade socialista que necessariamente reformule a própria definição daquilo que se consideram 'os recursos indispensáveis à vida da espécie humana'. Isso porque precisamos desenvolver uma categoria diferente de objetos, e não mais os irracionais automóveis individuais e outras bugigangas multiplicadas irresponsavelmente pelo consumismo individualista burguês, os quais devem ser substituídos por bens e serviços de utilização coletiva. Uma sociedade socialista não vai apenas expropriar a indústria automobilística, precisará ir além e questionar o pressuposto da atividade desse ramo de produção, que é o de que cada ser humano do planeta precisa ter um automóvel. Ao invés disso, será preciso redirecionar as forças produtivas sociais para atender racionalmente as necessidades humanas, substituindo o automóvel pelo transporte coletivo. E assim sucessivamente, em todos os ramos de produção.
A substituição de mercadorias de consumo individual por bens de uso coletivo requer uma substituição também da mentalidade e da relação que os indivíduos desenvolvem com os objetos que utilizam para viver. Essa mudança da mentalidade e das relações sociais só é possível por meio de uma transformação profunda que torne os indivíduos conscientes das suas possibilidades e também das suas responsabilidades. É a essa transformação que damos o nome de revolução. E essa revolução só é possível se partir de uma base social concreta que possa realizar os valores da coletividade e da solidariedade. Não temos dúvida em afirmar que essa base social é a classe trabalhadora, com toda a sua diversidade e também com sua oposição radical à lógica do capital.
Assim, somente o controle direto da produção pelos trabalhadores é capaz de impedir o colapso ambiental. O objetivo supremo dos progressos técnicos não deve ser o crescimento infinito dos bens, mas a redução da jornada de trabalho e o aumento do tempo livre de cada ser humano.
Devemos todos dizer não ao capitalismo; dizer não ao Estado; precisamos lutar por uma produção controlada justamente por quem tudo produz: os trabalhadores!
Junho de 2012

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Nota do Coletivo Semeando (Juiz de Fora) sobre o rodo que levaram do PSTU no DCE

O Coletivo Semeando organiza a Marcha da Maconha em Juiz de Fora e faz parte do DCE da UFJF, junto com o PSTU. Essa carta aberta mostra tanto o burocratismo e o aparelhamento do PSTU nas entidades e na ANEL, como também a que extremo o PSTU pode chegar pra não se "queimar" defendendo propostas que se chocam com a sua base sindical, que o partido tenta mobilizar somente com bandeiras econômicas.

Apesar das formulações dos companheiros beirarem o anarquismo (movimento estudantil "LIVRE", estudantes "autorrepresentados", entidades "atreladas a partidos"), eles estão certos ao criticar o rodo que levaram e entenderam a sua motivação política: capitular à consciência atrasada da maioria dos trabalhadores e não fazer o debate sobre as drogas.



CARTA ABERTA AOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

O Coletivo Semeando vem, por meio desta, expressar total repudio a atitude tomada por alguns membros do DCE, no dia 15 de junho de 2012, referente à viagem para Cúpula dos Povos realizada no Rio de Janeiro (RJ) entre os dias 15 a 23 de Junho.

A situação da greve dos professores e técnico-administrativos dificultou a requisição do transporte via Universidade. Durante a semana que precedeu o dia 15 foram realizadas dois dias de campanha financeira a fim de alugar um ônibus que levaria diversos estudantes para as atividades que ocorreriam no Rio de Janeiro durante o fim de semana.

Na campanha financeira estiveram envolvidos vários estudantes - incluindo membros do Coletivo Semeando e do diretório central - que alcançaram certo recurso para o fretamento do ônibus, ficando faltando apenas uma pequena quantia.

Na última hora, o Coletivo Semeando não foi avisado sobre a falta de recursos para a locação do ônibus e foi decido por poucos membros do DCE, sem consultar ninguém mais, que seriam fretadas duas vans nas quais seria dada prioridade pra quem integrasse a Assembleia Nacional dos Estudantes – Livres (ANEL).

O Coletivo Semeando estava disposto, diante da falta de recurso, se avisado, a completar a quantia restante para que todos os estudantes pudessem viajar, para que não ocorresse a consequente situação da exclusão de alguns dos estudantes, que não compunham as entidades PSTU/ANEL. Das exclusões ocorridas, parte foi de membros do Coletivo Semeando - o que foi chamado por alguns de “excluir a malucada”.

Desde o início do ano o Coletivo Semeando e DCE estiveram juntos em algumas atividades, apesar de algumas divergências internas sobre a possível vinculação da tríade (DCE/ANEL/PSTU) à luta por uma política de drogas antiproibicionista, acarretaria em um possível dano com sua base eleitoral - motivo pelo qual foi cortada da carta programa a questão das drogas.

Durante a semana da calourada promovida pelo diretório, a noite de quinta-feira (29/03) esteve sobre a responsabilidade do Coletivo Semeando que organizou a mesa “Legalização das Drogas: o papel do estado na política antidrogas” no Anfiteatro da Faculdade de Direito. No dia 26 de maio, estiveram presentes na MARCHA DA MACONHA JUIZ DE FORA 2012 as três organizações: DCE, ANEL e PSTU – atividade organizada pelo Coletivo Semeando e ativistas independentes.

O Coletivo Semeando acredita que as entidadades não souberam lidar com o debate sobre as drogas e entende essa atitude como a reprodução de um estigma que marginaliza e oprime parte da nossa sociedade. No final, quem sofre preconceito deixa de pertencer ao grupo social e passa a ser apenas “a malucada”.

Defendemos que o movimento estudantil se faça pelos estudantes auto-representados e que nenhuma entidade atrelada a partidos fale em nossos nomes. Somos estudantes LIVRES lutando por LIBERDADE, e não massa de manobra! Se você também fica indignado diante do autoritarismo e da falta de coerência daqueles que se apresentam como seu representante apenas para roubar sua voz, então estamos juntos na luta por um movimento estudantil LIVRE, AUTÔNOMO e INDEPENDENTE!

COLETIVO SEMEANDO, 17/06/12
 
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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Liberdade para os presos políticos da unifesp! (Declaração do Espaço Socialista)




 

Na noite da quinta-feira 14 de junho a polícia militar prendeu 26 estudantes da UNIFESP (Universidade Federal de são Paulo) de Guarulhos, que realizavam um ato pacífico dentro do campus da Universidade (segue ao final relato dos acontecimentos por uma estudante que estava no local). Já no sábado anterior 43 estudantes haviam sido detidos ao serem removidos da reitoria onde estavam ocupados em protesto contra as precárias condições da universidade.

Mas dessa vez a repressão foi longe demais: os estudantes detidos estão sendo levados pela Polícia Federal diretamente para a penitenciária (o “cadeião” de Pinheiros), sem sequer terem fixada a fiança. Além disso, os estudantes estão sendo acusados de “formação de quadrilha”, pois alguns deles seriam reincidentes da detenção anterior.

Não vemos o mesmo rigor da Polícia Federal quando se trata de figuras como Carlos Cachoeira, Demóstenes Torres, Marconi Perillo, etc. Qual será a quadrilha que causa mais prejuízo ao país?

Os estudantes não são criminosos, são ativistas que estão em luta contra a degradação da educação universitária, nas mãos do governo Dilma. A situação da UNIFESP é calamitosa: faltam salas de aula, refeitório, laboratório, verbas, moradia estudantil, etc. Essa situação é resultado do projeto de reforma universitária (REUNI) dos governos Lula/Dilma, que retiram verbas da educação pública para entregar aos empresários da educação privada (PROUNI). Esse método é coerente com o programa geral do governo, que gasta uma porcentagem ínfima com a educação e destina praticamente metade do orçamento ao pagamento da dívida pública aos especuladores.

Para garantir a aplicação desse programa que beneficia os empresários, banqueiros e especuladores, o governo precisa impedir toda contestação organizada. O governo não pode fazer nenhuma concessão aos trabalhadores, porque isso comprometeria os seus planos de concentrar os gastos públicos em favor de interesses particulares. Por isso as greves e movimentos reivindicatórios têm sido tratados como caso de polícia.

A repressão ataca indiscriminadamente, por mais que as reivindicações sejam justas, como é o caso da atual greve dos professores, funcionários e estudantes das universidades federais. A resposta para as reivindicações tem sido o autoritarismo, a brutalidade policial, as prisões arbitrárias, processos judiciais e administrativos, etc. A “democracia” mostra a sua verdadeira face: a liberdade de expressão está garantida, desde que não se expresse aquilo que realmente importa.

Chamamos a todas entidades do movimento estudantil, sindical e popular e todas as organizações da classe trabalhadora a construir uma luta unitária pela liberdade dos presos políticos! Os estudantes da UNIFESP não podem ficar isolados e precisam de todo apoio. A repressão que ataca um setor do movimento ataca a todos! Somente através da luta unitária poderemos barrar os ataques contra os direitos e as condições de vida dos trabalhadores!

Liberdade para os presos políticos!

Contra a repressão aos movimentos sociais!

Pela retirada dos processos contra os estudantes perseguidos!

Pelo atendimento de todas as reivindicações dos grevistas!

Por uma universidade pública, gratuita e de qualidade a serviço dos trabalhadores!

Espaço Socialista


Relato de aluna da UNIFESP sobre a ação policial VIOLENTA que culminou na prisão de 26 ESTUDANTES que serão encaminhados para PENITENCIARIAS em breve:

"Hoje levaram mais 26 estudantes da UNIFESP pra delegacia federal, na lapa. Em menos de uma semana essa é a segunda vez que a PM entra no campus de humanas ao mando de um prof. e da reitoria pra reprimir a nossa greve que já dura mais de 80 dias.

Fui uma dos 46 estudantes detidas na semana passada por causa da ocupação da diretoria acadêmica do campus, tentaram nos calar com um termo circunstanciado, nos deram um chá de cadeira de 12 horas, passamos fome, dormimos no chão e recebemos ameaças de ficarmos presos até a audiência, mas não conseguiram.. e dessa vez agiram com MUITO mais violência..

Hoje foi feito uma assembleia intercampi e depois disso teve um ato no terminal Pimentas, perto da faculdade. Quando os alunos voltaram ao campus perceberam que o Diretor Acadêmico, Marcos Cezar, estava em sua sala e queriam explicações sobre o truculenta atitude de colocar a tropa de choque pra prender a gente semana passada, como ele não saiu, começaram a gritar palavras de ordem como: FORA MARCOS CEZAR.

Um prof., que não apoia o Movimento Estudantil chamou a polícia militar, alegando que íamos reocupar a diretoria, essa já chegou agressiva e ameaçou uma aluna que estava gritando: FORA PM DO CAMPUS, com as seguintes palavras: "Se vc gritar mais uma vez a gente vai descer a borracha". Dito e feito. A laisy gritou e 3 policias a pegaram, deram borrachadas e a colocaram dentro do camburão. Nisso começou a confusão e foi chamado mais reforços policiais, esses chegaram com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Tentaram dividir os alunos em dois grupos e sitiaram o campus, os alunos que tentaram se esconder nos fundos da faculdade foram pegos, algemados, colocados dentro de um onibus municipal e levados pra delegacia federal.

Algumas pessoas foram atingidas pelas balas.

Os que foram presos ficaram cerca de 40 minutos presos sozinhos no campus com a Polícia militar, pois tiraram algumas pessoas do campus e trancaram o portão da faculdade, quase que um cativeiro dentro de um espaço público

Estou no 1° ano da faculdade.. já fui detida junto com meus colegas do M.E da UNIFESP ,semana passada, por reivindicar que essa MERDA de REUNI seja algo melhor.

Agora meus colegas e companheiros foram agredidos, humilhados e estão na delegacia de novo. A mídia está nos abafando e ninguém nos apoia, não sei mais pra quem gritar. Como esperado, a midia burguesa não relata os verdadeiros fatos e criminaliza os estudantes.

É preciso nos manter unidos, apoiando os estudantes agredidos e denunciando a repressão. Peço para que, de forma individual ou coletiva (movimentos, entidades, instituições de direitos humanos) se solidarizem, ajudem a divulgar os fatos, precisamos de todo apoio possível, inclusive de advogados.”


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domingo, 10 de junho de 2012

Viva a luta dos trabalhadores homossexuais! (junho/2007)



28 de junho
Viva a luta dos trabalhadores homossexuais!

Este dia marca o levante de Stonewall, que aconteceu em Nova Iorque em 1969. Cansados de ser achacados pela polícia, os freqüentadores dos redutos gays da cidade se enfrentaram durante dias com ela. Foi o início do moderno movimento homossexual.

Durante mais de 40 anos, este movimento conseguiu reduzir a discriminação. Mas o capitalismo é baseado na divisão e exploração dos trabalhadores. Por isso, ataca gays, lésbicas, bissexuais e trans-gêneros, agora de uma maneira mais disfarçada. Os homossexuais só podem exercer sua sexualidade em locais separados da convivência com os heterossexuais, e totalmente controlados por empresas que lucram com a segregação. Isso é o chamado “Mercado Rosa” que só é acessível aos homossexuais ricos ou de classe média.

O movimento homossexual, que deveria lutar contra isso, é controlado quase totalmente por ONGs. Além disso, apóia vários governos que atacam os trabalhadores, como o governo de Lula com a homofóbica Igreja Universal. As ONGs dependem até mesmo financeiramente do Estado e das empresas e, por isso, não têm a independência necessária para lutarem.

Por isso, é fundamental que os sindicatos e movimentos populares organizem os homossexuais para lutarem. E que só um governo direto dos trabalhadores, surgido de uma revolução socialista, pode acabar com a opressão aos homossexuais.

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Marcha das Vadias em Porto Alegre

Reproduzimos aqui o balanço dos companheiros do CEDS sobre a Marcha das Vadias de Porto Alegre, dia 27/05. Nós participamos da Marcha aqui no Rio de Janeiro, mas infelizmente não conseguimos nos organizar para irmos com a FIST e com material próprio.

A Marcha das Vadias é um movimento importante de denúncia do machismo em geral, e principalmente da violência contra a mulher. Os revolucionários devem participar dela, porque a opressão da mulher é um dos pilares do capitalismo em todo o mundo.

Mas não podemos esquecer que a Marcha, como qualquer movimento espontâneo tem as suas limitações. O ponto de vista da maioria dos participantes da Marcha denuncia o machismo, mas não liga a questão da mulher com as suas bases na sociedade capitalista, que são a exploração do trabalho doméstico dentro da família tradicional e a localização das mulheres nos postos de trabalho pior pagos e mais precarizados.

Por isso, é preciso que os revolucionários dentro da Marcha e do movimento de mulheres combatam a concepção de que o problema é a contradição entre as mulheres (de todas as classes) e os homens (de todas as classes). Essa concepção é o que chamamos de feminismo pequeno-burguês, porque expressa o ponto de vista de setores de classe média dentro do movimento de mulheres.

Dentro do movimento de mulheres, apoiamos o feminismo socialista, que mostra que a opressão das mulheres está ligada à opressão de classe, e que as mulheres trabalhadoras, por viverem as duas formas de dominação, são as únicas que podem lutar até o final por uma sociedade onde não exista machismo. Para nós, essa sociedade só pode ser o socialismo.

Por isso, nós do Coletivo Lênin defendemos a luta pelas reivindicações das mulheres dentro do movimento dos trabalhadores (sindicatos, movimento sem-teto, sem-terra etc). E que as mulheres trabalhadoras participem dos movimentos de mulheres combinando as lutas imediatas com palavras de ordem transitórias, que não possam ser realizadas sem a destruição do capitalismo:

- Creches, Lavanderias e Restaurantes públicos e gratuitos sob controle da população!

- Todos os direitos trabalhistas e previdenciários para as donas de casa e empregadas domésticas!

- Contra a violência sexual! Que o movimento crie redes de solidariedade para proteger as mulheres que sofrem violência doméstica 

- Fim dos estereótipos machistas na educação e nos meios de comunicação!

- Fim da terceirização, que afeta principalmente as mulheres e negros!

- Política sexual proletária! Nenhuma intervenção do Estado nas relações sexuais consensuais! Pelos direitos das prostitutas! Nenhuma censura!

- Salário igual para trabalho igual!

- Legalização do aborto em hospitais públicos

- Libertação da mulher através da revolução socialista!




A MARCHA DAS VADIAS DE PORTO ALEGRE
FOI VITORIOSA



Domingo, dia 27 de maio, ocorreu a Marcha das Vadias, no Parque da Redenção, em Porto Alegre, lotado do povo que aproveitava uma tarde outonal prazeirosa e radiosa de sol.

O objetivo da Marcha das Vadias era dar uma resposta à permanente prática machista da violência contra as mulheres. O mote da manifestação estava centrado na contestação da declaração de um policial canadense, que disse que as mulheres atraem a violência masculina e os estupros, em virtude das roupas que usam e pelo comportamento de vadias. Manifestações semelhantes contra esta declaração que culpa as mulheres pela violência que sofrem, vem se dando em vários países, e em várias cidades brasileiras, todas elas chamadas de Marcha das Vadias.

Na convocação para a manifestação estava dito: "Se ser livre é ser vadia, somos todas vadias"!

A concentração iniciou às 13h em frente ao Monumento do Expedicionário, quando começaram a ser pintados os cartazes que seriam usados na marcha, as roupas e o corpo das participantes. A maior parte eram mulheres jovens, militantes ou não das correntes políticas que ali estavam. O fato é que grande parte dos presentes foram convocados pela Internet.

O número de manifestantes foi aumentando de tamanho a medida em que o tempo passava. Lá pelas 16h, quando já estavam presentes mais de mil pessoas, iniciou a caminhada ao longo da piscina central do Parque, em direção à UFRGS. Após, a vibrante manifestação percorreu a Osvaldo Aranha, retornando por fim à José Bonifácio, maior ainda de quando iniciou, onde encerrou-se de forma vitoriosa a Marcha das Vadias.
As palavras de ordem, a maioria delas centrada na luta contra a violência, no direito das mulheres usarem o seu corpo como quiserem, sem a interferência religiosa ou moral, e na defesa do aborto, foram gritadas com entusiasmo por todas as participantes, e por muitos homens que também se somaram à caminhada.

Durante a Marcha, uma boa parte das jovens, participou usando roupas íntimas, dezenas delas com os seios à mostra, sem que esta atitude radical e apropriada para assinalar com força o protesto, tenha sido responsável pelo menor incidente com o povo que assistia a marcha nas ruas. A manifestação conseguiu inspirar respeito e autoridade política na população, contagiando-a com as suas palavras de ordem. A Brigada Militar não estava lá, e foi melhor que não estivesse.

A ausência de um carro de som, acabou sendo providencial, porque impediu que qualquer um dos grupos políticos presentes tivesse hegemonizado as palavras de ordem que animaram a caminhada, provocando a divisão e a burocratização. A caminhada foi completamente livre.

Enfim, podemos dizer que o movimento de mulheres, retomado em Porto Alegre, com o ato público de 8 de março deste ano, deu um novo salto de qualidade com a Marcha das Vadias. Sem dúvida, o movimento de mulheres está de volta à Porto Alegre

Viva a luta das mulheres contra a violência machista!

Em 27/5/2012

Clovis Oliveira (CSP/CONLUTAS/RS e CEDS)

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Grécia é a chave da luta contra a crise mundial




Nós do Coletivo Lênin temos analisado o desenvolvimento das lutas na Europa desde o começo da crise. Por exemplo, escrevemos Os Caminhos da Luta de Classes na França, Para Onde Vai a União Europeia? e Três Notas sobre a Grécia, onde tentamos entender melhor os processos de luta no continente.

Desde o começo, os países mais endividados, chamados de forma xenofóbica de PIGS (porcos em inglês) - Portugal, Itália, Grécia e Espanha - foram onde aconteceram os maiores movimentos. Mas o caso da Grécia tem alguns fatores especiais que transformam a situação do país.

Na Grécia ainda existem partidos operários de massas que falam em luta pelo socialismo (mesmo que sejam partidos que acham que é possível um caminho para o socialismo através de reformas). Estes partidos são o KKE (Partido Comunista Grego, parecido politicamente com o PCB daqui) e a Syriza (Coalizão da Esquerda Radical, parecido com o PSOL). Na Grécia, o movimento dos trabalhadores é o centro da luta contra a crise, diferente por exemplo dos casos de Portugal e da Espanha, onde os movimentos dos Indignados eram compostos principalmente por jovens de classe média. Na Grécia, o movimento tem recorrido a formas de luta radicalizadas, com confrontos com a polícia, ocupação de prédios para moradia e controle dos trabalhadores para reabir empresas falidas.

Esses fatores fazem com que a crise na Grécia abra a possibilidade real e imediata para a luta pelo governo direto dos trabalhadores, abrindo o caminho para o socialismo. Diferente da grande maioria dos países, na Grécia o movimento dos trabalhadores ainda está mais ou menos vivo, e não precisa de um longo período de reconstrução das suas organizações e da sua independência política (como é o caso do Brasil, em que a grande maioria dos sindicatos e movimentos se submetem ao estado e não existe mais um partido de massas que fale em socialismo, porque o PT se vendeu completamente ao capitalismo).


As eleições - que governo virá agora?

Nessa situação, existe cada vez mais tensão na política. Nas eleições passadas, o KKE teve 8,8% dos votos, a Syriza teve 17%, e a Antarsya (Frente da Esquerda Anticapitalista Grega, que reúne grupos que reivindicam a revolução socialista), 1,5%. Ou seja, os partidos que lutaram contra os ataques aos trabalhadores tiveram mais ou menos 40% dos votos.

Ao mesmo tempo, os nazistas do Aurora Dourada tiveram 7%, o que mostra que os empresários querem e vão usar o recurso do fascismo contra as lutas. O objetivo é jogar nos imigrantes a culpa de todos os problemas do país, livrando a cara do capitalismo.

Como nenhum partido ou bloco teve maioria absoluta, foram convocadas novas eleições para 17 de junho. É provável que o grande vencedor vai ser a Syriza, que pode construir um governo.

Mas como esse governo vai ser?

Pelo programa da Syriza, podemos ter alguma ideia. Eles são contra as medidas de corte de orçamento e ataque ao direitos dos trabalhadores, mas são a favor do Euro e querem uma "Europa Social" (ou seja, eles acham que é possível reformar a União Europeia por dentro, mantendo as estruturas estatais controladas pelas classes dominantes de cada país). No fundo, o objetivo da Syriza é um governo socialdemocrata, que aumente os direitos dos trabalhadores, mas sem romper com o imperialismo e a sua expressão na União Europeia.

Isso não quer dizer que não existem setores na Syriza que realmente defendam romper com o Euro e a UE, como é o caso dos maoístas da KOE (Organização Comunista a da Grécia).

Pela própria lógica parlamentar, a Syriza e o KKE, junto com a Esquerda Democrática (a Antarsya provavelmente não vai conseguir eleger ninguém), vão precisar se aliar com partidos de fora do movimento dos trabalhadores, controlados pelos empresários. Essa é a única forma de ter uma maioria sólida na situação atual. Isso vai significar a formação de uma Frente Popular, ou seja, de um bloco entre partidos dos trabalhadores e partidos burgueses, com um programa que, por causa da aliança com a burguesia, só pode ser a favor do capitalismo.

Como o revolucionário Leon Trotsky explicou, "As 'Frentes Populares' de um lado e o fascismo de outro, são os últimos recursos políticos do imperialismo na luta contra a revolução proletária" (Programa de Transição). Num momento de crise, quando os trabalhadores podem romper com a burguesia e instituir um governo direto, a Frente Popular desgasta a luta, mudando o foco para os setores mais à direita da burguesia, mas mantendo o capitalismo.

Foi o que aconteceu durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), durante a Libertação da França (1945), na independência da Índia (1947), no fim do apartheid na África do Sul (1992), no governo do Allende no Chile (1971-1973). Em todos esses casos, os trabalhadores não foram até o fim na luta contra seus inimigos, o que permitiu que a burguesia se reorganizasse e voltasse ao poder, às vezes através de golpes e massacres.

Infelizmente, essa é a perspectiva mais provável na Grécia.

Se a Syriza formar um governo de Frente Popular, a tarefa dos revolucionários gregos será dupla. Por um lado, eles precisam defender o governo contra as ameaças golpistas dos nazistas da Aurora Dourada e doos dirigentes da União Europeia, que farão de tudo para isolar o país e tentar queimá-lo, para que ele não vire um exemplo de luta para todos.

Por outro lado, os comunistas devem explicar pacientemente aos trabalhadores os limites da Frente Popular. E devem mobilizar as massas, unindo as suas lutas imediatas com reivindicações socialistas, que ajudem o povo a entender que só com um governo direto dos trabalhadores é possível solucionar os problemas sociais criados pelo capitalismo.

Na luta contra a Frente Popular, insistimos na orientação que formulamos nos nossos artigos anteriores:


- Contra todos os ataques aos direitos dos trabalhadores!

- Contra os cortes no orçamento dos serviços de saúde, educação, moradia etc!

- Expropriação das empresas falidas, sob controle dos trabalhadores!

- Transformar a Antarsya em um partido revolucionário centralizado com direito a tendências públicas permanentes!

- Por um governo direto dos trabalhadores, baseado nas assembleias de luta, formado por todos os partidos do movimento (KKE, Syriza, Antarsya etc), com um programa de ruptura com o capitalismo!

- Nada de saídas nacionalistas! Romper com a União Europeia para lutar pelos Estados Unidos Socialistas da Europa!
 
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quinta-feira, 31 de maio de 2012

FIST CONVIDA A TODOS PARA O JULGAMENTO DE SEU ADVOGADO

Em defesa dos de todos os companheiros que estão sendo perseguidos pelo Estado e pelas megacorporações, sejam nas greves, nos movimentos estudantis ou de luta pela moradia!
Contra a criminalização dos movimentos sociais!


FIST CONVIDA A TODOS PARA O JULGAMENTO DE SEU ADVOGADO
No dia 5 de junho, terça-feira, às 13 horas, no Tribunal Regional Federal, 2ª Região, Rua do Acre, 80, 6º andar, tendo como Relatora a Des. Fed. Liliane Roriz da 2ª Turma Especializada.  Será julgado o habeas corpus impetrado pela Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ através do advogado  Ranieri Mazzilli Neto em favor do advogado da Frente Internacionalista dos Sem-Teto, André de Paula.
        Vamos barrar a criminalização dos Movimentos Sociais!
   Aproveitamos a oportunidade para renovar o Convite para terça-feira, dia 12 de junho, às 15 horas, no Fórum Central da Praça XV, Ato Público para denunciar a Juíza Isabela Peçanha Chagas, da 14ª Vara Cível do Rio, que, mesmo tendo recebido da SERTENGE ENGENHARIA, firma que constrói para Eike Batista, documentação que não comprova a aquisição do imóvel denominado de Ocupação Luiza Mahin, filiada à FIST, mandou despejar os posseiros, mansos, pacíficos, antigos e de boa-fé. Em virtude deste ato arbitrário a juíza se encontra sob suspeição que será julgada pela 12ª Câmara Cível, tendo como relator o Desembargador Mário Guimarães Neto.
Após a manifestação as ocupações ligadas à FIST farão passeata até a sede da EBX, na Cinelândia, empresa de propriedade do megaespeculador Eike Batista, inimigo público número um do país. As ocupações também protestarão contra os despejos e remoções e o acirramento da criminalização dos movimentos sociais que estão acontecendo no Rio de Janeiro.


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domingo, 27 de maio de 2012

Reajuste salarial ! Plano de carreira decente! Condições dignas de trabalho!

Esse é o panfleto que distribuímos na UFRJ a partir de hoje (28/05)


Reajuste salarial ! Plano de carreira decente! Condições dignas de trabalho!


São por causa dessas 3 mínimas exigências que milhares de professores de 43, de um total de 59 universidades federais do Brasil estão em greve.

Isso mostra a política de precarização da educação que o governo federal vem empregando desde sempre, onde professores têm que se mobilizar enormemente para lutar contra os ataques constantes que o governo impõe para privatizar a educação, e quando possível conseguir um mínimo de conquista.

Ainda vítimas do REUNI, tentativa do governo de enfiar goela abaixo uma proposta de expansão (bandeira histórica do movimento sindical docente e estudantil) tão mal estruturada, que parece que o objetivo desde o início era piorar as condições de trabalho e de estudo dos alunos e trabalhadores das instituições federais de ensino; professores sofrem com salários baixos, salas de aula caindo aos pedaços e todo tipo de descaso do governo. O nível de terceirização só sobe. Cada vez mais os funcionários da universidade perdem direitos e são cada vez mais explorados, quando a universidade a mando do governo contrata empresas terceirizadas, que impõe condições desumanas de trabalho aos seus empregados, ao invés de absorver esses trabalhadores no seu próprio quadro de funcionários.

Mas a tentativa de transformar as universidades em meras fábrica de mão-de-obra não ataca só os professores, mas também a grande maioria dos estudantes. Muitos dos quais sofrem com a falta de um plano minimamente digno de assistência estudantil, onde faltam vagas de alojamento, creches públicas para filhos e filhas de funcionários e alunas (que muitas vezes, tem que largar os estudos para serem mães), bolsas de custeamento para transporte, alimentação, lazer, cultura, xerox e livros, que acabam restringindo o acesso ao material didático para aqueles que não têm dinheiro para comprar livros e pagar pelas xerox.

Isso quando não acontecem tentativas diretas de privatizar ainda mais a educação, como é o caso que está acontecendo AGORA com o Hospital Universitário da UFRJ. Após meses de discussão sobre o perigo de desabamento do prédio, culminando com a implosão de metade do mesmo, 1 ano depois, surge uma proposta de passar a gestão do HU para as mãos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSH). Coincidência ou não, a privatização nunca é a solução.

Isso só prova que o governo obedece somente aos interesses daqueles que tem dinheiro, dos banqueiros e empresários. Suas medidas são somente para beneficiar a estes. Por isso a privatização do HU. Por isso o REUNI, política genial do governo pra repassar dinheiro pras mãos de empresários do ensino privado em momentos de crise. Que ao invés de investir verbas numa expansão do ensino público e gratuito de qualidade, gasta 4 vezes mais pra criar um programa de acesso fajuto nas universidades privadas. Por isso quase metade do PIB vai pra mão de banqueiros e empresários pra pagar dívida pública e menos de 5% vai pra educação.

Não podemos mais nos iludir. Não podemos cair na asneira de pensar que qualquer instância do governo representa a nós, professores e alunos. Não precisamos de burocratas corruptos pra nos dizer como gerir a nossa universidade, nem nenhum espaços que vivemos e ajudamos a construir.

Assim como nos hospitais universitários, devemos defender a gestão das universidades públicas por todos aqueles que nelas trabalham e estudam. A única maneira para barrar a política neoliberal do governo é que os professores e os estudantes decidam por si só a prioridade dos investimentos, projetos, modelo de ensino, etc.

Para que isso se torne uma realidade, temos que criar dentro do movimento estudantil uma corrente, que combata ideologicamente e na prática as políticas de privatização e sucateamento da educação. Uma corrente que defenda:

-Todo apoio às greves dos professores, com comitês abertos de greve.
- Incorporação dos terceirizados às greves, com reivindicação de contratação imediata destes nas universidades.
- Um plano de assistência estudantil decente, com passe-livre universitário, bandejões gratuitos, creches públicas para alunas e funcionárias.
- 10% do PIB pra educação! Estatização das universidades privadas sob controle dos trabalhadores e estudantes; com o objetivo de acabar com o vestibular!

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dia de paralisação mobiliza os municipários de Porto Alegre


Fonte: CEDS (Centro de Estudos e Debates Socialistas), uma corrente da CSP-CONLUTAS, que atua principalmente no Rio Grande do Sul



Dia de paralisação mobiliza os municipários de Porto Alegre

Os municipários de Porto Alegre estão em campanha salarial e realizaram paralisação nesta terça-feira, dia 22, para pressionar o governo a reabrir as negociações com a categoria. Na última sexta-feira, dia 18, o governo Fortunati (PDT) comunicou o cancelamento de todas as reuniões de negociação agendas.

As principais reivindicações econômicas da categoria são: 15% de reajuste – correspondente a reposição do IPCA e perdas acumuladas –; reajuste do vale alimentação para R$ 21,60 e cumprimento da lei que prevê a equiparação das faixas iniciais ao salário mínimo nacional. Em relação a esta última, o governo vem descumprindo a própria lei que criou, desde janeiro de 2012. Aproximadamente dois mil servidores estão recebendo como vencimento básico valor inferior ao salário mínimo nacional.

O Executivo não reconhece as perdas salariais e, até o momento, mantém sua postura autoritária de não negociar com a categoria. Por isso, os municipários, após a assembleia geral, foram em passeata até a Câmara Municipal para solicitar à Mesa Diretora que faça a mediação necessária junto ao governo para reabrir o processo de diálogo e negociação com a categoria.

GOVERNO OPTA PELO ENFRENTAMENTO

O governo Fortunati tentou desmobilizar e desqualificar a mobilização, mas não teve êxito. Pela manhã, o Paço Municipal ficou lotado de servidores. Após o ato público, saíram em passeata até a Secretaria Municipal de Educação onde denunciaram a política de perseguição aos servidores que estão lutando por seus direitos.

A direção do SIMPA foi surpreendida com o discurso do governo de que o sindicato está fazendo uma disputa eleitoral, que a mobilização da categoria não tem nada a ver com a campanha salarial. Além disso, o Executivo divulgou que o sindicato assinou um acordo bianual, ou seja, que este ano não haveria campanha salarial.

Para Carmen Padilha, Diretora-geral do Sindicato, estas informações são falsas e estão a serviço de dividir e desmobilizar os municipários “A categoria está em campanha salarial desde o inicio do mês de abril e a grande mobilização realizada no dia da paralisação comprova isso. O governo está tentando confundir a população, quem está preocupado com as eleições é o prefeito Fortunati que busca sua reeleição”
No acordo assinado em 2011 não consta que a categoria renunciaria a reivindicação das perdas salariais acumuladas e que o sindicato não organizaria a campanha salarial em 2012.

ASSEMBLEIA GERAL APROVA CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO

A assembleia geral dos municipários aprovou a continuidade da mobilização para reabrir as negociações com o governo. Além disso, aprovou que a categoria irá acompanhar o depoimento da Secretária Municipal de Educação, Cleci Jurach, na CPI do Instituto Ronaldinho.

No próximo dia 28, haverá reunião ampliada do Conselho de Representantes. Nova assembleia será realizada no dia 5 de junho, no Centro de Eventos do Parque Harmonia, para avaliar o movimento e tomar as devidas providências para avançar nas negociações sobre a pauta de reivindicações. 
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sábado, 19 de maio de 2012

Movimento estudantil na Fafil derruba muro levantado pela Fundação Santo André contra os estudantes do D.A.!!!


Essa é uma nota do Coletivo Lenin em apoio aos estudantes da Fafil(Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Fundação Santo André), que já a muito tempo veem sendo perseguidos arbitrariamente pela Reitoria por simplesmente se organizarem e fazerem movimento estudantil na universidade, ou mesmo por simplesmente atrasarem o pagamento da mensalidade, e assim arbitrariamente a administração veem retirando bolsas ou desligando os alunos . Os estudantes veem exigindo a revogação do 18% de aumento da mensalidade, além de melhor qualidade estrutural na universidade, a manutenção da antiga sede do Diretório Acadêmico( que a Reitoria fechou nas férias de Janeiro por baixo dos panos alegando que o DA estava com a documentação "irregular" e que portanto estava "ilegal", além de ser "insalubre" para os estudantes!!!), e o fim das perseguições aos estudantes do ME!

Apoiamos as reivindicações dos estudantes, assim como a destruição do muro e a retomada do espaço do DA, fechado pela Reioria. Deram um exemplo: não há "negociação" ou "discusão" enquanto persistirem as atitudes de peseguições políticas arbitrárias que veem sendo promovidas pela administração da Fundao Santo André. É assim que se promove o diálogo quando a Reitoria prefere perseguir os estudantes! Quem tem que reconhecer se o DA é legítimo ou não são os próprios estudantes em pleito organizado por eles mesmos, e não a direção da universidade ou o Estado! Se Reitoria não reconhecem a "legalidade"  ou "legitimidade" dos estudantes do DA e do movimento estudantil, então que eles a façam reconhecer pela força dos próprios estudantes!!!

Abaixo está a matéria do Jornal  ABCDMaior:



16/05/2012 - MANIFESTAÇÃO
ESTUDANTES DERRUBAM MURO DE DIRETÓRIO ACADÊMICO
Por: Caio Luiz  (caio@abcdmaior.com.br)



Caccalanos marretam parede durante intervalo na Fundação Santo André. Foto: Luciano Vicioni
Caccalanos marretam parede durante intervalo na Fundação Santo André. Foto: Luciano Vicioni

A marretadas, alunos da Fundação Santo André fazem protesto durante intervalo 

Às 21h da terça-feira (15/05), aproximadamente 40 estudantes de vários cursos da Fafil (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Fundação Santo André) derrubaram quase que totalmente um muro que os impedia de entrar na antiga sede do Diretório Acadêmico Honestino Guimarães. De acordo com alunos participantes da ação, o muro foi erguido arbitrariamente ao longo das férias de fim de ano e sem aviso prévio. O espaço atualmente é usado para armazenar móveis, arquivos e carteiras.

Conforme informou um dos alunos não identificados, a revolta é uma resposta às atitudes da Reitoria, contrária ao movimento estudantil dentro da Fafil. As principais reivindicações são o restabelecimento do diretório no local antigo, a remoção das câmeras de vigilância dentro do prédio, o recuo no aumento de 18% das mensalidades e o fim da precarização dos cursos de licenciatura da Fafil.

“As férias de janeiro foram prolongadas para que pudessem erguer o muro, o que foi desleal”, disse o estudante M. Durante o protesto, alunos pediam a remoção das suspensões aplicadas a estudantes que entraram no diretório acadêmico no início do semestre para retirar o material que o ocupava. “Alguns dos suspensos nem vieram às aulas no sábado em que aconteceu a invasão e há casos de alunos que tiveram bolsas de estudo revogadas por serem do movimento estudantil”, alegou M.
A privatização do estacionamento e a criação de catracas para regular a entrada na instituição também foram apontados como incentivos para o protesto. “Estudantes com mensalidades atrasadas vêm sendo impedidos de entrar.”
Encenação e marretas - Assim que o sinal do intervalo soou, uma banda começou a fazer uma apresentação que aparentemente serviu de distração para a chegada do grupo que vestia máscaras do atual reitor, o professor Oduvaldo Caccalano. Enquanto metade dos envolvidos fazia uma barreira humana, o restante desceu as escadas que levavam ao muro e marretaram os blocos de concreto por cerca de meia de hora.
Mais máscaras foram distribuídas aos presentes e um dos protestantes desfilava vestido de rei. Pichações com frases de protesto e desenhos foram feitos. Ao todo, nove seguranças da empresa privada Master Security foram acionados para tentar impedir a ação. No entanto, em meio a discussões e empurrões, os seguranças não puderam inviabilizar a destruição da parede.
“Segundo o que dizem, eles depredaram o muro porque o espaço era deles”, disse o responsável pela segurança, João Carlos. A Polícia Militar foi acionada e nove homens da corporação foram até o local, porém chegaram mais de 20 minutos depois da queda do muro. Curiosos cercaram o foco da ação, muitos apoiaram e até integraram o movimento.
Mas para o presidente do Centro Acadêmico da Faeco (Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas), Fernando Cayres, o ato foi indevido. “Defendo o diálogo, quebrar o muro não os aproxima da resolução de problemas, creio que falta organização.” Cayres afirmou que o local era subaproveitado pelos alunos e que houve casos de uso de drogas e álcool no espaço. “O fato de o diretório da Fafil estar com a documentação irregular os impossibilita de exercer e ter os direitos de representação”, acrescentou Cayres.
Honestino Guimarães - Em tese, o período de gestão do atual diretório da Fafil termina este mês. Uma das representantes da entidade estudantil, Jaqueline Quadros, assegurou que a ação foi desvinculada do diretório, uma vez que promoviam um debate sobre drogas dentro do prédio.
“Tentamos legalizar a documentação, contudo, sofremos um embargo”, observou. Jaqueline disse que cada vez que apresentavam os papéis sempre encontravam novos problemas. “Juridicamente não existimos, mas fisicamente e na prática somos legítimos porque ganhamos a votação.”
Outra sala foi designada para as práticas e atividades do diretório acadêmico após a construção do muro. No entanto, as chaves não foram entregues em função da situação irregular da entidade. Os estudantes disseram que o espaço servia como cozinha coletiva, cine clube, biblioteca comunitária, ateliê de quadros, laboratório fotográfico, prática de jogos e manifestações culturais diversas.
Em uma carta direcionada aos alunos, enviada por email em abril, a Fundação alegou que o local era insalubre para a convivência dos alunos e que a legalidade do diretório dependia do ajuste da documentação.






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quinta-feira, 17 de maio de 2012

RJ: Manifestantes fazem ato contra a criminalização dos movimentos populares (15/05)



RJ: Manifestantes fazem ato contra a criminalização dos movimentos populares

Por Rafael Gomes
Na tarde da última terça-feira, 15 de maio, estudantes, professores, moradores de ocupações sem-teto e ativistas participaram do ato contra a criminalização dos movimentos populares realizado na Praça Mauá, Centro do Rio de Janeiro.

O ato teve início na Praça e se encaminhou até a entrada do prédio da Justiça Federal, na Avenida Venezuela.

Com faixas, cartazes e instrumentos musicais, os manifestantes se posicionavam contra a condenação do professor da rede estadual Filipe Proença por “crime de resistência” que, supostamente, haveria ocorrido por ele participar de um ato em apoio à ocupação sem-teto Guerreiros Urbanos, em dezembro de 2010 (Leia a nota: Professor é condenado por apoiar ocupação de sem-teto).

Os presentes no ato também se posicionavam contra a condenação do advogado da Frente Internacionalista dos Sem-Teto, André De Paula. Sua prisão se deu em 2005 quando ele defendia uma ocupação do prédio do INSS localizado ao lado da Câmara Municipal, hoje Ocupação Manuel Congo.

Em frente ao edifício da Justiça Federal, as organizações tomaram a palavra no carro de som condenando a criminalização das lutas populares no Rio de Janeiro e em todo o país. Além da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST), prestaram seu apoio ao ato representantes da Organização Anarquista Terra e Liberdade, do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), do Reagrupamento Revolucionário, da União Popular Anarquista, Coletivo Anarco Funk, professores da rede estadual de educação e estudantes de uma escola estadual do município de Magé.

Foram repudiadas também as perseguições contra as ocupações urbanas em todo o país, ao movimento dos camelôs, aos movimentos contra as remoções, aos militantes da Liga dos Camponeses Pobres assassinados pelo latifúndio, aos militantes presos e investigados dos movimentos contra o aumento das passagens, etc.

Foto tirada por ‘Chapolin’ e vídeo feito pelo ‘Coletivo Vídeo Gráfico’.

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