QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Carta sobre o fim da greve dos professores de São Paulo (Renovar pela Luta)


Reproduzimos o panfleto dos companheiros da corrente Renovar pela Luta, da APEOESP, formada por companheiros do Espaço Socialista e independentes.



Esclarecimento à População      
Fim da Greve!                                

A greve dos professores foi encerada nesse dia 10 de maio. O governo se comprometeu a reduzir o tempo de afastamento dos professores temporários de 200 para 40 dias ao final de seu contrato, incluí-los no Hospital do Servidor Público, retirar a obrigatoriedade da Prova anual para os que tenham sido aprovados, retirar as faltas conforme haja a reposição. Concedeu 2% a mais de reajuste.      

Temos que continuar na luta, poís esses itens ainda não estão por escrito e nem de longe são suficientes para melhorar de fato a Educação Pública. Mas mostra que a luta é o caminho para as mudanças que precisamos. É preciso que mais pessoas se incorporem.   

Queremos agradecer o apoio de todos e que continuem junto conosco defendendo a escola pública de qualidade.


Como está a escola de seu filho?
ü   
     As escolas públicas precarizadas, por falta de investimento;
ü   Professores mal pagos, contratação precária e temporária, que vai contra a Constituição, sem direitos.
      Falta de materiais e espaços para desenvolvimento do trabalho pedagógico;
ü  Seu filho precisa de uma escola que realmente eduque! Os alunos dentro das escolas não são preparados para a vida em sociedade defendendo seus direitos, da população e do meio ambiente.  Muito menos para o vestibular;


Pergunte ao seu filho:
ü  
     Ele sabe escrever corretamente, sabe ler claramente entendendo o conteúdo proposto?
ü   A escola proporciona sala de informática, laboratório, sala de vídeo e material didático e paradidático para aulas dinâmicas?
ü  
    O quadro de professores está completo, ou ficam de aula vaga no pátio, quando não tiram algum funcionário da escola (desvio de função) para tomar conta dos alunos sem o mínimo conteúdo de aprendizado?


O que você quer da escola para seu filho?
·       
  O desejo de um pai é que seu filho tenha uma vida melhor que a dele e por isso coloca- o na escola. Que decepção quando o filho termina o ensino médio, não sabe ler e escrever corretamente e acaba em trabalhos precários sem carteira assinada. E quando a intenção é a entrada na universidade isso piora ainda mais.

BASTA!  O governo quer privatizar a educação pública tirar sua responsabilidade pela educação. O Brasil sexto país mais rico do mundo em arrecadação, não pode deixar de investir. Iludindo a população dizendo que não tem dinheiro para educação saúde e moradia, mas dinheiro para banqueiro para empresários, para a corrupção, copa do mundo tem.

É importante a participação dos pais e alunos no Conselho de Escola, APM e Grêmio Estudantil.  Para maiores informações e organização, ligue SUBSEDE SANTO ANDRÉ. 

Fone 49943839.

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terça-feira, 21 de maio de 2013

Sobre o fim do Colégio Estadual Vicente Licínio Cardoso


Reproduzimos a carta do companheiro Pedro, do GEP (Grupo de Educação Popular), sobre mais esse ataque à educação pública por conta da Copa e das Olimpíadas.



Sobre o fim do Colégio Estadual Vicente Licínio Cardoso
 
Dia 20 de Maio de 2013, quem lembrará de ti?

No mesmo dia em que comemoramos, nas ruas, os 25 anos da marcha de 1988 pela igualdade racial, uma escola pública construída na área portuária – onde os negros sobreviventes eram vendidos após o sequestro na África, após meses à carne cortada em navios onde roubar a vida era o próprio princípio (o batismo?) em questão, onde a memória da dor, cravada em ossos e pedras, hoje é comercializada como “cultura” e “patrimônio” nos mesmos locais de onde seus descendentes são hoje expulsos pela parceria “olímpica” de empresas e Estado - recebia um comunicado da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro anunciando a sua extinção. A partir deste dia, o governo de Sérgio Cabral – que há algumas semanas atrás, lembrando a "abolição" da escravidão, homenageou a polícia militar do RJ, a mesma que mata jovens pretos como quem pede uma informação num ponto de ônibus - concretiza o que ele já construía desde 2010: o fim do Colégio Estadual Vicente Licínio Cardoso, colégio que por mais de três décadas esteve localizado na Praça Mauá e que desde Março deste ano estava “alojado” no Colégio Estadual Julia Kubischek após sofrer dois despejos arbitrários em Janeiro e Fevereiro deste ano (o primeiro para a Escola Municipal Darcy Vargas, uma escola de ensino infantil onde não foi oferecido nem salas e carteiras para adultos, e o segundo para o C.E.Julia Kubischek, retirando a escola da área portuária).

Para quem construía esta escola e acredita na possibilidade de realizar outro projeto político e pedagógico na região, hoje a tristeza é imensa. Comecei a trabalhar no C.E. Vicente Licínio Cardoso em 2009. Morava na Ladeira do Barroso 136 (Morro da Providência, Gamboa) e escolhi esta escola para trabalhar por estar envolvido na luta pela educação popular na área portuária do Rio e ver a oportunidade de aproximar o trabalho que realizo com tantas outras companheiras e companheiros no Grupo de Educação Popular (GEP), na Providência (através do Pré-Vestibular Comunitário Machado de Assis e da Alfabetização de Jovens e Adultos da Providência), da escola pública que sempre atendeu a maior parte das pessoas que concluíram o segundo grau e que residiam no Morro da Providência e nos bairros da Gamboa, Saúde e Santo Cristo.

Nestes anos, apesar de conviver com o total desrespeito - o racismo institucional - da Secretaria de Educação, órgão do Estado responsável pela destruição da educação pública e que nunca teve qualquer preocupação com a falta de funcionários na escola, com a péssima estrutura, com a qualidade de trabalho para os profissionais e de ensino para os alunos, conseguimos fazer muitas coisas boas e posso dizer que tive uma alegria imensa de ter atravessado a vida – e ter a minha percorrida – de muitas pessoas bonitas, cheias de beleza e coragem, que nos impedem de esquecer, nestes momentos difíceis, que “a vida bate”, apesar de tudo.

Sabemos, não temos dúvida, que esta é mais uma derrota, mais uma pancada. Mas, lembremos sempre, para aqueles que ainda nos agridem, que somos de ferro vermelho, eterno, como o poema "à vida" de Marina Tzvetaieva.
 
À Vida
 
Não roubarás minha cor
Vermelha, de rio que estua.
Sou recusa: és caçador.
Persegues: eu sou a fuga.
Não dou minha alma cativa!
Colhido em pleno disparo,
Curva o pescoço o cabelo
Árabe — E abre a veia da vida.
 
Saudações, a luta continua,

Pedro (Professor da rede estadual e militante do Grupo de Educação Popular)

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

A greve no BB foi muito fraca: o que fazer agora?



No dia 30/04, a greve nacional de 24 horas contra o Plano de Funções que reduz os salários foi bem como a maioria esperava: bem fraca. São Paulo foi um dos lugares mais problemáticos, porque no dia 5/04 já tinha acontecido uma paralisação de 24 horas, e os funcionários foram punidos com o código 308 (falta não abonada e não autorizada), que significa desconto no salário. Por exemplo, no São João, quase ninguém fez greve.
 
No Rio de Janeiro, em que o clima estava um pouco melhor, só o que parou realmente foi o Sedan e as agências do centro da cidade, e o serviço dos caixas nos bairros. No Andaraí, que é o centro da maioria das mobilizações, a grande maioria foi trabalhar. Em algumas capitais, como Natal e Brasília, nem mesmo aconteceu paralisação.

A realidade é que existe um clima derrotista muito grande no funcionalismo, por causa da pressão cada vez maior pelo cumprimento das metas da direção do banco. Há uns dois ou três anos, a grande maioria dos gerentes e auxiliares, porque não confiam no sindicato que vende todas as greves e assina qualquer acordo, têm furado as greves, e ido trabalhar com as agências fechadas, pressionado com várias ameaças de descomissionamento e cobranças por resultados diários. Isso é um fator que enfraquece as mobilizações, porque o banco continua a vender os seus serviços normalmente, mesmo sem abrir para o público.

Os sindicatos, dirigidos quase todos pelo mesmo PT que é o patrão no Banco do Brasil, também têm dado a sua contribuição. As pessoas veem as campanhas salariais como um jogo de cartas marcadas, onde, na hora em que aparece um aumento de um por cento acima da inflação, a CONTRAF-CUT já quer assinar o acordo e ainda fingir que foi uma grande vitória. 

Diante da greve meia-boca dessa semana, tudo indica que a direção da categoria vai canalizar a insatisfação dos bancários para as conferências por banco e, parar de fazer qualquer movimento até setembro, quando novamente vai existir a mesma greve nacional com o mesmo formato. E, na greve, depois que fecha o acordo do reajuste, sempre as reivindicações específicas (como é o caso da luta contra o Plano de Funções) são varridas para debaixo do pano. Ou melhor dizendo, para as Mesas de Negociação Permanente e para a campanha salarial do próximo ano...

E agora?

Os companheiros do coletivo Bancários de Base/SP, que apoiamos, diante de toda essa situação, votaram nas assembleias do dia 29/04 contra a paralisação e a favor de um calendário de lutas para preparar uma greve por tempo indeterminado.
 
Agora, os mesmos oportunistas do PT, que desmontam as greves todo ano, estão acusando os companheiros de serem "contra a luta". Isso é ridículo. Mesmo tendo sido contra a greve, no dia seguinte eles estavam desde cedo nos piquetes, cumprindo o que foi decidido na assembleia! 

Na assembleia, nós votamos a favor da greve. Mas uma paralisação tão fraca acaba piorando a organização da categoria, já que os trabalhadores ficam desacreditados dos resultados da própria luta e perdem a confiança na sua força. Por isso, fazemos uma autocrítica e reconhecemos que seria melhor adiar a paralisação, aprovando um calendário de luta que desse tempo para preparar melhor a greve.  

Para nós, o motivo da fraqueza da greve está na desorganização sindical da categoria, na sua falta de confiança nos métodos de luta e na descrença na possibilidade de vencer essa batalha contra o patrão. Não é possível uma greve ser vitoriosa se não tiver uma preparação muito maior do que a que aconteceu. O fato da direção da CUT estar tão afastada do dia-a-dia da categoria é a explicação deles terem tentado fazer uma greve sem a menor condição como foi essa. Por isso, achamos que foi correto o encaminhamento dos companheiros do Bancários de Base, que daria mais tempo pra uma greve ser realmente organizada, com reuniões nos locais de trabalho, passagem em agências, panfletagem etc.

Infelizmente, não existe solução a curto prazo, dentro da próxima campanha salarial. A tarefa é muito maior: temos que aumentar a organização da categoria, preparar melhor politicamente os delegados sindicais, criar meios de comunicação alternativos à comunicação corporativa, estar presentes nas pequenas injustiças que acontecem em cada local de trabalho. A alternativa passa por reconstruir o movimento sindical na base da categoria, com uma política de luta de classes, independente do governo e da direção do banco, para que sejam dados os passos necessários para a criação de uma direção realmente comprometida com os trabalhadores, resgatando a luta socialista que estava no programa da CUT e que foi abandonada pelos governos do PT.

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Vamos derrotar os aumentos de passagem no Rio! Ato dia 20/05 na prefeitura!


A luta recomeça

O transporte no Rio de Janeiro ficou insuportável. Quem tem que acordar cedo pra trabalhar fica horas nos engarrafamentos, ou precisa enfrentar o metrô superlotado, as barcas e trens atrasados e sucateados.

O governo torra o nosso dinheiro na preparação da Copa e das Olimpíadas, e não faz nada pra melhorar o transporte. E agora, mais uma vez, o Eduardo Paes, que se elegeu com o apoio das milícias e da máfia da RIÔNIBUS/FETRANPOR, falou mais uma vez que vai aumentar o preço das passagens, agora pra R$ 3,05.

O Rio de Janeiro tem uma orla muito grande, que poderia ser aproveitada para o transporte por barcas. E a rede de trens e metrôs da cidade é muito pequena. Por exemplo, em São Paulo são várias linhas, que cobrem praticamente a cidade toda. Muitos não sabem, mas isso acontece porque a FETRANSPOR, a máfia que organiza as empresas de ônibus, compra a maioria dos vereadores, e eles sempre votam pra estagnar o transporte que não seja de ônibus, que é o mais caro e poluente, só pra não mexer nos lucros do setor.

É assim que funciona o sistema em que vivemos, o capitalismo. A camarilha do governo e das empresas estão cagando para população e a natureza, o que interessa é dar lucro pros milionários. É assim que funciona o Estado, os que são eleitos são quase sempre os que já têm dinheiro o suficiente pra bancar as campanhas, e assim vai governar pra favorecer a sua classe. Por isso, o movimento tem que se organizar, pra que os interesses dos trabalhadores, que dependem do transporte público, prevaleçam contra os dos empresários e do Estado.

Como organizar o movimento?

Nessa luta, muita gente nova apareceu, o que é uma coisa muito boa. Como essas pessoas, na sua maioria, nunca participaram de nenhum movimento social, muitas vezes não entendem como as coisas funcionam pra garantir a maior democracia e melhor capacidade de ação.

Pra começar, o movimento se organiza através de plenárias, onde todas as pessoas podem participar, com cada um tendo direito a um voto, e tudo sendo decidido por metade mais um. De vez em quando, é defendido que as coisas só podem ser decididas por consenso, ou seja, se todos concordarem. Isso só parece democrático mas, na verdade, é uma ditadura da minoria: se uma pessoa discordar de todas as outras, não tem consenso e nada é feito por causa de um só.

Tem surgido propostas para fazer o espaço do Facebook um espaço de organização e decisão, como uma plenária virtual, o que são propostas ruins, porque temos que organizar o movimento a partir das pessoas já comprometidas com a luta contra o aumento, e no face tem muita gente que bota a cara mas no hora não se compromete na vida real. Além disso o Facebook é uma porta aberta para P2 da polícia e agentes provocadores de todo tipo, e por isso compromete a segurança dos militantes e ativistas, como foi por exemplo na luta contra o aumento das Barcas ano passado e este ano, que a policia intimou os organizadores para deporem na DP antes mesmo de se realizarem as manifestações.

Por isso nas plenárias se decide como vão ser as atividades, o formato das manifestações etc. Podem participar não só os estudantes independentes, mas também todos os partidos, movimentos, sindicatos, grêmios, DCEs etc, que concordam com o ato, e que trazem as suas próprias propostas sobre como avançar a luta. As pessoas têm total liberdade pra se organizarem, se você não gostar dos partidos, só tem uma solução: chamar mais pessoas independentes do que a quantidade de militantes dos partidos.

Além disso, toda pessoa podem divulgar as suas ideias políticas, através de jornais, camisetas, bandeiras, cartazes etc. Inclusive quem faz parte de partidos. Se você é contra isso, o que você tem que fazer é divulgar o seu ponto de vista do mesmo jeito. Qualquer tentativa de excluir alguém do movimento ou de censurar só vai dividir e enfraquecer.

Só podemos derrotar o governo se tivermos o apoio do povo!

No final do ano passado, conseguimos reverter a proposta de aumento do ônibus. Mas não temos como impedir indefinidamente esse aumento se não tivermos uma estratégia real para derrotar o governo. A luta vai acabar se desgastando se não se tornar cada vez maior e se não trouxermos para o nosso lado a grande maioria da população.

A primeira condição pra isso é criarmos uma comunicação que consiga ser o mínimo de contraponto à televisão e aos jornais, que sempre vão queimar a luta dizendo que nós somos "baderneiros" e que estamos "atrapalhando o trânsito". As redes sociais são importantes, mas a maioria das pessoas que acessam as nossas campanhas já são favoráveis.. Temos que divulgar o movimento nos locais de estudo, trabalho e moradia, pra tentar alcançar as pessoas que ainda estão indiferentes.

Temos também que ter uma proposta de sistema de transporte que a gente possa mostrar pras pessoas como alternativa ao que está aí. Nós, do Coletivo Lênin, defendemos que é preciso lutar por um sistema de transporte público, que priorize os trens, barcas e metrô, gerando menos poluição. Que seja gratuito, o que é possível se ele for financiado por impostos sobre as grandes empresas. E que seja controlado pelos seus trabalhadores e pela população, através da eleição dos seus administradores.

Essa proposta não é impossível. Existem recursos para isso. Mas ela só pode ser realizada através de uma luta prolongada, unificando os estudantes e jovens em geral com os trabalhadores, principalmente do ramo de transportes. Temos que ganhar a população através de uma proposta que mostra uma alternativa de sociedade, que realmente favoreça os trabalhadores.

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terça-feira, 7 de maio de 2013

NÃO AOS CRIMES AMBIENTAIS (CEDS/RS)


Reproduzimos a nota dos companheiros do CEDS, mostrando a relação entre a destruição do meio ambiente e os lucros dos empresários no Rio Grande do Sul


NÃO AOS CRIMES AMBIENTAIS

Existe um clamor generalizado em relação aos crimes que foram cometidos contra o meio ambiente em Porto Alegre e outras regiões do Estado, de responsabilidade de agentes da administração pública estadual e municipal, envolvendo as licenças ambientais para a mineração fluvial e empreendimentos imobiliários em Porto Alegre e no litoral do Estado, entre outras atividades.

Infelizmente, a partidarização dos órgãos públicos e o número cada vez maior de cargos de confiança em detrimento do concurso público, está logrando desmoralizar a gestão pública do meio ambiente no Estado.

A atual devassa realizada pela Polícia Federal expôs também uma outra realidade, que raramente é lembrada, e que no entanto, é o foco da questão. Desta vez,  foi desvendada a participação corrupta de grupos empresariais sequiosos de obter lucro explorando áreas da cidade que deveriam ser priorizadas para o uso público. Também expôs os lobbies oportunistas que representam os empresários junto ao setor público.
         
A orla do Rio Guaíba é o principal alvo dos grupos imobiliários em Porto Alegre. Associados à Prefeitura Municipal e à maioria dos vereadores da Câmara Municipal, eles avançaram de forma profunda, e em alguns casos irreversivelmente, sobre esta que é a grande área nobre da cidade, que deveria toda ela ser considerada de utilidade pública. Apropriaram-se da área do Estaleiro Só para construção de prédios residenciais de luxo. Tentaram fazer o mesmo na área florestal das encostas do Morro Santa Tereza, pertencentes ao Estado (FASE), que estava sendo convenientemente rifada pelo Governo Yeda e planejam fazer o mesmo com o espaço do porto da cidade, edificando ali centros empresariais e shopings. Por muito pouco, porque foi detida pela mobilização dos sindicatos e movimentos populares, a Prefeitura Municipal não acabou com o Largo Zumbi dos Palmares, tradicional espaço de lazer e de atividades populares, para colocar ali um terminal de ônibus.
            
Na espera da execução dos projetos empresariais para o porto da cidade, a Prefeitura Municipal abandonou e sucateou a área próxima da Usina e do Parque do Gasômetro. Mas, mesmo assim, este espaço continua sendo frequentado de forma intensa pela população de Porto Alegre, que tem ali um dos seus principais parques de lazer.
            
Em 6 de fevereiro de 2013, a Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal, dirigida por Luiz Fernando Záchia, que esteve preso no Presídio Central do Estado, por implicação no recente episódio de corrupção, mandou cortar com moto-serras, de surpresa e apressadamente, quatorze árvores (tipuanas, características de Porto Alegre) localizadas na volta do Gasômetro, chamadas de "vegetais" pelo Secretário Municipal Urbano Schmidt, na tentativa de diminuir a importância do crime ambiental que foi cometido. Outras 150 árvores da mesma área teriam sido cortadas na sequência desta operação, caso alguns jovens não tivessem subido nas árvores sobreviventes e não ocorresse a intervenção dos movimentos populares e ambientais e da população em geral.

            Clamam algumas perguntas:

O que diz o "estudo de impacto ambiental" que autorizou a derrubada de tamanha quantidade de árvores, todas localizadas na mesma área, lesando assim de forma drástica o meio ambiente do bairro e inviabilizando o Parque do Gasômetro, criado em lei?
            
Por que a SMAM escondeu da população o seu projeto de derrubada das árvores? Por que ainda insistem em cortar mais árvores? O que está por trás deste crime ambiental?
            
É preciso que sejam investigadas imediatamente as relações existentes entre este e outros crimes ambientais, com a corrupção provocada pelo consórcio criminoso formado por empresários e dirigentes de órgãos públicos.
            
Exigimos a mais ampla divulgação dos crimes ambientais que foram cometidos e a punição dos seus responsáveis, assim como rigor e eficiência para a concessão de  licenças, para que não se repitam mais estes tristes episódios. Para isto queremos ver reforçada a estrutura dos órgãos do meio ambiente em nível municipal e estadual, a abertura de concurso público para técnicos e a diminuição dos cargos de confiança.          

Porto Alegre, 4/5/2013

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Manifestação contra o aumento das passagens, dia 20/05! Plenária de organização dia 10/05, sexta-feira, 18h30 no IFCS


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já falou em mais um aumento das passagens de ônibus, dessa vez para R$ 3,05. Nós conseguimos adiar esse aumento com as manifestações de novembro e dezembro passados. Se unirmos o movimento estudantil com os sindicatos e outros movimentos dos trabalhadores, vamos ter força pra derrotar o aumento de novo.

A Plenária de organização vai ser no IFCS (Largo de São Francisco - Centro), às 18h30 da sexta-feira. Todos têm direito a voz e voto pra definir os rumos do movimento.

O ato vai ser dia 20/05, segunda-feira, na frente da Prefeitura. Os detalhes vão ser definidos na plenária.

Ajude a organizar, divulgue na sua escola, trabalho, bairro, universidade! Se você for militante de algum partido de esquerda, movimento ou entidade, leve a sua bandeira, todos os que estiverem contra o aumento são bem-vindos!


Mais informações, você pode acompanhar pelo Evento no Facebook.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Saiu o Revolução Permanente n° 8! Agradecimentos pelos mais de 50 mil acessos!!!




Nós, do Coletivo Lenin, primeiramente queremos agradecer aos nossos companheiros de lutas, independentes ou organizados, leitores e simpatizantes, pelos mais de 50 mil de acessos!
Esse é o reconhecimento de vocês dos nossos esforços pela construção dessa pequena ferramenta na reorganização das lutas no movimento dos trabalhadores; nosso blog segue hoje não apenas sendo um dos nossos veículo de propaganda, mas também um espaço democrático dos movimentos de trabalhadores do Brasil e do Mundo para que divulguem as suas lutas e debatam conosco, e com outros companheiros, suas ideias e perspectivas para o futuro de nossa classe!
Além de estarmos comemorando a marca dos 50mil acessos, acabamos de lançar o nosso jornal Revolução Permanente n°8! Aos companheiros que quiserem a edição em .pdf, basta deixar um pedido aqui neste post ou enviar para o nosso e-mail c.comunista@yahoo.com.br!

Abaixo segue o conteúdo desta nova edição do Revolução Permanente:

1)Aldeia Maracanã vive!

  • 15/11/2012 - Tribunal permite demolição do Museu do Índio, no Rio.
  • (08/01/2013) AMEAÇA À ALDEIA MARACANÃ!
  • (16/01/2013) Aldeia Maracanã: uma vitória, mesmo que parcial e temporária!
  • (08/02/2013) Aldeia Maracanã: mais um dia, mais uma vitória.
  • (19/03/2013) Aldeia Maracanã por um fio, despejo adiado para dia 20/03, 16h.
  • (22/03/2013) Manifestação na ALERJ contra o despejo da Aldeia Maracanã! Todos lá AGORA!!!


2)Movimento de bancários no Banco do Brasil!
3)Os novos direitos das empregadas domésticas e a classe média com saudades da escravidão.
4)Organizar manifestações de solidariedade contra a intervenção imperialista
na Coreia do Norte! Nenhum apoio ao regime stalinista!
5)A Frente Popular sem Chávez: Por que o a CIA, a Veja e a Globo comemoram? 
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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Greve no dia 30/04 contra o Plano de Funções! Assembleia na segunda, dia 29/04, 18h30



No dia 09/04, o banco tinha prometido uma reunião com os representantes sindicais pra discutir sobre o novo plano de funções, que reduz salários e aumenta a carga de trabalho nas agências. Mas o próprio banco desmarcou a reunião, passando a dizer que o novo plano de funções é estratégico e, por isso, ele não vai negociar nada! Por causa disso, a CONTRAF-CUT decidiu organizar uma greve de 24 horas, pra exigir a reabertura das negociações.


As ameaças e mentiras da direção do banco

A atitude do banco está sendo cada vez mais agressiva diante das reivindicações, nos últimos anos. Hoje em dia, a pressão está tão grande por causa das metas, que a grande maioria dos comissionados não está fazendo greve.

Mas só quem luta consegue conquistas. A maior prova disso foi a última greve, em que os caixas tiveram algumas pequenas melhorias, enquanto a gerência média só teve o reajuste baixo e os Asnegs tiveram que engolir o novo plano de funções, que é totalmente o contrário do que estavam reivindicando.

E o clima de pressão do banco está cada vez pior. No boletim pessoal de segunda, o banco fez a ameaça de dar 308 (falta não abonada e não justificada) em quem for fazer greve. E, em muitas superintendências, está sendo espalhado o boato falso de que um dia de 308 significa perder a PLR!

Na verdade, em todas as greves, o banco dá o 308 imediatamente, e isso é revertido através da negociação do acordo. E vai ser o que vai acontecer, se a greve tiver força pra fazer o banco negociar. E, mesmo que ele mantenha o 308, isso significa o corte da parte proporcional a UM DIA da PLR, ou seja 1/180 dela.


Dessa vez, não é jogo de cartas marcadas, a greve é pra valer

Tudo isso está acontecendo porque essa greve não era uma daquelas previstas pelo banco, em que ele e a direção do sindicato tentam transformar tudo num teatro, pra dar um aumento um por cento acima da inflação.

Essa greve só aconteceu porque mais de 70% dos Asnegs não assinaram o novo plano, o que impediu o banco de chegar ao seu objetivo de corte de verbas.Dessa vez, não podemos esperar a “ordem natural das greves”: temos que resistir ativamente, senão teremos que engolir esse prejuízo!

Os sindicatos estão muito desacreditados, por causa do oportunismo das suas direções, que na grande maioria são vinculadas aos mesmos partidos do governo, que é nosso patrão. Mas não existe solução individual para problemas coletivos. Temos que correr o risco pra defender a nossa carreira contra as tentativas de redução de salário e assédio moral. Por isso, devemos encher a assembleia de segunda-feira e fazer a maior greve possível, para mostrar força e reabrir de fato as negociações.

Rodrigo Silva (delegado sindical PSO Rio Norte)
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terça-feira, 23 de abril de 2013

BB: construir uma grande greve nacional no dia 30 contra o plano de funções! (MNOB)


Fonte: MNOB



BB: construir uma grande greve nacional no dia 30 contra o plano de funções!


O "sucesso" do novo Plano de Funções somente pode ser comparado ao "sucesso" do novo sistema de ponto eletrônico do BB! Apesar do fracasso completo de ambos, o BB, na pessoa de seu diretor Carlos Neri, parece não ter limites na repetição das mesmas mentiras em seu Boletim Pessoal, talvez com a esperança de que, repetida inúmeras vezes, a mentira se transforme em verdade!

Nós, contra as mentiras, repetiremos mais uma vez os fatos: o novo Plano de Funções é um verdadeiro fracasso. Isso só se explica porque ele serve somente para atender aos interesses da diretoria e dos acionistas do BB, em detrimento de seus milhares de funcionários. A adesão continua sendo extremamente baixa. Lembremos que, quando falamos em "adesões", os números são mascarados, pois incluem também os colegas que passaram a ocupar funções comissionadas a partir da implantação do novo plano, ou seja, colegas que não aderiram voluntariamente. Mesmo se não considerarmos este fato, é no mínimo um exagero falar que 30% de adesões consolidam o sucesso do novo plano e confirmam a aprovação dos funcionários.

Neste último boletim pessoal, o BB procura deixar claro que não está disposto a negociar o plano, o que não o impediria de prestar esclarecimentos sobre ele. Seguindo esta linha, demonstrando tremendo desrespeito por todos os funcionários, desmarcaram na véspera a reunião agendada com a Comissão de Empresa para o último dia 9, que trataria desta questão. Queremos dizer à diretoria do BB que, conforme demonstramos em nossas últimas mobilizações, estamos bastante esclarecidos a respeito do Plano e não concordamos com ele. Não queremos esclarecimentos! Queremos um novo plano, com jornada de 6 horas sem redução salarial.

As mobilizações protagonizadas pelos funcionários de São Paulo deram um exemplo ao país e forçaram a direção da Contraf/CUT e o Comando Nacional a se posicionarem. A Oposição acaba de protocolar na Contraf/CUT um abaixo-assinado com 1.140 assinaturas de funcionários de vários estados exigindo a convocação de uma rodada de assembleias que convoquem paralisações de 24 horas em todo o país.

Após toda a pressão do movimento e a direção do BB desmarcar a reunião do dia 9, a Contraf anunciou em seu site uma greve nacional de 24 horas para o dia 30/04. Fazemos um chamado a todos os colegas para a construção de uma grande greve no dia 30 em todos os locais de trabalho! Para isso, precisamos exigir que os sindicatos convoquem assembleias, que são os fóruns legítimos para votar e preparar essa greve.

Ao mesmo tempo, em SP, temos o desafio de protocolar as ações judiciais, conforme aprovado em assembleia que rejeitou a CCV. Precisamos da ajuda de todos os colegas, descrevendo as funções exercidas por cada um, para facilitar a formação dos grupos homogêneos. Para isso, estaremos disponibilizando nos próximos dias um roteiro de perguntas, que pedimos a todos que respondam e encaminhem aos delegados sindicais.

Vamos permanecer firmes na mobilização para forçar o BB a assumir a verdade: esse plano é um fracasso e, diante disso, a única solução é abrir negociações!

– 11/04/2013

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Carta aberta sobre a greve dos professores, da subsede da APEOESP de Santo André


EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE:  Uma Luta de Todos os Trabalhadores!



A Av. Paulista foi tomada por professores que entraram em greve. O governo Alckmin tem que ouvir a sociedade que cobra Educação de qualidade. A população e os professores não aceitam:

Ø    Que o aluno saia do Ensino Médio despreparado, sem condições de arrumar emprego com carteira assinada, sem conseguir entrar em uma boa Universidade.
Ø    Que os governos destruam a Educação para manter os jovens sendo representados por “qualquer” candidato/Partido, que atende os empresários e não a população com Educação, Saúde, moradia, etc..
Ø    Que não invista em Educação de qualidade para os filhos dos trabalhadores, transformando as escolas em “depósito” de pessoas;

Basta! A sociedade merece respeito! Queremos que o dinheiro arrecadado no país seja investido na Educação pública e de qualidade. Não aceitamos desvio de dinheiro para os empresários e para a corrupção!
Seu filho precisa de uma escola que realmente eduque, para que seja consciente, crítico e contribua para transformação do mundo, respeitando o outro, a natureza, semqualquer exploração!

Diga não!  

Ø    À escola “depósito” de crianças e adolescentes; À privatização da escola pública; À aprovação do aluno sem saber ler, escrever e interpretar;
Ø    À precarização do trabalho e do salário do professor que educa seu filho;

Temos vários motivos para greve!

ü    Falta de laboratórios, salas de informática, bibliotecas, salas de vídeo  
ü    Falta de funcionários, Salas lotadas;
ü    Falta de Tempo na jornada para preparar e corrigir atividades
ü    Contrato precário de professores, sem direitos (exploração do trabalho). Péssimas condições de trabalho, prejudicando os alunos;
ü    Assédio moral a professores, alunos e funcionários (autoritarismo);
Todos nós somos responsáveis pela educação dos filhos dos trabalhadores. Só unidos essa situação de destruição da escola pública pode mudar.

Você também está indignado? Vamos lutar juntos!

v    23/04 – terça - Ato na Oliveira Lima às 10:30 h, com a presença do Bloco Fúria e Folia;
v    25/04 – Quinta  - Ato contra a privatização, em defesa e ampliação do IAMSPE (Hospital do Servidor Público);
v    26/04 - Sexta - Assembleia Estadual, com ônibus que sairão do Parque Celso Daniel, perto do Shopping ABC Plaza, às 13:00 horas.

É nosso direito e dever exigir dos governantes respeito, garantia de Educação Pública de Qualidade aos filhos dos trabalhadores!

Não mande seu filho para a escola! Lute conosco!

Tefefone: 4994 3839 – 4990 9699
Facebook: Apeoesp Santo André

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domingo, 21 de abril de 2013

Racismo, violência policial e islamofobia no espetáculo da polícia americana após atentado em Boston


Pedimos desculpas aos leitores do blog por estarmos falando de um tema tão insignificante como o atentado de Boston (em qualquer cidade do mundo, a violência policial, doméstica ou a fome deve ter matado mais gente e debilita muito mais do que o incidente de Boston, mas geralmente não se trata de americanos brancos). Só que é importante falar sobre as reações ao atentado, e do que elas mostram do potencial fascista no mundo de hoje.

Pra começar, nem temos muita certeza se realmente os dois jovens que são apontados como suspeitos foram mesmo os autores do atentado. Mas não pareceu fora do normal pra ninguém na mídia dos EUA e do mundo afora que pessoas que eram suspeitos fossem perseguidas em cenas de filme de ação e depois nem mesmo tivessem os direitos garantidos ( por exemplo, esperar o advogado para falar com a polícia). 

Pior do que isso foi a comemoração do povo americano, aos gritos de "USA, USA". Assim como comemoram a morte de todos os "inimigos dos EUA". Mais uma vez fica claro que os trabalhadores americanos se identificam com o seu governo, e acham que a sua situação social, muito melhor que a dos trabalhadores do Terceiro Mundo, depende da opressão imperialista brutal sobre os países atrasados e sobre as minorias nacionais dentro dos EUA.

Pior ainda é a incompreensão e má intenção da mídia empresarial, que está instigando novamente a islamofobia. Mais uma vez, se coloca todos os trabalhadores de países onde existe uma grande proporção de muçulmanos como muçulmanos, sem se importar com a religião ou falta de religião individual de cada um (ou seja, se "racializa" o islã). E, ao mesmo tempo, se assimilam todos os muçulmanos aos terroristas fanáticos estilo Al Qaeda.

Pra começar, os dois jovens, de origem chechena, parece que cometeram o atentado (que, com certeza, não contou com a participação de uma organização terrorista séria, como dá pra ver facilmente pelos recursos amadores que eles usaram) por uma questão de nacionalismo checheno. 

A Chechênia é uma semicolônia da Rússia, e que tem todo o seu direito à autodeterminação. Sendo que a autodeterminação tem sido negada desde a época do stalinismo, passando por todos os governos russo desde a restauração do capitalismo, da forma mais violenta possível. Foi essa violência e o desepero que ela causou que tem radicalizado o movimento nacionalista checheno, levando ele a adotar métodos terroristas que atacam os trabalhadores e a se aproximar do fundamentalismo islâmico (o Islã é a maior religião da Chechênia).

Na cabeça dos dois jovens, parece que existia a maior confusão entre o nacionalismo checheno (que expressa uma luta progressiva pela autodeterminação) e o fundamentalismo, que é uma corrente reacionária semelhante ao fascismo, independente de ser islâmico, cristão, judaico, hindu ou budista.

-Nós repudiamos o ataque a todas as liberdades democráticas que foi feito para garantir essas prisões. 

-Nós repudiamos que esse atentado tenha sido elevado a um problema mundial, por pura questão de racismo e hegemonia dos EUA. 

-Nós repudiamos a orgia de nacionalismo fascista, infelizmente em que a classe trabalhadora americana participou integralmente.

-Nós repudiamos que a luta pela independência da Chechênia tenha sido manchada novamente pelo terrorismo contra os trabalhadores.

-E, finalmente, nós repudiamos que esse atentado seja usado novamente pra insuflar a perseguição contra os muçulmanos em todo o mundo. 

Seria muito simples, aqui, terminar falando que a solução para a classe trabalhadora americana é o socialismo, que é o sistema que pode acabar com as guerras e o racismo, e que para avançar até o socialismo é preciso criar um partido revolucionário dos trabalhadores. Mas, antes disso é necessário reconstruir o movimento dos trabalhadores dos EUA, em bases internacionalistas e antirracistas, para que seja possível disputar a consciência dos trabalhadores americanos contra a mídia fascista estilo Fox News.



Islamofobia

Desde o atentado de 11 de setembro, a islamofobia é a forma de discriminação religiosa e racial dominante nos países imperialistas, como antes dela foram o antissemitismo e o racismo anti-negro. O Islã é considerado um religião machista e baseada na violência. Isso é usado como pretexto para a perseguição de imigrantes de países islâmicos na Europa e nos EUA, a proibição das suas práticas religiosas (como o uso do niqab, que é um véu que cobre o rosto todo, usado por algumas correntes mais extremas da religião). 

As organizações de extrema-direita mais ativas, como a EDL (Liga de Defesa Inglesa), o Tea Party (EUA), a Frente Nacional (França), o NPD (Partido Nacional da Alemanha) etc. têm usado cada vez mais a demagogia islamofóbica pra jogar nos imigrantes a culpa sobre os problemas sociais piorados pela crise atual. 

O Islã é uma religião como qualquer outra e, por isso mesmo, promete que as injustiças desse mundo serão resolvidas no próximo (quando as pessoas irão para o inferno ou para o paraíso). Como o Islã é considerado pelos seus seguidores uma continuidade do judaísmo e do cristianismo, compartilha dos mesmos mitos fundamentais (a criação em seis dias, o homem feito de barro, a mulher tirada da costela, o dilúvio etc). Uma interpretação literal deles certamente entra em choque com as descobertas da ciência moderna. 

Ao mesmo tempo, temos que reconhecer que, por causa da modernização da sociedade, cada vez mais seguidores da religião interpretam simbolicamente esses mitos (como acontece com os judeus e cristão), inclusive existem correntes de esquerda, semelhante à teologia da libertação no cristianismo. O que não é o caso do fundamentalismo, que quer voltar a roda da história para o século VII, massacrando os direitos das mulheres e criando uma teocracia (governo religioso) tão rigorosa que geralmente os fundamentalistas perseguem até mesmo outras correntes islâmicas mais moderadas, como os sufis.

Além do mais, o fundamentalismo existe em todas as grandes religiões, porque ele é uma expressão reacionária do desejo de setores tradicionais que querem se livrar dos males da modernidade capitalista através da regressão para formas medievais de sociedade. 

No cristianismo, são exemplos de fundamentalismo movimentos como a Ku Klux Klan (com a sua teologia que diz que os negros são amaldiçoados, que o Marcos Feliciano copiou), Opus Dei (do Geraldo Alkmin), TFP (que faz parte do movimento monarquista brasileiro), ou a Teologia do Domínio (uma teologia evangélica que prega que as Leis do Antigo Testamento sejam adotadas pelos governo), que está começando a entrar no Brasil. 

A posição dos comunistas, portanto, diante dessa histeria islamofóbica, deve ser a defesa do direito à total liberdade religiosa, que só pode existir com a separação completa entre Estado e religião.  Ao mesmo tempo, temos que combater ideologicamente todas as formas de fundamentalismo religioso, mostrando que elas desabam como um castelo de cartas diante das descobertas da ciência, e que a solução para os problemas sociais deve ser procurada nesse mundo mesmo, através da luta de classes. 

Dito isso, pra não cair num erro estratégico grave, temos que deixar bem claro que o inimigo principal no Ocidente, onde o fundamentalismo islâmico praticamente não tem influência na sociedade, é a islamofobia, ainda mais quando é instigada pelos fundamentalistas cristãos, de que os EUA (e o Brasil) estão cheios. 

Na luta contra a islamofobia e o fundamentalismo religioso, em muitas situações estaremos fazendo ações conjuntas com setores religiosos que lutam por causas progressistas contra qualquer forma de perseguição às minorias culturais ou religiosas. E esta é uma ocasião muito importante para a luta pela hegemonia da classe trabalhadora contra todas as formas de opressão da sociedade.
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Reunião em Curitiba em defesa do Estado Laico e contra a PEC 99/11, dia 20/04, sábado


Os companheiros da Juventude Revolução estão organizando a luta contra a PEC 99/11, que dá a organizações religiosas nacionais o poder de contestar a constitucionalidade de leis perante o Supremo Tribunal Federal (através das Ações Diretas de Inconstitucionalidade – ADIn). Essa é uma importante luta contra o avanço do fundamentalismo cristão na nossa sociedade. Reproduzimos a convocatória dos companheiros e chamamos todas as organizações de esquerda e democráticas aqui do Rio de Janeiro para organizar essa luta aqui também! 




A história da laicidade é a história da luta pela democracia, inclusive para assegurar o direito religioso. No Brasil a separação entre o Estado e a religião teve origem na república.
Acaba de ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados a admissibilidade do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) número 99 de 2011, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), que dá a organizações religiosas nacionais o poder de contestar a constitucionalidade de leis perante o Supremo Tribunal Federal (através das Ações Diretas de Inconstitucionalidade – ADIn).
Ao dar às organizações religiosas o estatuto de entes políticos institucionais, a PEC iguala organizações religiosas às instituições da república e ameaça trazer conflitos de valores religiosos para dentro do Estado.
O risco da regulação religiosa do Estado é a imposição dos preceitos religiosos sobre valores científicos e jurídicos da sociedade, criando-se situações arbitrárias até mesmo sobre outras religiões diferentes daquela professada como oficial.
Consideramos que a tramitação da PEC 99/2011 coloca em risco a separação entre estado e religião no Brasil, uma conquista republicana que vem sendo ameaçada de forma contundente nos últimos anos.
Por isso, resolvemos convocar os livres pensadores, os defensores da democracia e da república, os jovens e os defensores da liberdade religiosa a estarem conosco para discutir como lutar contra a aprovação da PEC 99/11. A reunião será no dia 20 de abril, um sábado, às 10 horas da manhã, na sala 404 do edifício D. Pedro II da UFPR (Rua Dr. Faivre, 405). Contamos com sua presença.
Assinam:
  • Ana Lucia Canetti – psicóloga
  • Maurício Moura – editor do blog Livre Pensamento
  • Paulo Roberto Cequinel – editor do blog Ornitorrinco
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