QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

domingo, 28 de março de 2010

Texto sobre o caso dos presos cubanos, do companheiro Douglas Maçaneiro

O texto a seguir foi escrito pelo companheiro Douglas Maçaneiro, de Florianópolis, militante do movimento estudantil, e é fruto de sua discussão com o PSTU e conosco. Não expressa completamente a nossa posição à cerca do caso, mas temos grandes acordos com ele.


OPERAÇÃO “CAVALO DE TRÓIA”: O PSTU E A RELAÇÃO DE CONFIANÇA COM A MÍDIA BURGUESA.
O caso dos presos cubanos.



Na semana passada a Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-qi) publicou um documento orientando a sua seção brasileira, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), sobre os direitos humanos em Cuba e a repercussão de dois casos de supostos “presos políticos” em greve de fome - que acabou gerando à morte do presioneiro Orlando Zapata, após 85 dias de jejum. Aproveitando-se da notícia tendenciosamente falsa e caluniosa o documento reproduz em proporções monstuosas e banais, sem ter o trabalho de buscar evidências - baseado-se tão somente na relação de confiança que cada vez mais a LIT/PSTU demonstra ter em relação as cadeias de informação oficiais do Império. O documento procurou desqualificar o Estado cubano e a sua ordem política, social, econômica e constitucional, tido como um “sistema viciado”, sem “democracia operária” e, de acordo com seus critérios automáticos e simplistas, Cuba já seria um “país capitalista” desde a década de 1980 e por isso não haveria mais “nada a defender” (o que na verdade, nunca defenderam de fato). Após convencerem a si mesmos de que não há mais nenhuma diferença entre Cuba e qualquer país capitalista, com exceção do poder centralizado, o documento tenta convencer os trabalhadores a não deixar a CIA sozinha nessa "força-tarefa" contra Cuba. O que impressiona pela falta de noção dialética.

Com a polêmica postura (mais uma vez...), despertaram protestos da esquerda em geral e após as respostas que receberam, inclusive a carta que segue adiante, confimaram que a corrente realmente deverá se juntar até mesmo à burguesia por uma ofensiva contra o Estado Cubano, reeditando a frente direita-trosko-morenista que derrubou os Estados Operários do Leste Europeu e restaurou o capitalismo, conforme será demonstrado na carta. O nome (apenas o nome) dessa ofensiva contrarrevolucionária da LIT-qi ficou por minha conta: 'Operação “Cavalo de Tróia”'.

Por acaso a LIT-qi não quer para Cuba aquela mesma "democracia operária" que conseguiu para todo o Leste Europeu na década de 1990, capitulando os pró-capitalistas e imperialistas? Então pra que fazer de conta que são defensistas dos Estados Operários quando na verdade foram e continuam sendo reformistas/restauracionistas? Senão vejamos como essa parte da esquerda influenciada pela burguesia e inclinada ao imperialismo, se posicionou nos seguintes acontecimentos históricos: a) Na Polônia, apoiaram e financiaram os reformistas pró-capitalistas do partido Solidarnosk, de Walesa (também apoiado pela CIA, OTAN, Vaticano e Monarquias européias); b) Na Russia declararam apoio ao golpe do burguês Boris Yeltsin, chamando de “revolução política”; c) na Alemanha, vislumbrados com a 'queda do muro de Berlim" não titubearam em comemorar o evento como uma festa imperialista, considerando como "a mais colossal revolução de massas da era moderna" e profetizaram com otimismo "o início da nova etapa do socialismo com democracia" (Correio Internacional, Jun/1991). De lá para cá, a LIT acredita que há “uma situação revolucionária internacional”, sendo a causa principal de tantos erros de análise e de desvios de direita como essa última, que se tiverem êxito, o novo poder, em Cuba, será composto por um governo de coalisão com a burguesia imperialista, o que seria um golpe contra todo o processo independentista da América Latina e um retrocesso de 50 anos.

Hoje, passados 20 anos da restauração capitalista na Europa não é difícil de perceber como tais previsões foram incrivelmente falsas, a “etapa do socialismo com democracia” e a tal “situação revolucionária internacional” só existem mesmo na cabeça dos dirigentes da LIT-qi. Essas posturas e seguidas traições foram como pisotear os milhões de trabalhadores europeus que tinham o pleno emprego e hoje estão amargurando as filas de desempregados, a perda da seguridade social, a destruição dos sindicatos, as conquistas históricas da revolução, jogando, consequentemente todo o processo revolucionário para a defensiva. Dessa forma, os nossos "profetas" do "otimismo espontaneista" deveriam assumir a responsabilidade direta por essas restaurações e também indireta por ter mais trabalhador europeu se suicidando nas fábricas do que morrendo em acidentes de trânsito.

Difícil, aliás, de virar notícia os 25 trabalhadores que já se suicidaram nos últimos 2 meses dentro de fábricas européias, mas é bem oportuno se aproveitar de um óbto em Cuba, por greve de fome, de um preso comum promovido à "dissidente político" pela mídia falsificadora. Se tem algo "viciado" aí, está na forma de se utilizar do método burguês de repetir mentiras até virar "verdade".

Essas traições aconteceram e continuam acontecendo porque falta à LIT-qi, entre outros fundamentos elementares, a comprensão leninista de que estamos sob a macro-estrutura IMPERIALISTA (a fase superior do capitalismo mundial) e portanto, é de um anacronismo absurdo querer afrouxar a resistência dos Estados atípicos e não alinhados politicamente aos EUA, como Cuba e China, por exemplo, com palavras de ordem da estirpe "democrático-burguesas", que diante da real situação internacional, aquela que mede de forma sensata a correlação de forças, só podem gerar resultantes de direita e não corroboram em nada para dar um passo ao socialismo, mas ao contrário, somente para o triunfo moral do imperialismo e a sua contrarrevolução. Ademais, é de uma covardia sem limites se juntar aos conspiradores do império nessa propaganda ideológica contra o Estado Cubano, aumentando de forma oportunista e sob a fachada de "independência de classe", a caixa de ressonância da imprensa burguesa, aos nossos maiores inimigos de classe, que certamente não devem ser os mesmos da LIT-qi.

Não adianta alardear independência financeira em relação a burguesia e continuar sob influencia dela, no principal, que é o conteúdo das matérias. Isso é uma fraude contra os trabalhadores! É preciso soberania também no CONTEÚDO para não fazer o papel de "CAVALO DE TRÓIA" para as classes exploradas, que são mergulhadas todos os dias na lama de mentiras veiculadas na mídia monopolista/imperialista. A mais recente é essa sobre o caso de criminosos comuns cubanos sendo promovidos à supostos "presos políticos - dissidentes", que a LIT-qi tenta confirmar a versão caluniosa baseada tão somente na relação de confiança que tem com a mídia burguesa, já que, assim como ela, não juntou qualquer evidência, apenas reproduziu tal como recebeu.

Ora, exceto aos presos comuns, Cuba mantém sob custódia cerca de 85 pessoas, que foram presas em flagrante recebendo ajuda e subsídios de embaixadas estrangeiras para subverter e atentar contra a ordem social e política do país, com espionagens e atos de terrorismo, assim como seria normalmente definido e punido em qualquer país, seja nos EUA ou até mesmo aqui no Brasil, segundo a carta de 1988 e no Códico Penal Brasileiro, tais práticas sendo definidas como "crimes contra o Estado e a sua ordem política e social", "crimes contra a soberania nacional", "crimes de terrorismo", etc. Seguem mais exemplos desse tipo de crime em nossa legislação: "...submeter a nação a soberania estrangeira", e principalmente "...tentar mudar a ordem política e social mediante ajuda ou subsídio de Estado estrangeiro ou organização de caráter internacional". Enfim, evidentemente, que num Estado tipicamente capitalista e alinhado ao imperialismo como o nosso, essas práticas são bem aceitas como práticas criminais que atentam contra o assim definido "Estado Democrático de Direito", sem os eufemismos usados contra Cuba pela mídia, e não se vê por aí se atribuir ao sistema penal de nosso país, o que a LIT acusou de ser o cubano: "um sistema viciado".

No entanto, nesse caso de repercussão mundial nas redes oficiais do império, que a LIT deu tanto crédito, os casos de Zapata e Fariñas, por exemplo, são tão fraudulentos que nem a ONU tinha seus nomes listados como "presos políticos", restando apenas existente a prova de condenação em "crimes comuns", em Cuba, tais como; "associação ao tráfico de drogas", "invasão domiciliar", "lesões corporais graves", etc... E que devido ao embargo midiático, essa informação foi totalmente diluída e omitida pela mídia de "páginas amarelas" para dar a eles o status de 'heróis' e ao presidente cubano o de "vilão arquetípico", agora reproduzidas em proporções monstruosas pelos "inocentes úteis" da propaganda ideológica de direita, que além disso, ousam acusar os médicos cubanos de não buscar impedir a morte de Zapata, mostrando ignorar não apenas o trabalho dos médicos ao longo dos 85 dias fazendo o que a lei os incumbe de fazer, mas a resolução das Nações Unidas sobre Ética Médica, em que pese, a garantira do direito que cada pessoa tem de decidir manter a greve de fome e a proibição de alimentação forçada e compulsória, in verbis:

"É vedado ao médico alimentar compulsoriamente qualquer pessoa em greve de fome que for considerada capaz, física e mentalmente, de fazer juízo perfeito das possíveis conseqüências de sua atitude. Em tais casos, deve o médico fazê-la ciente das prováveis complicações do jejum prolongado e, na hipótese de perigo de vida iminente, tratá-la." (Incorporado também ao Códico de Ética Médica Brasileira. Artigo 51).

Mas é impressionante, pois, com que frequencia a LIT-qi morde a isca de sentinelas do imperialismo - em quem demonstra muito mais confiança - a ponto de reproduzir mentiras e calúnias absurdas como essa em face do Estado Cubano - que não são contra os seus dirigentes apenas, mas contra todo o sistema político/jurídico/constitucional de Cuba - tidos como "viciados". Essa postura política, que disfarçadamente usa a "classe trabalhadora" como colete, demonstra uma tentativa de aproximação conciliatória com o Império - que é contra modelos atípicos de democracia (que não se coadunam com o modelo do século XIX), das quais não se abandonam 35 milhões de habitantes à morte por não terem condições de pagar um plano de saúde privados, como nos EUA.

Serve essa postura, portanto, para reeditar a frente "direita-trosko-morenista" de restauração imediata do capitalismo ou de uma vez por todas com a entrega do poder a burguesia, na medida em que, em termos práticos-ideológicos, lutam pela mesma "solução" em conjunto para Cuba, assim como fizeram no início da década de 1990 no Leste Europeu e URSS, para não ir mais ao passado, nem mais ao presente, aquela mesma "vitoriosa" estratégia política, inclusive, que levou o Leste Europeu a conhecer a tão propalada "etapa do socialismo com democracia". Senão, quais seriam as bandeiras (reformistas) da LIT para Cuba? - "Nenhum controle a imprensa" ; "Liberdade a partidos burgueses" ; "Sindicatos independentes - 'à polonesa'". Bandeiras que, "coincidentemente", são as mesmas bandeiras da CIA. Então o tamanho da preocupação com o formato do Estado, com os critérios estéticos e limitados a apenas um aspecto de definição de um Estado Operário/Campones são camuflagens para produzir um efeito de direita na cabeça dos militantes, que são induzidos a reivindicar a democracia burguesa. Essa discussão do que é e o que não é um "Estado Operário" deve ser objeto de análise em outro momento, por hora, bastaria saber se posicionar de forma dialética em relação aos Estados que também refletem uma posição dentro da cadeia produtiva mundial (pouco importando o apelido a que se dá a eles). Nesse sentido não dá pra ficar neutro entre Cuba e EUA, Brasil e Inglaterra, China e Japão. Os marxistas têm posição afirmativa em defesa dos países que representem o elo mais fraco na cadeia produtiva mundial. Se apenas esse critério marxista fosse levado em conta pela LIT, evitaria erros grosseiros como o que pretende fazer, não só contra Cuba mas contra América Latina.

Falta raciocínio dialético ao querer achar que o caminho ao socialismo é pavimentado com flores, o que demonstra um certo desvio 'kautskista' - de ilusão liberal e social-democrata, da LIT-qi, mais uma vez, buscando a linha de menor resistência ideológica com a direita e levando a influência burguesa para o seio das organizações operárias. Um “Cavalo de Tróia”.

Florianópolis, 26.03.2010.
Douglas Maçaneiro. Acad. História da UFSC. Bel. em Ciências Jurídicas PUC/Unerj.
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sábado, 27 de março de 2010

Carta de um camarada

Camaradas,

Há aproximadamente 20 anos venho dedicando minha vida à militância. Venho de uma formação trotskista e, apesar de todas as contradições, angustias e desagregações que enfrentei, jamais deixei de acreditar na revolução por uma sociedade socialista.
Nos últimos três anos, militei de forma independente, mas como trotskista, sempre soube que precisava me organizar enquanto revolucionário socialista.

Enquanto sindicalista sou dirigente do Sinpro (JF) e presidente da CUT Regional Zona da Mata (MG). Nessas instituições venho realizando as tarefas sindicais com bastante êxito. Mas, enquanto socialista, sentia falta de uma organização revolucionária. Uma organização que pudesse agregar as lideranças socialistas com a proposta de construirmos um Partido Revolucionário dos Trabalhadores.

Em discussão com o Coletivo Lênin, percebi que havia muitos pontos convergentes. Era exatamente o que eu estava precisando para voltar a atuar de forma organizada na luta pelo socialismo.

Nesse sentido, me integrei ao Coletivo Lênin para lutar organizadamente pela reconstrução da 4ª Internacional. Aproveito o momento para chamar a todos aqueles que se reivindicam da luta pela revolução para abrirmos um debate sobre a necessidade da construção de um Partido Revolucionário dos Trabalhadores e que venham se organizar conosco.

Saudações revolucionárias,
Péricles de Lima.
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quarta-feira, 17 de março de 2010

A EMENDA IBSEN E A QUESTÃO DO PETRÓLEO - QUAL É O LADO DA CLASSE TRABALHADORA?


As lágrimas do governador Sérgio Cabral (PMDB) sobre a divisão dos royalties do petróleo de forma igual entre os estados da União e seu chamado à população para ir protestar nas ruas foram as manchetes dessa semana no Rio de Janeiro. Infamados por acharem que estão roubando dinheiro de seu estado e das suas cidades, os cidadãos foram às ruas em massa nessa quarta-feira, numa passeata convocada pelo governo do estado, seguida de shows no Centro do Rio.

A polêmica emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), torna igual a distribuição dos royalties (impostos cobrados das empresas exploradoras) entre os estados, sem diferenciação entre aqueles estados produtores (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo) e os não-produtores. Prefeitos de municípios do Rio e o Governador lançaram uma campanha contra a emenda dizendo, inclusive, que isso ia destruir cidades com pólos de exploração, como Macaé e Campos, e que iria inviabilizar as Olimpíadas de 2016.

Na verdade, os royalties perdidos seriam destinados ao estado do Rio, não a cidades em específico. Além disso, são de exploração futura, o que significa que não vai haver nenhuma redução na atual receita dessas cidades ou do estado. Apenas diminuem os ganhos especulados para o futuro. Disso concluímos que essas declarações não passam de puro alarmismo. Acontece que o mais importante, entretanto, não é qual dos lados vai ganhar essa disputa. E sim que nenhum deles representa alguma melhoria para os trabalhadores. Seja qual for o destino dos royalties, eles serão usado pelos governos para financiar os patrões e, inclusive na destruição da população mais pobre para “limpar” a cidade para os turistas durante a Copa e as Olimpíadas. Nada, além de migalhas é o que podemos esperar dos governos estaduais.


O petróleo é uma questão fundamental para todos os trabalhadores, pois a maioria gigantesca usa meios de transporte com base no petróleo. Apesar de o Rio de Janeiro ser um estado produtor, isso não impediu um aumento de 6% na tarifa dos ônibus no último mês. Nem o crescimento desenfreado no preço da gasolina. Nesse caso, sempre que sobe o preço do petróleo, vemos um aumento nos seus derivados. Quando ocorre redução, entretanto, não ocorre nenhuma diminuição para o consumidor. E quanto a isso, Cabral e seus amigos engravatados não deixam escorrer lágrima alguma.

Só pelo alto preço da gasolina e dos ônibus, podemos ver que os trabalhadores do Rio de Janeiro estão numa situação muito mais parecida com os trabalhadores de outros estados (ainda que não-produtores) do que dos donos das empresas de combustível e de transporte e que do rico Governador Sérgio Cabral. Por isso, lutar para que o Rio ganhe mais royalties não melhora em nada a situação dos trabalhadores deste estado. Os trabalhadores não devem se colocar ao lado de pilantras como Sérgio Cabral.

Ao invés disso, os trabalhadores do Rio devem se unir aos trabalhadores dos outros estados para garantir que o dinheiro da exploração do petróleo seja usado para fins que são de seu interesse direto. Devem lutar para que o pré-sal não seja explorado pelas multinacionais, mas sim para que as empresas estrangeiras sejam nacionalizadas e controladas pelos trabalhadores, e que os futuros lucros sejam completamente revertidos para saúde, educação, habitação e para financiar pesquisas em prol de energias alternativas. Devem formar comitês de consumo para controlar o preço da gasolina e demais derivados do petróleo, de forma a se defender contra os abusivos aumentos. Devem lutar contra os patrões das empresas de transporte rodoviário, sempre sedentos em aumentar seus lucros e por melhores salários e condições de trabalho para motoristas, trocadores, etc.

Por isso, chamamos os trabalhadores do Rio a não participarem dessas manifestações junto a Sérgio Cabral, pois nada têm a ganhar ao se colocarem ao seu lado. Somente lutando de forma unida enquanto classe, com os trabalhadores dos outros estados e contra os patrões é que os trabalhadores podem conquistar melhorias em suas condições de vida. O lado dos trabalhadores do Rio está com o restante da classe Brasil afora, não com nenhum desses parasitas, lacaios dos patrões e que disputam encarniçadamente os frutos do trabalho da nossa classe. Trabalhadores, unam-se!

• Nenhum apoio à Sérgio Cabral para continuar a exterminar a população pobre e negra do Rio. Em defesa dos sem-teto e camelôs! Os trabalhadores devem lutar por medidas que sejam de seu interesse direto!
• Pela nacionalização das empresas estrangeiras que exploram o pré-sal sob controle dos trabalhadores! Que seus lucros futuros sejam completamente revertidos para habitação, saúde, educação e para financiar pesquisas em energias alternativas!
• Pela criação de comitês classistas para fiscalizar os preços dos combustíveis e denunciar e protestar contra os aumentos abusivos!
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segunda-feira, 15 de março de 2010

Trabalhadores da Flaskô resistem e pede apoio

Via: Lista de e-mail da Assembléia Popular

No último dia 10/02 os trabalhadores da Flaskô lançamento a campanha em Sumaré pela Declaração de Interesse Social da Área da Flaskô, rumo à expropriação da fábrica, como transição no caminho da estatização sob controle operário. Em conjunto com os moradores da Vila Operária, explicou-se que a luta pela referida declaração é fundamental para a desapropriação da área e regularizar as moradias. Assim, essa campanha é importantíssima para consolidar, reconhecida pelas instituições de Sumaré, o projeto desenvolvido na defesa dos empregos, na defesa da moradia, no acesso à cultura e esportes, enfim, à uma luta realizada numa área que cumpre uma verdadeira função social. Nesse sentido, a área da Flaskô (fábrica Flaskô, Vila Operária e Fábrica de Esporte e Cultura) será reconhecida formalmente pelo Poder Público Municipal, tornando-o um projeto público e permanente na área.

Os trabalhadores da Flaskô continuam com a campanha pela estatização da fábrica, sob o controle operário, pois sabem que essa é a única garantia de emprego de forma duradoura. Tal campanha é cada vez mais clara, sobretudo diante da resposta de Lula em janeiro aos trabalhadores. (veja resposta dos trabalhadores da Flaskô). Por isso, os trabalhadores estão nas ruas, cotidianamente, expondo as contradições do capitalismo e exigindo que cada fábrica quebrada seja ocupada, e retomada a produção sob controle dos trabalhadores.

A resistência da luta dos trabalhadores da Flaskô está prestes à completar sete anos. As dificuldades e ataques são grandes e cotidianos. Por isso, neste momento, é fundamental o apoio de todos os movimentos sociais, entidades, partidos, associações, etc., enviado cartas, petições, moções de apoio e outras iniciativas em direção a prefeitura e a Câmara de vereadores de Sumaré. Estamos nos mobilizando para garantir a realização de audiência pública na Câmara de Vereadores, com a presença da Prefeitura, para discutir e dar encaminhamentos em direção à expropriação de toda a área da Flaskô, como prevê o projeto de lei apresentado pelo Conselho de Fábrica da Flaskô e pelos moradores da Vila Operária durante o ato realizado.

Portanto, pedimos que encaminhem às autoridades, urgentemente, moções de apoio, com o seguinte conteúdo básico abaixo descrito, e com cópia para mobilizacaoflasko@yahoo.com.br:


Para: Sr Prefeito de Sumaré, Antonio Bachim
Fax: (19) 3873-6238
E-mail: chefiadegabinete@ sumare.sp. gov.br

Para Sr. Presidente da Câmara de Vereadores de Sumaré, Geraldo Medeiros
Fax: (19) 3873-1454
Email: vereadormedeiros@ sumare.sp. gov.br

C/c Pedro Santinho – Conselho da Flaskô
(19) 3854-7798
E-mail: pedro.santinho@ uol.com.br

Modelo

Senhor Prefeito de Sumaré, Senhor Presidente da Câmara de Vereadores,

Acompanhamos a luta de resistência em defesa dos empregos dos trabalhadores da Flaskô.

Sabemos que esta é uma importante luta da classe trabalhadora, e que se soma à importante luta pela moradia dos moradores da Vila Operária.

Sabemos que muito tem que ser feito para a questão ser resolvida, por isso, pedimos que Vossas Senhorias agendem, conforme combinado e registrado na reunião de 10 de fevereiro de 2010, a audiência na Câmara dos Vereadores de Sumaré, ainda n mês de abril, para se iniciar os encaminhamentos no sentido de solucionar definitivamente a situação dos trabalhadores e moradores o atendimento às suas reivindicações.

Assim, desde já, nós, abaixo subscritos, manifestamos nosso total apoio à luta dos trabalhadores da Flaskô pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela declaração da Fábrica e de todas sua área de entorno, como de utilidade pública, para efeito de que possa ser expropriada pelos órgãos competentes, de modo a salvar todos os empregos da Flaskô, garantir a terra aos moradores da Vila Operária e Popular e dar seguimento às atividades da Fábrica de Cultura e Esportes, mantendo a Flaskô aberta à comunidade e como exemplo para a luta da classe trabalhadora.

Agradecemos a compreensão sobre a importância do presente pleito, e certos de sermos atendidos.

Local/Data
____________ _______

Entidade
Contato (Tel/e-mail)
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terça-feira, 9 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora foi declarado pela primeira vez como sendo o dia 8 de março no ano de 1917, na União Soviética. O dia escolhido foi uma homenagem a uma greve de tecelãs que ocorreu na cidade Russa de Petrogrado. Nessa data, milhares de trabalhadoras pararam a produção para lutar contra o regime monarquista, contra os 3 anos de guerra mundial que já se estendiam e contra a falta generalizada de suprimentos devido ao esforço de guerra.

A importância das mulheres na luta pelo socialismo

A primeira proposta de um dia internacional da mulher data de 1910 e foi feita pela comunista alemã Clara Zetkin, que foi amiga e colaboradora próxima de Rosa Luxemburgo. Zetkin acreditava ser impossível chegar ao socialismo sem organizar e mobilizar as trabalhadoras do mundo e isto está diretamente ligado ao papel que elas cumprem na produção capitalista. Além de serem super-exploradas nas empresas, devido à ideologia machista dominante, as mulheres ainda estão presas ao trabalho doméstico, que não é remunerado no capitalismo (apesar de ser socialmente necessário). Essa é a principal base para a dependência econômica que leva à reprodução do machismo. Assim, a maioria da mulheres acaba enfrentando uma dupla jornada de trabalho, dentro e fora do lar. Por isso, a luta contra essas condições e a capacidade das mulheres trabalhadoras deve ser entendida, antes de tudo, como um motor propulsor de grandes transformações sociais, como a história já demonstrou diversas vezes.

A luta deve ser cotidiana!


Apesar disso, o modo como as organizações de esquerda em geral tratam a questão da mulher é totalmente periférica. Dizer que uma questão é específica não significa discutir o assunto em ocasiões específicas (ou “dias de festa”, como tratam o 8 de março). Pelo contrário, significa discutir e lutar contra a exploração da mulher com atenção particular em TODAS as oportunidades e ocasiões. Significa não manter o assunto em fóruns fechados específicos, mas incorporá-las ao cotidiano das manifestações da classe trabalhadora, discutindo a questão nas assembléias gerais. Nós, do Coletivo Lênin, temos certeza de que construir um mundo melhor é impossível sem abordar no dia-a-dia essa questão fundamental, que é a opressão e exploração das mulheres trabalhadoras. Por isso, este é um dia para fazer algo mais além de homenageá-las. É um dia para estar presente em todas as lutas defendendo as bandeiras contra aqueles que reproduzem essa sociedade de exploração e opressão, um dia de dar um passo à frente nas lutas para criar um mundo socialista. E também, um dia para lembrar (seguindo o exemplo de grandes revolucionários) de que essa é a nossa tarefa, não no dia 8 de março, mas em cada dia do ano.

Por um 8 de Março classista e de luta!
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sexta-feira, 5 de março de 2010

OCUPAÇÃO NOVA PALMARES!

segue a declaração dos ocupantes:


No dia 19 de fevereiro, cerca de 40 famílias conquistaram seu direito à moradia ao ocupar imóvel na Rua Albertino Araújo, nº99, próximo ao viaduto da Penha. O imóvel era um hospital privado que fora abandonado pelos proprietários após falência. Os ex-funcionários não receberam seus direitos trabalhistas e ocuparam um dos prédios há 3 anos atrás. O outro prédio localizado no mesmo terreno continuou vazio, se transformando em ruína sem que o poder público desapropriasse para obrigar que a terra urbana cumpra uma função social, como está previsto na Constituição. Enquanto isso, 270.000 pessoas não têm onde morar na cidade do Rio de Janeiro.

A solução para a falta de moradia encontrou uma resposta na organização popular. O povo tem a força, precisa descobri-la. Descobriu, se uniu e rompeu os muros do abandono para construir sua casa.

Agora, essas famílias precisam de apoio para habitar com dignidade o prédio Nova Palmares. Necessitamos de material para restaurarmos o espaço, colocar portas, melhorar a infra-estrutura, instalar água e luz em condições adequadas. A solidariedade dos trabalhadores é a nossa principal ferramenta para realizarmos o direito à cidade. Colabore com essa luta. Venha conhecer este espaço conquistado pelo poder popular.
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segunda-feira, 1 de março de 2010

DECLARAÇÃO SOBRE A MORTE DE ORLANDO ZAPATA EM CUBA

No dia 24 de fevereiro, após uma greve de fome de 85 dias, morreu em Cuba o preso Orlando Zapata Tamayo. Orlando estava preso desde de 2003 e era considerado por organismos internacionais como “dissidente político” por, supostamente, participar do movimento chamado “La Primavera Negra”, série de prisões realizadas contra opositores ao governo Fidel Castro durante a primavera de 2003.

Naquele ano, foram presas 75 pessoas soba a acusação de “atentar contra a segurança do Estado”, por terem difundidos idéias contrárias ao regime cubano. Os governos da União Europeia e o então Papa João Paulo II condenaram as prisões. Algumas fontes indicam que a repressão de 2003 foi fruto da exaltação dos ânimos por parte dos defensores do chamado “projeto Varela”, que pretendia implementar maiores liberdades democráticas em Cuba.

Há, porém dúvidas sobre se Zapata realmente participava desse movimento. Embora seja considerado “preso político” pela Anistia Internacional, algumas fontes dão conta de que ele foi condenado por crime comum em um processo diferente daquele que condenou os 75 envolvidos na defesa do “Projeto Varela”. Zapata teria sido condenado, não por ser um agente da CIA, mas por haver praticado crime de assalto de rua, que nada teria a ver com política.

De acordo com esas versão, uma vez detido, Orlando Zapata teria se beneficiado do status de “preso político” que os Estados Unidos conferem a qualquer cidadão cubano preso que se declare opositor ao regime. Assim, pôde contar com o apoio das agências internacionais de direitos humanos. É conhecido, por exemplo, o caso de familiares de presos políticos que recebiam dinheiro de ONGS e até de grupos terroristas sediados em Miami.

Não está claro se Orlando Zapata era preso político ou preso comum. Porém, o fato de sua morte ocorrer horas antes de Lula desembarcar na ilha, fez a oposição de direita (DEM, PSDB) cobrar do Governo Lula um pronunciamento oficial condenando as restrições às liberdades democráticas existentes em Cuba.


Nós do Coletivo Lênin não apoiamos o Governo Lula e sabemos que o mesmo se trata de um projeto de conciliação de classes que, além de inúmeras concessões aos exploradores, faz vistas grossas ao massacre que sofre o MST, por exemplo. Porém, nós não reconhecemos à oposição de direita ao Governo nenhuma autoridade moral para falar em democracia. O DEM e o PSDB abrigam setores sociais que, durante vinte anos, mamaram nas tetas da ditadura brasileira e também alguns dos agentes diretos das perseguições a militantes e comunistas no Brasil entre os anos de 1964 e 1985.


O Brasil é o único país da América Latina que resiste a investigar crimes cometidos por seu regime militar. E o DEM e PSDB, que são agremiaçãos políticas que abrigam filhotes da ditadura, são terminantemente contra a apuração dos crimes cometidos pelos militares. Além disso, esses mesmos partidos, com o apoio da Rede Globo e da Revista Veja, são contrários à libertação do preso político Cesare Batisti, que continua encarcerado em Brasilia e também se calam sobre as torturas existentes na base militar americana de Guantanamo e sobre a prisão política de cinco cubanos nos Estados Unidos. Portanto, esses partidos, juntamente com a imprensa burguesa, são mais do que hipócritas quando se apresentam para falar em defesa de liberdades democráticas em Cuba.


Repudiamos o discurso retrógrado desses partidos de filhotes da ditadura e da imprensa burguesa e somos contra a libertação dos presos políticos participantes de movimentos pró-democracia em Cuba. Assim, não choraríamos a morte de nenhum de seus participantes. A bandeira das liberdades democráticas é a forma que o imperialismo americano se utiliza para desmantelar o Estado Operário Cubano. Por isso, associado ao bloqueio econômico, os EUA apoiam e financiam tais movimetnos em Cuba.

Defendemos que Raul Castro derrubado por uma Revolução Política que transfira todo o poder aos Comitês de Defesa da Revolução é um importante passo para o socialismo. Porém, Raul castro derrubado pelo imperialismo é a contra revolução que triunfa. Por esse motivo, somos taticamente contra as liberdades democráticas em Cuba. Qualquer defesa das “liberdades democráticas” em Cuba como um fim em si mesmo é, nesse momento, uma contribuição à contra-revolução.


A única saída para o impasse no qual Cuba se encontra, entre a burocracia do PC e as presões dos Estados Unidos, é a construção de um Partido Revolucionário de trabalhadores cubanos, com maioria de negros e como seção da Quarta Internacional reconstruída. Esse partido deverá dirigir uma Revolução Política que derrube a burocracia do PC e construa um governo direto dos trabalhadores cubanos.
O Coletivo Lênin
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