QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ato contra o aumento das passagens. Nova plenária dia 07/11


Aconteceu ontem o segundo ato no Rio de Janeiro contra a proposta do prefeito Eduardo Paes (PMDB), de aumentar as passagens de ônibus novamente, agora pra R$ 3,05.

O ato teve cerca de 150 pessoas, com a participação do PSOL, PSTU, MEPR, anarquistas, nós do CL e até mesmo do PCdoB, que está no governo municipal, e veio com a maior cara-de-pau protestar.

A Av. Presidente Vargas, na frente da Prefeitura do Rio, teve várias pistas fechadas pelo ato. A ausência de um comando eleito democraticamente e representando todos os setores fez com que acontecesse uma indefinição sobre o rumo da manifestação.

Felizmente, os anarquistas, os companheiros da Oposição Operária e do MEPR, junto com a gente, conseguimos convencer todos a irmos até a Central do Brasil. O objetivo era dialogar com os trabalhadores que estavam voltando para casa e fazer o pulão da roleta. A repercussão foi tão boa que até um motorista de ônibus demonstrou apoio à passeata.  

Vai acontecer uma nova plenária dia 7/11, quarta-feira, às 18h30, no IFCS, para dar continuidade à luta. Convidamos todos a participarem!
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A AMEAÇA FASCISTA RONDA A GRÉCIA


Desde as ultimas eleições na Grécia, tem se intensificado a luta classes no país, e assim como os reformistas do SYRIZA e do KKE, os fascistas e do Aurora Dourada cresceram sua representação no parlamento e também o numero de militantes ativos.

E com as contradições na Grécia saltando de patamar, também aumenta o clima de guerra e divisão entre as diferentes classes que compõem a sociedade grega. Porém o fascismo esta cada vez mais se tornando a alternativa da burguesia grega mais conservadora, levando a cabo uma política anti-imigrante mais profunda que nos governos anteriores. Assim a inserção dos fascistas no seio da polícia grega e em instrumentos burocráticos do Estado já está acontecendo, representando uma verdadeira ameaça aos trabalhadores, principalmente os imigrantes.

Nesse momento se torna necessário uma frente anti-fascista entre os comunistas e socialistas e o movimento operário se fortalecer para deter a ascensão dos fascistas antes que seja tarde, e não repetir o erro do Stalinismo e a política ultra-esquerdista de não lutar em conjunto com os sociais-democratas, política que enfraqueceu a luta contra o fascismo na Alemanha e condicionou a vitória dos nazi-fascistas.

Acreditamos que para isso a pequena frente de grupamentos revolucionários Antarsya deve avançar e se colocar na vanguarda da construção de um partido revolucionário capaz de aglutinar os pequenos grupos e células dispersar num programa que avance além das eleições e demonstre que a saída para derrotar a troica UE, FMI e Banco Mundial, sair da crise e esmagar o fascismo será necessária uma política transitória para o socialismo que organize e convença aos trabalhadores da suas tarefas históricas.


Abaixo um vídeo do de guardian sobre o partido fascista grego:


Agora para comparar, esse documentário da NatGeo sobre a ascensão nazi-fascista:
Prestem atenção nos videos 1 e 2 e comparem com o o do guardian.





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domingo, 28 de outubro de 2012

Atos em solidariedade aos Guarani-Kaiowá no Rio de Janeiro!





Aconteceram hoje (domingo) dois atos na cidade.

Um foi em Botafogo, às 15h, com cerca de 300 pessoas. O outro, no Centro da cidade, às 17h, teve cerca de 150 manifestantes, sendo que parte deles estavam no ato de Botafogo. O primeiro foi convocado por setores independentes, pelo Facebook, e o segundo pela ANEL e estudantes da UFRJ, muitos deles anarquistas.

Está sendo convocado um ato dia 09/11, que será organizado numa reunião dia 30/10 (terça-feira), às 19h30 na Concha Acústica da UERJ.

Nós estaremos lá, defendendo o seguinte programa de ação:

Pela autodeterminação e autonomia regional dos povos indígenas colonizados pelo Brasil!

Educação e demais serviços públicos sob controle indígena e nas línguas de cada povo!

Solidariedade com o MST, MTL, LCP, MLST e outros movimentos ca
mponeses, na luta pela terra!

Pelo direito à autodefesa contra os pistoleiros!

 

As nações indígenas devem ter direito à autodeterminação em seus territórios, o que só poderá ser conseguido com a aliança sindical-popular-estudantil, que estabeleça um governo direto dos trabalhadores da cidade e do campo, através de suas assembleias de luta (como é o caso do aty guaçu, que é o movimento dos guaranis em luta pela terra). A luta democrática por autodeterminação só pode atingir a vitória final com a derrota do subimperialismo brasileiro, construído com a escravidão dos negros e com o sangue dos índios.

Para mais informações sobre a luta dos guaranis-kaiowás, recomendamos essa ótima reportagem da revista Carta Capital:
http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/o-desafio-da-paz/  
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Juventude em Luta contra o aumento da passagem!


Acabou as eleições. Todas as promessas que já estamos cansados de escutar foram repetidas. Uma delas foi a melhoria dos transportes da cidade do Rio. O prefeito Eduardo Paes diz que o bilhete único é a oitava maravilha do mundo, diz que o transporte só tem melhorado. Mas não podemos nos enganar. É só garantir mais 4 anos de maracutaias, amizades com milícias, viagens milionárias, que as palavras começam a mudar. Após dizer que o IPTU vai aumentar em 2013, esse bandido quer enfiar goela a baixo mais um aumento das passagens de ônibus. Dessa vez a facada vai ser de 30 centavos em cada passagem!

O Estado nunca esteve nem aí pros interesses dos trabalhadores, como muito foi dito nessa farsa eleitoreira. Todo o discurso sobre os megaeventos e os investimentos milionários que estão chegando no Rio só servem pra enriquecer cada vez mais uma minoria e limitar o mínimo de direitos que o povo ainda tem. Exemplos claros disso são as obras faraônicas que estão acontecendo, onde não falta corrupção, desvio de verbas para os bolsos dos empresários; remoções em toda a cidade de sem tetos, para aumentar a especulação imobiliária, empregos temporários nessas obras, com grande redução de direito dos trabalhadores, aumento da repressão policial, etc. Enquanto isso nos transportes, as passagens só sobem. Nesse ano ainda, houve um aumento de 10%, o metrô é o mais caro da América Latina e a qualidade continua a mesma merda.

A desculpa da vez é que todos os ônibus terão ar condicionado. Uma grande palhaçada, já dita antes para tentar justificar o aumento dos lucros dos empresários. Com o passe livre estudantil, é sempre a mesma conversa fiada. Antes, para o estudante ter direito ao passe livre, bastava estar uniformizado. Com a desculpa para diminuir a fraude, foram feitas restrições atrás de restrições, a ponto de chegar na coleira eletrônica, que temos hoje nas escolas municipais, onde o estudante só tem direito ao passe livre, se não faltar nenhum dia.

Se tudo isso foi feito e a fraude diminuiu, porque a passagem só aumenta? Em 2004, a passagem era R$0,60. E agora está R$2,75. 460% de aumento. Com uma inflação média de 6% ao ano, o que aconteceu com todo o dinheiro extra? Foi pro bolso dos empresários de transporte, que financiam as campanhas criminosas eleitorais desse Governo.

Mas os trabalhadores e estudantes não estão de bobeira. Pra cada porrada que esse governo corrupto dá, a população sente a necessidade de lutar contra essa política dos empresários e banqueiros. Por isso já estão sendo construídas plenárias com o intuito de organizar atos de rua e mobilização para barrar esse novo aumento.

Temos que aprender com os movimentos vitoriosos que aconteceram nos últimos anos por todo o Brasil, como em Florianópolis, Vitória e outras cidade, que conseguiram barrar os aumentos. Temos que ter em mente que a única maneira de conseguirmos qualquer conquista é derrotar esse governo que só governa pros ricos. Então temos que mobilizar a população em todo o Rio o máximo possível e saber que esse governo não vai ceder às reivindicações de mãos beijadas. Precisamos estar dispostos a ir nas ruas, usar de todos os nosso instrumentos de luta, e estar preparados inclusive para enfrentamos contra a polícia.

Temos que ficar atentos e nos empenhar para construir essa luta justa dos trabalhadores e estudantes, defendendo:

- Unificação de todos os movimentos contra o aumento da passagem.
- aliança sindical-estudantil-popular: União entre os estudantes secundaristas e universitários, trabalhadores e sem tetos.
- Taxação dos lucros das empresas para reduzir gradativamente o preço das passagens, ao invés dos 6% pagos pelos trabalhadores.
-Passe livre estudantil irrestrito.
- Por um sistema de transporte integrado e de qualidade, público, com salários dignos para os funcionários , que use energia limpa e esteja sob o controle da população.
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sábado, 20 de outubro de 2012

Atos contra o aumento das passagens: duas plenárias marcadas!


Foto: http://odia.ig.com.br/portal/rio/passagem-de-%C3%B4nibus-vai-para-mais-de-r-3-05-em-janeiro-1.503851


Na quinta-feira passada, o prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), anunciou que vai aumentar a passagem de ônibus para R$ 3,05 - com a desculpa de que todos eles vão ter ar-condicionado. Como essa mesma desculpa já foi usada em outros aumentos, não vamos nem falar sobre isso. O que interessa é que os estudantes e as organizações de esquerda já estão se preparando para dar uma resposta a mais essa medida da prefeitura para favorecer a máfia dos transportes.

Existem duas plenárias marcadas para organizar atos.

A primeira, domingo 21/10, às 14h, na Praça XV, convocada pelo MEPR e pelos anarquistas e independentes:

https://www.facebook.com/events/120616521424833/


A outra, na terça-feira, 18h, na UERJ, convocada pelo PSTU, PSOL e PCB:

https://www.facebook.com/events/414281188637593/


Nós, do Coletivo Lênin, estaremos nas duas plenárias, defendendo a unificação entre elas, para formar atos com a participação de todos os setores. 

Foi a divisão que aconteceu em janeiro, durante as lutas contra o aumento (que foi provocada pelos partidos da frente de esquerda, com o argumento de que os anarquistas e o MEPR estavam querendo fazer atos "violentos" - sendo que, nos dois meses que duraram os atos, eles não fizeram nada disso) que impediu que o movimento se organizasse nas escolas no começo das aulas. Isso levou ao fim dos atos, e permitiu que o governo esteja preparando o segundo aumento do ano.

Temos que evitar a divisão, e lutar pela aliança entre o movimento estudantil e o movimento sindical e popular, combinando a luta contra o aumento com a defesa de um sistema de transporte público, gratuito (financiado por impostos sobre as grandes empresas), ecológico e controlado pela população!

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O PSOL virou um novo PT?


Já podemos fazer um balanço inicial das eleições passadas.

Em primeiro lugar, aconteceu um fortalecimento ainda maior tanto do PT como dos partidos governistas, especialmente o PSB. A direita tradicional (PSDB e DEM) perde cada vez mais espaço político, sendo completamente rejeitada pelo povo, que apoia o governo.

Se o Serra perder em São Paulo (o que é o mais provável), além da carreira política dele ser enterrada de vez (o que é ótimo!), será um golpe violento, de que talvez o PSDB nunca possa se recuperar.

Assim, a estratégia mais provável que os setores mais tradicionais das classes dominantes brasileiras vão tentar é criar novos partidos de direita, como o PSD, e tentar construir novas figuras públicas para disputar com o PT a médio e longo prazo. 

Ao mesmo tempo, na oposição de esquerda ao governo federal, o PSOL teve um grande crescimento, com grandes votações no Rio de Janeiro (28% com o Freixo), Fortaleza, Floripa etc. O partido conseguiu eleger a sua primeira prefeitura, em Itaocara/RJ. Teve um aumento expressivo no número de vereadores. Em duas cidades, foi para o segundo turno (Belém e Macapá).

O PSTU, depois de muitos anos, elegeu dois vereadores, Amanda Gurgel, em Natal, que se tornou um símbolo das lutas dos professores, e Cléber Rabelo, em Belém, por conta da aliança com o PSOL e o PCdoB, que já criticamos no nosso blog.


Repetindo o PT em Macapá e Belém

Mas alguns fatos preocupantes para a base socialista do PSOL têm acontecido nas campanhas: a APS, que é a maior corrente do partido, em todas as cidades em que tem a maioria da direção, está fazendo alianças que repetem  a velha prática petista de "vale tudo". Tudo isso é fruto das resoluções do congresso passado do PSOL, que deixaram a APS com as mãos livres, como criticamos aqui.

É o caso de Belém, numa aliança com o PCdoB, onde o candidato do PSOL, Edmilson Rodrigues, longe de ser uma referência de luta, já governou a cidade em dois mandatos, sempre junto com os empresários, e reprimiu greves dos servidores municipais. A frente eleitoral de Belém ainda foi financiada por uma empreiteira, a COGEP, comprometendo sua independência econômica.

Mas o pior é em Macapá, onde a aliança da candidatura a prefeito de Clécio Vieira inclui partidos da elite tradicional do estado, como o PPS e o PRTB, e chegou até a receber apoio do DEM!

Diante disso, 34 dirigentes do PSOL, incluindo o prefeito eleito de Itaocara, Gelsimar Gonzaga, e quase todas as correntes do partido (LSR, CST, CSOL, Enlace etc), fizeram uma nota sobre as alianças no segundo turno, exigindo uma reunião da Executiva do partido (em que eles são maioria) para rejeitar as alianças e sancionar ou até expulsar os responsáveis por elas. 
 
Temos que falar a verdade: a reação por parte das correntes da esquerda do PSOL foi tardia, porque essas alianças já existiam desde o primeiro turno. Mesmo assim, o presidente nacional do PSOL, Ivan Valente, também da APS, até o momento está usando o seu cargo para impedir burocraticamente que essa reunião aconteça.


O caso do PCB

O PCB se aliou com o PSOL na chapa para vereador em Macapá, mas não integrou a frente para prefeito. Isso gerou mais uma crise para o partido. O Comitê Central escreveu uma nota se distanciando da candidatura a prefeito, mas a realidade é que não faz sentido você apoiar um partido no mesmo lugar pra o legislativo, mas não para o executivo!

Isso pode até ser possível no papel mas, no mundo real, o que aconteceu é que o PCB fez um bloco com os vereadores do PSOL que sustentaram essa aliança com partidos burgueses! Mais uma vez, vemos que a direção do PCB não consegue superar a longa época reformista do partido, o que é uma tarefa necessária e desejada pelos militantes revolucionários que estão lá.


Qual deve ser a nossa atitude?

Diante de mais essa crise que o PSOL está vivendo, a atitude de algumas organizações é meter o dedo na cara dos militantes (até mesmo os da base, não só os burocratas responsáveis pela política oportunista, como Randolfe Rodrigues e Ivan Valente) e dizer: "viu só, essa merda é a mesma coisa que o PT!". 

Trotsky falou o seguinte sobre os sectários: "Os acontecimentos políticos são para eles ocasião de tecer comentários, mas não de agir". É essa a atitude desse tipo de organização, como se o partido revolucionário fosse ser formado a partir do crescimento dos grupos deles, de poucas dezenas de militantes!

Na verdade, ainda não existe partido revolucionário no Brasil, e os revolucionários estão dispersos em pequenos grupos e dentro das organizações maiores - entre elas, o PSOL. Onde houver luta pela independência de classe, temos que ajudar a desenvolver as lutas de quem está na linha de frente. Só fazendo isso, podemos esperar mais à frente a unificação dos revolucionários em um mesmo partido.

Por isso, nós do Coletivo Lênin apoiamos a luta dos companheiros dentro do PSOL contra a aliança em Macapá. Mas achamos que essa luta deve ir até a raiz do problema: a estratégia democrática e popular, de colaboração com setores da burguesia (para entender melhor a questão da estratégia democrática e popular, leia  nosso artigo). Na prática, isso quer dizer que os militantes socialistas da base do PSOL, se quiserem manter a independência do partido contra os empresários, precisam também:

- Rejeitar a aliança e o financiamento da candidatura de Edmilson Rodrigues em Belém. Caso contrário, voto nulo! Para o PSTU, que não precisa esperar pela deliberação dentro do PSOL, seria muito mais fácil: os militantes que são coerentes com o discurso do partido precisam lutar para que ele rompa com a aliança e chame voto nulo!

- Exigir que o governo de Itaocara seja baseado em Conselhos Populares, por local de moradia, e não na câmara de vereadores, controlada pela direita (o PSOL só conseguiu eleger um vereador dos 11 da cidade).

- Exigir a formulação de um programa de combate para as prefeituras, assumindo as bandeiras dos movimentos sociais. 
 

Conclusão

Então, como poderemos responder à pergunta do título? Simples: não, o PSOL AINDA não é um novo PT. Mas esse "ainda" é fundamental, porque a tendência, se mantendo a atual direção, é essa mesmo! Por isso, é necessária a luta por parte dos militantes revolucionários que estão no PSOL.
 
O mais importante de tudo é que os militantes do PSOL que querem lutar pela revolução socialista não devem ter medo de "afastar" setores ou "dividir" o partido. Independente da possibilidade ou não de ganhar a maioria do PSOL, a luta constante vai criar melhores condições de organização e clareza política para a unificação dos revolucionários. 

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pedimos seu apoio e solidariedade aos estudantes em luta na Fundação Santo André


Moção de apoio e solidariedade aos estudantes em luta na Fundação Santo André


A Fundação Santo André, não diferente das demais instituições de ensino superior  públicas e privadas, vem passando, já há muitos anos, por um processo de rebaixamento da qualidade de seus cursos, visando sua adequação ao mercado. Este processo vem acompanhado de medidas privatistas e de higienização, como a ameaça da colocação de catracas, de privatização do estacionamento (em pleno espaço público!) e a inflexibilidade da reitoria ao não negociar as mensalidades. Esta última medida resulta em toneladas de processos nas costas dos estudantes inadimplentes, que têm recebido frequentemente a visita de oficiais de justiça em suas casas e têm tido suas contas bancárias bloqueadas, passando por cima da necessidade de garantir a permanência do estudante na universidade.
 
A atual gestão da reitoria tem acumulado impopularidade por meio de diversos ataques desferidos contra a comunidade acadêmica. Para que não haja contestação na aplicação de um projeto de universidade que só favorece os interesses de uma minoria, a reitoria tem agido de forma autoritária: marginalizou e fechou espaços de representação e luta dos estudantes por não serem convenientes aos seus desmandos,  a ameaça permanente de fechamento dos cursos de licenciatura (responsáveis pelo respeito que a instituição goza na região), a colocação de grades e catracas criando obstáculos do acesso da população a um espaço público e, por fim, a proposta de privatização do espaço de estacionamento.
 
O Diretório Acadêmico da FAFIL, que é um histórico aglutinador da resistência, com papel de destaque na luta pela remoção do corrupto reitor anterior, teve sua sede emparedada na virada do ano de 2011 para 2012, na calada das férias, sendo este ato ilegal e ilegítimo, sendo que há décadas as entidades estudantis funcionavam neste espaço.
 
A reitoria alega que o DA não existe formalmente, mas isso não a impede de processar integrantes desse mesmo DA, numa flagrante contradição que expõe os interesses obscuros da reitoria. Nem a ditadura militar exigia registro das entidades estudantis em cartórios para o reconhecimento das mesmas.
 
Os estudantes estão em luta contra esses atos unilaterais e autoritários. Mas a cada tentativa de organização estudantil, a reitoria abre sindicâncias contra os ativistas, muitas vezes quando nem sequer estão na universidade. Atualmente, diversos estudantes estão sofrendo sindicância, instauradas arbitrariamente pela reitoria da FSA e, não por coincidência, são todos lutadores que têm participado da organização dos demais estudantes contra os problemas cotidianos da universidade e questionado o modelo de gestão adotado pela atual reitoria.
 
Inclusive já foram impostas penalidades sem nem ao menos ter sido garantido o direito elementar à defesa e ao contraditório.
 
A utilização das sindicâncias é evidentemente um recurso dos que, no ambiente acadêmico, não tem argumentos amparados pela razão e pelos preceitos democráticos.
 
Professores também já foram desligados e estão sendo processados. A Associação dos docentes da FSA denunciou em uma carta aberta a perseguição a vários professores que tem algum questionamento.
 
As perseguições e a repressão aos que lutam têm o objetivo de tentar impedir a livre organização e a circulação de ideias próprias de um ambiente em que, por sua essência, deveria ter circulação livre e, inclusive, incentivadas como parte da formação de homens e mulheres livres e críticos. Entendemos as sindicâncias e processos administrativos em curso na FSA como parte de um processo maior de criminalização dos movimentos sociais e de organizações de trabalhadores, como a prisão de 73 estudantes na USP, os processos administrativos a estudantes e funcionários, a repressão, violência e prisão dos estudantes da UNIFESP Guarulhos, a repressão aos diversos movimentos de luta por moradia no último período.
 
Repudiamos a tentativa da reitoria da Fundação Santo André de reprimir o movimento estudantil ao qual toda a sociedade brasileira– e inclusive a Fundação Santo André, por terem sido protagonista na luta contra a gestão anterior- tem um dívida histórica.
 
A Fundação Santo André, que desde a sua constituição pela Poder Público Municipal de Santo André, sempre esteve na linha de frente da luta pelo desenvolvimento da democracia e do ensino público, não merece estes atos de perseguição patrocinada por uma reitoria que, inclusive, foi vítima de perseguição na gestão anterior.
 
Essas são as razões de nos solidarizarmos de forma inconteste aos estudantes e professores da Fundação Santo André que estão sendo perseguidos, seja por sindicância, seja por qualquer outro artifício. A nossa mais veemente repulsa a toda e qualquer tipo de perseguição aos que lutam por uma universidade pública e de qualidade e acima de tudo democrática.


Seguem abaixo os locais onde precisamos que seja enviada a moção. Pedimos que enviem com cópia ao  e-mail contraaperseguicaopolitica@hotmail.com para nosso controle:


Patrícia Maria Sanvto Moroni - Curadora das Fundações de Santo André - psanvito@mp.sp.gov.br 
Reitoria da Fundação Santo André - reitoria@fsa.br 
Diretorias da Fundação Santo André - fafil@fsa.br; faeco@fsa.br; faeng@fsa.br
Pro-reitoria de Graduação da FUndação SAnto André - prograd@fsa.br
Corregedoria do Ministério Público do Estado de São Paulo -  cgmp@mp.sp.gov.br
Nosso controle: contraaperseguicaopolitica@hotmail.com

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Banco Do Brasil: Jornada de 6h - se a gente ficar parado, vamos levar outra volta!


Reproduzimos o panfleto do companheiro Rodrigo, do BB do Rio de Janeiro:


O banco, pra encerrar a greve, prometeu que ia dar uma resposta pra questão da jornada de seis horas até dia 1° de janeiro.

Então, estamos numa ocasião muito boa pra reabrir a discussão sobre o assunto. E isso não porque o banco vai mesmo fazer (ele já nos enganou várias vezes), mas sim porque temos que aproveitar enquanto os colegas estão falando sobre o assunto nas agências e prédios.

A primeira coisa que temos que entender é o MOTIVO do banco dizer que quer resolver isso. É fácil: a jornada que o banco criou é ILEGAL, E CERTAMENTE ELE VAI PERDER AS AÇÕES NA JUSTIÇA. Por isso, o que ele realmente quer fazer é FORÇAR UM FALSO CONSENSO QUE FAVOREÇA A ELE, PRA ESSAS AÇÕES SEREM ABANDONADAS.

Pra isso, existem duas armadilhas que COM CERTEZA virão na proposta que surgir.

1) REDUZIR O SALÁRIO. Qualquer valor abaixo do salário igual ao atual, mas com jornada de 6h, e as outras duas sendo contadas como horas-extra é uma forma de MINIMIZAR o que o banco pode perder na justiça, como já foi falado. Então, aceitar isso seria abrir mão de uma conquista, que temos que impor.

2) MUDAR AS COMISSÕES. Isso pode acontecer de várias formas. Uma delas seria criar comissões de seis horas, mas colocar muito poucas na dotação das agências, forçando as pessoas a aceitarem a de oito.

De qualquer forma, na prática vai acontecer a combinação das duas armadilhas.

E o resultado disso seria que a maioria dos funcis iam abrir mão de seu direito, em troca de um "acordo" forçado pelo banco.

O que temos que fazer pra evitar isso?

Infelizmente, o clima nas agências está muito ruim, e existe pouca mobilização. Também, a greve foi traída quando surgiu a primeira proposta, a grande maioria dos comissionados furou greve e quem fez está sendo pressionado a compensar as horas, se cansando mais ainda!

Nessas condições, um abaixo-assinado pressionando o sindicato pra que ele organize assembleias para prepararem a luta é uma solução que pode ser adequada. A direção do sindicato não está do nosso lado, e sim do governo do PT e dos banqueiros, mas o sindicato não é deles, e sim da categoria, e tem obrigação de apoiar as nossas lutas.

Quando existirem melhores condições de fazer reuniões nas agências, ou até debates e outras manifestações no Andaraí e no Sedan, podemos ir mais além e formar comissões por agência, para defender a jornada de seis horas sem redução de salário, que possam dar mais visibilidade à luta, que pode chegar (como aconteceu na Caixa) em paralizações para pressionar o banco.

Por isso, vamos assinar e repassar o abaixo-assinado, e falar com cada colega para começar essa batalha!

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Moção de repúdio à perseguição antissindical da Caixa Econômica contra o funcionário Messias Américo!


Reproduzimos a proposta de moção dos companheiros do Bancários de Base


MOÇÃO DE REPÚDIO

Viemos por meio dessa manifestar o nosso repúdio à atitude da Caixa Econômica Federal por abrir processo contra o fucionário Messias Américo sem qualquer fato objetivo a investigar. O funcionário está sendo convocado a prestar esclarecimentos quanto à sua conduta sem que haja um fato específico e determinado a ser esclarecido. A “investigação” assim montada se baseia em elementos puramente subjetivos, que se referem ao “comportamento” do funcionário, mas não contém nenhuma evidência factual de descumprimento dos normativos da empresa e da ética funcional.
 
Essa investigação, na verdade é um ataque direto à organização dos trabalhadores. O funcionário Messias Américo tem um papel destacado e histórico como delegado sindical e representante dos trabalhadores perante a empresa. O objetivo dessa investigação é cercear a atividade do delegado sindical e com isso prejudicar a organização dos trabalhadores.
 
O mais grave é que esse processo está sendo disparado em plena campanha salarial, às vésperas da declaração de uma greve. Nesse momento o papel do delegado sindical na organização dos trabalhadores é ainda mais fundamental para o exercício do direito legítimo e constitucional de greve, no contexto da negociação salarial. Configura-se então uma atitude anti-sindical por parte da Caixa Econômica Federal!
 
As entidades abaixo assinadas manifestam o seu repúdio a essa conduta da empresa, por entender que fazem parte de um movimento geral das empresas, governo, judiciário, de tentar impedir as lutas e a representação dos trabalhadores.
 
Abaixo a perseguição aos trabalhadores!
 
Contra o autoritarismo e o assédio moral nos locais de trabalho!
 
Pelo direito de organização dos trabalhadores!

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domingo, 7 de outubro de 2012

FSA: Perseguição e repressão aos estudantes (Espaço Socialista)


FSA: Perseguição e repressão aos estudantes

04 out 2012
 Educação a serviço de quem?

A quem não sabe, atualmente, 7 estudantes da FAFIL estão sofrendo um processo de sindicância, movido pela reitoria da FSA. Acusados de vandalismo, perturbação da ordem e dano ao patrimônio público, os estudantes estão sendo chamados a responder a inquéritos que visam os incriminar, correndo estes ao final da sindicância o risco de ser expulsos da Universidade e perder seu direito de estudar. Professores também já foram desligados e estão sendo processados, a Associação dos docentes da FSA denunciou em uma carta aberta a perseguição aos professores.

Cacalano e seus parceiros de gestão têm acumulado impopularidade por meio dos ataques desferidos contra a comunidade acadêmica, como o aumento das mensalidades, o fechamento de turmas, sua férea política de cobrança de mensalidades, o impedimento da matrícula dos inadimplentes, seu autoritarismo e outras medidas e já tinham anterioremente ainda neste ano encampado processos administrativos contra outros estudantes.

Na tentativa de aplicar com maior tranquilidade uma política que só favorece a si própria, recentemente, a gestão Cacalano, com o fiel apoio de Miriam Lernic, Diretora da FAFIL, têm também marginalizado e fechado espaços históricos de representação e luta dos estudantes por não serem convenientes a aplicação desta política. Por esse motivo o Diretório Acadêmico, que é um histórico aglutinador da resistência contra esse tipo de políticas, foi emparedado e considerado ilegal.

Da legalidade para a ilegalidade, do legítmo para o ilegítimo, a reitoria apresenta: o samba da conviniência!

Apesar de não reconhecer a legalidade e legitimidade do Diretório, a reitoria entrou com processo contra uma estudantes representante do DA pedindo uma indenização de R$10.000,00

Em 2009, a gestão Cacalano se elegeu de forma oportunista subindo nas costas do movimento estudantil, que rechaçava a reitoria da época. Para isso, àquele tempo, a gestão Cacalano considerava legítima a representação estudantil: hoje, não mais.

Fica claro portanto que para a reitoria, o reconhecimento ou não da representação estudantil é portanto abritrário, muda de forma quantas vezes for necessário, da forma que melhor convir.

Existe uma clara contradição dentro da FSA. Em seu discurso a Universidade defende a democracia, mas em sua prática cotidiana criminaliza a luta política. Contradiz igualmente seu próprio regimento e ordenamento jurídico que diz que todos podem se manifestar e se expressar, inclusive mediante críticas.

Diferentes gestões, o mesmo projeto..

A gestão Cacalano não pode ser vista porém como o único problema dos estudantes. Se fosse assim, a derrubariamos, como já derrubamos outros no passado e tudo se resolveria.

O projeto de Universidade que tenta aplicar a atual reitoria na FSA se assemelha a muitos outros aplicados em diversas instiuições de ensino no país, pois reflete uma política geral para a educação em uma sociedade comanda por uma minoria de empresários em detrimento das necessidades da maioria trabalhadora. Neste contexto, a educação está afinada ao seu projeto para a sociedade como um todo e se subordina às necessidades do capital e do mercado, o que inclui a tendência à elitização e privatização do pouco que resta do ensino de público superior de qualidade e a crescente mercantilização geral da educação por meio do incentivo às instituições de ensino privadas, com um assustador rebaixamento da qualidade de ensino.

Por uma outra educação

Lutamos por uma educação na contramão disso, que atenda às necessidades dos trabalhadores, que seja pública, laica, gratuita e de qualidade. Lutamos para que possamos tomar conhecimento do partimônio teórico produzido até hoje pela humanidade e que ele esteja a serviço do bem-estar da sociedade não do lucro de um punhado de capitalistas. Acreditamos que isso só é possível por meio da reorganização dos estudantes não só na FSA como nacionalmente.

Denunciamos a perseguição aos estudantes, por meio destas medidas arbitrárias, sem nenhum embasamento ou prova concreta, que impedem a livre organização dos estudantes

Lembramos à reitoria que não cabe a ela decidir sobre a legitimidade do D.A, e sim aos alunos, somente aos alunos, e estes elegeram sua diretoria e a consentem.

Repudiamos a tentativa da reitoria de desmobilzar o movimento estudantil para que mais facilmente aplique suas políticas de sucateamento da FSA

Entendemos as sindicâncias e processos administrativos em curso na FSA como parte de um processo maior de criminalização dos movimentos sociais e organizações de trabalhadores, como a prisão de 73 estudantes na USP, os processos administrativos a estudantes e funcionários, a repressão, violência e prisão dos estudantes da UNIFESP Guarulhos, a repressão aos diversos movimentos de luta por moradia no último período.

Alertamos para o cerceamento da liberdade de expressão cada vez maior e mais explícito dentro da Fafil, onde a livre organização dos estudantes está sendo tratada como uma atitude criminosa, passível de investigação e punição.

Reconhecemos o Diretório Acadêmico como ferramenta de luta dos estudantes.

Chamamos aos estudantes a construir uma ampla campanha contra a repressão dos que lutam, somando-se em repúdio às atitudes persecutórias da reitoria e em defesa do diretório acadêmico como ferramenta de luta legítima dos estudantes.


Juventude do Espaço Socialista

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Correção da tática eleitoral do Coletivo Lênin: voto crítico também no PCO!


O seguinte trecho foi colocado no nosso panfleto eleitoral, que distribuímos ontem:


Com o desenrolar das campanhas eleitorais, podemos analisar melhor nossa posição aqui expressa. Mantemos ela na íntegra, mas não podemos deixar de ressaltar a campanha do Partido da Causa Operária, que tem feito muito bem a denúncia da farsa que são as eleições burguesas.
 
Nós, do Coletivo Lenin, não consideramos o PCO um partido revolucionário, mas é o partido que tem feito mais corretamente a agitação revolucionária contra o Estado e seu esquema corrupto de eleições “democráticas”, ainda que muitas vezes esquecendo de ligar essa agitação com as demandas democráticas da classe trabalhadora.
 
Em vista disso, pensamos que o PCO também merece nosso voto nessas eleições.
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

REPRESSÃO NA UFES: CARTA DO MOVIMENTO “MINHA UFES, MINHA CASA"


Fonte: Espaço Socialista


Fan Page do movimento Minha UFES, Minha Casa no Facebook:

https://www.facebook.com/MinhaUfesMinhaCasa


AO ESPAÇO SOCIALISTA
APRESENTAÇÃO DO “MINHA UFES, MNHA CASA”


O “Minha UFES, Minha Casa” é um movimento que luta por um novo projeto de universidade pública, verdadeiramente popular e de qualidade. Para tal, cremos ser preciso que os filhos dos trabalhadores e os próprios trabalhadores possam ingressar, permanecer e ter acesso a todos os espaços e instâncias da universidade. Neste cenário, o movimento retorna à pauta histórica da moradia estudantil por considerar ser esta um fator de fundamental relevância na democratização plena do acesso ao ensino superior. A moradia estudantil na UFES é uma reivindicação antiga, que inclusive por diversas vezes foi utilizada por candidatos à reitoria com o fim único de eleger-se.

No dia 1 de agosto de 2012 surge o “Minha UFES, Minha Casa”. Um grupo de estudantes componentes do Comando Local de Greve Estudantil decide acampar no campus de Goiabeiras, em Vitória, em protesto contra a falta de moradia estudantil e para fazer pressão em prol da execução imediata do projeto de moradia que existe desde 2010, ano do último movimento por moradia organizado na UFES. O local escolhido para montar acampamento foi o gramado da portaria norte da UFES, bem em frente à Av. Fernando Ferrari. Neste espaço, com o apoio do SINTUFES, principal apoiador do movimento, foram montadas, além das barracas, uma tenda que era local de encontro e reunião de estudantes e técnico-administrativos. Neste mesmo local, várias atividades foram desenvolvidas, como grupos de debate, cinema e oficinas. Mas, pelas dificuldades inerentes ao próprio local, como vento excessivo que quebrava barracas, falta de banheiro e água nas proximidades, exposição à chuva, dentre outros, o acampamento, no seu 36° dia, mudou-se para o vão externo da Biblioteca Central.

Uma estrutura de barracas, sala e cozinha foi montada e as atividades continuaram a ser desenvolvidas. Apresentação de filmes, debates e uma aula-debate com o Prof. Dr. Paulo Scarim, do Departamento de Geografia, que dividiu com os presentes sua experiência de luta por moradia estudantil na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Após duas semanas de ocupação do vão da biblioteca, às 14:20h do dia 16 de setembro de 2012, alegando risco iminente ao patrimônio da Universidade e acervo da Biblioteca Central, uma reintegração de posse do vão da biblioteca foi executado, inclusive com a presença arbitrária da polícia militar. Sem qualquer resistência à ordem judicial, o grupo desmontou o acampamento e retirou-se do local.

Na terça-feira, dia 18 de setembro de 2012, o grupo decidiu por mudar mais uma vez. O local escolhido foi um espaço do anexo do CCHN (Centro de Ciências Humanas e Naturais). A ocupação do local foi acompanhada pelas guardas federal e patrimonial atuantes na universidade e todo o possível foi feito para que o acampamento não atrapalhasse o fluxo das pessoas nem o funcionamento normal dos setores próximos. Deve-se também destacar que todo o processo de ocupação ocorreu sob o protesto do Sr. Aníval Luis dos Santos, chefe de segurança da UFES e do Prof. Dr. Júlio Bentivoglio, vice-diretor do CCHN. Na noite do mesmo dia, às 23:30 h, quando o campus estava fechado e ninguém mais além dos ocupantes estavam presentes, o Sr. Aníval abordou o grupo acompanhado de três guardas patrimoniais afirmando que tinha um mandado de reintegração de posse e que este era urgente. Questionado sobre onde estava o documento, o mesmo afirma que não há a necessidade, pois ele próprio era o mandado. Foi então solicitado que se esperasse ligar para as representações da reitoria em diálogo com o movimento, mas antes que fosse possível realizar a ligação, o Sr. Aníval chamou, com um assovio e um aceno, um grupo de mais de vinte homens com o uniforme da PLANTÃO, que é a empresa terceirizada responsável pela segurança patrimonial da universidade. Munidos de cacetetes, tacos de baseboll, armas de fogo, faca, canivetes e fogos de artifício, os seguranças rasgaram as barracas e, usando cassetete e tacos, quebraram todas as barracas com todos os pertences dos estudantes ocupantes (como computador, celular, roupas, livros, documentos pessoais, dinheiro...). À base de chutes, socos, armas encostadas na cabeça, cacetadas e violência verbal, os estudantes foram expulsos do campus, numa clara tentativa de minar o movimento a qualquer preço. Interessante destacar que durante toda a ação criminosa o Sr. Aníval Luis dos Santos esteve presente, acompanhando passivamente toda a violência que ocorria na universidade. Dois dias após a expulsão doa alunos ocupantes, um professor denunciou ao movimento que um grupo de docentes e funcionários da ultra-direita da universidade está se articulando para conseguir, ou se necessário criar, provas para criminalizar os integrantes do movimento.

O movimento “MINHA UFES, MINHA CASA” entende que ação criminosa e facista do Reitor, Prof. Dr. Reinaldo Centoducati, é a coadunação e a perpetuação do modelo falido, perverso e excludente de ensino superior feito no Brasil. Modelo que é, em sua essência, reflexo da sociedade brasileira e capixaba. Este movimento se propõe a posiciona-se diante da pauta moradia estudantil com uma postura firme e afirma, pelo fervor da vontade de nossos espíritos ser o último movimento por moradia desta universidade. Quanto à organização do grupo, o movimento se pauta nos ideais revolucionários libertários em suas metodologias e planos de ação, sempre se pautando no diálogo e na democracia da voz. Já houve avanços nesses 53 dias de ocupação no campo da negociação. Sucessivas reuniões com a vice-reitora, Profª. Drª. Maria Aparecida Barreto, com o chefe do gabinete do Reitor, Sr. Renato Schwab e com a Pró-Reitora de Gestão de Pessoas e Assistência Estudantil, Srª Lúcia Cassati resultaram em avanços na discussão da pauta no sentido de se definir e avaliar cada possibilidade para solucionar o problema da falta de moradia estudantil. Alguns documentos sobre a estrutura de prédios da universidade estão sendo liberados. No momento as discussões continuam, mas os avanços reais na pauta ainda estão muito aquém do desejado. O movimento lamenta a falta de vontade política e o completo desinteresse de nossos gestores para com relação às demandas dos estudantes. A morosidade e a má vontade por parte da reitoria durante o processo de negociação foram o único responsável por toda a violência sofrida pelos estudantes violentados. No momento as atividades do acampamento estão se concentrando no trabalho de base, com o levantamento da discussão e o convite dos alunos que necessitam de moradia venham nos apoiar e efetivamente morar conosco, em nossa residência.

O movimento “MINHA UFES, MINHA CASA” entende o desafio que está por vir. Mas reitera sua obstinação de cumprir o que colocou como meta principal que é ser o último movimento por moradia de nossa tão querida universidade.
 
Movimento Minha Ufes, Minha Casa
 

Vitória, 22 de setembro de 2012
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