QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os imigrantes haitianos têm que ter plenos direitos de cidadania!

Mais ou menos seis mil imigrantes haitianos entraram no Brasil nos últimos meses, principalmente pelo Amazonas e pelo Acre.

Eles saem de um país onde a situação continua crítica. Desde o terremoto, em janeiro de 2010, o país está praticamente igual. As "ajudas humanitárias" enviadas pela ONU não chegam ao povo, que em muitos lugares está passando fome. As tropas brasileiras e dos outros países que formam a MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) se preocupam muito mais com reprimir as manifestações e manter o funcionamento do governo (que ganhou em eleições fraudadas) do que com qualquer outra coisa. Por si só, isso já mostra que não se trata de uma "Missão de paz", e sim de tropas de ocupação para garantir a dominação do país, que fornece mão de obra barata para as grandes empresas instaladas lá. 

Como diz o jornalista Hélio Lauria, em seu blog

http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_lelio_lauria/imigrantes-haitianos_7_633606635.html 


"É importante lembrar que o processo migratório do Haiti para o Brasil originou-se após o terremoto que atingiu aquele país, em 12 de janeiro de 2010, e destroçou a vida de mais de três milhões de pessoas, devastando aquele território e deixando um saldo de mais de 200 mil mortos, 300 mil desabrigados e feridos, 100 mil casas destruídas e 83 mil danificadas, fenômeno de imigração em massa só comparado aos êxodos do início do século XX".

O governo do PT com os partidos dos grandes empresários é um dos responsáveis pelo caos no Haiti, porque mantém as tropas da MINUSTAH desde 2005, quando foi derrubado por um golpe o presidente Jean-Bertrand Aristide.

Aristide é membro do partido nacionalista burguês Lavalas (avalanche), que é a principal organização que está resistindo contra a MINUSTAH, e é criminalizada pelos meios de comunicação, que dizem que os militantes são "membros de gangues", como diziam que os guerrilheiros que lutavam contr a ditadura no Brasil eram "ladrões de banco".

Mesmo com toda a sua influência na situação do Haiti, o governo brasileiro não quer se responsabilizar pelos milhares de trabalhadores que vêm para o Brasil na esperança de terem uma vida melhor.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome liberou ontem (30-01) uma verba de R$ 900 mil reais para os imigrantes do Haiti. É só fazer uma conta que a gente vê que isso significa 150 reais pra cada um! Essa é a segunda liberação de dinheiro, a primeira foi de R$ 1,3 milhão. Mas isso é o "lado bom", o pior são as restrições para a imigração!

O governo quer limitar a entrada de haitianos a 1200 por ano, e exige que eles tenham indicação de trabalho (!!!) ou qualificação profissional pra entrar aqui. 

Isso deixaria os trabalhadores haitianos mais ainda na mão dos "coiotes", que são os bandidos que achacam os imigrantes pra colocar eles no país ilegalmente. Sendo que o "serviço" dos coiotes chega a custar R$ 4 mil, e deixa o imigrante preso pelas dívidas, ficando dependente economicamente e por questões de segurança.

Nesse momento mesmo, alguns setores elitistas estão insinuando que a quantidade de haitianos é muito grande, e eles podem competir por empregos com os trabalhadores brasileiros. Esse argumento, que foi usado por Adolf Hitler e vários fascistas, é uma palhaçada! Até agora, a quantidade de haitianos representa 0, 0033% da população do Brasil. E mesmo que eles fossem uma minoria siginificativa, a atitude de jogar os trabalhadores uns contra os outros só favorece os patrões.

Temos é que nos unir para lutar juntos! O exemplo dos angolanos, que vêm para o Brasil desde a década de 1990, e estão vivendo sem conflitos com os brasileiros, é o que deve ser seguido. Mas além disso, temos que lutar para que os sindicatos e movimentos populares exijam plenos direitos de cidadania para os imigrantes! Nem número máximo de entrada, nem exigências! Quem trabalha aqui, é daqui! Assim é que temos como impedir que os patrões explorem os haitianos ainda mais do que fazem com os brasileiros!

A grande maioria dos haitianos são negros, e sofrem racismo, sendo que muitos são discriminados por seguirem religiões de origem africana. Por isso, é provável que os imigrantes haitianos fiquem na mesma situação que os negros brasileiros, como o setor mais explorado da classe trabalhadora. Então, a luta pela integração dos imigrantes haitianos faz parte da luta pela libertação dos negros através da revolução socialista!

Temos que lutar nos sindicatos e movimentos populares por:


- Plenos direitos de cidadania para os imigrantes!


- Nenhuma restrição contra a imigração!


- Fora tropas da MINUSTAH do Haiti! 


- Solidariedade com a resistência haitiana, sem nenhum apoio à política do Lavalas!
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Solidariedade diante da catástrofe no Pinheirinho! (Declaração do Coletivo Lênin)

Solidariedade diante da catástrofe no Pinheirinho!



    Desde o domingo passado (22/01), estamos ajudando a furar o bloqueio da mídia. Participamos da manifestação no Rio de Janeiro, que teve mais de 200 participantes. Estamos divulgando pela Internet todas as notícias sobre os acontecimentos no Pinheirinho. Agora é que tivemos tempo de escrever uma análise política inicial da remoção e do seu impacto no movimento.


    As mentiras da imprensa dos ricos

    Em relação às notícias, o pior agora é que a mídia empresarial está tentando criar uma cortina de fumaça sobre o número de mortos na desocupação. Os jornais não confirmaram nenhum morto.

    Os companheiros da LC, que estão lá, falaram que existem muitos desaparecidos. Já foi entrevistada uma enfermeira que falou sobre pacientes em estado grave sumindo dos hospitais (provavelmente sequestrados para não contarem oficialmente como mortos). 

    Temos que desmentir as mentiras da polícia, do Estado e dos meios de comunicação, e deixar claro que existe uma estratégia para esconder as vítimas da operação. Pra variar, a mídia tenta criminalizar o movimento, dizendo que os mortos que apareceram nos últimos três dias no Pinheirinho tinham sido assassinados pelo tráfico e que toda a comunidade era uma cracolândia!

    Que estranho! Num conflito com a polícia, o tráfico prefere matar moradores resistindo à mesma polícia!

    Devemos entender a realidade: o que aconteceu no Pinheirinho é uma grande derrota. Representa um salto no aumento da repressão, que está acontecendo para preparar o cenário da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Para os grandes empresários lucrarem com o turismo, eles não se importam em destruir alguns milhares de vidas humanas!



    O significado da derrota
    A derrota no Pinheirinho é comparável à derrota da greve dos petroleiros em 1995. Foi quando o governo FHC (do mesmo PSDB de Alkmin), para avançar a sua política neoliberal, mandou tanques de guerra para a refinaria da REDUC, provocando um forte refluxo das lutas.

    Nessa derrota, o responsável direto é o PSDB, mas o PT é cúmplice! O governo do PT com os empresários nada fez para resolver o conflito de uma forma que garantisse a moradia. O senador Eduardo Suplicy foi ao Pinheirinho no sábado antes da remoção, garantindo que a situação estava regularizada. Não temos como saber agora se isso foi feito de propósito, da mesma forma que o PT sabota várias greves e mobilizações. Mas, mesmo se Suplicy agiu de boa fé, ele só foi lá criar ilusões mortais na justiça dos ricos, o que desmobilizou os moradores num momento crítico.

    Os responsáveis pela derrota do movimento foram o PSDB e o PT, que se vendeu há muito tempo à classe dominante. A vitória da luta só seria possível uma frente única de massas em escala nacional para defender os moradores. Mas o PT, que dirige a maioria esmagadora do movimento dos trabalhadores, nunca poderia se parte dessa frente. O compromisso do PT em governar com as grandes empresas e preparar a Copa e as Olimpíadas coloca o partido no mesmo lado de Naji Nahas, o corrupto que roubou a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e grilou o terreno do Pinheirinho na década de 1970, como foi documentado pela Folha de São Paulo.

    O PSTU dirigiu a luta no Pinheirinho, inclusive formando autodefesas que foram essenciais para a resistência contra a invasão da polícia. Mas levantou políticas que, mesmo não tendo sido a causa da derrota, serviram de obstáculos para o movimento. Por isso, temos que fazer uma crítica fraternal aos companheiros, sem atacá-los cegamente como fazem algumas organizações sectárias.

    O tempo todo o PSTU acreditou que a luta poderia pressionar a justiça a ficar do lado do povo. Isso é impossível, porque a justiça é comprada e controlada pelos empresários. Criar ilusões na justiça ajudou a deixar os moradores mais despreparados. Além disso, o PSTU limitou as suas ações de solidariedade às direções sindicais da CONLUTAS, em vez de tentar criar paralisações, greves e passeatas de outras categorias para defender o Pinheirinho.
    

    Nossa resposta

    Agora, existem duas tarefas principais para todo o movimento. Temos que nadar contra a corrente, já que existe uma fragmentação e crise muito grande no movimento dos trabalhadores, que está desorientado e sem a perspectiva de uma alternativa de sociedade.

    Primeiro, temos que fazer uma ampla campanha de solidariedade financeira aos moradores desabrigados. Temos que mostrar a todos os trabalhadores que os moradores do Pinheirinho não são uma realidade distante, que todos fazemos parte da mesma classe. Precisamos recolher o máximo de dinheiro, comida e roupas nos nossos locais de trabalho, moradia e estudo.

    A CONLUTAS está recolhendo doações através do

    Banco do Brasil
    agência  4223-4
    c/c 8908-7
    Em nome da Central Sindical e Popular CONLUTAS


    A segunda tarefa é garantir que os moradores não fiquem ao relento. A precisão da polícia é de demolir tudo até o meio-dia da quarta feira (25/01). A CONLUTAS, a Intersindical, o MST, o MTST, a FIST e outras entidades e movimentos devem criar uma campanha por moradia de qualidade para todos, na mesma região, financiada integralmente pelo Estado.
  
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Novos atos contra o aumento das passagens!

Aconteceram mais dois atos do movimento contra o aumento das passagens no Rio de Janeiro, um na sexta-feira 13/01 e outro a quarta 18/01. Os dois foram passeatas que se concentraram na Candelária e foram até a Central. Lá, a grande maioria dos manifestantes fez o "catracaço", quer dizer, abriu as portas de trás dos ônibus para os trabalhadores entrarem de graça, pulou a roleta e distribuiu panfletos falando sobre a necessidade da luta pela tarifa zero.

Aqui vai o link para o vídeo do ato do dia 13/01:

http://www.youtube.com/watch?v=hIGr-t6F1RE

Não houve grande repressão policial, somente os P2 tradicionais de sempre. 


Polêmicas

Politicamente, o movimento tem sido bem positivo. Não existe aquela babaquice antipartido de pedir pras organizações baixarem as bandeiras. Foi feita uma faixa defendendo a tarifa zero. A juventude do PSTU infelizmente tem feito vergonha nos atos, sempre saindo fora na hora do catracaço. A causa disso não é só covardia, é a própria política do PSTU, legalista e cheia de ilusões na polícia.

Não conseguimos fazer uma faixa defendendo a estatização do sistema de transportes sob o controle dos trabalhadores porque o MEPR foi contra a palavra de ordem. Na comissão que fez a faixa, explicamos aos ativistas que o MEPR fez isso porque defende uma revolução democraticoburguesa no Brasil, em aliança com setores da burguesia, por isso não pode levantar uma palavra de ordem que coloque os trabalhadores no centro da situação, pra não afastar os seus "aliados"!


Os próximos passos

O ato na sexta teve cerca de 200 pessoas, e o da quarta foi menor, com um pouco mais de 100. Isso preocupa, mas pode ser revertido com uma divulgação melhor. O grande desafio agora é manter as manifestações semanais (toda quarta) até fevereiro, quando começam as aulas. Aí, os atos, que têm sido de vanguarda, vão alcançar a massa dos estudantes, e milhares vão poder ir para as ruas!

Temos que aproveitar as manifestações agora também para fazer a campanha pela defesa dos estudantes perseguidos por participarem das manifestações. É o caso de Teresina, onde um jovem ficou cego de um olho por causa da bala de borracha da polícia:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1036377-jovem-fica-cego-apos-confronto-com-a-policia-em-protesto-no-pi.shtml

e de Vitória, onde um estudante foi preso, acusado de tacar um coquetel molotov num ônibus. Nós discordamos da atitude dele, que só serviu para colocar os passageiros em perigo e - é lógico - contra o movimento, mas não vamos deixar ele ser preso pela polícia que mata todos os dias nas favelas:

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/01/noticias/cbn_vitoria/reportagem/1093201-estudante-da-ufes-e-preso-suspeito-de-participacao-em-incendio-a-onibus-no-centro-de-vitoria.html

 
Na assembleia antes do ato, defendemos que se organize um dia de luta nacional pela redução das passagens, para dar maior visibilidade ao movimento, e coordená-lo entre o maior número de cidades possível.
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Debate sobre a Coreia do Norte no site Nova Dialética

Este é o link do debate sobre a caracterização do Estado Nortecoreano, no site do companheiro Tejo, do PCB. O companheiro Tejo, do PCB, escreveu um artigo sobre a morte de Kim Jong Il. Nós comentamos o artigo, e a companheira Lena, que é independente mas, nesse caso, muito influenciada pela posição do MNN (Movimento Negação da Negação), passou a polemizar sobre o tema, já que ela considera que a Coreia do Norte é um estado burguês.

O MNN reivindica as posições do Comitê Internacional da Quarta Internacional. Esta corrente é a continuidade da seção inglesa do Comitê Internacional criado por James Cannon em 1953, quando a Quarta Internacional rachou. Em 1985, eles expulsaram Gerry Healy, o dirigente histórico da corrente, por causa de sua capitulação ao regime de Khadafi, que levou a direção à completa degeneração política e moral.

O Comitê Internacional está entre as correntes que reivindicam o trotskismo ortodoxo. A Quarta Internacional defendeu, a partir de 1951, concepções centristas, como dizer que os partidos stalinistas do mundo inteiro poderiam desenvolver uma orientação revolucionária diante das pressões da luta de classes e ameaça de guerra entre os EUA e a URSS.

Ao combater essas concepções, o CI caiu em posições sectárias. Eles passaram a afirmar que o stalinismo é completamente contrarrevolucionário. Isso levou à consequência absurda de que, quando um partido stalinista ou simplesmente não-trotskista fazia uma revolução e construía um Estado Operário (foi o caso da China, de Cuba, do Vietnã etc), o CI negava que tinha acontecido qualquer mudança real. E dizia que o país tinha se tornado um "capitalismo de estado", e que a burguesia ainda estava no poder!

Essa posição do CI, assim como de outros grupos, como o Lutte Ouvrière, é um dos exemplos mais extremos da atitude da maioria das correntes "trotskistas ortodoxas" que, para preservar a sua "teoria", preferem negar completamente a realidade diante dos seus olhos.

O marxismo não é um dogma, e sim um guia para a ação. Por isso, os revolucionários nos dias de hoje podem e devem criticar e abandonar as posições ortodoxas do trotskismo que se mostraram falsas no decorrer da história (como a tese de que as forças produtivas pararam de se desenvolver, de que o capitalismo leva à piora constante do nível de vida das massas, de que a revolução não aconteceu nos países imperialistas unicamente devido à crise de direção etc), para formular o programa marxista adequado à nossa época.

O link do debate é este, e as postagens continuam:

http://www.novadialetica.com/2012/01/de-socialismos-monarquicos.html
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sábado, 14 de janeiro de 2012

Solidariedade com os moradores do Pinheirinho!



Nós estamos sobrecarregados com as atividades do movimento contra o aumento das passagens. Então, não tivemos perna para fazer uma campanha de solidariedade à Ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), que está sob ameaça de despejo.


O Pinheirinho é uma das maiores ocupações da América Latina, com cerca de 9 mil pessoas. Foi feita em 2004, na mesma época que foi feita a Chiquinha Gonzaga, aqui no Rio, e o exemplo do Pinheirinho foi uma inspiração para muita gente da Chiquinha, na época.

Existe uma ameaça real de reintegração de posse a qualquer momento. A prefeitura anunciou um "Protocolo de Intenções", ontem. Os moradores precisam avaliar com calma pra ver se não é uma armadilha.

Nós tentaremos mobilizar a FIST com todas nossas forças para mais essa campanha de solidariedade do movimento sem-teto.  


Links:

"Porque querem esmagar o Pinheirinho", no site do PSTU (o PSTU é a corrente que dirige o Pinheirinho):


http://pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=13783&ida=2


"Preparados para o confronto, moradores do Pinheirinho se armam", sobre a lindíssima autodefesa que os moradores estão organizando:

http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=112044


"Moradores do Pinheirinho protestam no Paço Municipal de novo", sobre os protestos apoiados pela CSP-CONLUTAS e outros sindicatos:

http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=111804
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