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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Por que não assinar o novo Plano de Funções do BB


Reproduzimos o panfleto do companheiro Rodrigo Silva, delegado sindical da PSO Rio Norte/RJ


Por que não assinar o novo Plano de Funções

Como era fácil de prever, o novo Plano de Funções reduz o salário das funções de 8 horas que ele substitui. A principais consequências são essas:

Se o funcionário não optar pelo novo plano após 180 dias, ele voltará a ser Escriturário: “Na hipótese de não haver interesse no exercício da nova Função, a posse não se efetivará e, em função da extinção da comissão, o funcionário será reconduzido ao cargo efetivo (escriturário), com direito a VCP de 4 meses.”

  • Haverá sim, redução salarial, já que o reajuste médio de 12%, junto com a possibilidade de fazer 2 horas extras durante 10 dias no mês durante um ano só vão COMPENSAR TEMPORARIAMENTE a perda de salário.
 
  • Na prática, o salário líquido (sem as horas extras) vai cair mais ou menos R$ 600,00.

  • o próprio BB disse que não vai contratar mais gente para a redução da jornada, o que significa que vai aumentar a carga de trabalho: “Para compensar perda de capacidade produtiva decorrente de opções à jornada de 6h/dia, o BB poderá lançar mão de inúmeros mecanismos, como automação, reorganização de tarefas e, se necessário, acionamento de hora extra nas agências”.

Por tudo isso, esse novo Plano não é vantagem para os funcionários. Ele é uma medida que o BB adotou porque já estava perdendo várias ações judiciais exigindo a redução da jornada sem redução de salário. O objetivo é fazer os funcionários engolirem a proposta, e jogar os valores retroativas para a CCV (Comissão de Conciliação Voluntária), que ainda nem tem proposta dos valores a serem negociados.

Mas as coisas ainda podem mudar. Na CEF, por exemplo, a implantação do plano de 6 horas durou meses, com greves, assembleias e negociações. Em São Paulo, já tem uma assembleia marcada para quinta-feira dia 31/01. A grande maioria ainda não entendeu o significado do novo plano e não pôde se posicionar.

Então, é melhor não assinar o Plano, e esperar pelo desenrolar dos acontecimentos. Além disso, precisamos nos organizar por local de trabalho, evitando que as pessoas vão assinando isoladamente. E, acima de tudo, temos que pressionar o sindicato para que aconteça uma assembleia para discutir as consequências do plano, nossa contraproposta e quais ações tomaremos.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

BB prepara golpe sobre a jornada de 6 horas no próximo dia 28/01! (coletivo Bancários de Base)


Esse panfleto é uma versão modificada no distribuído no dia 23/01 pelo delegado sindical Rodrigo Silva (PSO/Rio Norte/RJ). No dia 25/01, sexta, o Coletivo Bancários de Base (SP) assinou o panfleto, que a partir de agora vem em nome do coletivo e está sendo distribuído também em São Paulo.


"Tradução" da reunião do dia 22/01 sobre a jornada de 6 horas

Dia 22/01 foi a reunião da Comissão de Empresa com a direção do BB. O banco não mostrou a proposta que vai ser implantada já na segunda-feira (28/01)! Só deu um esboço, com várias premissas, da forma mais confusa.

É lógico que, se a proposta tivesse alguma coisa boa, o banco já estaria usando todos os meios de comunicação corporativa pra fazer alarde. E a Comissão de Empresa, que tem o rabo preso com o governo, por ser formada na quase totalidade por sindicalistas do PT e do PCdoB, falou que vai se reunir novamente na segunda-feira (com o fato consumado), e só então tomar alguma atitude.

Pelas premissas que o banco apresentou,o mais provável é o seguinte:

- todas as comissões atuais vão ser extintas. O objetivo é impedir qualquer reclamação por redução de salário (como diz a notícia da CONTRAF, "o banco reafirmou que não vai negociar a jornada de trabalho do plano e das funções")
- as dotações não vão ser alteradas. Ou seja, vão ser criadas novas comissões, que serão distribuídas entre as dependências (pode ser que nem existam os dois tipos das novas comissões em todas as dependências)
- as pessoas vão ter que escolher "voluntariamente" (= pressão), o que quer dizer que alguns, muito provavelmente, vão ter que engolir uma comissão que não querem, inclusive com redução de salário, no caso da de seis horas.

IMPORTANTE: ninguém falou se vai ou não haver trava para todo mundo que pegar as novas comissões.

Onde está o pulo do gato? Em nenhum momento o banco falou o que mais importa: qual vai ser a redução salarial para a comissão de seis horas.

A posição dos setores de oposição (FNOB e MNOB) é clara: a jornada de 6 horas é um direito, que o banco não está respeitando. As comissões têm que ter a jornada reduzida sem redução de salário, e as duas horas extras devem ser pagas, inclusive as retroativas, com o adicional devido!

Como dá pra ver, a Comissão de Empresa não está fazendo nada. Então, precisamos fazer toda a pressão possível para os sindicatos exigirem esclarecimentos do banco e marcarem assembleias o mais rápido possível (no máxima na segunda-feira), para debater o que vamos fazer.

Nas agências e prédios, devemos criar grupos de funcionários, para organizar a resistência contra a pressão do banco, que vai tentar forçar todos os comissionados a aceitarem as novas comissões.
    
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Internações compulsórias aos usuários de crack (texto de David Rehem)


O companheiro David Rehem, que já tínhamos publicado no nosso blog, mandou esse texto que fala de como está sendo implantada a internação compulsória no seu estado, a Bahia.

Queremos relembrar que qualquer militante que quiser pode mandar seus materiais para o nosso blog e, se estiverem no campo da política revolucionária, nós publicamos!




Internações compulsórias aos usuários de crack

Onde estão as opiniões das principais vítimas do uso do crack, quais sejam os próprios usuários e as suas famílias?

A única vez que ouvi usuários, ex-usuários do crack e os profissionais que realizam atendimento em clínicas de atendimento, em geral vinculados a alguma religião, estes afirmaram que a internação compulsória não seria a solução, tendo em vista que a tendência geral é que a maioria depois saia e volte ao uso.

Então, se na prática está comprovada que não possuir eficácia real a internação compulsória, então porque está virando moda no Brasil, e chegando agora na Bahia?

Bem, o próprio discurso da representante do governo Wagner (PT-BA), Denise Tourinho (Superintendência de Prevenção e Acolhimento aos Usuários de Drogas e Apoio Familiar – SUPRAD, vinculada à Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos) responde:

“Esse tipo de internação feita em São Paulo será feita aqui também no Centro Histórico. Aqui em Salvador, nós não temos uma cracolândia nos moldes da Estação da Luz (em São Paulo). Temos alguns pontos que têm características parecidas, como por exemplo o Centro Histórico, onde há uma grande concentração com pessoas que vêm até do interior. Não é igual, mas requer intervenções”[1]

O que não é mais implícito e sim explícito na fala da superintendente Tourinho é que a função real dessas internações compulsórias é “limpar” os locais de circulação de turistas, para a Copa do Mundo. Isso não é novidade... Mas, para um leitor despercebido esse discurso pode parecer positivo, afinal de contas esses usuários não possuem condições de decidir por si mesmo. Mas quem é mesmo que define isso?

Historicamente, a classificação de loucos, ‘pertubados mentalmente” etc, seguiu a cruel lógica de que todos e todas que não se encaixassem no padrão estabelecido pela sociedade deveria ser excluída dela, obrigatoriamente. A psicologia travou uma luta, por anos, contra o encarceramento dessas pessoas “não padronizadas” e, por fim, venceu...

Eis que surge o crack, uma droga rapidamente viciante e que destrói o indivíduo fisicamente e mentalmente. A droga serve, então, para as medidas agora tomadas. E, pasmem, aqui na Bahia os centros de internação vão ser os já superlotados Hospitais Gerais, conforma afirma a mesma superintendente na matéria publicada pelo Correio da Bahia, disponível no link já apontado anteriormente.

O que não consigo entender é como esse discurso é facilmente assimilado. Estou falando, inclusive, do lugar de alguém que ainda se encontra em estado de dúvida, por conhecer, muito de perto, as complicações que passa uma família com um usuário de crack, de qual a medida a ser tomada nesses casos. Mas o que não dá para deixar de pensar é que essa solução é apenas tapar o sol com a peneira, ou, como acho que melhor ilustra, jogar as cinzas sob o tapete.

Isso por uma razão óbvia. A internação compulsória não acabará com o problema do tráfico, não acabará com o uso do crack, não acabará com os problemas sociais que muitas vezes levam as pessoas a buscarem refúgio no que é mais barato para matar sua fome, no que é mais barato para se entorpecer e “fugir da realidade”. Pois é muito fácil para um usuário de drogas lícitas que possui R$ 3,00 para gastar em uma cerveja (e olha que normalmente não para na primeira) condenar alguém que usa uma droga que é trocada nas ruas por qualquer coisa; é muito fácil os diversos usuários de cocaína, filhos da burguesia e pequena burguesia, condenar o crack e gastas milhares de reais por mês comprando sua droga e, mesmo perdendo o controle sobre os seus atos, procurando brigas, provocando acidentes, pela certeza da impunidade, não serem condenados a prisão pelo Estado de forma compulsória.

Em uma sociedade que preza o TER em detrimento do SER problemas como o crack serão cada vez mais constantes. A barbárie em que chegou a sociedade capitalistas cria ilusões (principalmente de consumo e muito menos de sobrevivência) que, quando não correspondidas, se convertem na autodestruição, seja pelo uso do crack, seja pelo consumo desregrado, seja pela depressão...

Mais uma vez... Socialismo ou barbárie!
 
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

NOTA EM APOIO AOS ESTUDANTES PROCESSADOS NA UFES


Nós subscrevemos essa nota, e pedimos que todos os movimentos, organizações e entidades que possam façam o mesmo





NOTA EM APOIO AOS ESTUDANTES PROCESSADOS NA UFES

As entidades e movimentos que subescrevem essa nota vêm a público dar visibilidade e protestar de forma veemente contra o Processo Administrativo Disciplinar aberto em desfavor de 30 estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo por meio de portaria do Reitor Reinaldo Centoducatte.

O processo acusa os estudantes de “prática de ato incompatível com a moralidade da vida acadêmica” de acordo com o artigo 263 do Regimento Geral da UFES, promulgado na década de 1970, tempos de exceção da Ditadura civil-militar brasileira. Uma legislação produto desse tempo histórico, outorgada de forma autoritária por dirigentes impostos à comunidade acadêmica não garante nem ao menos os avanços democráticos obtidos posteriormente na Constituição de 1988.

A Universidade deveria ser um local de livre expressão democrática, que garantisse e estimulasse a participação crítica dos seus estudantes, não como se coloca neste caso específico e em diversos similares país afora. O grupo da reitoria persegue e criminaliza os estudantes que ousam se colocar como sujeitos da transformação da Universidade, que exercem seu direito constitucional de livre manifestação. Durante a greve, perante a intransigência do reitor em, simplesmente, negociar as pautas locais, o Comando de Greve Estudantil decidiu por uma ocupação no dia 22 de agosto que tinha como objetivo avançar no projeto de uma Universidade pública, gratuita, de qualidade, democrática, popular e socialmente referenciada, por meio de determinadas pautas que tocavam especialmente a questão da assistência estudantil, tão precária na UFES.

O conteúdo do processo é tão desmedido que faz referencia a cada manifestante contendo uma foto nomeada de “marginal” e seu respectivo número, bem como caracteriza o conjunto dos estudantes como “quadrilha”.

Convocamos todos/as a prestarem solidariedade a este grupo e exigimos que o reitor Reinaldo Centoducatte anule imediatamente a portaria estabelecendo patamares mínimos de diálogo e convivência democrática na UFES, que não passam por tais medidas de repressão.



Seguem abaixo os locais onde precisamos que seja enviada a moção. Pedimos que enviem com cópia ao e-mail contraaperseguicaopolitica@hotmail.com para nosso controle:

Reitoria da UFES: reitor@reitoria.ufes.br; vicereitora@reitoria.ufes.br
Pró reitoria de graduação: pro-reitora-prograd@prograd.ufes.br
Corregedoria do Ministério Público do Estado do Espírito Santo: cgmp@mpes.gov.br
Nosso controle: contraaperseguicaopolitica@hotmail.com


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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Manifesto Contra a Internação Compulsória


 
A internação compulsória de usuários de drogas em situação de rua foi instalada no Rio de janeiro em 2011 e, agora, está prevista para acontecer também em São Paulo, a partir do dia 21 de janeiro.

Esclarecemos que a internação compulsória já existia antes, prevista em lei, porém como medida tomada em casos pontuais e específicos, respaldada por ordem judicial, indicada apenas quando a pessoa está pondo em risco sua própria vida ou a de terceiros.

Atentamos para o fato de que o que está sendo feito hoje é diferente, criou-se uma política de massas para a internação generalizada e arbitrária, o que abre precedentes para ações autoritárias que representam um retrocesso na conquista histórica da humanidade por direitos democráticos.

A internação compulsória surge agora como um sequestro a céu aberto da parcela mais pobre da população. Sabemos que não serão os dependentes da classe média, muito menos da classe alta que serão forçados a se internar, o que a caracteriza como uma política claramente higienista.

Esclarecemos também que esta política ignora a particularidade dos indivíduos. Uma internação é indicada somente para dependentes, minoria dentro da população de rua. Pessoas que fazem uso ocasional ou abusivo serão internadas da mesma forma. Uma generalização como essa não é capaz de contribuir para o problema da drogadição e claramente não é feita com essa intenção.

É sempre mais fácil culpar uma substância do que olhar seriamente para a complexidade causadora e mantenedora da exclusão social de pessoas alijadas de seus direitos básicos. Se a intenção é “cuidar”, por que os planos estatais não incluem garantia do acesso à moradia, trabalho, educação, saúde e cultura?

A “guerra às drogas”, ou nesse caso mais especificamente a “guerra ao crack” – como se fosse possível guerrear contra uma substância e não contra pessoas –, mais uma vez é usada como pretexto para ataques estatais à população pobre, jovem e negra. Quando não considerados criminosos e colocados em reclusão nos cada vez mais lotados presídios, são considerados doentes e isolados em abrigos psiquiátricos ou entidades conhecidas por comunidades terapêuticas, muitas delas suspeitas de promoverem torturas físicas e psicológicas contra os usuários.

Denunciamos o uso do discurso do cuidado para aplicar uma política que não serve aos interesses da maioria da população, mas visa limpar terreno para os lucros de segmentos do empresariado (que futuramente retornarão os favores do governo com doações para suas campanhas eleitoriais) sob o falso pretexto da preocupação com a população de rua. Após o suposto tratamento, as pessoas serão jogadas novamente nas ruas, na mesma realidade de antes, sem nenhum apoio, não resolvendo o problema da dependência.

Entendemos também a política da internação compulsória como mais uma das inúmeras formas hoje praticadas de repasse de dinheiro público a entidades privadas, em muitos casos às comunidades terapêuticas, fazendo-o sair do controle e da fiscalização popular.

Declaramos que a população em situação de rua vive para além das drogas, responde sim por si própria, é capaz e deve ter o direito de escolher quando e como fará seu tratamento, devendo, portanto, ser tratada com a mesma dignidade de qualquer outro ser humano.

Essa política governamental não se configura como cuidado, mas como uma violência do Estado à população. Não vamos legitimá-la.

Declaramos total repúdio a políticas repressivas como estas. Não há solução imediata para o problema da dependência. Mas há outras alternativas.

Reivindicamos educação e saúde públicas de qualidade e moradia digna para a população não precisar morar nas ruas. Reivindicamos tratamento público e gratuito humanizado aos dependentes de substâncias psicoativas, por meio de mais investimento na rede de assistência social e saúde, fortalecendo os CAPS e adotando ações de redução de danos como políticas públicas.

Por dignidade à população de rua, nos colocamos também em luta e dizemos não à internação compulsória.
Janeiro de 2013

Assinam este manifesto:

Coletivo DAR (Desentorpecendo a Razão)
CRESS (Conselho Regional de Serviço Social)
UJC (União da Juventude Comunista)
Comitê Popular da Copa – SP
Espaço Socialista
Coletivo Lênin
Forum Popular de Saúde do Estado de São Paulo
Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde
Conselho Regional de Serviço Social – Cress/SP 9ª Região.
CEPIS – Centro De Cidadania, Educação, Cultura, Esportes e Ecologia de Itapecerica da Serra

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Aldeia Maracanã: uma vitória, mesmo que parcial e temporária!



A importante mobilização do sábado passado (12/01) na Aldeia Maracanã conseguiu uma vitória contra o governo Sérgio Cabral e o plano do conjunto da burguesia brasileira de transformar o Rio de Janeiro numa cidade só para turistas, expulsando das regiões centrais os trabalhadores mais pobres.

O fator decisivo da vitória foi que rompemos o cerco da mídia empresarial e a tentativa de remoção foi denunciada pelos movimentos nas redes sociais. Diferente da questão negra, a questão indígena tem felizmente uma repercussão internacional. E o governo Sérgio Cabral não se arriscou a "comprar barulho" com todo mundo que ia ficar apontando aquele massacre da cultura indígena.

Pra quem não sabe, a Aldeia Maracanã é uma ocupação do movimento indígena no prédio onde funcionou o Museu do Índio, até 1978. Depois de mais de 30 anos abandonado pelo Estado, o mesmíssimo Estado diz que, como o prédio está abandonado, tem que ser demolido!

A mesma cara de pau de Sérgio Cabral, ao dizer que chamar a Aldeia de Aldeia é "deboche". Que idiotice! Todo mundo sabe que o nome é simbólico. Do mesmo jeito que a gente chama o Sérgio Cabral de governador, sabendo que quem manda no Estado é o Eike Batista!

Como não poderia deixar de ser, a Globo distorceu a história até ela virar o contrário, "índios invadem canteiro de obras da Copa"!

Mas a vitória é parcial e temporária. A reintegração de posse saiu. Temos que multiplicar muitas vezes mais a solidariedade e não ter nenhuma ilusão, o Estado não vai cumprir nem as próprias leis.


Para superar as ilusões, é preciso entender que existe uma luta dentro do próprio movimento indígena. Não podemos ser preconceituosos e idealizar que as mesmas divisões que existem em todos os movimentos não existem lá. Uma ala do acampamento tem a perspectiva de disputar o Estado por dentro, através da luta dentro da FUNAI.

Essa ala reformista foi a que caiu na influência das ONGs e dos parlamentares do PSOL, Marcelo Freixo e Renato Cinco, que chegaram quando o clima era de resistir, pra jogar água fria e falsas promessas. Logo apareceu uma proposta de que a gente esperasse sentado se a polícia invadisse, o que significaria prisões em massa.

Infelizmente, como resultado do retrocesso político provocado pelo fim da URSS, existem setores do movimento que acreditam de forma infantil que é possível lutar pacificamente até a vitória. Além disso não ter acontecido em nenhuma luta real (a independência da Índia foi "conquistada" por um acordo entre Gandhi e a Inglaterra, mantendo o país em estado semicolonial), é absurdo igualar a violência de quem reprime por dinheiro com a violência de quem está simplesmente tentando garantir a sua vida e moradia!

É lógico que era impossível vencer o BOPE na base da porrada. Mas deveríamos sair, se fosse o caso, sem nos entregar em massa à violência policial, e deixando bem claro que a polícia estava agindo com violência desnecessária, ilegítima e ilegal. E sem provocar a polícia, que usaria qualquer garrafa dágua que fosse jogada como pretexto pra espancar e desocupar.

Freixo e o Cinco, junto com parte dos militantes indígenas, insistiram numa "negociação" com o governo, como se isso fosse resolver tudo. Às seis da tarde, deram a luta como ganha e falaram que as pessoas já podiam ir embora, que até segunda estava garantido, o que esvaziou a Aldeia. A tragédia do Pinheirinho mostra mais uma vez que não se pode confiar na justiça dos ricos! 

No meio da tarde ainda apareceu uma estranha proposta: transformar a Aldeia em uma loja de produtos da cultura indígena. Ou seja, negociar a derrota!

Tudo isso não impediu a vitória parcial. Mas é preciso avançar muito, não só politicamente, mas também na organização, pra impedir a remoção da Aldeia.

Uma tarefa imediata é a defesa da readmissão dos operários do canteiro de obras, que foram demitidos porque se solidarizaram com o movimento indígena!

Moral da história: se a Aldeia Maracanã estiver cheia de militantes dia e noite, isso vai fortalecer a ala que quer resistir e não aceita "trocar" o prédio por alguma outra coisa! Por isso é a obrigação de todos os que se revoltam contra o massacre físico e cultura dos povos indígenas apoiar essa luta até a vitória definitiva!

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Novos materiais sobre a história do trotskismo no Brasil!


O companheiro Miguel Tavares nos enviou mais uma leva de materiais:

- Tempos de Viver, de Alzira Lobo, sobre a LCI
- o Caderno do AEL (Arquivo Edgar Leuenroth/Unicamp) sobre trotskismo, falando sobre o POR, a CS, o trotskismo na América Latina nas décadas de 1930 e 1950, tendo ainda um documento em português de Mário Pedrosa sobre a questão do defensismo da URSS.

Quem quiser receber, é só pedir por email!
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

AMEAÇA À ALDEIA MARACANÃ: DESPEJO MARCADO PARA O DIA 13/01



Reproduzimos aqui o chamado dos companheiros do Movimento Indígena da Aldeia do Maracanã, que estão sendo ameaçados de despejo no dia 13/01, domingo.

Nós do Coletivo Lenin, assim como a Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST), o Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), entre outros movimentos sociais, nos solidarizamos com essa situação e estamos ajudando a convocar toda a militância dos movimentos sociais sem-teto, operário e estudantil para a defesa deste importante centro de resistência política aos bilionários megaprojetos  de Dilma, Sergio Cabral e Eduardo Paes, que estão loteando e desperdiçando bilhões para a máfia das megacorporações empreiteiras, imobiliárias e de turismo, como grupo EBX e DELTA, e também esportivas como a CBF, COI e à FIFA. Desde a época do PAN de 2007 a Aldeia do Maracanã vem resistindo à sabotagens de agua, luz e tentativas de remoção de agentes da prefeitura e do governo do Rio de Janeiro. Porém esse será o maior desafio moradores indígenas defensores e guardiões do histórico museu do índio, deixado aos destroços pelos inúmeros governos.

Além disso os trabalhadores das comunidades não só do Rio de Janeiro, que sediará as Olimpíadas e a final da Copa, mas em outras capitais estão sendo removidos de suas casas sem qualquer indenização real ao mesmo tempo que tem se intensificado a exploração dos trabalhadores da construção civil e projetos e infra-estrutura.
Para enfrentar todo esse projeto político financiado pelas megacorporações nacionais e internacionais, muitos movimentos sociais e organizações de esquerda tem lutado em frentes únicas, mesmo que isolados em suas cidades, como no caso do Rio os estudantes e trabalhadores se mobilizaram contra o aumento da passagem, ou as greves nos campos de obras do Rio, no Xingu, Ceará além da greve nacional do professores. 
Agora um dos últimos bastiões do movimento indígena e também sem-to do Rio de Janeiro esta para ser destruído no próximo domingo pelas forças policiais militares do Estado.
Por fim convocamos todos os militantes a fazer uma vigília de sábado dia 12/01 para o domingo dia 13/01 em solidariedade à resistência dos companheiros da Aldeia Maracanã!!!



Também divulgamos a nota da FIST do seu VII Congresso em apoio e mobilização de suas ocupações para defesa da Aldeia Maracanã:
  MUDANÇA DE LOCAL DO VII  CONGRESSO  DA  FIST


"Convidamos a todos para o VII Congresso da FIST, que acontecerá no dia 13 de janeiro de 2013, das 8h às 21h, agora na Aldeia Maracanã localizada na Avenida Radial Oeste ao lado do metrô Maracanã.

Programação:

9h às 12h – Mesa de abertura com as entidades.

12h30 – Palestra da Campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso”.

12h30 às 13h – Palestra sobre remoções e despejos com André de Paula.

13h às 14h – Almoço.

14h às 18h – Relato das ocupações e julgamento dos recursos das ocupações desligadas de nossa entidade.

18h às 21h – Momento cultural e festa de encerramento, quando cada um deverá trazer algo de comer ou beber.

Convidamos a militância para dormir no sábado afim de organizar o Congresso e a resistência da Aldeia secularmente pertencente aos indígenas, que tentará por parte do governo ser criminosamente  removida...




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sábado, 5 de janeiro de 2013

Receba tese e artigo sobre o trotskismo no Brasil!


O companheiro Miguel Tavares de Almeida , militante trotskista desde a década de 1980, nos enviou materiais muito bons sobre a história do trotskismo no Brasil:

- a dissertação de mestrado dele (PUC-SP/2003) sobre a LCI, a primeira organização trotskista brasileira

- artigo dele, "Os trotskistas frente à aliança nacional libertadora e os levantes militares de 1935"




- "O Brasil dos trotskistas 1930/1960", do professor Pedro Roberto Ferreira

Ele mandou isso para ajudar no nosso minicurso sobre o assunto, mas também nos autorizou a divulgar e reproduzir, desde que citando a fonte. Se alguém quiser esses materiais, mande um email pra gente (c.comunista@yahoo.com.br), que a gente envia!

Obrigado, Miguel! Saudações comunistas!
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Baixada Fluminense, do lixo à lama!


A tragédia que os jornais estão noticiando hoje é a consequência inevitável do acúmulo de lixo durante um mês que foi provocados pelos prefeitos derrotados nas eleições passadas.

Como a maioria das pessoas deve estar sabendo, aconteceu uma coisa muito comum no Brasil. Como o resultado das eleições, que agora são informatizadas, foi no dia 06/10, os partidos que perderam usaram os quase três meses antes dos eleitos assumirem pra roubar o máximo de dinheiro público que pudessem.

A primeira medida para isso, principalmente em Belford Roxo e Duque de Caxias, onde quase não acontecem concursos públicos, é a demissão de todas as pessoas contratadas pelos governos anteriores e a renovação ou realização de novos contratos de terceirização, para fazer mais maracutaias ainda. 

Em Duque de Caxias, por exemplo, governada por Zito (PP) que, além de ser envolvido com grupos de extermínio ainda tem participação na empresa terceirizada de limpeza urbana, a Locanty, o lixo simplesmente parou de ser recolhido. Aconteceram cenas vergonhosas da própria população queimando o lixo pra evitar o mau cheiro e a contaminação. A mesma coisa em Nova Iguaçu, governada por Sheila Gama (PDT) e em Belford Roxo, por Alcides Rolim (PT). Como dá pra ver, estão envolvidos partidos da frente no governo e da oposição de direita.

Com as enchentes, que acontecem todo ano, mas que nunca os prefeitos milionários se preocupam em fazer planejamento para evitar, porque não vai derrubar as casas deles, o lixo obstruiu o escoamento da água, causando enchentes mesmo em lugares que estavam livres delas há muitos anos. Além do estrago e das mortes provocadas pelas enchentes (nem vamos dar o número, porque vai subir mesmo), existe agora um risco muito maior: epidemias provocadas pelo lixo e pelo sistema de saúde precário, em que inclusive boa parte dos funcionários também está com os salários atrasados nessas cidades.

Os prefeitos, como sempre, estão livres da justiça, que só é cega quando o crime é dos ricos. Zito, por exemplo, sumiu há duas semanas, depois que a  Polícia Federal fez uma busca na casa dele com 14 mandados (!), investigando o desvio de simplesmente R$ 700 milhões da verba da saúde através das ONGs.

Numa situação dessas, é o papel dos movimentos sindical, popular e estudantil estar à frente da solidariedade com os moradores afetados, e da luta contra esses governos que estão a serviço dos empresários e das quadrilhas que governam cada cidade.

Na Baixada, os movimentos são mais fracos do que na capital, e um dos motivos disso é a repressão violenta que sofrem. Por exemplo, no final do ano passado, uma tentativa de ocupação urbana feita pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) foi violentamente reprimida em Caxias.

Mas existem exceções, como as regionais do SEPE na Baixada e o MST de Nova Iguaçu, que são praticamente os únicos movimentos que fazem oposição classista a esses governos. Devemos ajudar a construir esses movimentos. E a lutar com uma política que mostre que a corrupção e as péssimas condições de vida dos moradores da Baixada são o produto do sistema capitalista, que não funciona para atender às necessidades do povo, e sim para enriquecer as grandes empresas, às custas de ataques contra os trabalhadores e do meio ambiente.
 
 - Divulgação imediata das contas de todos os municípios, e de todos os contratos com as terceirizadas!

- Integração imediata de todos os trabalhadores terceirizados, com os mesmos direitos dos efetivos!

- Expropriação dos bens dos políticos e empresas corruptos, para serem transformados em bens públicos sob controle dos trabalhadores!


 - Solidariedade de classe aos atingidos pelas enchentes. Pedimos que todas as entidades, organizações e movimentos doem os seguintes mantimentos para o SEPE/Caxias:
 SOS XERÉM
Posto de arrecadação, SEPE-CAXIAS
Somente: água potável, material de limpeza e higiene, mantimentos não perecíveis.
R. Conde Porto Alegre, 131.
Recebimento até as 17:00hs
 
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