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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

domingo, 31 de maio de 2015

Cassação dos direitos políticos do PSTU, PCB e PCO (Antônio Junior - LC)

CASSAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS
Nada como um dia após o outro

PSOL vota por “clausula de barreira” pela cassação da legenda do PSTU, PCB e PCO. Assim como o PSTU sabotou a campanha pela legalização do PSOL.

Antonio Junior, fundador do PSOL no Amazonas (2004-2006), ex-militante do PSTU (2007-2012)


Os quatro parlamentares do PSOL na Câmara dos Deputados, Chico Alencar, Edmilson Rodrigues, Ivan Valente e Jean Wyllys votaram pela cláusula de barreira, que estabelece que as siglas que não tiverem um parlamentar nacional também não terão acesso a tempo de TV e ao fundo partidário. Esta medida representa um duro cerceamento aos já esquálidos direitos políticos eleitorais. Partidos como PSTU, PCO, PCB participarão das eleições como “café com leite”, em condições ainda muito mais desvantajosas que as atuais.

O PSOL votou em conjunto com PT, PCdoB, os partidos patronais tradicionais e de direita nesta votação cujo placar foi 369 a 39 em favor da “clausula de barreira”.

Zé Maria, dirigente nacional do PSTU, protestou:

“Difícil acreditar que a falta de referencia que caracteriza este partido chega até este ponto. E não digo referencia socialista, de solidariedade de classe, não. Esta votação mostra que falta até mesmo referencia na defesa de valores democráticos mínimos, que é a igualdade das condições para funcionamento dos partidos políticos do país...Nem isso!” [ 1 ]

PSTU, O SUJO FALANDO DO MAL LAVADO

Nesta crítica ao PSOL, o PSTU está completamente certo. Mas estas palavras que demonstram o quanto o PSOL é antioperário, antidemocrático e reacionário também servem igualmente ao PSTU quando usou de um expediente similar, o que lhe estava a mão uma vez que não possui parlamentares no Congresso como o PSOL, contra a campanha pública do PSOL por sua legalização em 2004. Tratava-se de uma tarefa titânica imposta pela justiça eleitoral burguesa: coletar 438 mil assinaturas. Tarefa que o PSTU não só boicotou, como muito atrapalhou com sua política de sabotagem desta campanha democrática dentro do movimento de massas do país. Na época, o dirigente principal do PSTU, Eduardo de Almeida, soltou uma declaração cretina em nome do partido:

“Nós estamos a favor de que o P-SOL ou qualquer outro partido seja legalizado. Somos contra as exigências do estado burguês e defendemos a livre existência dos partidos, sejam de esquerda ou de direita. É um absurdo que se exijam 400 mil assinaturas para legalizar o P-SOL, da mesma maneira como é um absurdo que se dêem 14 minutos para um partido na TV e 30 segundos para outro. Isso é absolutamente antidemocrático e não ocorre em outros países capitalistas. Na Espanha, basta a inscrição na justiça eleitoral dos responsáveis para a legalização do partido. Na França, todos os candidatos têm 5 minutos diários na TV.”
[ 2 ]

Mas ao final do texto vem a punhalada: segundo Eduardo, em virtude do PSOL “querer o apoio dos que tem e dos que não tem acordo com seu partido” (para reunir as centenas de milhares de assinaturas necessárias), do PSOL ter um projeto “eleitoreiro” e “reformista”, o PSTU conclui que: “não estamos a favor de apoiar o P-SOL e chamamos os ativistas também a não assinarem” (idem)

A sequência desta história todo mundo conhece, uma vez constituído o PSOL, apesar dos esforços do PSTU em contrário, o PSTU coligou-se eleitoralmente com o PSOL “eleitoreiro” e “reformista” sempre que o PSOL aceitou formar a malfadada “Frente de Esquerda”.

O PSOL VOTOU PELO RECRUDESCIMENTO DA DITADURA CAPITALISTA, PELA CASSAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS DEMOCRÁTICOS DA POPULAÇÃO

O “partido da esquerda coerente”, como o PSOL se auto define, demonstrou que não tem qualquer solidariedade com seus companheiros de “Frente de Esquerda”. Os parlamentares psolistas se saíram com justificativas regimentais, alegaram que a bancada foi obrigada a votar na proposta menos pior. A outra, defendida pelo PSDB, era pior sim, queria instituir uma barreira de 5 deputados e 2% dos votos nacionais. Mas isso não serve para justificar o apoio do PSOL à medida que foi vitoriosa por larga margem de votos, sendo que os parlamentares psolistas poderia ter feito qualquer outra coisa, ter apresentado outra proposta, se abstido, fazer uma declaração denunciando mais este assalto aos direitos políticos das classes dominadas, etc. Mas não o fizeram e legitimaram esta reforma antidemocrática. Para isso e nada mais, com o voto de seus quatro parlamentares, o PSOL demonstrou porque é “um partido necessário”. Se apenas com míseros 4 parlamentares nacionais e duas prefeituras burguesas o PSOL comete tamanha traição contra seus companheiros de “Frente de Esquerda” e fica a favor do quê o próprio PSOL dizia combater, o que se deve esperar deste partido se ele vier um dia a ter maior inserção no Estado capitalista? Todo militante honesto do PSOL, todo defensor consequente da democracia política partidária para as organizações de esquerda, deve exigir uma autocrítica prática de seus parlamentares para que reorientem seu voto na segunda votação deste tema na Câmara dos Deputados.

O principal alvo desta medida é caçar os partidos minoritários da esquerda como o PCB, PCO e PSTU. As chamadas legendas de aluguel, os partidos nanicos da direita, serão incorporadas fisiologicamente pelos partidos maiores da burguesia. O PT votou na cláusula de barreira para, apesar do profundo custo político de servir aos interesses da burguesia, assegurar para si o monopólio da representação partidária legal da esquerda brasileira. E o PCdoB fez como o PSOL, mas também votou a favor do “distritão” que aprofunda o federalismo oligárquico nacional, sistema que efetivamente manipula o funcionamento dos partidos burgueses e a tradição burguesa autoritária antidemocrática brasileira denunciada pelas candidaturas da LC nas eleições passadas. [ 3 ]

PSOL e PSTU carecem dos mínimos valores democráticos. Um ajuda a burguesia a caçar os direitos políticos do outro. Para o proletariado em geral, incluindo as camadas médias dos assalariados, público preferencial destes partidos, deve ficar claro que PSTU e PSOL nem sequer são democráticos, nem de longe socialistas e menos ainda revolucionários São agrupamentos mesquinhos entre si e se apoiam na draconiana legislação burguesa para puxar o tapete do “adversário” que se encontra em igual ou pior dificuldade diante da ditadura burguesa. Pelo mesmo motivo estes partidos são incapazes de construir sequer uma central sindical em conjunto.

Assim como não acreditamos que serão as denúncias de corrupção contra o PT, realizadas pela mídia patronal e a caçada do aparato coercitivo Estatal burguês, o que fará os trabalhadores superarem suas ilusões no lulismo, tão pouco acreditamos que obstáculos jurídicos e administrativos impostos pela ditadura burguesa à existência legal dos partidos reformistas ou centristas da oposição de esquerda servem de instrumento para a evolução da consciência política do proletariado. As medidas reacionárias e repressoras da burguesia contra o direito de organização política das classes exploradas e oprimidas só servem à contrarrevolução. Por isso também aproveitamos deste episódio vergonhoso para desmascarar tais organizações e apontar que o caminho é a construção de um partido de novo tipo, um verdadeiro partido revolucionário dos trabalhadores, que saiba usar inclusive o espaço parlamentar, o terreno da burguesia contra a própria burguesia, e não contra os trabalhadores.

Notas
1. https://www.facebook.com/zemariapstu/posts/476674425819928
2. http://www.pstu.org.br/node/4649
3. http://lcligacomunista.blogspot.com.br/2014/09/eleicoes-2014.html
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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Contribuição da FCT para o CONUNE


Contribuição da Frente Comunista dos Trabalhadores ao 54º Congresso da UNE


Segue abaixo o documento da FCT- Frente Comunista dos Trabalhadores, para o 54º Conune, que acontecerá de 3 a 7 de junho de 2015, em Goiânia- GO. Clique aqui para baixar o texto em PDF.







http://espacomarxista.blogspot.com.br/2015/05/contribuicao-da-frente-comunista-dos.html
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Pós-modernismo e nacional-bolchevismo


POSMODERNISMO Y "NACIONAL-BOLCHEVISMO"


Ni izquierdas posmodernas ni "nacional-bolchevismo"¡Por la reconstrucción del bolchevismo internacionalista!Leon Carlos (Tendência Militante Bolchevique), Humberto Rodrigues (Liga Comunista/FCT) e Marcos Silva (Coletivo Lenin/FCT), respectivamente, secciones de Argentina y Brasil del Comité de Vinculación por la IV Internacional

Alexandre Duguin, professor Universidade de Moscou e Diretor do
Centro de Estudos Conservadores, fundador do Movimento Eurásia

Alexandre Duguin, professor Universidade de Moscou e Diretor do
Centro de Estudos Conservadores, fundador do Movimento Eurásia
A partir de la crisis del 2008 empieza el periodo epilogal de la postmodernidad. Definimos acá a postmodernidad como las tendencias socioculturales que emergieron mayormente en occidente – que por diferentes matizes se dieron tanto em centros imperialistas como semicolônias, a partir de la desproletarización de la fuerza de trabajo. Por desplazamiento a los servicios, la economía informal o la marginalización.

El posmodernismo es enemigo mortal de cualquier teoría totalizante de la realidad y sobretodo del marxismo, la mas avanzada teoría totalizante y monista de la realidad, una vez que el marxismo, el materialismo fundido a la dialéctica, la expresión mas avanzada de la cultura humana derivada del socialismo francés, de la filosofía alemana y la economía política británica. Estas tres fuentes solo fueron fusionadas después de la industrialización y a partir de la proletarización de las clases explotadas en sociedad burguesa, de la lucha de clases del siglo XIX, él qué fundó las bases para el capitalismo imperialista y la necesidad de explicarla. 

La mejor expresión política de esta fusión fue el bolchevismo criado por Lenin que agrupó al proletariado revolucionario para la conquista del poder y la fundación del primero Estado Obrero del planeta en la revolución de ocutubre de 1917.

Todavía, el comunismo revolucionario no re-emergió de la declinación del post-modernismo, y seguí aún afectado por la ofensiva ideológica anticomunista del imperialismo, subproducto de la contrarrevolución en la casi totalidad de los Estados obreros hace poco menos que tres décadas. Si el comunismo revolucionario no tiene fuerza, osos y sangre actualmente para suplantar material y subjetivamente el posmodernismo, surge de una variante del capitalismo, que se potencia, que lo prostituye y hace un sincretismo entre sus signos y una actualización del conservadurismo burguês.

No por acaso, es sobre la acumulación de medios de producción - heredados de los mega-Estados obreros, combinado con al industria armamentista, que en el núcleo Euroastico se dan las bases materiales del NEOMODERNISMO, o como llaman en Rusia, el NACIONAL-BOLCHEVISMO. Esto és subproducto de una relativa y nueva proletarización de la economía internacional. Tanto por la expansión económica del núcleo ruso-chino, como por la necesidad de competir con el de las potencias imperialistas.

Por lo tanto no es casualidad que la derecha neomoderna piratea "ropajes" históricos del marxismo para camuflarse y embellecerse, como escudo ideológico burgués en su disputa en contra el imperialismo hegemónico posmoderno.

A partir de el epilogo de la postmodernidad comienza, en forme embrionaria, el prologo de la neomodenidad, conviviendo hoy las 2 tendencias, en diferentes y cambiantes proporciones. Y en la medida que crecen y se amplían las bases materiales y influencia del núcleo Eurasiático, mas él se torna conservador y se asocia al conservadurismo, a la derecha y al neofascista mundial.

El nacional-bolchevismo es la derecha neomoderna. Es decir de la derecha que emerge en la misma medida de que la posmodernidad entra en crisis.

A grandes rasgos se puede definir a la neomodernidad. Como una tendencia sociocultural (que en forma incipiente ya empezó a tener tendencias) en que lo económico- reivindicativo, se imponga – en general sobre lo identitario cultural – se esto derivado de consideraciones de raza, etnia, sexo o orientación sexual.

Con su homofobia y su machismo el nacional-bolchevismo reúne los aspectos de una derecha neomoderna.

Momentáneamente, como en Ucrania, por ejemplo, en términos prácticos veamos que la derecha neomoderna tiene más contradicciones con el imperialismo que la izquierda post-moderna apoyadora del movimiento neofascista pro-imperialista Euromaidan. Pero, no tenemos dudas que combatir el nacional-bolchevismo (que detectamos grupos incluso en países de Latinoamerica como Venezuela) es todo un desafió para nosotros que desde una defensa intransigente de los principios y tradiciones del bolchevismo y su internacionalismo, invocamos tácticamente un Frente Único Antiimperialista Mundial, sin renunciar siquiera por un millonésimo de segundo a la lucha estratégica por nuevas revoluciones bolcheviques y proletarias en contra las oligarquías burguesas que hoy controlan Rusia y China.

Por la reconstrucción mundial (la IV Internacional reconstruida con secciones nacionales obreras y revolucionarias) del bolchevismo internacionalista (el programa que apunta: ¡Proletarios de todo el mundo uníos!).


Artigos relacionados:

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O irracionalismo do novo nacionalismo russo
Espaço Marxista – Frente Comunista dos Trabalhadores - CLQI

NÚCLEO RUSO-CHINO, IMPERIALISMO Y PROLETARIADO
Contradicciones que pueden ser ventajosas para la causa del proletariado internacional
Tendencia Militante Bolchevique - CLQI

http://lcligacomunista.blogspot.com.br/2015/05/posmodernismo-y-nacional-bolchevismo.html?m=1
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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sobre o 13 de Maio de ontem e de hoje

Sobre o 13 de Maio de ontem e de hoje
Publicado em 13 de Maio de 2015





    Certa vez, pesquisando para montar uma aula encontrei uma matéria na internet sobre a compra realizada pelo Museu Imperial de Petrópolis da pena de ouro que princesa Isabel utilizou para assinar a Lei Áurea em 13 de Maio de 1888.

    Na matéria se discutia o valor monetário e simbólico da pena composta por “(…) ouro de 18 quilates e cravejada com 27 diamantes”.

    O valor monetário estimado girava em torno de 500 mil reais. Já acerca do valor simbólico um entrevistado dizia:

(…) do ponto de vista simbólico, é o objeto mais importante da história do Brasil. Nem a caravela de Pedro Álvares Cabral, caso tivesse sido conservada, teria tamanha importância. A pena representa o início de um sonho de cidadania e de igualdade. Ela fala de um Brasil que passou a incorporar as massas excluídas: a Lei Áurea, se pudéssemos comparar, seria equivalente a uma revolução marxista.”

    Provavelmente, como consta na fala do entrevistado, a pena de ouro deve ser um dos objetos mais importantes da história do Brasil mesmo.

    Quanto ao início de um sonho de cidadania e igualdade e incorporação de massas excluídas, isso já é muito questionável. Pois, se esse sonho foi iniciado, ele realmente continua à nível de sonho, infelizmente.

    Em uma ida ao Museu Imperial de Petrópolis, vi a tal pena! Com os meus próprios olhos! Visitando a exposição permanente do museu com estudantes do Ensino Médio, se iniciou uma discussão a respeito da originalidade daquela peça, visto que parece existir uma outra pena também referida à Abolição da Escravatura em outro museu do estado. Então, a guia respondeu:

Não, essa aqui é a original! Pois só aqui que se fala da escravidão!”

    O Museu Imperial de Petrópolis foi casa de D. Pedro II e sua esposa. Pensando enquanto casa, era necessário muitos funcionários para manter uma residência daquele tamanho e, provavelmente, a maioria se não todos os funcionários eram escravizados que circulavam por quase todos os cômodos daquele lugar.

    Caso não houvesse escravos dentro da casa, era só você sair e virar a primeira esquina da cidade imperial que você veria alguém trabalhando no regime da escravidão ainda no século XIX. Porém, quando se tocou no assunto da escravidão durante toda aquela visita foi apenas naquela pequena sala onde estava a pena de ouro.

    Montando minha aula, uma pergunta surgiu inevitavelmente: Eu realmente posso resumir o fim da escravidão no Brasil a uma pena?

    Se sim, penso que resumirei a abolição da escravidão à assinatura de uma princesa branca em 13 de Maio de 1888 e, assim, até posso ficar satisfeito.

    E respondendo que não, e não ficando satisfeito com a primeira opção, tratarei da luta de brancos e, sobretudo, de negros e negras contra a escravidão que envolveu desde meios legais em pedidos de alforria até rebeliões que envolveram assassinatos de senhores e sinhás.

    A escravidão no Brasil não terminou com uma assinatura, mas sim com luta que envolveu sangue, choro e muito suor.

    E sobre o 13 de Maio de hoje… a luta continua. Um exemplo bem próximo é a luta dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados da minha universidade e de tantas outras, em sua maioria negros, que trabalham muitas vezes em regimes similares à escravidão. Esse exemplo é apenas um  indício que o sonho iniciado pela pena ainda não se concretizou por completo. Ainda temos muito o que caminhar.


    Questões do passado ainda estão vivas pulsando a cada esquina dessa cidade e do país. Questões que ainda serão resolvidas por completo.



______________________________________________________




    Este texto é uma contribuição escrita no dia 13 de Maio por um companheiro historiador negro, que como muitos de nós se indigna com as tentativas de construir uma história que varre pra debaixo do tapete a resistência e luta do povo oprimido. Essas lutas são o componente mais importante da história da humanidade e o exemplo tratado no texto é uma questão que se estende até os dias de hoje: a luta contra a escravidão e o racismo.  O texto mostra que o fim da escravidão exigiu muito esforço e foi fruto de "sangue, choro e muito suor". Ele não pode e não deve ser resumida a uma assinatura de uma princesa. Essa luta, apesar do que se houve, está muito longe de acabar. E quanto mais ela é relegada para segundo plano, maior a urgência dela ser resolvida.




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Uma homenagem aos heróis partisans do passado, guerrilhas comunistas e anti-fascistas!

Partisans Soviéticos de 1943


Partisans Femininas
Nestes 70 anos da vitória dos aliados sobre os fascistas e nazistas, com o inegável peso da vitória carregado pelos povos da URSS e comunistas de todo o mundo, esta é nossa homenagem aos heróis partisans comunistas, dos mais diferentes povos e nacionalidades, que reuniam indistintamente homens mulheres, que se reuniram em guerrilha para combater os Nazistas nas florestas, vales e colinas com tática de guerrilha e sabotagem atras das linhas inimigas. 
Partisans Italianos


Essa música era dos partisans comunistas da URSS, de 1922 fim da guerra civil contra o exército branco da velha burguesia imperialista derrotado pela revolução. Durante a invasão nazista de 1941 a 1944, se tornou a música mais cantada pelos partisans soviéticos, cantada em versões diferentes pelo comunistas dos mais diversos povos!

Viva o dia da vitória!


Créditos dessa tradução para o português ao camarada Erick Fishuk, do canal Pan-Eslavo Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=rYbpeZO0lrk


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Nota da Ashoka Brasil contra as ameaças da extrema-direita à Leonardo Sakamoto

Reproduzimos a nota da Asoka Brasil contra as ameaças ao repórter e blogueiro da esquerda Leonardo Sakamoto. Essas ameaças se tornaram mais constantes depois da intensificação da luta de classes no Brasil, a partir das eleições de 2014, e são promovidas por setores da direita e da extrema-direita possivelmente ligados ao agronegócio, fundamentalismo religioso evangélico e grupos militaristas contrários à defesa dos Direitos Humanos no Brasil.

Ashoka Brasil

NOTA PÚBLICA: RECONHECIMENTO, REPÚDIO E SOLIDARIEDADE

NOSSA VOZ NA VOZ DE LEONARDO SAKAMOTO


A presente nota pública visa expressar apoio incondicional ao trabalho de Leonardo Sakamoto, jornalista, professor, Empreendedor Social Ashoka e fundador da ONG Repórter Brasil, que vem desenvolvendo um trabalho de informação nas redes sociais de grande importância social, em favor do Estado Democrático de Direito e sempre pautada nos direitos humanos.

Através da Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto tem abordado temas muito sensíveis, como trabalho escravo, corrupção e terceirização no trabalho. Temas que tocam em direitos fundamentais que são violados por grupos de poder na sociedade.

Pautado em princípios éticos, na verdade e usando uma linguagem que alcança todas as gerações, principalmente a juventude, Sakamoto, que representa a voz de milhões de brasileiros, tornou-se uma ameaça para quem trabalha contra a democracia e os direitos humanos.

A organização Repórter Brasil sai à frente na luta pelo fortalecimento das entidades e movimentos da sociedade civil, trazendo como princípios norteadores e inegociáveis a ética, a democracia, a transparência de gestão, a autonomia política, e parâmetros na relação com o poder público, limitando o recebimento de verba pública a 30% de seus recursos.

Queremos, em público, reconhecer o brilhante trabalho que Leonardo Sakamoto vem desenvolvendo, bem como, agradecê-lo e encorajá-lo a continuar firme em seus propósitos.

Assim, repudiamos todo tipo de intimidações, ameaças e atentados que vêm sendo perpetradas contra Sakamoto em razão de seu brilhante trabalho.

Após o processo eleitoral de 2014, cresceu o número de ameaças contra Sakamoto. Essas ameaças vêm sendo feitas por meio de comunicação virtual, através de abordagens físicas e difamações caluniosas.

Para essas pessoas e grupos ligados ao movimento ruralista, ao fundamentalismo religioso e outros setores conservadores da sociedade, queremos dizer que Sakamoto e sua equipe são pessoas que gozam de credibilidade nacional e internacional.

Leonardo Sakamoto, o Brasil e o mundo precisam de pessoas como você na construção de uma sociedade onde todas as pessoas sejam respeitadas em sua dignidade. Conte com todo nosso apoio e solidariedade, pois sua voz é a nossa voz!

São Paulo, 30 de abril de 2015.

https://www.facebook.com/ashokabrasil

https://www.facebook.com/ONGReporterBrasil
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Folha do Trabalhador 23

Folha do Trabalhador 23

Imprensa oficial dos coletivos e grupos que compões a FCT
Frente Comunista dos Trabalhadores:
-Coletivo Lenin(Rio de Janeiro)
-Liga Comunista(São Paulo e Ceará)
-Espaço Marxista(Rio de Janeiro)
-Coletivo dos Socialista Livres(Minas Gerais)
-Tendencia Revolucionária(São Paulo)
-Tendencia Militante Bolchevique(Argentina)
-Socialist Figth (Grã-Bretanha)











Sumário

EDITORIAL
A ofensiva imperialista e as tarefas do proletariado

QUEM SOMOS
Frente Comunista dos Trabalhadores

APRENDENDO COM OS MESTRES
“Os dirigentes proletários deverão aprender cada vez mais sobre todas as questões teóricas”
F. ENGELS


OPINIÃO
             
PL da TERCEIRIZAÇÃO e a sede por mais-valia
COLETIVO SOCIALISTAS LIVRES

A direita recua nas ruas, mas a vigilância continua
ESPAÇO MARXISTA

Nota de ruptura da Tendência Revolucionária - FCT com a RPR
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA

Melhores momentos da esquerda golpista!
1) PSTU;
2) Movimento Negação da Negação;
3) Movimento Revolucionário Socialista;
4) MEPR
COLETIVO LENIN


CONJUNTURA NACIONAL:

LUTA ANTIGOLPISTA, ANTIFASCISTA E ANTIIMPERIALISTA
Greve geral pelos direitos e contra a direita!
FRENTE COMUNISTA DOS TRABALHADORES


GRADUALISMO BURGUÊS BRASILEIRO
Golpistas derrapam, desaceleram mas seguem na ofensiva graças a política do PT e da CUT
‘Um país sob anestesia, mas sem cirurgia’;
A rã que não sabia que estava sendo cozida
LIGA COMUNISTA

PARTIDO DOS TRABALHADORES
Sob pressão da direita, os ratos abandonam o navio
LIGA COMUNISTA


ESPECIAL - RIO DE JANEIRO

Máfia do PMDB-RJ no Governo e na Prefeitura do Rio intensifica perseguição política aos movimentos sociais e de trabalhadores
COLETIVO LENIN

Lições da repressão no Rio de Janeiro
COLETIVO LENIN

Greves dos professores, greve dos garis e greve dos operários terceirizados da Petrobras no COMPERJ: um histórico de repressão e de luta
COLETIVO LENIN

Viva as lutas dos trabalhadores! Fora a terceirização e a exploração!
FRENTE INTERNACIONALISTA DOS SEM TETO - FIST


PROFESSORES - MINAS GERAIS
Fernando Pimentel, não foi para isso que derrotamos o PSDB em Minas
COLETIVO SOCIALISTAS LIVRES

NAS RUAS, ESQUERDA COLOCA DIREITA NO CHINELO
Poder ao povo trabalhador!
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA


TEORIA

A luta no campo jurídico: não vamos permitir que metam a mão em nossos direitos!
ESPAÇO MARXISTA

Exemplos de como a burguesia quer mexer nos seus direitos
ESPAÇO MARXISTA


LITERATURA
No dia em que o leão se levantar...
LIGA COMUNISTA

CHINA, IMPERIALISMO, PIKETTY E O CLQI
Dados de T. Piketty corroboram elaboração do CLQI
LIGA COMUNISTA


FILMES
Comentários sobre o documentário  “O DIA QUE DUROU 21 ANOS”
É a economia política mundial e não a "política econômica" nacional o que define os rumos das nações
LIGA COMUNISTA


CIÊNCIA EVOLUTIVA E LUTA DE CLASSES
Do domínio do homem sobre a natureza a luta pelo Socialismo
TENDÊNCIA MILITANTE BOLCHEVIQUE


CONJUNTURA INTERNACIONAL:

NOVA GUERRA FRIA
Império contra-ataca, aproxima-se de Cuba e cria mega Acordo Transpacífico
TENDÊNCIA MILITANTE BOLCHEVIQUE

UCRÂNIA
A agressão dos EUA contra a Ucrânia e a Frente Única Antiimperialista
Por que o imperialismo dos EUA apoia, financiou e armou um golpe de Estado na Ucrânia e colocou no governo a Poroshenko?
Qual era a natureza política e de classe do Movimento Maidan?
Por que os trabalhadores do leste ucraniano se rebelaram contra o golpe de Estado e do governo fantoche emitido por essa intervenção descarada do bloco imperialista ocidental?
Qual foi a resposta do "democrático" oligarca Poroshenko?
Por que os EUA e a União Européia impuseram sanções contra a Rússia?
A ameaça de uma Terceira Guerra Mundial e a liderança da classe trabalhadora.
Estamos apoiando os capitalistas russos?
Quem é o principal inimigo da humanidade hoje em dia?
O que é necessário para combater o imperialismo dos EUA?
DECLARAÇÃO DO CORRESPONDENTE FRANCÊS DO CLQI À FÊTE, “FEIRA DO INTERNACIONAL TROTSKISMO”, ORGANIZADA PELO LO, 23-26 DE MAIO DE 2015

MUNDO ÁRABE
Apoiar a resistência contra os sauditas e seus aliados ianques e sionistas!
ESPAÇO MARXISTA

GRÉCIA
Syriza, se mantém refém do imperialismo e das conspirações golpistas do mesmo
COMITÊ DE LIGAÇÃO PELA IV INTERNACIONAL

O BRASIL NA ROTA GOLPISTA DA CIA
No governo Obama, a CIA realiza um golpe de Estado por ano. O Brasil é a bola da vez
LIGA COMUNISTA

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DILMA 'AJUSTA' CONTRA A EDUCAÇÃO E A JUVENTUDE TRABALHADORA

BRASIL: PÁTRIA EDUCADORA?

Agora faltou para o FIES?

Lídice Pimenta – Professora de História da Rede pública de Ensino de MG, bacharel em Direito, coordenadora de curso comunitário. Militante do CSL – FCT.


Como educadora e coordenadora de curso comunitário, estou perplexa ao ouvir o pronunciamento do Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, agora no dia 04 de maio, dizendo que o MEC já esgotou a verba de 2015 para novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O DINHEIRO PARA FINANCIAR O FIES ACABOU?














Segundo o ministro, não haverá prorrogação do prazo para inscrições, não haverá abertura de novas vagas e não há possibilidade em garantir a continuidade do programa para o próximo semestre, sob a justificativa inaceitável que é por falta de recurso financeiro para a continuação do programa, inclusive existem milhares de jovens pleiteando vagas no ensino superior.

O ministro disse que a abertura de uma segunda edição do programa, no segundo semestre deste ano, não está garantida, e explicou que, no caso dos estudantes que não puderam se inscrever no primeiro semestre, seria “inútil” reabrir as inscrições, que foram encerradas no dia (30) de abril. Segundo o MEC, o montante destinado para novos contratos do Fies neste ano era de R$ 2,5 bilhões.

Temos críticas a esse programa, pois o mesmo também serviu para enriquecer os donos de escolas privadas, bem como suprir o mercado. Assim, é impossível deixar de dizer a quais setores também interessam o FIES, pois o mesmo é um negócio que fatura anualmente bilhões de reais para os donos de escolas privadas e que, por outro lado, é uma maneira das empresas criarem bancos de cadastros de reservas com mão de obra qualificada para atender esse mercado.

Os gestores de ensino das escolas privadas, em sua maioria, não estão preocupados em tornar essas universidades em centros de excelência, que poderiam também estar formando jovens cientistas, pesquisadores, pois temos potencial para isso.

Tanto nos governos FHC, Lula e Dilma, o papel do FIES também foi o de transferir dinheiro público ao sistema privado de ensino, o que se tornou fundamental para os lucros do setor empresarial e educacional. Porém, apesar dessas contradições aqui criticadas, os alunos que não conseguiam vagas nas Universidades Públicas, de certa forma, poderiam se beneficiar de alguma forma do FIES para custear seus estudos.

Nesse sentido, é espantoso agora lembrar a presidenta Dilma (PT), durante o processo eleitoral, defendendo o slogan de que o Brasil seria considerada uma pátria educadora, afirmando, inclusive, que iria ampliar os programas de educação, o que não passou de retórica para uma campanha política. Por quê? Porque surge agora o Ministro da Educação dizendo em alto e bom som que “o MEC usou R$ 2,5 bilhões para financiar 252.442 novos contratos do Fies e que a segunda edição do Fies dependerá do orçamento, o que também não está garantido para o segundo semestre”. Confira: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/05/mec-diz-que-esgotou-verba-para-novos-contratos-do-fies-em-2015.html

O que de verdade está ocorrendo? Será que o dinheiro acabou? Realmente, penso que o ministro esqueceu-se de dizer que não é o dinheiro que acabou, e sim que o governo quer fazer ajuste fiscal à custa da educação, para suprir a crise econômica dos capitalistas. A burguesia quer superávit primário para dar garantia aos banqueiros nacionais e internacionais de que continuarão recebendo suas fatias em um mundo capitalista em crise, enquanto os jovens perdem benefícios para cursar um curso superior.

É importante frisar que o sucateamento das escolas públicas não é algo novo, vem desde os governos militares, inclusive perpassando pelos governos do PMDB, PSDB e PT. Entretanto, o questionamento nesse momento é para onde foi o dinheiro. Isso o Ministro não pode ou não quer dizer. É importante ressaltar que esse tipo de pronunciamento ocorre quando o governo não tem planejamento ou previsão de orçamento, deixando milhares de jovens na berlinda.

É ironia pensar que o PT é um partido que se preocupava com a educação das bases e tenha de fato esse compromisso, mas as conquistas adquiridas vieram com muita luta e resistência.

Como sempre dizemos, se a sociedade civil organizada conquistou direitos como cotas, ou até mesmo o FIES (lembrando que é um paliativo que privilegia os donos de escolas privadas), é porque houve muita luta e pressão das bases sociais, pois a mudança real deveria ser pelo investimento em uma educação pública e de qualidade, que atenda a todas as pessoas de forma igualitária.

É uma ilusão acreditar que o Governo do PT vai mudar alguma coisa se a sociedade civil não se organizar e cobrar direitos. É preciso estar firme e forte nas ruas, inclusive nas casas legislativas, exigindo o que é do povo.

É necessário que a presidenta Dilma (PT) reveja os compromissos com grupos econômicos que a impedem de investir em benefícios sociais e educacionais. O PT ainda não aprendeu que é impossível servir a dois senhores, e é justamente isso que o impede de investir na formação de estudantes e profissionais em educação.

É preciso deixar claro que a educação no Brasil não é tratada como coisa séria, principalmente quando diz respeito às classes trabalhadoras, e aqui nem irei falar da desvalorização dos profissionais em educação, pois é fato notório para toda a sociedade brasileira.

Apesar de toda a crítica ao FIES, é urgente que o governo, através do MEC, reveja o investimento em educação superior e garanta aos jovens vagas no ensino superior. O que não se justifica é dizer que não tem dinheiro e não garantir a continuidade do programa para o segundo semestre, acarretando insegurança aos estudantes, pois os governos nunca investiram para ampliar as vagas nas poucas universidades públicas existentes nesse país, já que a educação é um direito e, por isso, não pode simplesmente estar submetida à mera lógica de mercado.

O que realmente está ocorrendo por trás de um provável fim do FIES? Ora, parece que o corte de verbas de 7 bilhões da educação, para fazer ajuste fiscal, com o objetivo de fazer superávit primário para os banqueiros, já tem um dos destinos, um provável fim do FIES, pois o ministro não garantiu verbas para o segundo semestre, o que prejudicaria milhares de jovens que pretendem cursar uma universidade. Tudo para salvar a crise econômica dos ricos.
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MP 665 e a conta nas costas dos trabalhadores( Espaço Marxista)

quinta-feira, 7 de maio de 2015
MP 665 e a conta nas costas dos trabalhadores



O governo petista continua sua ofensiva contra os trabalhadores, em novo capítulo em torno da MP -medida provisória- nº 665, cujo texto final foi aprovado hoje na Câmara (aqui). Tal medida provisória, de iniciativa da Presidência, faz parte do "ajuste fiscal" pelo qual o governo federal pretende empurrar sobre os trabalhadores os prejuízos dos últimos anos. Como é dito aqui:


Como se vê, é uma "economia" que se pretende fazer às custas de direitos trabalhistas, dentro do melhor receituário neoliberal, aplicado exemplarmente pelo governo petista desde os tempos de Lula.

Sintomaticamente, evidenciando o grau altamente degenerado da pequena política vigente, a "esquerda" governista apóia essa traição de classe ("PCdoB e PT anunciam voto político a favor de medidas do ajuste", aqui), enquanto Ronaldo Caiado, do DEM, tem a desfaçatez de afirmar que a aprovação da MP foi uma "traição ao sentimento da população brasileira" ("Líder do DEM pede desculpas por ‘traição’ de deputados do partido", aqui), como se o arquirreacionário senador tivesse a menor preocupação para com os trabalhadores brasileiros. Não só não tem, como, na própria nota oficial emitida pelo mesmo, fica claro o que está por trás do festival de demagogia:

Se os parlamentares que se comprometeram com a oposição tivessem votado contra a MP do PT, teríamos encurtado esse governo e definido um novo rumos para o país. A votação de ontem é o sinal claro do fim do ciclo do PT.

Em outras palavras, a oposição de direita não dificulta as medidas anti-operárias do PT por preocupação com os operários. O que querem é desgastar o PT ao máximo, para que, como disse Caiado, o governo seja "encurtado" -seja via golpe branco, institucional, seja manu militari-, e então tais setores direitistas possam retomar as rédeas do Estado brasileiro e implementar as medidas que o PT tem implementado em uma medida e escala ainda muito maiores.

Diante do quadro, o blog Espaço Marxista e a Frente Comunista dos Trabalhadores conclamam os trabalhadores brasileiros a rejeitarem resolutamente qualquer "denúncia" hipócrita e demagógica do petismo feita por setores ainda piores que ele, bem como qualquer iniciativa golpista por parte de tais setores. Ao mesmo tempo, chamamos à resistência contra os ataques aos direitos trabalhistas, e entendemos que a reunificação da classe em uma mesma central sindical, combativa e de luta, é um dos elementos necessários nessa resistência.

http://espacomarxista.blogspot.com.br/2015/05/mp-665-e-conta-nas-costas-dos.html
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O país de uma meia duzia (Mario Medina)

O país de uma meia duzia...
                                                             
por Mário Medina


Como diz o ditado: Não existe almoço de graça. Alguém sempre tem de pagar a conta. No Brasil, quem paga a conta da farra dos especuladores, banqueiros e grandes capitalistas é o trabalhador. Via de regra, por aqui os lucros são privatizados e os prejuízos, socializados. Não é que o Brasil seja um pais de ninguém; o Brasil é o pais de uma meia dúzia. Sempre foi assim, e, a depender da pequena elite que gere os negócios por aqui, tudo deve continuar a mesmíssima coisa.

Só mesmo a revolução socialista para livrar o Brasil da barbárie capitalista. Não é exagero algum afirmar isso. O discurso de tom conciliador do PT, essa ilusão reformista difundida por uma outra meia dúzia, só que esta travestida de intelectualidade universitária progressista, evidencia seu fracasso, sua saturação, e pede passagem para alternativas radicais.

Não é qualquer governo que está desferindo duros golpes contra os direitos da população trabalhadora. Estamos tratando de um governo que se diz dos trabalhadores, defendido e tido por velhos pelegos como um governo democrático e popular, orgulho da nação. Contradição maior não poderia haver. Esse governo que está aí é composto por quadros políticos que ha décadas atrás eram a esperança das cabeças mais progressistas.
Pois bem, foi esse governo que passou as MP`s 664 e 665 no congresso. Ou seja, de um governo que se esperava a defesa intransigente dos direitos trabalhista é que saiu o maior dos ataques dos últimos tempos. Dilma só não sofreu impeachment da extrema direita porque continua sendo a opção mais funcional à maioria do conjunto da direita e dos capitalistas.

Talvez FHC não fosse tão eficiente, capaz de tal proeza direitista. Marina e Aécio igualmente. As tendências golpistas dentro da atual gestão refluem à medida que Dilma abre mão de seu programa de campanha em favor dos interesses da meia dúzia patronal brasileira.
Já afirmávamos que Dilma dava os aneis pra não perder os dedos. E vai continuar assim. Esse governo vai ser desmoralizado e sangrado de modo que as chances de Lula em 2018 sejam minimizadas em favor da vitoria eleitoral da direita mais tradicional.

O ascenso da direita no Brasil é inquestionável. Globo e Veja dão a tônica da oposição ao governo Dilma, e, de panelaço em panelaço, uma nova geração de reacionários dorme acreditando que a culpa é só do PT, que o PT é comunista, castrista, bolivariano, etc, etc.

Ora vejam, o mesmo PT, que no dia anterior à votação do projeto que endurece a concessão ao seguro desemprego e às pensões por morte, levou ao ar um programa de TV que se opunha ao PL 4330, da terceirização. É o cumulo da cara de pau. Cinismo pouco não faz mais o estilo da cúpula petista.
No primeiro de Maio da CUT, em São Paulo, Lula subiu ao palco ovacionado pelos capas-pretas da maior e mais representativa central sindical do país, e dirigiu à multidão que ali se encontrava o seu discurso mais à esquerda dos últimos tempos. Natural que ele agora assuma um discurso radicalizado. Acuado pela direita, e até numa tentativa de se descolar da figura mal avaliada de Dilma, Luta tenta tirar o seu da reta. Ele, mais do que ninguém, devia ter ciência do que são capazes os ricaços brasileiros.

Ironia do destino ver Lula dizer agora que a elite brasileira é mal agradecida, que ele cooperou com vultosas quantias via BNDES para que os capitalistas brasileiros se desenvolvessem e batessem recordes de lucros num momento mais favorável da economia mundial. Lula entrou no jogo da democracia burguesa, e agora terá de se ver com as conseqüências cíclicas do sistema. A queda na taxa de lucro dos capitalistas chegou pra levar direitos trabalhistas consigo, e, com Dilma ou sem Dilma, com PT ou sem PT, o ajuste será cobrado pelos abutres. Pobre do povo brasileiro, que agora tem de amargar o desemprego na casa dos 7%, os juros em escalada, os aumentos abusivos nas contas de energia elétrica, a inflação corroendo os defasados salários, etc.

Os tempos são maus, e exigem soluções drásticas. Greve geral já! É hora dos trabalhadores tomarem as ruas contra as barbáries do sistema, com palavras de ordem de transição ao socialismo, com ação direta e protagonismo operário. Ou é isso ou então o Brasil continuará sendo o país de uma meia dúzia.

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O golpismo no Brasil, na América Latina e as tarefas da Frente Comunista dos Trabalhadores

RESOLUÇÕES DA REUNIÃO NACIONAL DA FCT (Frente Comunista dos Trabalhadores) DIA 03 DE MAIO


São Paulo, 03 de maio de 2015

Nos discursos e publicações do 1º de maio ficou clara uma matriz comum de raciocínio tanto de Lula, que começa a ficar preocupado com seu futuro político diante do cerco golpista contra ele, quanto a oposição de esquerda e satélites. O primeiro considera uma ingratidão do grande capital querer golpeá-lo agora, apesar dos governos do PT terem sido os mais lucrativos de todos os tempos. PSOL, PSTU e tutti quanti, por sua vez, consideram improvável um golpe de Estado pelo mesmo motivo. Ambos associam a possibilidade de golpe com a política econômica praticada pelo governo. De fato, pensando a partir deste vetor só pode deduzir-se que ou a burguesia é ingrata ou não cometeria golpe nenhum contra o governo do PT e seus dirigentes.

Divergindo deste pensamento, militantes da FCT, com presença da LC, CL, TMB, CSL, TR, reunidos no dia 3 de maio de 2015, colocaram como elementos principais do golpismo dois vetores e que tarefas devem assumir nossa organização diante dos mesmos.

GEOPOLÍTICA E ECONOMIA POLÍTICA MARXISTA

Um vetor parte da Geopolítica: emblocando com os BRICS, a maioria dos governos latino-americanos incomodam o imperialismo norte-americano, ao ponto de fazer com que setores da direita imperialista mobilizem suas forças contra o PT, contra Cristina Krishner na Argentina, e contra Maduro na Venezuela, uma vez que este alinhamento contraria interesses comerciais, econômicos, militares do imperialismo.

Outro vetor parte da economia política. Não basta o Brasil se associar aos Brics para reverter a tendência histórica da queda da taxa de lucro do capital instalado no Brasil. Entre 1993 e 2004, a taxa de lucro cresceu 35%, a composição orgânica do capital em 20% e a taxa de exploração em 55%. A economia se desindustrializou e reprimarizou, com o setor agro-alimentar responsável por 28% do PIB, tornando-se o 3º maior exportador agrícola do mundo em valores absolutos, atrás apenas da UE e dos EUA.

CONQUISTAS SALARIAIS, SOCIAIS E PAUPERIZAÇÃO RELATIVA

Sob o governo Lula e do boom de commodities, houve alguns ganhos importantes para a classe trabalhadora: com a expansão inédita de um sistema de proteção social, o aumento de crédito a juros baixos para os trabalhadores e universalização da saúde e da educação. A ampliação do programa de subsídio Bolsa Família é a face mais visível dessas políticas. Entre 2004 e 2011, o número de famílias beneficiadas com as transferências de renda mais do que dobrou, de 6.5 a 13.3 milhões, o que representa quase um quarto da população. Nas regiões mais pobres e isoladas do país, o aumento do gasto social pelo Estado através deste programa tornou-se o principal motor da economia local.

Outro pilar da política do governo, adotada através de negociações com os sindicatos, foi para aumentar o salário mínimo e pensões. Ele subiu 211% em termos nominais entre 2002 e 2012, para um aumento, descontados-inflação real, de 66%. A taxa de desemprego caiu de 12,3% para 6,7% e a força de trabalho se expandiu a uma taxa anual de 1,6%. 

Também é verdade que mesmo na tendência crescente da economia, dos melhores anos dos governos do PT, o capital foi imensamente sempre mais beneficiado do que o trabalho, sobretudo os patrões latifundiários do chamado agronegócio, a quem Lula chamava de “heróis”, em detrimento da reforma agrária e dos sem terras, desprezados por Lula. Através do que nós marxistas chamamos de pauperização relativa, ainda que o salário cresça de forma aritmética, a exploração e a riqueza por ela produzida crescem de forma quase geométrica. Segundo o Banco Central, entre 2003 e 2011, o lucro do sistema bancário cresceu 250%, enquanto, no mesmo período, a renda do trabalhador subiu 22,24%.

ALTOS E BAIXOS DO PIB DE UM PAÍS ECONOMICAMENTE DEPENDENTE

No primeiro ano do governo Lula, como rescaldo da herança dilapidadora de FHC, o crescimento do PIB foi de 1,2%. Já entre 2004 e 2008 o crescimento médio do PIB foi de 4,76%. Sob os efeitos da crise de 2008, o PIB de 2009 despenca para 0,2% negativo.

Mas, graças aos altos preços dos commodities e a reorientação da economia brasileira realizada pelo governo do PT, via BRICS, em direção a China, em 2009, quando o país asiático substituiu os EUA como principal parceiro comercial brasileiro, aliado aos ganhos de produtividade derivados da taxa de exploração, fez com que a crise capitalista mundial de 2008 perdesse força na economia nacional e em 2010 o PIB brasileiro desse um salto para 7,6%. Todavia, a partir de 2011, com a queda dos preços dos commodities e a desaceleração da economia chinesa, derivada das medidas anticíclicas tomadas pela oligarquia mandarim para conter a queda de sua taxa de lucros e uma crise em sua economia, fizeram com que a economia agroindustrial brasileira, inteiramente dependente das grandes economias mundiais, entrasse em crise, chegando em 2014 a um “crescimento” do PIB de 0,1%.

A dependência do Brasil aos elementos que o beneficiaram no governo Lula, economia primária exportadora de commodities e dependência da demanda chinesa, foram os mesmos que afundaram o governo Dilma. As commodities, que tiveram um novo boom de 2009 até 2011, voltaram a despencar a partir de então. Como destaca o economista Michael Roberts “agora rentabilidade das exportações do Brasil é cerca de 20% abaixo de seus melhores anos antes de 2004... O crescimento do PIB do Brasil tem, consequentemente, diminuído desde 2011. Houve uma forte queda nos investimentos fabris e para exportações ao longo dos últimos dois anos. Enquanto o investimento público cresceu 0,4%, passando a 5,4% do PIB, não foi suficiente para compensar a queda na proporção do investimento privado em relação ao PIB de 14,3% para 12,7% no ano passado. A indústria nem sequer voltou para o patamar pré-crise de 2008”. 

Como dissemos no início, os mecanismos que livraram o Brasil dos efeitos da crise mundial, no final dos anos 10, não contiveram a tendência da queda da taxa de lucro do capital no Brasil, que despencou a partir de 2004 (caindo em 8% em 2008), principalmente com o crescimento dos salários que provocou a queda de 25% na taxa de exploração, segundo Roberts.

Os partidos como o PT, eleitos pela massa trabalhadora, só podem ser funcionais ao capital na medida em que investem na construção de consensos sociais mais amplos que os partidos tradicionais da burguesia, precisam realizar concessões e não podem implementar os ataques trabalhistas necessários para a burguesia voltar a crescer sua taxa de lucro, no ritmo e na intensidade que a burguesia exige e necessita, justamente porque o PT sofre pressões de sua base social, na maior parte trabalhadores. Isso é o outro vetor que explica o movimento golpista da direita contra os governos Dilma, Cristina, Maduro, que fazem concessões aos trabalhadores, sendo empecilhos para setores da burguesia latino-americano darem início a um novo ciclo de acumulação em níveis superiores ao atual.

ESCRAVIZAÇÃO E DITADURA PARA RECUPERAR A LUCRATIVIDADE

Apenas um ataque brutal aos direitos trabalhistas, sindicais, políticos e sociais, através da terceirização, redução da maioridade penal, da reforma política da direita, podem fazer com que a burguesia eleve suas taxas de lucro em queda, arrochando salários também com a ameaça de demissões, aprofundando a exploração da mais-valia e realizando a venda de suas mercadorias no mercado mundial.

Todavia, contraditoriamente, estas medidas também afetam a base de massas de manobra do golpismo, como visto no esvaziamento do “Fora Dilma!”, após a aprovação da terceirização na Câmara dos Deputados. Com isto, a frente golpista da direita e do imperialismo tentou avançar parlamentarmente com uma medida escravocrata só exequível por uma ditadura e após um golpe contra as massas, pôs o carro na frente dos bois e deu um tiro no pé.

Em seguida, na repressão sangrenta tucana aos professores paranaenses, a frente golpista cometeu outro vacilo, revelador do que devam esperar os trabalhadores na resistência em defesa de seus direitos, se triunfar o Golpe de Estado.

Outro reflexo do esvaziamento da base de massas da frente golpista foi visível no primeiro de maio da Força Sindical, que apesar de reunir Aécio (PSDB), Cunha (PMDB), Paulinho (Solidariedade) e Protógenes (PCdoB), mais sorteios e atrações musicais do que nunca, teve um público menor do que nos anos anteriores.

REAQUECIMENTO DO MOVIMENTO OPERÁRIO E POPULAR

A maior ameaça aos direitos trabalhistas e sindicais das últimas décadas obriga as centrais sindicais de esquerda burocratizadas a se moverem. A CUT e o MST estabeleceram um calendário de lutas e realizaram uma série de manifestações de rua como não realizavam desde antes da ascensão do PT ao governo federal. Na Câmara dos Deputados, os parlamentares do PT votaram em uníssono, assim como os do PSOL, contra o PL4330. De palavras, a CUT anuncia que fará uma Greve Geral contra a terceirização.

O MTST, a frente de esquerda (PSOL, PSTU, PCB) e seus satélites que boicotaram a manifestação do dia 13 de março convocada pela CUT contra a direita porque “não fazem protestos dirigidos por governistas”, tiveram de “morder a língua” e se veem impelidos por suas bases a seguir o calendário de manifestações convocadas pela CUT e MST no dia 15 de abril, 1º de maio, etc.

Na Força Sindical, a política pró-terceirização do “Solidariedade” provoca uma profunda insatisfação nas bases, com um princípio de motim logo abafado nos sindicatos metalúrgicos de Osasco, Guarulhos e Santo André.

Este reaquecimento do movimento de massas nacional, ainda que torpemente conduzido pela política de colaboração de classes da CUT, certamente leva os golpistas a repensarem seus planos e acreditarem que um Golpe de Estado no Brasil não será tão fácil como foi em Honduras e Paraguai, podendo abrir uma guerra civil de escala superior a que ocorreu na Líbia e que se desenvolve na Síria e Ucrânia.

APÓS OS REVEZES DE ABRIL, A FRENTE GOLPISTA FAZ UMA REORIENTAÇÃO TÁTICA

Após estas duas derrapadas consecutivas, os golpistas foram obrigados a ocultar melhor seus objetivos de ataque de ordem econômica contra as massas, e passaram a acelerar na caçada ao PT. O tesoureiro nacional do partido foi preso e três prefeitos petistas do interior mineiro foram baleados em dias distintos e situações similares. Por sua vez, o “Fora Dilma!” é temporariamente secundarizado com bandeira de agitação da direita. Alckmin, Serra e FHC declaram que “não há clima” agora para o impeachment, deixando para Aécio, Roberto Freire, Paulinho, Caiado e Bolsonaro a tarefa de se virar com a bandeira. O golpismo muda de foco, o “Fora Dilma!” é substituído por um ataque direto da Rede Globo a Lula e de efeito a mais longo prazo, visando sua impugnação ou algo pior.

Vale destacar também, como apontado no documento de 1º de maio da TMB argentina “Calendario electoral y golpismo”, que o imperialismo mudou de tática apresentando uma direção da direita mais “moderada” como Capriles na Venezuela ou Scioli na Argentina para vencer as resistências a sua estratégia golpista.

Tudo isso coincide com os métodos da Era Obama, que conjugam o calendário eleitoral latino-americano com golpes parlamentares. A tática golpista não foi abandonada pelo imperialismo, passou a fazer parte de um plano de várias ramificações. Sendo assim, se nem nas primárias do partido de Cristina, a "Frente para la Victória", nem nas eleições presidenciais posteriores saírem vencedores os candidatos imperialistas, como [Sergio] Masa (da Frente Renovador), [Daniel] Scioli (da Frente para la Victoria) ou [Mauricio] Macri (do PRO [Propuesta Republicana]), o imperialismo tratará de reforçar as tendências golpistas no Brasil, como parte do esforço para manter o controle sobre a América do Sul.

Não se pode esquecer que a alternativa dos candidatos pró-imperialistas não chegarem à Casa Rosada na Argentina coincidirá, cronologicamente, com o fim da Era Obama e o ascenso da direita republicana já em transição abertamente fascista nos EUA.

O discurso de Lula no 1º de Maio precisa ser visto nesta perspectiva, a do recrudescimento das tendências golpistas no Brasil depois de uma possível derrota da direita pró-imperialista na Argentina, mais do que de uma preparação para 2018.

Acossado, Lula que havia furado a participação prometida na manifestação da CUT do dia 13 de março, articula com o MTST, Intersindical do PSOL, PCO, juntamente com CUT, CTB, MTS um primeiro de maio inédito e lança uma frente nacional de esquerda contra a terceirização, a redução da maioridade penal e a direita. Lula quer construir uma espécie de frente popular de massas que siga defendendo e blindando o governo Dilma e o PT, enquanto ele toma cada vez mais distância das medidas impopulares de Dilma.

Setores da própria mídia golpista já destacam este distanciamento e acusam Lula de “cooptar grupos esquerdistas para, se quando e lhe for conveniente, contrapor-se a Dilma”. Estes movimentos da direita, a recente capa da Época contra o Lula e agora o Estadão e a Veja defendendo Dilma apontam que a mídia burguesa, agente do golpismo imperialista, pode recuar e adiar sua estratégia golpista, passando a adotar um 'Fica Dilma!' contra o reaquecimento do movimento de massas e a tentativa de Lula de criar uma frente popular de massas para defender o PT e a si mesmo. Ao mesmo tempo, enquanto Dilma fica e adota todo ou grande parte do receituário neoliberal escravocrata exigido, como visto nas Medidas Provisórias 664 e 665 (que tira direitos de seguro desemprego, pensões e seguro defeso) ou no avanço da OSs privatizando os serviços públicos sociais do Estado e efetivamente terceirizando, como para o povão a testa-de-ferro desta política segue sendo do PT, Dilma e o partido vão "sangrando" e perdendo o capital político eleitoral que possuem junto a população trabalhadora, que possuem junto a população trabalhadora, preparando assim a "interdição" de Lula para as eleições de 2018, o que pode vir a acontecer a partir da CPI do BNDES. O que não quer dizer de modo algum que esteja afastada a ameaça do Golpe de Estado antes disto. Por isso, enquanto defendemos a edificação de uma Frente Única Antifascista, Antiimperialista e Antigolpista, apostamos estratégica e organicamente na construção de uma nova oposição, uma oposição operária contra o governo Dilma-Levi e suas medidas contra a nossa classe.

COMBATER TODA A TERECEIRIZAÇÃO SEM DEIXAR DE COMBATER A PRIVATIZAÇÃO AS OSs

Lula afirma que Dilma vetará o PL 4330 da terceirização, mas a própria presidente se opõe a ser categórica sobre o que vai fazer quando o mesmo lhe chegar à mão. O PSDB se reposiciona e negocia com o PT a exclusão das empresas públicas e estatais da terceirização da atividade fim, mas, como a FIST denuncia no Folha do Trabalhador 23, a terceirização e a privatização avançam tranquilamente na saúde, educação e outros serviços, através das Organizações Sociais (OSs). Nesta linha, Marconi Perillo, também do PSDB, governador de Goiás, já prepara a privatização da Educação pública do Estado através das OSs.

Acreditamos que devamos fazer uma campanha contra o PL 4330, chamar a greve geral contra a mesma, mas também avançar na luta pela reversão de TODO processo de escravização e privatização, pela efetivação imediata e incondicional de todos os precarizados (terceirizados, quarteirizados, PJ, categoria O, subcontratados em geral, trabalho escravo) com plenos direitos trabalhistas e sindicais. Pela substituição dos concursos públicos pela contratação de trabalhadores pelos sindicatos, como eram os estivadores antes da política neoliberal dos anos 90 chegar aos Portos. Em defesa da estabilidade plena no emprego para todos, conquista que o proletariado brasileiro possuía no passado parcialmente, que a ditadura militar quebrou, criando o FGTS para poder aprofundar a taxa de exploração do trabalho.

Também se incluem nos objetivos estratégicos da direita escravocrata, testa de ferro do imperialismo, o avanço da privatização da Petrobrás, da Caixa Econômica, etc. Deveremos combater todas as medidas privatizantes e lutar pela reestatização sob o controle operário destas empresas.

CONCLUSÃO

O golpismo se explica como resultado de um novo conflito de disputa mundial por mercados, uma guerra cujas posições perdidas nos últimos anos são reconquistadas pelo imperialismo através de Golpes de Estados contra governos associados aos BRICs, Golpes que instauram governos títeres de direita e com elementos fascistas como na Ucrânia para obrigar as massas pela via do terror (como realizada por Beto Richa contra os professores paranaenses) a se submeterem a planos de austeridades, ajustes fiscais, perda de conquistas, demissões, arrocho salarial, precarização do trabalho que permitam ao imperialismo extrair superlucros dos trabalhadores.

TAREFAS POLÍTICAS DA FRENTE COMUNISTA DOS TRABALHADORES DIANTE DA CONJUNTURA

Nesta conjuntura, a Reunião Nacional da FCT do dia 03 de maio apontou para a seguinte política:

1) PARTICIPAR DA FRENTE DE ESQUERDA LANÇADA NO 1º DE MAIO COM UM PROGRAMA INDEPENDENTE - Ingressar na Frente de Esquerda para tentar organizar dentro dela um Bloco pela independência de classe com a base radicalizada de suas organizações e convocando ao MTST, Levante Popular da Juventude (consulta popular), PCML, PCO, CCR, Refundação Comunista, a combater o frente populismo da direção petista, pela frente única antifascista e antigolpista e antimacarthista, pela unidade de ação sem unidade programática, se opondo firmemente a perseguição da direita ao PT, mas sem defender o governo Dilma, seu partido principal e seu sucessor, e suas políticas antiproletárias.

Neste sentido deveríamos nos inserir desde já, armados com nosso Folha do Trabalhador 23, em todas as plenárias sindicais e populares para a organização da paralisação nacional do dia 29 de maio para preparar a greve geral.

Também deveríamos reivindicar uma plataforma para que esta frente de esquerda defenda e avance sobre as medidas realizadas por Maduro e Cristina contra a mídia golpista, tendo como norte a estatização e expropriação sob o controle dos trabalhadores e usuários da população trabalhadora da mídia burguesa, educação, saúde, transportes. Pelas reformas urbana e agrária, pela revolução agrária contra a agroindústria. Pela dissolução de todo aparato repressivo policial. Tal plataforma seria uma atualização ampliada das ressalvas sobre o documento da Frente pelas Reformas Populares, publicado no FdT 22.

2) OPOSIÇÃO OPERÁRIA E FUA MUNDIAL - Simultaneamente, deveríamos continuar agitando a Greve Geral contra a terceirização e a direita golpista, ao mesmo tempo que deveríamos dar mais destaque na estratégia da construção da oposição operária e comunista ao governo Dilma e Levi, pela construção de um partido revolucionário dos trabalhadores, como parte da luta pela revolução permanente combinada a tática da Frente Única Antiimperialista e Antifascista. Sendo a crise – e consequentemente a investida – mundial, a FCT luta por uma FUA mundial, unindo BRICS, bolivarianos, Estados Operários remanescentes, nacionalismo islâmico e Irã, africanos e antigos "terceiromundistas" - sempre que estiverem sob ataque e/ou em contradição com o imperialismo.

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Panfleto da FIST para o primeiro de maio

domingo, 3 de maio de 2015

VIVA AS LUTAS DOS TRABALHADORES!

FIM DAS REMOÇÕES E DESPEJOS!

FIM DOS LEILÕES DO PETRÓLEO E GÁS!

PETROBRÁS 100% ESTATAL E SOB CONTROLE
DOS TRABALHADORES!

LIBERDADE E FIM DOS PROCESSOS CONTRA OS
PRESOS POLITICOS!

FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS
SOCIAIS!


O primeiro de maio não é um feriado qualquer. É o dia que lembra todos os sacrifícios que nós trabalhadores fizemos para conquistar os direitos que temos hoje em dia. A data de primeiro de maio foi escolhida para lembrar os trabalhadores que morreram lutando pela jornada de oito horas de trabalho. Na época, as pessoas trabalhavam de 10 a 12 horas por dia.
Foi com greves, passeatas e ocupações que conseguimos. Um exemplo foram os garis, que só passaram a ter um pouco do respeito que merecem por causa das greves fortes e com participação de toda a categoria.
Infelizmente, hoje, no Brasil, os governos municipais, estaduais e federal não estão a favor do povo,estamos correndo o risco de perder o que já temos. Está em discussão no Senado o Projeto de Lei (PL) 4330 que, se for aprovado, vai liberar a terceirização em todas as áreas. Quem é terceirizado sabe, terceirização é ter o salário menor do que os trabalhadores da empresa principal, é levar calote e ser demitido por nada. E as mulheres e negros, que são os mais pobres entre os pobres,é que são a maioria dos trabalhadores terceirizados.
Nos serviços públicos, o Supremo Tribunal Federal julgou mês passado a ADIN 1923 (Ação Direta de Inconstitucionalidade), sobre as Organizações Sociais (OS). Essa ação libera a terceirização na saúde, educação e outros serviços. Em vez de o atendimento e gestão serem feitos pelo Estado, serão feitos por ONGs e empresas que,muitas vezes, só servem pra lavar dinheiro.
A verdade é que o governo prometeu melhorar as condições de vida dos trabalhadores, mas não o fez. Pra fazer, teria que mexer com as grandes empresas, que realmente dominam o país. E a oposição faz atos contra o governo, mas o que ela quer mesmo é voltar à época em que eles eram governo, quando Fernando Henrique era presidente. Foi o período em que venderam as empresas estatais a preço de banana e o desemprego era ainda maior que hoje.
A solução não está com eles, e sim na luta dos trabalhadores! Nesse Dia do Trabalhador, nós da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST) convidamos você a se unir aos movimentos sindicais e populares, que estão lutando contra as remoções e despejos que atingiram 35 mil famílias no Rio e 250 mil no Brasil, e com as olimpíadas a coisa tende a piorar - serão mais turistas,mais delegações,e com isso aumentará a sanha da especulação imobiliária para as remoções. Até agora, em 4 anos,conseguimos evitar o despejo das ocupações da FIST, mas somos casos isolados.
Pelo fim das terceirizações e das OS e pela construção do Poder Popular e do socialismo para continuar a conquistar vitórias.

FRENTE INTERNACIONALISTA DOS SEM-TETOS – FIST

www.fistrj.blogspot.com
fist17@gmail.com

http://fistrj.blogspot.com.br/2015/05/viva-as-lutas-dos-trabalhadores-fim-das.html?m=1


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sábado, 2 de maio de 2015

História do aumento da tarifa em São Luís (Denes Wenen)



Em 1994, a tarifa em São Luís era de R$0,40; em 2002, R$1,50.

Em 2008, na sua segunda gestão, Tadeu Palácio recorreu ao STJ da decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), que não suspendeu a liminar favorável ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) para aumentar o preço das passagens de ônibus em São Luís. Mesmo com a isenção do Imposto sobre Serviços (ISS) às empresas de transporte coletivo, concedido pela Prefeitura de São Luís por meio de projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, os empresários do setor queriam reajustar o preço das passagens em 14,47%. Com isso, as tarifas de R$ 1,70 passariam a custar R$ 1,95. Segundo o procurador, os empresários também brigavam na justiça para acabar com a gratuidade destinada a pessoas de 60 a 64 anos que são desempregadas. “São Luís é a única capital brasileira a conceder a gratuidade a essas pessoas que estão desempregadas e já estão na faixa dos 60 a 64 anos. Foram realizadas várias iniciativas: a integração do sistema de transporte coletivo, com a construção dos terminais de integração, que garantiram que a população circulasse na cidade pagando apenas uma única passagem. Em 2004, na primeira gestão, a passagem aumenta de R$1,50 para R$1,70. Depois, foi implantada em Março de 2007 o sistema de bilhetagem eletrônica. O ex-prefeito diz que na sua gestão não houve greve, mas teve sim, com metade da frota circulando. E jura que não teve aumento tarifário durante 2004 e 2010. Mentira de novo. Foi concedido aumento de tarifas no nível I, II e III no dia 13 de Maio de 2006. 


 Em Fevereiro de 2010, a Prefeitura de São Luís na gestão João Castelo, condicionou um aumento médio de 21,59% na tarifa de ônibus em São Luís à ampliação da frota em mais 300 veículos. Em agosto daquele ano, a Prefeitura afirmou que conseguiu fazer cumprir o acordo ao serem adicionados 312 coletivos ao sistema. Conforme os dados divulgados em pelo Município, São Luís teria 1.108 ônibus em circulação. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Transportes Rodoviários de São Luís, Dorival Silva, questionou essa ampliação da frota. Segundo ele, a confirmação de que não houve um aumento real na frota de ônibus estava no número de motoristas, fiscais e cobradores contratados desde então. "Se há aumento da frota, tem de aumentar também a quantidade de trabalhadores. E isso não aconteceu", frisou. "Alguns destes ônibus foram substituídos, o que é diferente de ampliação de frota". Dorival Silva afirmou ainda que a quebra de ônibus é um problema vivido por muitos motoristas diariamente. O problema é que nem sempre eles denunciam, senão é demissão. Com o aumento de passagem determinado em 2010 pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), a tarifa nível I passou de R$ 1,10 para R$1,30; tarifa nível II de R$ 1,30 para R$ 1,60 e a integrada de R$ 1,70 para R$ 2,10. As empresas tinham um prazo de 10 meses para cumprir o acordo. Mas os novos ônibus terminaram de ser incorporados apenas oito meses depois do fim do prazo. 


 
Além de lesivo ao bolso dos usuários, o aumento foi determinado de forma autoritária pelo prefeito João Castelo. Vale lembrar que o aumento das passagens foi duas vezes maior do que o recente aumento do salário mínimo, o que significa que as famílias de São Luís terão perda real de renda. Na campanha eleitoral de 2008, o então candidato João Castelo assegurou que no seu governo não aumentaria a tarifa dos transportes coletivos de São Luís.


Desde que assumiu o mandato em 2013, Edivaldo Júnior tem se esquivado de manter o compromisso assumido na campanha eleitoral de 2012, quando também afirmou que o valor atualmente cobrado pelas empresas que operam o transporte coletivo do município não iria aumentar. Eleito, a primeira polêmica do novo governo começou antes mesmo da posse do prefeito, vice e do seu secretariado. Em janeiro, o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), afirmou em uma entrevista que, diante do que chamou de ‘crise no sistema de transporte público’, havia a urgente necessidade de reajustar a tarifa de ônibus. Holanda Júnior fez promessas genéricas sobre transporte e trânsito em sua campanha. Dentre elas, a do Bilhete Único, nunca mais tratado por ele. Rocha diz que a licitação não pode ocorrer sem o reajuste das passagens. "Se for fazer uma licitação com tarifa de R$ 2,10 quem é que comparece? Qual empresa no Brasil terá interesse em concorrer com uma tarifa nesse valor? Nenhuma". 
 
Um mês depois, no dia 11 de fevereiro, acionada por estudantes, a promotora de Defesa do Consumidor do Maranhão, Lítia Cavalcanti, teve de intervir ao classificar como ilegal o aumento de 23,5% no valor das passagens de ônibus, determinado pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). Não fosse a ação rápida do Ministério Público do Estado do Maranhão (MP/MA), a população ludovicense já estaria pagando mais caro pela passagem de ônibus deste então. De acordo com Lítia Cavalcanti, um aumento da tarifa pública não podia ser justificado apenas pelo déficit orçamentário das empresas de transporte ou pela perspectiva de aumento da frota de coletivos da capital. Para evitar então o aumento, a prefeitura se comprometeu a repassar, em caráter indenizatório, o percentual de 6,60% do custo total do sistema de transporte rodoviário municipal ao sindicato das empresas de ônibus da capital. Ainda assim, há uma semana, o SET voltou a pressionar o município para que eleve a tarifa antes do final do mês. Segunda tarifa de ônibus mais cara da Região Nordeste [considerada a tarifa do sistema integrado, perde apenas para Salvador], o município pode ser a próxima capital do País a elevar o valor da passagem, apesar da possibilidade econômica de fazer o contrário, desde o dia 1 junho, quando a presidente Dilma Roussef assinou a Medida Provisória 617, que zera o pagamento do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) de empresas de ônibus urbano. Em contrapartida ao SET e à prefeitura, usuários do transporte público na capital denunciam que os empresários não investem adequadamente no sistema, e se queixam quanto à qualidade oferecida. 
 
Em Março de 2015, o Procon-MA e o Ministério Público notificaram a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de São Luís pelo aumento nas tarifas de ônibus que entrou em vigor no último domingo (29). O aumento não respeitou a legislação, que exige que haja audiência pública e o decreto que autoriza o aumento não foi publicado. Já foram 39% de aumento nos últimos nove meses. O último reajuste havia sido anunciado em Junho de 2014, após 16 dias de greve dos rodoviários. O valor da passagem aumentou de R$ 2,10 para R$ 2,40 em Junho de 2014. Na ocasião, o aumento foi de 23% (R$ 0,30) em todas as tarifas. Foi extinta a “domingueira” (desconto de 50% aos domingos). Segundo a Prefeitura, até Março de 2015, já haviam sido entregues 250 novos veículos como parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

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