QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Saudação do CL ao Comite Anti-Imperialista

Saudações do Coletivo Lenin aos camaradas e todas as organizações que integram o comitê Anti-Imperialista em São Paulo!
Camaradas, foi com grande satisfação que nós do Coletivo Lenin recebemos a noticia do ato e do debate organizados pelo Comitê Anti-imperialista em São Paulo, e parabenizamos o sucesso do espaço criado pelos camaradas de São Paulo!
Aqui no Rio estamos preparando a primeira manifestação unificada da esquerda combativa (PCB, RR, CL e LBI por enquanto) contra o processo de re-colonização imperialista, desde o ato Fora-Obama no inicio desse ano. Porém acreditamos que o próximo passo é integramos juntos uma campanha nacional de repúdio à esses processos de recolonização “em nome da democracia” na Ásia e na África, e às ameaças que isso representa para toda a classe que hoje, apesar de estar acordando devido a crise, anda vive um momento de fragmentação, crise de direção e também crise de consciência pela falta de uma perspectiva do socialismo agravada desde o fim da URSS.
Temos não só que desmascarar a farsa democrática que batiza essas intervenções militares imperialistas, mas também temos  que denunciar o papel nefasto da pseudo-esquerda que dirige partidos e grupamentos internacionais sociais-democratas que comemoraram ou apoiaram a intervenção imperialista da OTAN na Líba e chamando, junto com a direita e com a Rede Globo, essa tragédia de “revolução”, e que com certeza agora devem estar comemorando a morte de Kadafi pela contra-revolução dirigida pelo CNT e o Imperialismo. O regime burocrático de Kadafi e sua aproximação com o imperialismo Europeu a partir dos anos 90 com certeza não podíamos apoiar, mas foi mais necessário, e ainda é, combater a queda de Kadafi (ou de qualquer país oprimido pelo imperialismo!) dirigida pela OTAN em apoio direito ao CNT, evento que será mais uma desmoralização mundial para a classe trabalhadora.
Acreditamos que o tema debate proposto sobre Revolução Russa contribui de forma muito enriquecedora sobre como temos que lidar na atual conjunta. Antes mesmo da revolução, desde os círculos operários organizados no final do século XIX na Rússia até o momento da preparação da insurreição, foram feitas as mais diversas táticas que formaram os revolucionários do então Império Russo. Esses revolucionários souberam ser firmes e não vacilaram diante do imperialismo e ensinaram a autodeterminação dos povos para cada uma das nacionalidades do velho império; e mediante ameaça fascista de derrubada do então governo o governo provisório burguês, souberam fazer frente única sem cair numa frente popular capitulando ao governo provisório, ou quando estava certo o fortalecimento da direita mundial em oposição a revolução mundial no pós-guerra, souberam mais uma vez mudar a tática e novamente fazer frentes únicas. Dessas lições, entre outras milhares que temos como explorar aprofundando o estudo sobre todo o processo que culminou na revolução operária e camponesa em 1917, podemos ter a base política para caminhar na conjuntura atual errando menos e acertando mais. O trabalho de frente única de ação entre organização operárias é só um exemplo dessas lições, pois há outras ainda mais complexas que precisamos estudar para podermos dar uma saída sólida para a crise de direção no movimento operário, e ainda a necessidade de fazer renascer uma nova internacional comunista revolucionária.
Por fim, creditamos que espaços políticos como o Comitê Anti-imperialista são de extrema importância nesse período histórico que estamos presenciando.  Temos certeza que no próximos anos serão cada vez mais necessários espaços de frentes únicas para tentarmos unificar nossas lutas e nos prepararmos para o que está por vir. Frentes únicas de ação e espaços de debates, além de fortalecerem nossas lutas, mostram o exemplo à “esquerda” da Frente Popular e seus satélites, de que não é construindo o programa mínimo entre as organizações ou apoiando contra-revoluções, mas somente unificando as nossas lutas comuns é que conseguiremos avançar na nossa experiência e prepararmos juntos a base da classe trabalhadora para o aprofundamento da crise econômica e as guerras que vamos presenciar.
Saudações Comunistas
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domingo, 23 de outubro de 2011

O-15: "Indignados" do Rio de Janeiro - um monte de playboys dirigidos por empresários!

  No mundo inteiro, no dia 15 de outubro, aconteceram atos em todo o mundo, seguindo o exemplo dos Indignados da Espanha, e do "Ocupe Wall Street", dos Estados Unidos. Na maioria dos lugares, foram atos de massas, reatando a linha do movimento antiglobalização, que tinha sido quase destruído pelo clima militarista nos EUA e na Europa, depois do 11 de setembro. Nesses atos, foram levantadas palavras de ordem contra as desigualdades sociais e contra os banqueiros. 


    Mas cada país - e cada cidade - tem uma dinâmica diferente, mesmo levando em conta a sociedade globalizada em que vivemos. No Brasil, esses atos foram muito pequenos. Não participamos em São Paulo (então esperamos os informes de companheiros que estiveram lá), mas estivemos no ato da Cinelândia.



    Pra começar, o ato foi organizado pelos mesmos organizadores do "ato contra a corrupção", que teve mês passado, financiado pela FIRJAN e divulgado pela Globo. A bandeira "contra a corrupção" é um clássico da demagogia de direita no Brasil, desde o tempo de Jânio Quadros e sua "Vassourinha". Foi usado pela classe dominante contra todos os governos que ela quis derrubar, e agora está sendo usado contra Dilma pelos setores que estão com saudades de estar no poder executivo para melhor roubar, ou seja, o DEM e o PSDB. 



    Então, o ato já começou mal! 



     A base do ato era de classe média, a gente poda contar nos dedos quantos negros tinham (uns seis). Não necessariamente o fato de uma manifestação ser de classe média a torna de direita. Por exemplo, no movimento estudantil universitário acontecem muitos atos com objetivos progressivos. 



    Mas quando o ato é de classe média, organizado por empresários, sem palavras de ordem claras (nenhuma com algum conteúdo concreto, só coisas como "somos os 99%", "somos apartidários", "bonde sim, corrupção não"), é difícil não acontecer algum problema.



    E aconteceu! O PSTU, que muitas vezes cai nessas demagogias "anticorrupção" por causa da sua linha em relação ao governo (eles dizem que Dilma é igual a FHC, não entendendo o que é uma Frente Popular), tentou participar do ato. Na mesma hora que os companheiros chegaram, foram escrotizados pelos "defensores da democracia" que estavam no ato, que proibiram o partido de levantar a sua bandeira. Diante disso, os militantes do PSTU tiveram que sair do ato, antes de acontecer alguma confusão. 



    Um ato de classe média, sem conteúdo político, dirigido por empresários e que proíbe a participação organizada de um partido de esquerda, só pode ser um ato de direita!  Por isso, vamos além e dizemos que não é um ato de classe média (como foi o Ocupe Wall Street, que foi tão progressivo, apesar das ilusões da base na democracia institucional), e sim um ato de playboy!



      O que define alguém como playboy não é a sua classe, e sim a sua posição de classe: ou seja, o fato de assumirem a sua classe, atacando um partido como o PSTU que, apesar de todos os seus erros, faz parte do movimento dos trabalhadores!



    Qualquer dúvida, é só ver "Retrato de um Playboy", do Gabriel O Pensador:

www.youtube.com/watch?v=3O4e6-z7i2c    
    
     Por isso, achamos que não devemos participar deste tipo de ato, nem tentar "pescar em águas turvas" nele, como fez a LER e fizeram alguns anarquistas e comunistas de esquerda presentes. 



    Temos que denunciar e só participar das mobilizações inspiradas no movimento antiglobalização quando elas tenham o mesmo conteúdo que têm no mundo todo: luta contra os mercados financeiros, contra as desigualdades sociais, defesa dos povos nativos e da ecologia. Contamos com os companheiros reformistas, anarquistas, autonomistas e de outras correntes marxistas nessa luta. 



    Nesses atos, temos que mostrar os limites da luta institucional, e propor a saída socialista, e a formação do partido revolucionário como precondição para o sucesso da revolução, combinando palavras de ordem democráticas e anticapitalistas para mobilizar os trabalhadores.   
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Blog do Comitê Antiimperialista, de São Paulo







































O Comitê Antiimperialista é uma frente única entre várias organizações, como a Liga Comunista, a Refundação Comunista, NATE, Espaço Cultural Mané Garrincha entre outras, que organizou várias atividades, incluindo manifestações contra a ocupação brasileira e da ONU no Haiti e contra os bombardeios da OTAN na Líbia.

Convidamos os participantes do Comitê a virem para o ato no Rio de Janeiro, dia 03/11, contra a OTAN, o governo fantoche do CNT e em solidariedade à resistência líbia.


Link do Comitê Anti-imperialista:
http://comiteantiimperialista.blogspot.com/

Sarau e Manifestação do Comitê Anti-imperialista:

ATO POLÍTICO E SARAU PELO ANIVERSÁRIO DAREVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE
25/10/2011 - 19h - ECLA ESPAÇO CULTURAL LATINO AMERICANO
Rua Abolição, 244, Bixiga, Metrô Anhangabaú, São Paulo, (11) 3104-7401
Organização: COMITÊ ANTIIMPERIALISTA
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Greve dos bancários é desmontada pelo PT e PC do B nos sindicatos, para agradar o PT e o PCdoB no governo com os banqueiros!

Hoje (18/10) praticamente foi feito o desmonte da greve nacional dos bancários. Só restaram os funcionários da Caixa em alguns lugares (Porto Alegre, Florianópolis, Pará), assim como os do Banrisul, BASA e BNB mas, no geral, as assembleias decidiram aceitar o acordo:

- 12% de reajuste no piso,
- 9% de reajuste no salários e nos benefícios
- aumento na PLR de cerca de 13%

Quer dizer, aconteceu tudo como planejado pelos pelegos da direção da CONTRAF: a greve começa muito tarde (final de setembro), com um índice rebaixado desde o Congresso da CONTRAF (12,8%), os banqueiros endurecem a negociação (incluindo os bancos públicos) e, quando sai a primeira proposta, a base já está desesperada e aceita o que vier pela frente.

Num momento como esse, quando conseguimos tão pouco quando poderíamos ter avançado tanto, é melhor deixar um pouco de lado a questão sindical pura e simples e olhar para o contexto social onde a greve e o sindicalismo estão se desenrolando.

A crise do movimento sindical não é somente uma crise de direção, apesar das correntes oportunistas amplificarem o problema, traindo e desencorajando a luta. A crise também é do próprio movimento dos trabalhadores.

A combinação de:

- uso das novas tecnologias pelos patrões (capacidade dos bancos manterem o sistema funcionando com um mínimo de funcionários etc),
- da terceirização, que fragmenta a categoria (por exemeplo, o setor de manutenção é terceirizado em todos os bancos), perjudicando principalmente as mulheres e negros, que ficam nos setores pior pagos,
- por último, mas tão importante quanto, a falta de perspectiva de todo o movimento, desde o fim da URSS, que leva a maioria dos trabalhadores a não conseguirem enxergar alguma solução fora do capitalismo.

permite que o movimento fique como está, totalmente desorientado. Não é por acaso que a greve deste ano foi uma das mais longas e, ao mesmo tempo, uma das mais fracas e sem participação da base. As assembleias foram praticamente reuniões de correntes, quase sem discussões. Isso levou à perigosa situação em que os piquetes são garantidos pela estrutura do sindicato. Essa situação facilita que o sindicato ameace a categoria, dizendo que "não tem como manter a greve" se quiser encerrar ela.

Foi por isso que, mesmo uma proposta modesta, defendida pelo PSTU e apoiada por nós, de manter a greve nos bancos públicos, que têm mais capacidade de mobilização, foi derrotada por ampla maioria em quase todos os lugares.

Estamos levantando esses fatos não para dar "banho de água fria" em ninguém, e sim para mostrar que precisamos reconstruir o movimento dos trabalhadores, e que isso só pode ser feito sobre uma base classista e revolucionária, unindo todos os setores separados pela terceirização, lutando politicamente contra a colaboração de classes e mostrando uma perspectiva socialista para a base.

Essa tarefa não pode ser resolvida por nenhuma corrente sozinha. Ela exige um longo acúmulo de experiências de luta, assim como a intervenção do conjunto das organizações revolucionárias, para ter sucesso. Nós, do Coletivo Lênin, damos a nossa contribuição para essa mudança no movimento ao lutarmos pela construção de oposições classistas na base de todas as centrais.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

VAMOS CONSTRUIR UM ATO CONTRA A INTERVENÇÃO IMPERIALISTA NA LÍBIA!!!

Companheiros,

continuam as operações da OTAN na Líbia, através da sua marionete, o Conselho Nacional de Transição (CNT). O objetivo é acabar com qualquer forma de resistência contra a recolonização do país.

As respostas da esquerda ainda estão muito aquém do necessário. Não esperemos nada das organizações que reproduzem as mentiras da mídia empresarial, e dizem que o que está acontecendo na Líbia hoje é uma revolução.



Os movimentos, organizações e entidades que são contra mais essa ofensiva imperialista devem MANIFESTAR A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL ao povo líbio é à resistência,

Por isso, seguimos a iniciativa dos companheiros da LBI: apesar de todas as diferenças entre nós, devemos CONSTRUIR UM ATO NA FRENTE DO CONSULADO DA FRANÇA no Rio de Janeiro,

- contra a OTAN e o CNT
- e em solidariedade com a resistência líbia


Convocamos o MST, o PC do B, o PCB, o PCR, o MEPR, a Liga Operária, o MLST, o PCML, a LER-QI, a LC, o RR, a FIST, e todos os movimentos e entidades que concordem com essas palavras de ordem para construírem essa manifestação o mais rápido possível (para nós a melhor data seria 3/11, mas podemos mudar se assim for decidido pelos grupos organizadores).
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