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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Greve dos bancários é desmontada pelo PT e PC do B nos sindicatos, para agradar o PT e o PCdoB no governo com os banqueiros!

Hoje (18/10) praticamente foi feito o desmonte da greve nacional dos bancários. Só restaram os funcionários da Caixa em alguns lugares (Porto Alegre, Florianópolis, Pará), assim como os do Banrisul, BASA e BNB mas, no geral, as assembleias decidiram aceitar o acordo:

- 12% de reajuste no piso,
- 9% de reajuste no salários e nos benefícios
- aumento na PLR de cerca de 13%

Quer dizer, aconteceu tudo como planejado pelos pelegos da direção da CONTRAF: a greve começa muito tarde (final de setembro), com um índice rebaixado desde o Congresso da CONTRAF (12,8%), os banqueiros endurecem a negociação (incluindo os bancos públicos) e, quando sai a primeira proposta, a base já está desesperada e aceita o que vier pela frente.

Num momento como esse, quando conseguimos tão pouco quando poderíamos ter avançado tanto, é melhor deixar um pouco de lado a questão sindical pura e simples e olhar para o contexto social onde a greve e o sindicalismo estão se desenrolando.

A crise do movimento sindical não é somente uma crise de direção, apesar das correntes oportunistas amplificarem o problema, traindo e desencorajando a luta. A crise também é do próprio movimento dos trabalhadores.

A combinação de:

- uso das novas tecnologias pelos patrões (capacidade dos bancos manterem o sistema funcionando com um mínimo de funcionários etc),
- da terceirização, que fragmenta a categoria (por exemeplo, o setor de manutenção é terceirizado em todos os bancos), perjudicando principalmente as mulheres e negros, que ficam nos setores pior pagos,
- por último, mas tão importante quanto, a falta de perspectiva de todo o movimento, desde o fim da URSS, que leva a maioria dos trabalhadores a não conseguirem enxergar alguma solução fora do capitalismo.

permite que o movimento fique como está, totalmente desorientado. Não é por acaso que a greve deste ano foi uma das mais longas e, ao mesmo tempo, uma das mais fracas e sem participação da base. As assembleias foram praticamente reuniões de correntes, quase sem discussões. Isso levou à perigosa situação em que os piquetes são garantidos pela estrutura do sindicato. Essa situação facilita que o sindicato ameace a categoria, dizendo que "não tem como manter a greve" se quiser encerrar ela.

Foi por isso que, mesmo uma proposta modesta, defendida pelo PSTU e apoiada por nós, de manter a greve nos bancos públicos, que têm mais capacidade de mobilização, foi derrotada por ampla maioria em quase todos os lugares.

Estamos levantando esses fatos não para dar "banho de água fria" em ninguém, e sim para mostrar que precisamos reconstruir o movimento dos trabalhadores, e que isso só pode ser feito sobre uma base classista e revolucionária, unindo todos os setores separados pela terceirização, lutando politicamente contra a colaboração de classes e mostrando uma perspectiva socialista para a base.

Essa tarefa não pode ser resolvida por nenhuma corrente sozinha. Ela exige um longo acúmulo de experiências de luta, assim como a intervenção do conjunto das organizações revolucionárias, para ter sucesso. Nós, do Coletivo Lênin, damos a nossa contribuição para essa mudança no movimento ao lutarmos pela construção de oposições classistas na base de todas as centrais.

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