QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

domingo, 23 de outubro de 2011

O-15: "Indignados" do Rio de Janeiro - um monte de playboys dirigidos por empresários!

  No mundo inteiro, no dia 15 de outubro, aconteceram atos em todo o mundo, seguindo o exemplo dos Indignados da Espanha, e do "Ocupe Wall Street", dos Estados Unidos. Na maioria dos lugares, foram atos de massas, reatando a linha do movimento antiglobalização, que tinha sido quase destruído pelo clima militarista nos EUA e na Europa, depois do 11 de setembro. Nesses atos, foram levantadas palavras de ordem contra as desigualdades sociais e contra os banqueiros. 


    Mas cada país - e cada cidade - tem uma dinâmica diferente, mesmo levando em conta a sociedade globalizada em que vivemos. No Brasil, esses atos foram muito pequenos. Não participamos em São Paulo (então esperamos os informes de companheiros que estiveram lá), mas estivemos no ato da Cinelândia.



    Pra começar, o ato foi organizado pelos mesmos organizadores do "ato contra a corrupção", que teve mês passado, financiado pela FIRJAN e divulgado pela Globo. A bandeira "contra a corrupção" é um clássico da demagogia de direita no Brasil, desde o tempo de Jânio Quadros e sua "Vassourinha". Foi usado pela classe dominante contra todos os governos que ela quis derrubar, e agora está sendo usado contra Dilma pelos setores que estão com saudades de estar no poder executivo para melhor roubar, ou seja, o DEM e o PSDB. 



    Então, o ato já começou mal! 



     A base do ato era de classe média, a gente poda contar nos dedos quantos negros tinham (uns seis). Não necessariamente o fato de uma manifestação ser de classe média a torna de direita. Por exemplo, no movimento estudantil universitário acontecem muitos atos com objetivos progressivos. 



    Mas quando o ato é de classe média, organizado por empresários, sem palavras de ordem claras (nenhuma com algum conteúdo concreto, só coisas como "somos os 99%", "somos apartidários", "bonde sim, corrupção não"), é difícil não acontecer algum problema.



    E aconteceu! O PSTU, que muitas vezes cai nessas demagogias "anticorrupção" por causa da sua linha em relação ao governo (eles dizem que Dilma é igual a FHC, não entendendo o que é uma Frente Popular), tentou participar do ato. Na mesma hora que os companheiros chegaram, foram escrotizados pelos "defensores da democracia" que estavam no ato, que proibiram o partido de levantar a sua bandeira. Diante disso, os militantes do PSTU tiveram que sair do ato, antes de acontecer alguma confusão. 



    Um ato de classe média, sem conteúdo político, dirigido por empresários e que proíbe a participação organizada de um partido de esquerda, só pode ser um ato de direita!  Por isso, vamos além e dizemos que não é um ato de classe média (como foi o Ocupe Wall Street, que foi tão progressivo, apesar das ilusões da base na democracia institucional), e sim um ato de playboy!



      O que define alguém como playboy não é a sua classe, e sim a sua posição de classe: ou seja, o fato de assumirem a sua classe, atacando um partido como o PSTU que, apesar de todos os seus erros, faz parte do movimento dos trabalhadores!



    Qualquer dúvida, é só ver "Retrato de um Playboy", do Gabriel O Pensador:

www.youtube.com/watch?v=3O4e6-z7i2c    
    
     Por isso, achamos que não devemos participar deste tipo de ato, nem tentar "pescar em águas turvas" nele, como fez a LER e fizeram alguns anarquistas e comunistas de esquerda presentes. 



    Temos que denunciar e só participar das mobilizações inspiradas no movimento antiglobalização quando elas tenham o mesmo conteúdo que têm no mundo todo: luta contra os mercados financeiros, contra as desigualdades sociais, defesa dos povos nativos e da ecologia. Contamos com os companheiros reformistas, anarquistas, autonomistas e de outras correntes marxistas nessa luta. 



    Nesses atos, temos que mostrar os limites da luta institucional, e propor a saída socialista, e a formação do partido revolucionário como precondição para o sucesso da revolução, combinando palavras de ordem democráticas e anticapitalistas para mobilizar os trabalhadores.   

5 comentários:

  1. Que mico o PSTU pagou. Tava na cara que ia dar nisso.

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  2. Passarinho que voa com morcego dorme de cabeça pra baixo!

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  3. "Não participamos em São Paulo (então esperamos os informes de companheiros que estiveram lá), mas estivemos no ato da Cinelândia."
    Bem, então vcs foram ao ato?

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  4. Mandamos um militante pra observar o que tava rolando, porque a gente já estava caracterizando que ia ser ruim.

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  5. Putz, essa do PSTU foi pesada. Dando moral pros contra revolucionários falarem besteira!

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