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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Por que não assinar o novo Plano de Funções do BB


Reproduzimos o panfleto do companheiro Rodrigo Silva, delegado sindical da PSO Rio Norte/RJ


Por que não assinar o novo Plano de Funções

Como era fácil de prever, o novo Plano de Funções reduz o salário das funções de 8 horas que ele substitui. A principais consequências são essas:

Se o funcionário não optar pelo novo plano após 180 dias, ele voltará a ser Escriturário: “Na hipótese de não haver interesse no exercício da nova Função, a posse não se efetivará e, em função da extinção da comissão, o funcionário será reconduzido ao cargo efetivo (escriturário), com direito a VCP de 4 meses.”

  • Haverá sim, redução salarial, já que o reajuste médio de 12%, junto com a possibilidade de fazer 2 horas extras durante 10 dias no mês durante um ano só vão COMPENSAR TEMPORARIAMENTE a perda de salário.
 
  • Na prática, o salário líquido (sem as horas extras) vai cair mais ou menos R$ 600,00.

  • o próprio BB disse que não vai contratar mais gente para a redução da jornada, o que significa que vai aumentar a carga de trabalho: “Para compensar perda de capacidade produtiva decorrente de opções à jornada de 6h/dia, o BB poderá lançar mão de inúmeros mecanismos, como automação, reorganização de tarefas e, se necessário, acionamento de hora extra nas agências”.

Por tudo isso, esse novo Plano não é vantagem para os funcionários. Ele é uma medida que o BB adotou porque já estava perdendo várias ações judiciais exigindo a redução da jornada sem redução de salário. O objetivo é fazer os funcionários engolirem a proposta, e jogar os valores retroativas para a CCV (Comissão de Conciliação Voluntária), que ainda nem tem proposta dos valores a serem negociados.

Mas as coisas ainda podem mudar. Na CEF, por exemplo, a implantação do plano de 6 horas durou meses, com greves, assembleias e negociações. Em São Paulo, já tem uma assembleia marcada para quinta-feira dia 31/01. A grande maioria ainda não entendeu o significado do novo plano e não pôde se posicionar.

Então, é melhor não assinar o Plano, e esperar pelo desenrolar dos acontecimentos. Além disso, precisamos nos organizar por local de trabalho, evitando que as pessoas vão assinando isoladamente. E, acima de tudo, temos que pressionar o sindicato para que aconteça uma assembleia para discutir as consequências do plano, nossa contraproposta e quais ações tomaremos.

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