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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Debate sobre a Coreia do Norte no site Nova Dialética

Este é o link do debate sobre a caracterização do Estado Nortecoreano, no site do companheiro Tejo, do PCB. O companheiro Tejo, do PCB, escreveu um artigo sobre a morte de Kim Jong Il. Nós comentamos o artigo, e a companheira Lena, que é independente mas, nesse caso, muito influenciada pela posição do MNN (Movimento Negação da Negação), passou a polemizar sobre o tema, já que ela considera que a Coreia do Norte é um estado burguês.

O MNN reivindica as posições do Comitê Internacional da Quarta Internacional. Esta corrente é a continuidade da seção inglesa do Comitê Internacional criado por James Cannon em 1953, quando a Quarta Internacional rachou. Em 1985, eles expulsaram Gerry Healy, o dirigente histórico da corrente, por causa de sua capitulação ao regime de Khadafi, que levou a direção à completa degeneração política e moral.

O Comitê Internacional está entre as correntes que reivindicam o trotskismo ortodoxo. A Quarta Internacional defendeu, a partir de 1951, concepções centristas, como dizer que os partidos stalinistas do mundo inteiro poderiam desenvolver uma orientação revolucionária diante das pressões da luta de classes e ameaça de guerra entre os EUA e a URSS.

Ao combater essas concepções, o CI caiu em posições sectárias. Eles passaram a afirmar que o stalinismo é completamente contrarrevolucionário. Isso levou à consequência absurda de que, quando um partido stalinista ou simplesmente não-trotskista fazia uma revolução e construía um Estado Operário (foi o caso da China, de Cuba, do Vietnã etc), o CI negava que tinha acontecido qualquer mudança real. E dizia que o país tinha se tornado um "capitalismo de estado", e que a burguesia ainda estava no poder!

Essa posição do CI, assim como de outros grupos, como o Lutte Ouvrière, é um dos exemplos mais extremos da atitude da maioria das correntes "trotskistas ortodoxas" que, para preservar a sua "teoria", preferem negar completamente a realidade diante dos seus olhos.

O marxismo não é um dogma, e sim um guia para a ação. Por isso, os revolucionários nos dias de hoje podem e devem criticar e abandonar as posições ortodoxas do trotskismo que se mostraram falsas no decorrer da história (como a tese de que as forças produtivas pararam de se desenvolver, de que o capitalismo leva à piora constante do nível de vida das massas, de que a revolução não aconteceu nos países imperialistas unicamente devido à crise de direção etc), para formular o programa marxista adequado à nossa época.

O link do debate é este, e as postagens continuam:

http://www.novadialetica.com/2012/01/de-socialismos-monarquicos.html

5 comentários:

  1. Independente por enquanto, rs... mas pretendo, ao decorrer do tempo, me juntar aos camaradas da NN.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. PS: Camaradas, não pretendo falar em nome da NN porque não sou filiada ainda. Não tenho esse direito.

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  4. A Lena concluiu o debate e fez um balanço dele no bolg dela:

    http://arevolucaopermanente.blogspot.com/2012/01/sobre-o-debate-na-nova-dialetica.html

    Nós fizemos o nosso último comentário no Nova Dialética

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  5. A companheira Lena recomendou esse link sobre a Coreia do Norte. Quem escreveu é um stalinista meio heterodoxo, já que ele defende que o país ficou "congelado" na etapa de Democracia Popular, mantendo a burguesia nacional, como os países do Leste Europeu antes de 1948.

    O link é bom porque mostra que sempre existiu uma burguesia minoritária no país, como foi na China, corrigindo a nossa posição errada sobre o assunto. Mas achamos que o próprio autor, ao falar sobre a fragilidade da burguesia nacional nortecoreana, dá condições para a gente entender que ela não controla o país.


    http://realismopolitico.blogspot.com/search/label/Coreia%20do%20Norte

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