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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Banco Do Brasil: Jornada de 6h - se a gente ficar parado, vamos levar outra volta!


Reproduzimos o panfleto do companheiro Rodrigo, do BB do Rio de Janeiro:


O banco, pra encerrar a greve, prometeu que ia dar uma resposta pra questão da jornada de seis horas até dia 1° de janeiro.

Então, estamos numa ocasião muito boa pra reabrir a discussão sobre o assunto. E isso não porque o banco vai mesmo fazer (ele já nos enganou várias vezes), mas sim porque temos que aproveitar enquanto os colegas estão falando sobre o assunto nas agências e prédios.

A primeira coisa que temos que entender é o MOTIVO do banco dizer que quer resolver isso. É fácil: a jornada que o banco criou é ILEGAL, E CERTAMENTE ELE VAI PERDER AS AÇÕES NA JUSTIÇA. Por isso, o que ele realmente quer fazer é FORÇAR UM FALSO CONSENSO QUE FAVOREÇA A ELE, PRA ESSAS AÇÕES SEREM ABANDONADAS.

Pra isso, existem duas armadilhas que COM CERTEZA virão na proposta que surgir.

1) REDUZIR O SALÁRIO. Qualquer valor abaixo do salário igual ao atual, mas com jornada de 6h, e as outras duas sendo contadas como horas-extra é uma forma de MINIMIZAR o que o banco pode perder na justiça, como já foi falado. Então, aceitar isso seria abrir mão de uma conquista, que temos que impor.

2) MUDAR AS COMISSÕES. Isso pode acontecer de várias formas. Uma delas seria criar comissões de seis horas, mas colocar muito poucas na dotação das agências, forçando as pessoas a aceitarem a de oito.

De qualquer forma, na prática vai acontecer a combinação das duas armadilhas.

E o resultado disso seria que a maioria dos funcis iam abrir mão de seu direito, em troca de um "acordo" forçado pelo banco.

O que temos que fazer pra evitar isso?

Infelizmente, o clima nas agências está muito ruim, e existe pouca mobilização. Também, a greve foi traída quando surgiu a primeira proposta, a grande maioria dos comissionados furou greve e quem fez está sendo pressionado a compensar as horas, se cansando mais ainda!

Nessas condições, um abaixo-assinado pressionando o sindicato pra que ele organize assembleias para prepararem a luta é uma solução que pode ser adequada. A direção do sindicato não está do nosso lado, e sim do governo do PT e dos banqueiros, mas o sindicato não é deles, e sim da categoria, e tem obrigação de apoiar as nossas lutas.

Quando existirem melhores condições de fazer reuniões nas agências, ou até debates e outras manifestações no Andaraí e no Sedan, podemos ir mais além e formar comissões por agência, para defender a jornada de seis horas sem redução de salário, que possam dar mais visibilidade à luta, que pode chegar (como aconteceu na Caixa) em paralizações para pressionar o banco.

Por isso, vamos assinar e repassar o abaixo-assinado, e falar com cada colega para começar essa batalha!

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