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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

UMA NOVA ENTIDADE, UM NOVO APARATO, UMA NOVA DIVISÃO!

Nesse momento de refluxo da esquerda no Brasil e no mundo e o processo de barbárie da sociedade cada vez mais avançado, mais uma vez grupos políticos do movimento insistem em erros estratégicos, erros esses que a roda da história já mostrou como posição equivocadas quando aplicadas no movimento operário, e refutadas por teóricos marxistas como Lênin e Trotsky.Nesse Congresso Nacional dos Estudantes podemos ver claramente mais uma vez esses erros se repetirem.
O PSTU, organização que faz o chamado ao congresso, tem como objetivo criar mais um aparelho sindical para se manter como direção de forma tão burocrática quanto o PC do B na UNE, e como conseqüência dividirá ainda mais o movimento e aprofundará sua burocratização. O PSTU afirma que as lutas dos estudantes de 2007 a 2008 afirmam a necessidade de uma “nova ferramenta de luta”, e decretam a falência da UNE, dois erros frutos de uma análise equivocada e oportunista.
É verdade que a UNE se encontra burocratizada e afastada dos estudante na maioria das lutas e sua direção nada mais é que um braço do governo, mas mesmo assim esta se mantém como referência para estudantes de todo o país, pelos milhares de estudantes que enchem os congressos, por seu papel histórico, e pela disputa da conciência de milhares de estudantes por diversas correntes que participam da UNE. Em todas as ocupações e mobilizações dos estudantes durante os últimos dois anos a direção da UNE se omitiu e repudiou as mobilizações por que estas se encontravam em oposição à suas políticas governistas e traidoras, mas mesmo assim várias correntes e organizações que reivindicam a entidade estiveram presentes, demonstrando que mesmo sem sua direção a UNE estava presente pelos estudantes que a reivindicam.
Temos que aprender com a história do movimento operário e o legado deixado pela teoria e pela prática marxista. Tanto Lênin, em “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”, quanto Trotsky, em “A questão da unidade sindical”, rechaçam veemente posições oportunistas e sectárias no movimento operário, pois apenas levam ao isolamento dos comunistas da discussão com os trabalhadores e da disputa de sua consciência. Temos que construir a unidade sindical nos movimentos operário, e também no movimento estudantil, e denunciar as políticas conciliadoras e traidoras das velhas direções pelegas. Devemos disputar a consciência dos trabalhadores e estudantes com um programa de transição para o socialismo, e para isso é fundamental a unidade sindical e nas entidades e sindicatos disputarmos com as correntes oportunistas e traidoras a consciência de estudantes e trabalhadores.
Nosso papel nesse congresso é rechaçar a oportunismo do PSTU, que por não saber fazer a autocrítica e retornar a disputar a UNE, quer dividir o movimento estudantil com a construção de uma nova entidade burocrática para se tornar direção; e defender a disputa da consciência dos estudantes e trabalhadores em todos os fóruns do movimento estudantil e operário, para avançarmos na luta pelo socialismo internacional contra a barbárie que avança sobre humanidade.

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