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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Nota sobre a morte de José de Alencar

A Burguesia Brasileira e a Frente Popular do PT/PMDB estão de luto
Morre José de Alencar!
Por Marcos
José de Alencar foi um dos maiores nomes da burguesia brasileira. Nos anos ‘60 fundou a Coteminas, indústria têxtil que se tornou uma das maiores do Brasil. Sua empresa cresceu muito na ditadura até o fim dos anos ‘80, tendo sido um dos que comeram do famoso bolo do crescimento dos militares. Após perder muito dinheiro nos períodos de governo de Collor até FHC, devido ao enfraquecimento da indústria nacional e das políticas neoliberais de FHC e do capital financeiro, em 2002 se elege vice-presidente pelo PL em coligação com o PT, integrando a frente popular que elegeu Lula Presidente. Ao lado deste grande burguês estavam PT, PSOL (antes de ser abortado pelo PT), PCdoB, PCB e PSTU (chamou voto no 2º turno).
 Alencar cumpre um papel decisivo nessa eleição, tencionando a campanha da Frente Popular a “manter a linha” e ao mesmo tempo rebatendo a campanha de difamação e boatos da Rede Globo e PSDB na época, que levou à famosa “Carta ao povo brasileiro”, em que Lula se comprometeu a manter a política econômica de FHC nos trilhos, mas não beneficiar somente o setor financeiro e as trans-nacionais, deixando claro que iria fazer uma policia de assistência social, porém dando as mãos com o capital nacional e internacional no seu projeto de governo: “Brasil de Todos”, mas principalmente da burguesia!
Na era Lula se torna o representante da burguesia industrial do Brasil no governo. Graças às políticas econômicas e sociais de seu governo com Lula, houve um grande fortalecimento da indústria nacional e a criação de um extenso mercado consumidor interno, ambos destruídos na era Collor-Itamar-FHC. Ao mesmo tempo em que fortalece a indústria nacional e o mercado interno, ajuda Lula e o PT a ampliarem politicamente seus aliados burgueses, capitalistas industriais (Vale, EBX, Gerdau e etc.) e financeiros (Itaú, Bradesco, Unibanco, Real, seguradoras...). Com essa política conciliadora, garante o apoio de outros partidos burgueses para o governo, como o PMDB, PDT, PR, PSB entre outros, ganhando base para a Frente Popular vencer as eleições de 2006 e  2010.
Também devido à política econômica, faz com que o Brasil e as empresas nacionais saíam quase ilesos da crise de 2008, coroando o Brasil como a maior potência econômica na América Latina e 11ª maior economia do mundo ao final de seu mandato em 2010. No seu governo, o Brasil fortalece seu papel sub-imperialista como amortecedor de crises regionais e amplia as transnacionais brasileiras, como Petrobrás, Vale e EBX, para explorar países como Bolívia, Equador, Chile, Angola e até mesmo Argentina, esta última que não conseguiu se recuperar da crise de 2001 graças ao MERCOSUL, porque mesmo deixando de ser (relativamente) dependente do EUA, assim como o Brasil, criou uma dependência econômica do próprio Brasil e da China.
Por bastante tempo José de Alencar fica a frente do Ministério da Defesa, sendo responsável pelas negociações e manutenções dos interesses do alto comando militar do Brasil, assim como o seu sucessor, Nelson Jobim, e defende a não abertura dos arquivos militares assim como a não punição dos torturadores, garantindo a manutenção dos privilégios desses parasitas e fechando os arquivos da ditadura para sempre.
Dessa forma, José de Alencar foi um dos maiores quadros políticos da burguesia brasileira, garantindo grandes lucros aos banqueiros nacionais e internacionais além de colocar a burguesia industrial no mesmo patamar da burguesia do setor financeiro, e, além disso, foi co-responsável ao lado de Lula pelo maior freio da luta de classes no Brasil, uma Frente Popular que foi capaz de desestruturar e dividir o movimento operário em prol da aliança de burocratas sindicais e burguesia industrial e financeira (a partir de 2006) compondo um mesmo governo.
Para os comunistas e para os trabalhadores, não há o que chorar nem haverá luto pela morte de um dos maiores quadros da burguesia nacional. Não estamos perdendo nenhum companheiro, somente o perde o PT, PCdoB e PMDB.
Para nós comunistas será apenas um inimigo de classe a menos no Brasil e no mundo, e mesmo assim existe o direito a herança no capitalismo, então o império de José Alencar continua de pé e também seus feitos políticos em prol da conciliação de classe.
 Somente a revolução levará José de Alencar e o resto da burguesia de fato para o túmulo. Até esse chegar esse dia, temos muita luta para travar!

Declarações de seus “amiguinhos” (fonte: Portal G1):

Sergio Cabral 
“José Alencar e o presidente Lula provaram a força do Capital e do Trabalho unidos pela prosperidade do seu povo 
Manuela D'Ávila, deputada (PCdoB-RS) 
“Triste noticia a morte de José Alencar, grande brasileiro.” 
Jandira Feghali, deputada (PCdoB-RJ)
“Lamento com muita tristeza a morte de José de Alencar. Marcou por sua sensibilidade e determinação. Superou obstáculos, vontade de viver!” 
Aguinaldo Diniz Filho, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil
“José Alencar deixa saudades. Ele é uma positiva referência para o setor, para os jovens, os empresários e políticos e, acima de tudo, para aqueles que acreditam na honestidade, no trabalho e na fé como base para a construção de um futuro melhor e mais justo para todos.”
Antonio Carlos Mendes Thame, presidente do PSDB de São Paulo
“Crítico dos modelos de política econômica vigentes, foi um dos primeiros a se impor contra as taxas de juros praticadas e as formas de contenção da inflação.  Suas contribuições para a democracia brasileira são inúmeras." 
Cândido Vaccarezza, líder do governo no Congresso (PT-SP)
“Um sentimento de perda profunda, que não é só do PT, mas do Brasil inteiro. Cada um sente a perda como se fosse alguém da família. E nós, políticos, sentimos que há uma perda profunda na política brasileira. Uma parte do Brasil se foi hoje com José Alencar.” 
Alvaro Luiz Pinto, almirante , presidente do Superior Tribunal Militar
“Hoje, o país ficou órfão de um brasileiro que, como poucos, lutou em muitas frentes, todas em prol do crescimento e do engrandecimento da sociedade.”

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