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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sábado, 11 de junho de 2011

A luta contra a homofobia dentro e fora da FIST!


Esta nota foi publicada pelo CL após algumas polêmicas públicas com o companheiro  André de Paula da FIST nas reuniões da FIST e na Rádio Petroleira( Programa Sem-Teto em Revista do dia 2 de junho de 2011).Segue abaixo o link do programa da rádio e em seguida a nota pública em combate á homofobia.
Marcos Silva

A luta contra a homofobia dentro e fora da FIST!

            Nas recentes semanas, o CL tem intervindo em todos os movimentos contra as declarações racistas e homofóbicas do deputado Bolsonaro. Sabemos que o machismo, o racismo e a homofobia só servem para dividir os trabalhadores, e jogarem uns contra os outros, facilitando a exploração da nossa classe. A FIST tem declarado em todos os seus congressos que luta contra todas as formas de preconceito.
            Infelizmente, dentro da própria FIST, o companheiro André tem repetido as idiotices homofóbicas de Bolsonaro, declarando que "só na burguesia existem homossexuais", que a homossexualidade é "antinatural" etc.
            Essa atitude só pode servir para desacreditar a FIST como uma organização que luta em defesa dos setores mais marginalizados da sociedade capitalista. Será que André não percebe a "coincidência" de estar reproduzindo o discurso intolerante da extrema-direita(Bolsonararo, Igreja Católica, Igrejas evangelicas, Garotinho e etc..)?
            Bolsonaro sabe muito bem a vantagem de fazer esse discurso homofóbico. Como esse discurso homofóbico "cola" mais fácil junto ao preconceito dos trabalhadores, a homofobia vira uma porta de entrada pro resto do programa de direita dele. Logo depois, ele vai falar contra as cotas, dizer que o Lula é comunista etc. Quem já estiver "amaciado" pelo ataque aos homossexuais vai aceitar mais facilmente o resto do pacote.
            Em relação à mentira de que não existe homossexualidade na classe trabalhadora, é o próprio movimento sem-teto carioca que pode desmentir André, pois inúmeros militantes e companheiros(as) de luta são homossexuis. Dizer que ser homossexual é antinatural é mais estúpido ainda. Os seres humanos são a única espécie que faz sexo por prazer – E isso faz parte da natureza e é um dos elementos que nos diferenciam dos animais! Esses argumentos foram diretamente tirados da Igreja Católica. Mas a Igreja é coerente: só prega o sexo para a reprodução, é contra a camisinha (não importa pra igreja se existe a AIDS e outras doenças sexuais), etc. Todos nós sabemos que André é católico. É um direito dele, mas é nosso dever criticá-lo quando ele traz as merdas que a igreja ensina pra dividir o movimento reproduzindo os argumentos da direita mais nojenta do país!
            Nós, do CL, sabemos que a repressão sexual é usada pela classe dominante para dividir os trabalhadores e criar mais conformismo ainda na sociedade. Quem aceita ser controlado no sexo, aceita também outras formas de opressão! Por isso, achamos uma tarefa essencial para o movimento fazer política sexual para denunciar a repressão que existe no capitalismo, e mostrar que o socialismo não precisa da repressão para criar um novo mundo.
            Por último, queremos deixar claro que isso não é um ataque pessoal ao companheiro André. É uma crítica política. Ele é um militante honesto, combativo e com ele temos trabalhado juntos na FIST e no movimento popular há dois anos, mesmo tendo divergências sérias quanto a algumas políticas do companheiro, divergências essas que não podemos “varrer para debaixo do tapete”, mas debater o seu conteúdo de forma democrática dentro da FIST e nos espaços de discussão do movimento popular. O nosso objetivo com essa carta é cortar pela raiz qualquer ideologia homofóbica na FIST e levar o companheiro a repensar a sua posição sobre a necessidade de combater não só a homofobia, como também o racismo e o machismo na base da FIST, e não deixar que dentro do próprio movimento se reproduza os argumentos da direita ou a ideologia atrasada da Igreja Católica.

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