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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Homofobia em São Paulo: Mais uma morte negligenciada pelo estado burguês! (Willian Almeida)


Reproduzimos aqui o texto do companheiro Willian Alves de Almeida, de São Paulo


            Testemunhamos recentemente a morte bárbara do jovem homossexual e negro Kaique Augusto dos Santos, 16 anos, cujo corpo foi encontrado na Avenida Nove de Julho em 15/01/14, após estar desaparecido desde 11/01 após ter freqüentado uma casa noturna para o público GLBT na Avenida Vieira de Carvalho, próxima a Praça da República.

            Para total indignação de qualquer pessoa com um mínimo senso de humanidade, o jovem que foi espancado, teve todos seus dentes arrancados e tinha uma barra de ferro dentro de sua perna, teve como registro no seu B.O. como “suicídio” sendo que pelas características da agressão, certamente o jovem foi vítima de skinheads nazi-fascistas, tendotestemunhas observado o fato, porém a família certamente sendo pressionada pela PM, aceitou a tese do“suicídio".

            Esses casos de homofobia e transfobia estão aumentando de forma considerável, de acordo com artigo sobreassunto da LER-QI, só esse ano já ocorreram 18 assassinatos de homossexuais noticiados pela grande mídia, o que mostra um acenso do neo-conservadorismo fundamentalista, vide o destaque de pastores evangélicos dentro do governo, compra de horários nas emissoras abertas dentro do chamado “horário nobre”, até mesmo fanfarrões do quilate de Olavo de Carvalho e Rodrigo Constantino tendo livros vendidos com destaque nas grandes livrarias, e o último recentemente virou colunista na Revista Veja.

            O preconceito contra o público GLBT sempre esteve enraizado dentro da elite paulistana, logicamente esse preconceito tem origens na formação desta sociedade, que por se sentir mais européia ou estadunidense do que brasileira tende a desprezar tudo que é diferente do padrão social “branco/heterossexual/cristão ou evangélico”, e é demonstrada em atos como: Resistência contra a parada gay, comentários racistas em sites de direita, piadas em programas humorísticos.


            A tarefa das organizações de esquerda diante de tal quadro desesperador deve ser a formação de frentes para conscientização e apoio ao público GLBT, demonstrando que estamos juntos na mesma luta pela igualdade de direitos. Somente uma frente sólida entre revolucionários lutando em conjunto com negros, gays, lésbicas e transexuais irão começar a acender a faísca de uma transformação que permitirá uma nova sociedade sem preconceitos de gênero e classe! A força de nossa união é a chave para a liberdade sexual e política!

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