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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sábado, 5 de abril de 2014

Nota de repúdio do CL ao ataque contra a sede do PSTU!


No dia 1 de Abril, logo após o ato de descomemoração dos 50 anos do golpe, militantes do PSTU , que em coluna voltavam para a sua sede na Lapa, e 3 autonomistas acabaram se desentendendo. O PSTU alega que esses 3 indivíduos estavam em sua coluna, fazendo provocações tentando desorganizar a coluna até a chegada no prédio da sede na Lapa (que por sinal estava cercada com 3 viaturas da PM!), e que durante a dispersão de seus militantes foram atacados verbalmente pelos militantes anarquistas, porém, sem em nenhum momento reagiram atacaram-os fisicamente. Já a FIP alega que dois militantes anarquistas foram agredidos, porém não há provas disso, como fotos ou videos. Mesmo assim achamos que isso deve ser apurado por uma comissão independente.
Após dispersão da maioria dos militantes do PSTU , esses "ativistas" se reuniram e foram com um grupo em torno de 20 indivíduos, alguns black blocks e outros da base da FIP, e se dirigiram para a sede do partido novamente. O PSTU chegou a receber um desses indivíduos  que inclusive se identificou como membro da FIP, na própria sede do partido para discutir o desentendimento mais cedo. Porém não se chegou a nenhum entendimento, e após este militante sair, eles começaram o ataque contra a sede do partido, e assim quebraram janelas, apedrejaram a sede, picharam a entrada da sede ("+Black Block PSTU"), e quase derrubaram o portão de ferro da entrada.
Para nós do CL, esse tipo de procedimento se caracteriza com muita semelhança a um ataque fascista contra uma organização do movimento dos trabalhadores. Mesmo sendo esta uma organização centrista e com politica nacional e internacional morenista, defendemos o PSTU contra esse ataque irresponsável e inconsequente que não se justifica, independente do que possa ter causado o desentendimento anterior.
Não é a primeira vez que militantes do Black-Bloc, ou que participam da base da FIP, tentam intimidar outras organizações do movimento, sempre com o silêncio e a conivência das organizações majoritárias da FIP. Militantes do MEPR, setor hegemônico na FIP, em todo o momento diz que não tem responsabilidade sobre o que aconteceu, o que pode até ser verdade, mas ao mesmo tempo de forma cínica lavam as mãos e não condenam o ataque, muito pelo contrário, alguns militantes já disseram que o PSTU "fez por merecer" ou "colheu o que plantou" além de fazer chacota. A nota oficial divulgada pela FIP, não apresenta qualquer repudio ou denuncia contra o ataque, o que mostra a condescendência dos grupos e indivíduos da FIP com esse episódio de violência gratuita contra uma organização que, ainda que centrista, possui base no movimento de trabalhadores.
Ainda que os grupos MEPR e o OATL não tenham participado diretamente do episódio de violência contra a sede do PSTU, o que se viu foram alguns militantes dessas organizações, e alguns independentes da FIP ironizando o ataque ou procurando "justificá-lo" acusando as diversas práticas oportunistas do PSTU. Mesmo sendo verdade tais praticas, essa agressão não se justifica. Como bons stalinistas que são, os militantes do MEPR acusaram a nós do Coletivo Lenin e a outros militantes que os criticaram de sermos P2, provocadores e polícia.
Diante disses fatos, EXIGIMOS QUE O MEPR, a OATL E OUTROS COLETIVOS DA FIP DENUNCIEM O ATAQUE À SEDE DO PSTU. Qualquer outra atitude só vai mostrar, mais uma vez, a conivência deles com esse ataque irracional à sede do PSTU.
Ao mesmo tempo, o PSTU, que se manifesta publicamente dizendo que a polícia é parte da classe trabalhadora, procurou a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência, mais uma vez apostando nos instrumentos legais do Estado Burguês. No entanto O PSTU alega que em nenhum momento registrou denuncia diretas contra qualquer grupo ou indivíduo que compõe a FIP, e que fez o BO somente para registrar do fato e ter isenção no custo da depredação do patrimônio do condomínio no qual se situa a sede, caso venham a responder por isso. E em causalidade com este argumento do PSTU, até agora felizmente nenhum militante, movimento ou coletivo foi intimado. Justamente o contrário do que os militantes da FIP vem afirmando, de que estão sendo criminalizados.
Para nós a FIP sempre foi uma iniciativa divisionista do MEPR e da OATL em relação ao conjunto do movimento contra o aumento das passagens no Rio, com o estrito objetivo de auto-construir as suas organizações à custa do movimento sempre entrando em conflito com outros grupos.
A causa disso é a sua linha reacionária, que considera o boicote eleitoral uma questão de princípio e joga todos os partidos legalizados no mesmo saco, comparando partidos de trabalhadores com partidos burgueses e utilizando da mesma linha anti-organização e anti-partido da Rede Globo e os empresários, uma forma oportunista para tentar aproximar uma base que se formou nessa ideia reacionária e capta-los para o MEPR, apresentando este como uma alternativa "radical" e "revolucionária" aos partidos. Esse antipartidarismo, a vontade de se diferenciar sempre através de qualquer ação direta (a maioria voluntarista, pois fazem mesmo quando não há condições para isso), o repúdio às organizações de massas dos trabalhadores, e a condescendência com a sua base de autonomistas voluntaristas que atuam muitas vezes em ações individuais isoladas( levando a casos como o ataque à sede do PSTU!), estão transformando a FIP num alvo fácil de infiltração de provocadores, e isso poderá ser uma ameaça, inclusive física, para o restante do movimento.
Acreditamos que existem militantes independentes, revolucionários honestos, que atuam na FIP e não são oportunistas como os grupos majoritários que a compõem. Para eles também fazemos esta nota e fazemos um apelo: Não descartamos que, se a FIP continuar sem condenar esse tipo de atitude e se mantiver condescendente com a violência contra outras organizações do movimento, vai permitir cada vez mais a infiltração de provocadores em suas estruturas, e ela e seu nome servirão de cobertura para atacar fisicamente outras organizações e dividir o movimento nesse período antes e durante a Copa do Mundo. Essa tática já foi usada pela burguesia inúmeras vezes, e a violência dentro do movimento só facilita que ela seja aplicada, e futuramente esse tipo de enfrentamento entre organizações do campo da esquerda vai servir de justificativa para a intervenção do Estado nas sedes de partidos, grupos e organizações de esquerda, com uma futura caçada aos militantes do próprio movimento e de qualquer uma dessas organizações.
A unidade de todos os setores do movimento é necessária para conquistarmos novas vitórias, dentro do clima de ataque por parte da mídia e nesse cenário de militarização em que vivemos. A acusação entre militantes e os métodos de calúnias, que não são exclusividades de alguns grupos da FIP (o próprio PSTU já fez acusações absurdas contra os Black Blocks), só servem aos megaempreendimentos e grandes empresários, que são nossos verdadeiro inimigos. E ainda, a extrapolação da agressão verbal para a agressão física só impedirá a unidade dos trabalhadores na resistência contra o massacre social provocado pelos megaeventos, e nos levará a todos a derrota.

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