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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Dossiê Ucrânia 3 de 3: Libertem os 4 do Borotba!


LIBERTEM OS 4 DO BOROTBA!

Negociando a rendição para Kiev
¿Dónde está Borotba?
Libertem os quatro do Borotba!
Declaração assinada por: Socialist Fight – Grã Bretanha; Coletivo Lenin – Brasil;  Resistência Popular Revolucionária - Brasil; Liga Comunista – Brasil; Tendência Militante Bolchevique – Argentina.
As organizações que assinam este documento exigem a libertação imediata dos quarto militantes do Borotba, Maxim Firsov, Victor Shapinov e Maria Muratova, sequestrados em 21 de dezembro, e do vereador de Odessa e sobrevivente do massacre de 2 de maio, Alexey Albu, que foi feito refém ao exigir a libertação dos seus companheiros. Alexey Albu falou, poderosamente, via Skype, com a reunião da campanha Solidariedade com a Resistência Antifascista na Ucrânia, no dia 11 de novembro, na Marx Memorial Library, em Clerkenwell, Londres. 

O site “In Defence of Marxism” relatou, em 18 de novembro, o testemunho dele sobre a sua fuga do ataque fascista em Odessa, em 2 de maio passado:
“Quando o fogo começou, ele e outros companheiros pularam pelas janelas, mas só o que conseguiram foi serem atacados pelos bate-paus fascistas. Ele, então, teve que ficar parado numa pilha de corpos, seriamente ferido, onde o menor movimento indicando vida significaria a sua morte certa. A contribuição de Alexey à reunião foi recebida, merecidamente, com aplausos de pé. Apesar de ter sido vítima desses lamentáveis ataques, Alexey foi forçado a se exilar na Crimeia, porque permanecer em Odessa o levaria a ser preso” [1]
Uma carta apelando aos altos funcionários dos governos da República Popular do Donetsk e das Forças Armadas de Novorrússia, escrita por Greg Butterfield, coordenador do Solidarity with Ukraine Antifascists Committee International Action Center, New York, NY, USA, dizia o seguinte:
“Victor Shapinov, Maxim Firsov e Maria Muratova são membros da organização antifascista ucraniana União Borotba. Durante uma visita de solidariedade a Donetsk em 21/12, estes três companheiros foram aprisionados pelos soldados do Batalhão de Volstok. Eles foram confundidos com um grupo de reconhecimento e sabotagem ucraniano.”
E depois:
“Ontem, 27/12, o deputado do Conselho regional de Odessa e sobrevivente do massacre de 2 de maio, Alexei Albu, veio ao quartel-general do Batalhão de Volstok para exigir a libertação deles. Desde então, ele não foi mais visto.” Consideramos óbvio que não se trata de um “erro”.
O Batalhão de Volstok é comandado por Alexander Sergeyevich Khodakovsky, um aliado de Denis Pushilin, que é, de acordo com a Wikipedia:
“um político, autodeclarado Presidente do Soviete Supremo (Porta-Voz do Parlamento) da República Popular de Donetsk e, portanto, de acordo com a Constituição adotada em 15 de maio, o autodeclarado chefe de Estado. Antes do seu ativismo político, Pushilin trabalhou para um sucessor recente de um esquema de fraudes com investimentos na Rússia dos anos 1990, MMM, que deu um prejuízo de milhões de dólares aos seus clientes, antes de acabar em 1994. Pushilin nunca negou o seu envolvimento nesses esquemas, e afirmou que “pirâmides eram legalizadas na Rússia naquela época”. [2]
DENIS PUSHILIN, UM POLITICO REACIONÁRIO
Denis Pushilin é um político dos mais claramente reacionários, e controla uma parte crucial das forces armadas novorrussas. Mesmo que possamos ter sérias dúvidas de que a prisão dos três primeiros militantes do Borotba tenha sido um erro, a prisão de uma figura de alto escalão, como Alexei Albu, não pode ser um erro. A intenção expressa é entregá-los para Kiev, porque eles são “espiões”, o que vai levar inevitavelmente à morte deles.
Este ato é outra tentativa de Putin e seus aliados na República Popular de Donetsk, em primeiro lugar Pushilin, para fechar um acordo com o imperialismo dos EUA e da UE pelas costas da classe trabalhadora de Donetsk. Para conseguir isso, é preciso eliminar ou intimidar os adversários mais militantes e de esquerda, que lutam tanto contra Kiev quando contra o governo nacionalista burguês corrupto de Putin e seus aliados de Donetsk. Não é acidente que, na reunião de 11 de novembro, em que Alexei falou de maneira tão emocionante que foi aplaudido de pé, o porta-voz do Partido Comunista Ucraniano, stalinista, fez uma intervenção assustadoramente capitulacionista, como é relatado no mesmo site, In Defense of Marxism:
“É preciso mencionar a segunda intervenção do representante do Partido Comunista Ucrianiano, Anatolii Sokoliuk, onde ele pareceu subestimar o significado reacionário da bandeira vermelha e negra do Exército Insurgente Ucraniano (que colaborou com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e cometeu atrocidades contra a população judia e polonesa) e até mesmo disse que o símbolo do Batalhão de Azov, a runa wolfsangel das SS, não era “maligno”. Temos que discordar aqui, porque tais símbolos agora serem conhecidos e usados por toda Ucrânia, e até tolerados pelo Estado, é muito perigoso, como a própria perseguição ao Partido Comunista Ucraniano mostra.” [3]
Estes sequestros devem ser vistos à luz das atuais “negociações de paz”, que levaram à troca de um grande número de prisioneiros de guerra, mas também como a preparação do imperialismo para a próxima série de ataques à Novorrúsia e à própria Rússia.
Alguns membros do Socialist Fight participaram daquela reunião e podem testemunhar que a intervenção foi realmente assustadora e que o discurso do porta-voz oficial do PC Ucraniano mostra a preparação da direção para trair abertamente a luta em Donetsk. O seu antigo apoio ao oligarca corrupto Yanukovich mostra a orientação política do PCU e a sua preparação para trair os seus próprios militantes de base, assim como a classe trabalhadora do Donetsk.
Mas o imperialismo está aproveitando a fraqueza e a traição. Em 22/12, soubemos que:
"O president do Cazaquistão chegou em visita oficial hoje, e temos o presidente da Bielorrúsia e o do Cazaquistão coordenando as suas ações com a Ucrânia antes da viagem a Moscou”, disse Poroshenko. [4]
As eleições em Moldávia mostraram um colapso político semelhante do Partido Comunista lá:
“As eleições foram uma vitória para o bloco pró-integração europeia. As eleições representaram uma derrota significativa para o Partido dos Comunistas da República da Moldávia (PCRM), já que eles passaram de 38 para 21 deputados, enquanto um antes pequeno rival russófilo, o Partido dos Socialistas da República da Moldávia (PSRM), ganhou a maioria das cadeiras.”
O Partido dos Comunistas da República da Moldávia (PCRM) foi o grande perdedor, porque apoiou a integração europeia e o seu rival de esquerda e pró-russo, o Partido dos Socialistas da República da Moldávia (PSRM), foi o grande vencedor, por causa da sua oposição ao imperialismo ocidental.
TERRÍVEL PERIGO
A classe trabalhadora organizada de Donetsk está agora em terrível perigo de sofrer uma grande derrota nas mãos de políticos burgueses cínicos que tiveram a má sorte de serem pegos pela guerra civil, e que estão determinados a impedir que a luta “antifascista” se transforme numa revolução socialista, ou que uma direção socialista revolucionária surja a partir do Borotba ou de outro setor.
Devemos rejeitar explicitamente a predominância de concepções como a da “Grande Guerra Patriótica” na Segunda Guerra, quando Stálin se aliou com Churchill e Roosevelt contra Hitler e a revolução. Uma aliança sob o domínio político das forças burguesas que agora dominam o Donbass só pode levar às derrotas que essa política levou na França em 1934 e Espanha em 1939. E uma perspectiva socialista revolucionária pode evitar a perspectiva fatal do compromisso com o imperialismo, que vemos no PCU e no PCRM, para mencionar só dois."
O Borotba está tateando no seu caminho até o socialismo revolucionário, e tem os melhores lutadores, mais corajosos e mais à esquerda e, por isso, eles são o alvo, não somente dos fascistas do regime de Kiev, mas também dos contrarrevolucionários dentro da própria República Popular de Donetsk, principalmente Pushilin e os seus aliados.

Somente estabelecendo a independência da classe trabalhadora, sob a perspectiva da revolução permanente, ou seja, só a classe trabalhadora tem o verdadeiro interesse em dirigir a luta antiifascista e antiimperialista, e só uma frente única antiimperialista pode ganhar os melhores elementos de Donetsk para derrotar a contrarrevolução interna e enfrentar os fascistas de Kiev com entusiasmo revolucionário e perspectiva de ganhar os trabalhadores do Oeste. Esta é a perspectiva que vai derrotar os fascistas de Kiev, a contrarrevolução que está emergindo na Rússia e começará um processo revolucionário na Europa e no mundo inteiro.

Andrés NIN Pérez, ex-secretario geral da C.N.T. e dirigente do Partido Obrero Unificado Marxista. Ainda que tenhamos diferenças com a política do POUM, Nin foi destacado militante da defesa dos interesses da classe trabalhadora, apresentado por seus algozes da Frente Popular como um traidor e espião de Franco ou de Hitler ou de ambos, para justificar a repressão feroz contra qualquer dissidência.
Temos que aprender a lição da Revolução Espanhola de 1934-39. Essa é a tarefa da revolução e, para realizá-la, devemos derrotar a contrarrevolução dentro de Donetsk e Luhgansk.

“Onde está Andrés Nin?”, o famoso grafite dos poumistas de 1937, em Barcelona, exigindo o paradeiro de Anreas Nin, seu líder. Contra o qual os stalinistas escreviam abaixo: "Em Salemanca ou Berlin" - ou seja, com os fascistas. Na verdade, os stalinistas haviam sequestrado e turturado-o até à morte.
A nossa tarefa imediata agora, nesse caminho, é exigir a libertação dos quarto militantes do Borotba e a derrota da conspiração que os prendeu. Como na Espanha, quando Andreu Nin, o dirigente do POUM, foi sequestrado, torturado e assassinado pelos stalinistas para que Stálin pudesse assinar o seu pacto com Hitler em 1939, hoje levantamos a palavra de ordem, ¿Dónde está Borotba?
- Abaixo Denis Pushilin e o Batalhão de Vostok! - Criar Autodefesas Operárias e Conselhos Operários para defender a revolução
- Não à colaboração de classes, sim à Frente Única Antiimperialista!
- Construir uma Campanha de Solidariedade Internacional para defender a República Popular do Donetsk e toda a região do Donbass!
Abaixo está a carta de Greg Butterfield: Apelo aos representantes de Donetsk:
Notas
[1] In Defence of Marxist London meeting hears eyewitness account of the Odessa massacre + VIDEO http://www.marxist.com/london-meeting-hears-eyewitness-account-of-the-odessa-massacre-video.htm
[2] http://en.wikipedia.org/wiki/Denis_Pushilin
[3] In Defence of Marxist London meeting hears eyewitness account of the Odessa massacre + VIDEO http://www.marxist.com/london-meeting-hears-eyewitness-account-of-the-odessa-massacre-video.htm
[4] Source: http://en.censor.net.ua/n317454
 

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