QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

domingo, 22 de julho de 2012

Greve estudantil - Juventude em Luta


Para fortalecer a nossa greve!!


A Juventude em Luta é um novo movimento que surgiu nesse momento de luta grevista nas universidades. Somos um grupo de estudantes e trabalhadores que entendem a necessidade de se organizar tanto nas greves, quanto em outros momentos. A nossa luta é sempre agora.
Estamos chegando quase em 2 meses de greve. E os professores em greve em mais de 50 universidades não conseguiram sequer uma reunião com o governo. Os estudantes em greve em mais de 30 universidades, nem sequer são vistos pelo Governo ou pela mídia com suas reivindicações.
A postura do Estado, em qualquer lugar, em qualquer assunto que interessa a maioria do povo é muito clara: descaso total, empurrar com a barriga. Enquanto Dilma e Globo enchem o peito para falar “Viramos a sexta economia do mundo”, a educação e a saúde continuam às moscas, piorando e piorando cada vez mais. 
Como pode o Brasil crescer gradativamente, e os serviços mais básicos ficarem cada vez piores? É tudo simplesmente uma questão de prioridades. E a prioridade do Governo nunca foi o bem estar da maioria da população, mas sim de enriquecer e sair em socorro de uma minoria de empresários e banqueiros, principalmente nos tempos de crise econômica. Mesmo que para isso precise cortar verba atrás de verba desses serviços, como vem acontecendo desde 2008, ou privatizar hospitais universitários, com o projeto cara de pau da EBSERH, ou ainda mandar cortar os pontos dos grevistas, como aconteceu semana passada.
Devemos estar conscientes que para conquistar nossos direitos temos de lutar para aumentar cada vez mais nossa greve, e não ficar esperando cair do céu um ato de bondade desse Governo safado. Portanto, como estudantes que lutam por seus direitos, não podemos deixar de denunciar o papel da direção majoritária da UNE, que desde que o PT assumiu o governo, ao invés de liderar os estudantes nas suas lutas, não tem feito nada a não ser destruir o movimento estudantil em prol da política do governo.
Porém vemos nessa greve histórica da educação, pela primeira vez em muito tempo, a constituição de um comando de greve, que é eleito, desde as assembleias de base nas universidades, para dirigir a luta pelas demandas históricas estudantis.

Infelizmente, um evento tão progressivo que poderia dar frutos, que não mais se viam nascer no movimento estudantil nos últimos anos, tem sido usado pelas correntes de maior peso presentes no movimento para reproduzir a lógica de burocratizar qualquer espaço de discussão de base. Dentre elas estão principalmente o PSTU e sua entidade particular, a ANEL; e algumas correntes eleitoreiras do PSOL, e é claro, os pelegos, representados pela direção majoritária da UNE, representada pela UJS (Juventude do PCdoB) e pela juventude do PT.
Desde o início da mobilização grevista, assistimos às dificuldades de organizar a luta real do movimento. Vimos a transformação de uma assembleia da UFRJ em palanque de briga entre UNE e ANEL, e a repetição disso na primeira reunião do comando nacional de greve estudantil realizado no Rio de Janeiro. Assistimos à passagem de rodo dos representantes dessas correntes nas mesas, impedirem estudantes independentes e de coletivos menores de incorporarem propostas de reivindicações e até mesmo de falarem.
Entendemos que tudo isso são sinais de alerta para os estudantes que estão realmente interessados em mais coisas, além de briga de aparatos e discussões superficiais. Que estão interessados em se organizar e lutar por seus direitos. Em discussão política de verdade e não só servir de legitimador de práticas burocráticas que só servem para engessar o movimento.
Por isso, nós da Juventude em Luta, fazemos um chamado a todos aqueles estudantes independentes ou de outros coletivos, que venham construir conosco um movimento estudantil consciente e combativo.
E para começar, achamos importante defender nesse processo grevista de luta:

- Passe livre, xerox, livros, bandejão, creche e moradia gratuitos em todos os campi. Mais bolsas de assistência estudantil de acordo com a demanda dos estudantes.
- Discussão urgente sobre a necessidade e a capacidade do fim do vestibular.
- Pelo fim da terceirização já! Pela contratação imediata dos trabalhadores terceirizados.
- Debate e ações contra o machismo, o racismo e a homofobia.
- Contra as privatizações dos hospitais! Fora EBSERH!

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