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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O Coletivo Lênin e a Frente Independente Popular (FIP)


Após os atos do mês de junho, presenciados em todo o Brasil, e os do mês de julho, em lugares que o movimento teve uma certa continuidade, como no Rio de Janeiro; vivemos um inevitável esvaziamento dos protestos, caracterizados anteriormente pela presença massiva da população nas ruas. No Rio, além disso, os espaços organizativos sofreram uma descentralização, onde diversos grupos começaram a organizar atos em separado. Podemos dizer que isso aconteceu pela incapacidade da direção tradicional majoritária da esquerda carioca, caracterizada principalmente pelo PSTU e as correntes do PSOL, em dar uma resposta à altura para as demandas da classe trabalhadora e organizar uma defesa consistente contra a repressão do Estado, tanto a nível ideológico/político quanto a nível defensivo para resistir às ações covardes da PM, que foram mais frequentes e piores nesse período.
Em vista disso, alguns grupos de menor peso político se juntaram para debater e apresentar uma alternativa política à da direção tradicional, criando assim a Frente Independente Popular. O Coletivo Lenin acompanhou o processo de formação da Frente junto com os companheiros do MEPR, OPOP, anarquistas organizados na OATL, UNIPA, além de outros setores e também militantes independentes. A proposta da Frente foi a de ir além dos limites pacifistas e reformistas dos setores recuados do PSOL e PSTU. Por isso, apoiamos a ideia desde o começo.
Qualquer pessoa que esteve no movimento desde sua origem, não pode negar a necessidade de uma proposta que denunciasse claramente o papel do Estado, sem qualquer confiança em CPI de ônibus do PSOL ou as vazias moções de repúdio do PSTU. A tentativa de formular esta proposta foi a criação da FIP, que tomou forma com o primeiro documento de propaganda, divulgado amplamente no facebook pelos militantes que dela estavam participando. O Coletivo Lenin tomou a decisão de assinar tal documento e contribuir para a construção da recém criada FIP. Esta decisão foi amparada, como já dissemos pela necessidade urgente da organização de uma alternativa à direção do movimento que ainda possuía fôlego para continuar, e pelo fato da Frente se propor a usar palavras de ordem para propaganda que eram varridas para debaixo do tapete pela burocracia do PSTU e PSOL no Fórum de Lutas do Rio; tais como o fim da polícia militar, a demanda de tarifa zero como uma das principais bandeiras, além de outros aspectos com os quais o Coletivo Lenin teve total acordo. Portanto, afirmamos aqui que de forma nenhuma foi um erro termos participado da construção da Frente Independente Popular.
Infelizmente, a FIP que no nosso entender, deveria ser um bloco construído dentro do movimento e não por fora dele, de organizações políticas conscientes da necessidade de organizar a classe trabalhadora contra os empresários, o Estado e sua polícia sob a direção de palavras de ordem que colocassem na ordem do dia a necessidade de destruição do capitalismo, deu então um passo atrás na sua tarefa. Foi votada pela grande maioria, na sua reunião do dia 02 de Agosto, realizada na UERJ, o boicote ao ato do dia 30/08, que vem sendo construído por diversas centrais sindicais. E junto com isso, foi aprovado também o boicote à quaisquer atividades realizadas por centrais sindicais, que na avaliação dos setores anarquistas e do MEPR, são centrais corruptas, politiqueiras e não combativas, incluindo na sua avaliação a Intersindical e a CONLUTAS. Estas duas ultimas, mesmo que sejam na prática correias de transmissão da politica do PSOL, PCB e PSTU, tem dentro importantes categorias que se colocam hoje em oposição pela esquerda ao governo PT e governos estaduais, e que não devem ser abandonados na disputa contra os setores reformistas do movimento.
Apesar do Coletivo Lenin fazer algumas dessas mesmas críticas às direções das atuais centrais sindicais, seria inadmissível para nós, cair no absurdo de igualar os burocratas profissionais da direção das centrais aos milhões de trabalhadores filiados à elas. Entendemos que se distanciar da classe trabalhadora, num momento de luta, dessa forma é um erro brutal que só favorece a própria burocracia. Deixar a base da classe trabalhadora nas mãos de bandidos das centrais patronais, dos comprados da CUT e CGT, e dos burocratas da CONLUTAS e Internsindical é exatamente o oposto que uma frente, com a proposta inicial da FIP, deveria fazer.
Tendo acontecido isso, o Coletivo Lenin não faz mais parte e não reivindica mais nenhum material da Frente Independente Popular a partir do dia 02 de Agosto.
Continuamos achando válida a proposta de tentar criar uma frente para disputar a política do atual movimento, e estaremos presentes, sempre que possível, nas atividades da FIP que acharmos classistas e combativas. Mas não podemos nos comprometer com uma política que está errada no seu ponto mais central, que é como se portar perante a classe trabalhadora.
Após o dia 02 de Agosto, poderíamos citar outros pontos defendidos pela FIP que vieram a tona, com os quais temos também divergência, como o boicote às eleições por princípio *(e não como tática) e a postura sectária perante os partidos políticos da esquerda institucional e reformista, mas esse não é objetivo desse texto. Ao invés disso deixamos aqui a linha que levaremos para o movimento que, apesar de menos numeroso, continua firme e forte contra o capital, contra o Estado burguês e contra a repressão covarde da PM.
- Fora PM das favelas já! Pelo fim imediato das UPP’s! Pelo fim da PM.
- Pela derrubada do Governo Cabral.
- Tarifa ZERO já nos transportes coletivos! Pelo estatização das empresas de transporte sob controle dos trabalhadores.
- Ajudar a construir o dia nacional de mobilizações no 30/08 nos locais de estudo e trabalho, por fora das estruturas engessadas da burocracia sindical.
- Pela redução da jornada de trabalho para 30h/semana sem redução de salário, para dar fim ao desemprego.

- Que as empresas arquem com os custos dos transportes dos trabalhadores! Chega de 6% de desconto do salário para transporte! 

15 comentários:

  1. Triste nota companheiros. Mais uma vez vocês se deixam levar por preconceitos, suposições equivocadas e mesmo uma certa dose de dogmatismo. Cometem, com relação a análise sobre o que é de fato a Conlutas, o mesmo erro pueril que o PSTU comete com relação a CUT: supor uma identificação por parte da base com as centrais que afirmam representá-las... Desconsideram o aparelhismo e a estrutura do sindicalismo de estado. Não enxergam que, nos atos massivos, só os militantes partidários se puseram sob a coordenação das centrais pelegas, a base acompanhou os setores mais combativos (até porque estes setores estão na base). Não podem perceber que a verdadeira disputa pelas bases das centrais, nas ruas, se dá justamente rompendo na prática não só com as direções mas também com a estrutura tutelar, autoritária, ultraburocratica e estatista de "representação". O boicote de que se trata em 30/08 é o de construir ou participar do ato das centrais, num mesmo bloco ou passeata. Tanto que já há proposta de ato alternativo! É uma miopia politica muito grande ignorar isso, sinceramente... Sobre o "boicote as eleições por principio" da frente, realmente, é dificil mensurar o grau de cegueira e avaliações precipitadas dos companheiros quanto a isso. Vocês realmente acham que isso pode ser o principio de uma frente da qual participam organizações trotiskistas e stalinistas? Não faz sentido... A afirmação do antieleitoralismo é natural na Frente pois é condição de viabilidade de existencia da mesma, pois nós, anarquistas, não comporemos a mesma a medida em que esta assumir qualquer tática eleitoral. Mas até mesmo nós temos a consciência de que ha unidade tática quanto a isso! Essa unidade tática, inclusive, é o que caracteriza uma frente. Se dependenssemos de unidade estratégica ou unidade de principios para atuarmos juntos, ou isto seria inviavel ou seriamos não uma frente e sim um partido... Espero sinceramente que os camaradas revejam suas colocações e pautem o debate com a profundidade adequada da próxima vez, para evitar análises "impressionistas" (termo de vcs mesmos) e baseadas em suposições e preconceitos. Saudações classistas, ass.: bakuninista

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  2. Companheiro,

    ficamos felizes que alguém da FIP respondeu à nota, já que a nossa intenção é justamente debater o rumo dela.

    Sobre o fato da gente dogmaticamente dizer que a base segue as centrais: "Não enxergam que, nos atos massivos, só os militantes partidários se puseram sob a coordenação das centrais pelegas, a base acompanhou os setores mais combativos (até porque estes setores estão na base)".

    Nós não enxergamos isso, simplesmente porque não aconteceu. Só um exemplo, o SEPE, dirigido pelo PSOL e PSTU, é um dos componentes mais importantes das manifestações, ainda mais agora que ele está em greve. Devemos romper organizativamente com essa base e fazer outro ato, porque parte da direção do SEPE é da CONLUTAS e outra é da Intersindical?

    A proposta de fazer um ato paralelo, pelo simples fato de que os setores da FIP têm muito pouca influência sindical, ou não vai sair do papel, ou vai dar em um pequeno ato de vanguarda, composto principalmente por estudantes, e separado do ato maior. Ou seja, a base real que do ato das centrais vai ficar nas mãos da burocracia, que vai ter muito mais facilidade para manobrar o ato, sem a FIP por perto.

    Sobre o boicote eleitoral por princípio: você se contradiz. De um lado você se pergunta: "Vocês realmente acham que isso pode ser o principio de uma frente da qual participam organizações trotskistas e stalinistas? Não faz sentido..." Respondemos: sim, porque não tem nenhuma organização trotskista e os stalinistas que estão lá, do MEPR, defendem o boicote às eleições por princípio.

    Mas depois você fala exatamente o contrário: "A afirmação do antieleitoralismo é natural na Frente pois é condição de viabilidade de existencia da mesma, pois nós, anarquistas, não comporemos a mesma a medida em que esta assumir qualquer tática eleitoral. Mas até mesmo nós temos a consciência de que ha unidade tática quanto a isso! " Ou seja, você reconhece que os anarquistas não estariam na frente se ela não boicotasse as eleições por princípio.

    Pra começar, não existe unidade tática quanto a isso. Nós mesmos, do CL, que estivemos na FIP desde o começo, chamamos a votar criticamente nas eleições em vários momentos (ano passado, por exemplo, chamamos voto no PSTU e PCB no primeiro turno no Rio).

    Mas pior do que isso, numa conjuntura em que ainda temos que lutar muito para derrubar o governo Cabral, a frente se delimita (excluindo setores que poderiam estar nela) em cima do que fazer SE o governo cair.

    Uma frente ou um bloco classista não pode ter esse tipo de definição, porque aí sim pressupõe unidade política que só existiria em um partido unificado. Nós entramos na FIP com a perspectiva de que ela fosse um pólo combatendo o reformismo e os setores despolitizados nos atos, mas ela rapidamente assumiu as posições de um "maior denominador comum" entre o MEPR e os anarquistas da OATL e da UNIPA, que passa pelo boicote eleitoral e boicote aos atos das centrais burocratizadas.

    Nessas condições, nós vamos participar das reuniões da FIP, provavelmente vamos estar com a FIP nos atos unitários (se a FIP estiver), mas não vamos mais reivindicar e assinar as posições da FIP, o que significaria abrir mão das nossas posições em troca das do bloco MEPR-OATL-UNIPA.

    Ou seja, vamos nos encontrar nas lutas. Até lá, saudações comunistas!

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  3. Uma correção: a FARJ não faz parte da FIP, e sim a OATL. Pedimos desculpas aos companheiros das duas organizações pelo erro.

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  4. Eu tendo a discordar de qualquer documento que coloque conjunturas em temros de inevitabilidade, mas a decisão de não abandonar o Fórum de Lutas é bem lúcida por parte do Coletivo Lênin. Ele continuará a existir quer queiramos quer não, só que a ausência de coletivos anti-burocráticos só facilitará a hegemonia das psicoses partidárias naquele espaço que, apesar de débil, está minimamente consolidado. Se a FIP se pretende uma frente e não um aparelho partidário com satélites formados por coletivos de incautos de boa-fé, não caberia a ela fechar posição quanto o ato do dia 30/08 porque boa parte da esquerda não tem a mais pálida obrigação de concordar com a inapelável mortalidade das bases das centrais sindicais. Do jeito que ficou, parece que só se busca algo para se diferenciar dos burocratas do PSTU e do PSoL, na falta de uma acúmulo popular capaz de diferenciar ideologicamente um trotskista de um anarquista. Soa como um subterfúgio para evacuar o Fórum de Lutas, talvez pela impossibilidade de desmanchar a dinâmica neurótica disseminada pela elite estudantil. Nesse caso, mais lógico seria participar da Assembléia do Largo e simplesmente manter presença no Fórum de Lutas com oposição coesa. Nossas dotruinas precisam se conformar com o fato de que não tão cedo seremos maioria em entidades de médio e grande porte, mas que soncronizados poderemos impedir a hegemonia dos esquerdofrênicos.

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  5. Tenho um enorme apreço pelos companheiros do CL, sempre atuamos juntos com combatividade e radicalidade. Mas preciso salientar o erro de tal avaliação.

    1° a FIP NÃO votou em deixar de participar do ato do dia 30. Na pelnária da UERJ ficou explicitamente CLARO que a intenção era não participar do BLOCO da manifestação das centrais, não só pelo fato de legitimar tais direções pelegas, mas simplesmente pelo fato de que membros da FIP serão com toda a certeza CRIMINALIZADOS por tais centrais, como aconteceu no dia 11 de julho. Tanto é que ficou de ser acertado mais pra frente como seria a atuação no dia 30, e na ultima plenária foi decidido que faremos um contra-ato dia 30, com extensa propaganda e panfletagem afim de trazer a base dos sindicatos pro lado combativo da luta. Ou seja, o argumento de que a FIP está alheio ao trabalhador e de que aprovou boicote a qualquer ato puxado pelas centrais é uma FALÁCIA de quem se precipitou em pré-julgamentos errôneos. Tanto é uma falácia, que a FIP esteve presente no ato da sexta feira, do SEPE, sindicato com uma direção extremamente pelega, mas a FIP estava lá, não vi nenhum militante do Coletivo Lenin. Ou seja, não é a nossa intenção deixar a base na mão das direções governistas.

    2º A FIP NÃO está tentando criar um movimento "por fora", MUITO PELO CONTRÁRIO, a FIP vem atuando em TODOS os atos, mesmo os puxados por simples eventos no facebook, mesmo sendo TERMINANTEMENTE CONTRA a fragmentação dis atos. O que ocorre é que a FIP, DESDE O COMEÇO (e isso ficou bem claro) teve a intenção de tentar centralizar os atos, para que não ficasse algo disperso como vinha ocorrendo, e por isso iria puxar atos próprios e centrais, mas caso outros atos ocorresem, iria participar, como vem fazendo.


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  6. CONTINUANDO

    3º O MEPR NÃO MANDA NA FIP, a FIP é uma FRENTE, não um satélite de cooptação do MEPR, a afirmação de que a FIP, enquanto Frente, tem como pauta de organização o boicote as eleições como príncipio, e não como tática, é outra FALÁCIA. A FIP é composta por desde organizações anarquistas, trotskistas, maoístas, marxistas-leninistas e mesmo organizações sem muita profundidade política teórica. Sendo assim é algo absurdo de se afirmar, sem contar que isso nunca foi pauta de nenhuma discussão. Dizer que o MEPR, maoista e minoria na FIP, pôs isso como pauta de princípio da organização é absurdo, tal coisa nem passaria em votação.

    4° Outra falácia é a argumentação de que a FIP (ou as organizações que dela fazem parte) abandonou o Fórum de Lutas, ora, a FIP sempre está lá (e também na Assembléia do Largo), vota, intervém, e tenta unifica-la com as propostas da própria FIP, coisa que vem se mostrando difícil e estressante por culpa do próprio Fórum (que por sua política burocrática, pseudo-vanguardista e pseudo-democrática, vem afastando muito dos militantes dela, principalmente dos não-partidários.)

    5°A crítica da FIP aos partidos é a crítica de todo esquerdista com o mínimo de consciência teórica e política. É a crítica ao peleguismo, a covardia e ao reacionarismo de partidos que se dizem "comunistas", mas criminalizam os setores radicais, se acovardam na hora da resistência, e falham miserávelmente na sua tentativa de ser vanguarda. O próprio fato dos setores anarquistas crescerem absurdamente de uma hora pra outra, mostra como a esquerda partidária está longe das massas, se fechando no ME e em suas picuinhas de DCEs pequeno-burgueses de universidades públicas com seus membros elitistas.

    Pra fechar, a FIP não é um bloco MEPR-OATL-UNIPA. Quem esteve na ultima plenária sabe bem disso! Várias organizações fazem parte da FIP, e muitos militantes independentes, que se reconhecem com uma ou outra organização, mas não faz parte de nenhuma.

    Espero que tais esclarecimentos façam os companheiros do Coletivo Lenin repensar seu juilgamento. É impossível criar um movimento simplesmente se desligando dele quando alguma coisa (que foi votado por maioria) diverge da sua opinião. Isso (sem querer criticar, mas ja criticando) é liquidacionismo típico trotskista, coisa que só divide mais a esquerda pela incapacidade de aceitar deliberações da maioria, (imagino como seria num Estado operário, cada votação que fosse contra o que tal setor defende, mesmo que a maioria seja o povo, tal organização racharia e criaria "outro Estado operário")

    Enfim, saudações vermelhas.

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  7. Companheiro,

    Vamos tentar clarificar algumas coisas, porque parece que as diferenças não são tão grandes como parecem

    sobre o ato do SEPE: realmente não conseguimos ir, somos um núcleo pequeno de militantes e infelizmente não estamos conseguindo acompanhar tudo o que acontece no ascenso. A gente está priorizando a Aldeia Maracanã e os atos do Fórum contra o Aumento. Mas estamos sempre revendo essas prioridades, e possivelmente vamos tentar acompanhar a greve da educação de perto.
    Contra-ato: é a mesma coisa que boicotar e dividir o ato (e é assim que a maioria da base vai enxergar as coisas, e portanto, não vai para o contra-ato).

    A FIP não está tentando fazer um movimento "por fora". Semana passada deu pra ver que a FIP está presente em quase todos os atos unitários. Sempre que estiver, a gente vai estar junto!

    O MEPR mandar na FIP? Pode reler a nota e os comentários, que a gente nunca falou isso!

    A FIP abandonou o Fórum de Lutas? Também não falamos isso, quem falou foi o anônimo que comentou depois de você. Nós temos preocupação com a dinâmica do Fórum, mas não por causa da FIP, e sim por causa dos pseudoanarquistas que tentam rachar todas as plenárias.

    Crítica aos partidos: nós não igualamos todos os partidos. Por exemplo, os companheiros de base do PSOL da PUC têm estado em vários atos radicalizados com a gente, e algumas vezes os companheiros do PCB. Por isso, quando a gente vai formar uma frente, o fato do setor participar ou não das eleições não é um critério de impedimento. E os setores anarquistas não estão crescendo absurdamente, vamos ver as coisas com calma.

    Pra terminar, não somos contra o bloco MEPR-OATL-UNIPA (inclusive é o arco das organizações que mais estão presentes nos enfrentamentos), e nem somos liquidacionistas ou vamos deixar de participar das atividades da FIP, pois sempre estivemos no Fórum de Lutas desde o seu surgimento defendendo a unidade de ação e a pluralidade política nesse espaço, sempre combatendo as organizações mais recuadas burocráticas ou oportunistas e também os indivíduos ou coletivos que vez ou outra tentaram implodir o Fórum. O que nós somos contra é de ter como base de acordo da FIP o antieleitoralismo e dela, e em alguns momentos importantes recorrer a essa tática do contra-ato que na verdade é divisionista e sectária, e justamente por isso contrária a unidade de ação e a construção democrática dos grupos e individuos das mais diversas correntes numa luta unificada.

    Mas isso não impede a gente de tentar construir uma alternativa no movimento com os companheiros da FIP, assim como queremos que a FIP volte ao Fórum de Lutas em peso para reconstruir a unidade de ação que hoje se encontra fragmentada e que foi fundamental na construção do movimento contra os governos, o capital e a violência policial, em Junho e Julho.

    Enfim, este debate é realmente importante e estaremos levando essa discussão para a próxima reunião da FIP.

    Saudações Comunistas!

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  8. Sabe o que é impressionante?
    Os partidos oportunistas (PCdoB, PSOL, PSTU, etc) passam anos fraudando eleições de grêmios e DCEs, criam centenas de jovens numa militância completamente burocrática, fraudando eleição de sindicatos, fazendo tudo por cargos no aparelho do Estado, fazem todos os tipos de picuinha e trambiques. E, quando algumas pessoas ousam romper com tudo isso e criar uma Frente independente, surge alguém para chamar de "sectário"!!

    Ora ora, até parece que vocês não conhecem os oportunistas! Se preferem continuar dividindo espaços com o PSTU e PSOL, pois bem, nós preferimos (pelo menos eu prefiro) ser "sectário" mesmo! E, mais: a FIP é um rompimento vamos dizer histórico, pois pela primeira vez um número grande de pessoas conseguiu romper com as práticas imundas com as quais os oportunistas enlameiam as lutas populares.

    Sobre participar do ato do dia 30 pra "disputar as bases".É até meio hilário. NUNCA foram em UMA PORTA de fábrica fazer trabalho de massas, e acham que vão "disputar as bases" indo num carnaval organizado pelo governo...


    Me desculpem o tom, não foi ofensivo, mas tudo que está escrito aí é verdade. Saudações.

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  9. Fernando,

    pra começar, a gente não tem que falar publicamente onde atua ou deixa de atuar. Mas não é muito difícil de perceber que a gente participa principalmente dos movimentos populares urbanos, e somos mais proletarizados que alguns setores da FIP, formados de estudantes e, quando muito, funcionários públicos. Então, se a gente não está todo dia na porta de fábrica (nem ninguém da FIP), estamos em outros setores muito mais explosivos da luta de classes.

    E achamos que temos que disputar com as correntes reformistas ou centristas (como também é o caso de algumas correntes da FIP, que defendem até que o Brasil precisa de uma revolução democrática burguesa!) não só na base, mas também nos atos conjuntos, onde, muitas vezes, acontecem enfrentamentos e as pessoas veem a atitude real das correntes, quem recua e quem vai pra luta. Por isso estivemos hoje no ato que foi pra ALERJ.

    E, finalmente, não temos a memória tão curta assim. Desde 2000, os setores da extrema esquerda têm tentado criar fóruns, frentes etc. Só as mais conhecidas: FLP, ocupação contra a guerra do Iraque, vários blocos de oposição na CONLUTAS, o Encontro Internacional da Esquerda Revolucionária etc. E todos eles têm fracassado pelo mesmo motivo: não têm base social real, e se isolam, boicotando os fóruns reais do movimento.

    Nós participamos de frentes com a FIP, já falamos isso, mas não somos obrigados a assinar embaixo de concepções com que não concordamos, em nome de uma "unidade" de setores pretensamente revolucionários, que na verdade é uma geleia com as posições mais heterogêneas.

    Saudações comunistas!

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  10. A FIP sempre fala que quer construir os atos, que não boicota o Fórum contra o Aumento, mas a prática dela é muito diferente.

    O maior exemplo foi o ato da FIP de terça passada (27/08). Ele foi convocado de propósito pra esvaziar a reunião do Fórum. Foram poucas centenas de pessoas. Isso, nas condições de repressão cada vez piores aqui do Rio, significava que quase com certeza a polícia ia reprimir. E reprimiu mesmo, até ferindo uma companheira da OATL na cabeça.

    Seria muito mais difícil o ato ser reprimido se ele fosse unitário, com a participação do Fórum. Mas isso não importa pra FIP, nem mesmo a agressão policial que a menina sofreu, porque o enfrentamento que aconteceu vai ser usado pra FIP xingar de pelegos todos os setores que não foram no ato divisionista dela.

    Essa tática sectária e desonesta de fazer uma ação vanguardista e chamar de pelego quem não foi é mais velha do que andar pra frente. E nunca serviu nem pra construir nada, muito menos pra estabelecer uma polêmica séria com os reformistas e centristas.

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  11. Compas, já que cometeram o erro, peço gentilmente que mudem no corpo do comunicado a parte que diz que a FARJ compõe a FIP. Fomos como observadores a algumas reuniões, mas não compomos a frente. Abraços, militante da FARJ.

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  12. Acertamos no texto, companheiro. Mais uma vez, desculpas pelo engano.

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  13. Desde o segundo mandato do governo Lula eu sabia que os jovens mudariam o rumo do País! Estou com a FIP!

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    1. Trabalhadores do Brasil. As divergências beneficiam os poderosos e seus projetos de dominação. Enquanto, na base, os poucos e sérios movimentos divergem entre si, os donos do poder agem em conjunto para dominar a nação e levar adiante os seus projetos de dominação. E, agregados em associações, sindicatos patronais e partidos políticos, eles atingem seus objetivos. Nós, trabalhadores, ficamos na base alimentando tolas divisões. Unamo-nos!

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  14. Acho um abesurdo pagarmos impostos para morrer nos hospitais públicos acho um abesurdo pagarmos impostos para não ter a segurança publica e ainda a policia se envolve no crime organizado o governo é satanista o governo tem olho gordo eles além de roubar tem o prazer das coisas erradas de ver tudo que é de mais absurdos surgirem e no lugar de ficar equilibrado faca mais e mais desequilibrado sera que ainda não percebeu que somos amaldiçoados e a única maneira de acabar com a maldição do governo são nossos pensamentos porque a energia dos pensamentos coletivos todos teríamos o poder infinito da mente as coisas podem acontecer so com nossos pensamentos lembro que o governo escondi isso de vocês para de dominar eles querem dominar suas mentes e para essa maldição se quebrar é so fazer uma revolução pensar em fazer uma revolução uma revolução pasifica ou violenta besta nos unir e pensar e planejar uma revolução 90% da população é manipulada e apenas 1% tem 99% das riquezas do mundo inteiro e uma forma de escravizar mais é privatizar e pense comigo se 1% da população mundial tem todas as riquezas do mundo porque 99% da população mundial não se une para pegar as riquezas que deveria ser dos povos do mundo a maior parte do mundo é cheia de pobreza.

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