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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sábado, 21 de junho de 2014

Nota do Espaço Socialista sobre agressão à militante no ato de 12 de junho em São Paulo


Pela unidade de quem luta contra o machismo, a repressão e o
capitalismo

A pauta contra o machismo sempre esteve presente na esquerda e desde as manifestações de junho de 2013 discute-se a importância de se aprofundar debates e formas de resistência ao machismo presentes também nos movimentos sociais, atos e manifestações para que a mulher assuma, cada vez mais, a importância de seu papel para a transformação da sociedade e a necessidade de se assumir, cada vez mais, como sujeito na elaboração e construção de ações coletivas.

Para a burguesia interessa, ainda, vender a imagem da mulher delicada, incapaz de duros enfrentamentos. Para a mídia burguesa importa sustentar a ideia de que lutar é enfrentar a dureza do dia a dia com o sorriso e beleza de quem conquista objetivos sem nenhuma dificuldade.

Mesmo assim, temos notado o aumento da participação de mulheres nas mobilizações e a capacidade de resistência e coordenação de ações de enfrentamento ao aparato repressivo do Estado. Mas, tem sido frequente também a compreensão, de ativistas ou militantes, de que esse tipo de atuação, especialmente nos momentos de enfrentamento, não cabe a mulher lutadora.

Não cabe discutirmos aqui os problemas apresentados na realidade atual das manifestações com o aumento da repressão e criminalização dos movimentos sociais, do resultado das lutas e das greves para a classe trabalhadora até o momento, da falta de unidade entre os atos, greves e manifestações (Ver Nota do Espaço Socialista).

Interessa-nos ressaltar a importância da participação da mulher na luta e garantir que nos espaços da esquerda a mulher lutadora encontre e fortaleça ações que não repitam a violência machista, a truculência e a falta de solidariedade de classe, tão caras às trabalhadoras.

No entanto, nos é importante também repudiar a ação de determinados militantes que diante de momentos de tensão deixam para trás todos os esforços realizados por cada companheira para se manter nas fileiras da luta e passam a agir da pior maneira para se impor, com agressão física contra a mulher que ousa não aceitar determinada imposição. Foi isso o que aconteceu durante o ato realizado nesse dia 12 Junho em frente ao Sindicato dos Metroviários em São Paulo.

No momento em que se tentava impedir o fechamento dos portões do Sindicato, que deixaria muitos manifestantes entregues à dura repressão da Tropa de Choque, alguns militantes partiram para a agressão física. Uma de nossas companheiras foi agredida por um militante do PSTU, Rafael Nascimento, que para garantir uma linha política, usando toda a sua força, violentamente, arrancou-a do portão e arremessou-a para longe.

É inadmissível esse tipo de ação contra qualquer mulher. A situação é ainda mais drástica quando presenciamos esse tipo de atitude entre militantes de esquerda, num ato contra a demissão de trabalhadoras e trabalhadores do Metrô. É ainda mais inadmissível quando realizamos esforços para a construção de movimentos de mulheres, como o MML, com a bandeira “Na Copa vai ter luta contra o machismo”, e nos deparamos com atitudes individuais que contribuem para humilhar, ferir e abandonar, à própria sorte, mulheres em situação de perigo.

Repudiamos qualquer ação contra a mulher lutadora que busque eliminá-la da fileira das lutas! Repudiamos qualquer atitude machista que não mede ação para violentar a mulher que reage a qualquer forma de mando e opressão!

Não aceitamos que a CSP-Conlutas, o Movimento de Mulheres em Luta se calem diante de tamanha brutalidade contra quem está em luta. Exigimos que o PSTU juntamente com seu militante não permitam que esse tipo de ação se torne prática possível e compreendam que essa prática deverá ser adotada contra a burguesia e não nas fileiras da classe trabalhadora.

Nada pode justificar a violência entre nós militantes durante as lutas e mobilizações contra o governo burguês, o patrão e seus agentes repressivos. Repudiemos a ação repressiva do Estado contra trabalhadorxs em greve e contra todo tipo de violência nas fileiras dxs que lutam por Educação, Saúde, Moradia e Transporte públicos de qualidade, contra a Copa do turismo sexual, das Mortes, dos Despejos e dos Gastos Públicos.

Espaço Socialista, 15 de Junho de 2014.

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