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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Abaixo a repressão policial em SP! Pelo passe livre e irrestrito!

Nota do Movimento Hora de Lutar


Imagens de protestos têm estampado as manchetes dos mais variados jornais durante o último mês. Após uma década bastante morna em termos de lutas, os trabalhadores e jovens da Tunísia, Egito, Argélia, Líbia, entre outros, têm deixado claro que, enquanto houver opressão e exploração, vai haver resistência e luta. E isso logo após um final de ano em que a Europa, através de greves gerais na França, Espanha, Grécia e Portugal, demonstrou que os trabalhadores não estão dispostos a pagar a conta da crise econômica gerada pelos banqueiros e empresários em sua busca desenfreada por lucros.
    E, apesar da grande mídia fazer parecer que essa realidade de greves gerais, passeatas radicalizadas e manifestações de milhões é parte de uma realidade muito distante da nossa, a juventude da cidade de São Paulo tem mostrado o contrário nas últimas semanas.
    No dia 27 de janeiro, cerca de 3 mil estudantes ocuparam as ruas de São Paulo para resistirem ao mais novo ataque do prefeito tucano, Gilberto Kassab. A mobilização, que contou com a presença de diversas entidades estudantis e foi encabeçada pelo Movimento Passe Livre (MPL), exigia a diminuição da passagem de ônibus, que o PSDB fez ir para abusivos R$3,00, como forma de agradar as empresas que bancam suas campanhas e sustentam o partido.
    Mas como a prefeitura não quer abrir mão do aumento, apostando na desmobilização pela qual passa o movimento estudantil nos últimos anos, no último dia 17 cerca de 400 estudantes, em conjunto com trabalhadores ligados ao Sindicato dos Metroviários de SP, se dirigiram até a sede da Prefeitura, exigindo uma reunião com Kassab.
Queima de uma catraca em frente à prefeitura
     Apesar de pacífica, a manifestação foi brutalmente reprimida pela Guarda Municipal e pela PM, que deixaram claro seu papel de cães-de-guarda do Estado dos patrões. No meio da confusão, até mesmo dois vereadores do PT apanharam e levaram gás de pimenta na cara. Kassab deixou claro qual seu recado aos estudantes e trabalhadores: não tentem interferir nos lucros da burguesia.
10 PMs se juntaram para espancar um manifestante
     Apesar da brutalidade com que foi recebido esse retorno dos estudantes paulistas às ruas, não podemos nos deixar abater! O movimento estudantil de SP deve fortalecer sua luta, rodando ainda mais escolas e faculdades, fazendo plenárias nas bases com todos aqueles dispostas a lutar, sejam da ANEL, UNE, UBES, etc. e, acima de tudo, tentar estender mais ainda a luta aos trabalhadores do metrô e, principalmente, dos ônibus. Como demonstra a experiência do ME carioca, por mais que os estudantes consigam o passe livre e irrestrito para poderem frequentar a escola, locais de estudo e de lazer, tão logo o movimento se enfraqueça, essa conquista será retirada: hoje o passe no Rio de Janeiro é extremamente restrito, está sob constante ameaça de mais cortes e as passagens não param de subir.
    Apenas quando as empresas de transporte estiverem nas mãos dos trabalhadores, controladas por assembleias democráticas, é que o passe estudantil poderá estar seguro de cortes.
    Por isso, dizemos aos bravos companheiros de São Paulo: continuem a luta pelo passe livre, busquem aumentar ainda mais a aliança com os trabalhadores, e lutem para que as empresas estejam nas mãos de quem trabalha, e não de quem lucra com o trabalho alheio!

            E defendemos que essa deve ser a mesma meta dos estudantes cariocas no próximo dia 28 de março, quando além de declararmos toda solidariedade ao ME paulista contra a repressão policial, devemos dizer bem alto: se o passe livre não rolar, a cidade vai parar!

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