QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tese da Juventude em Luta para o 53° CONUNE



Nós da Juventude em Luta, somos um grupo formado por militantes do Coletivo Lenin e estudantes independentes que atuam no movimento estudantil. Este documento é a nossa tese para o congresso, que visa apresentar uma proposta de programa a ser defendida nos fóruns da UNE e no movimento estudantil como um todo. Só derrotaremos o Governo e a sua lógica de transformar a educação numa máquina de fazer dinheiro para as grande empresas e banqueiros, quando assumirmos um caráter verdadeiro de oposição a ele, levantando bandeiras que representem verdadeiramente os interesses dos estudantes e dos trabalhadores e defendendo que só teremos uma universidade realmente pública, democrática e voltada para os interesses dos trabalhadores, quando derrotarmos o próprio sistema capitalista no qual vivemos. Por uma oposição revolucionária contra o Governo, na UNE e fora dela! Avancemos companheiros, que o caminho é longo e a luta é difícil!


1.   Conjuntura Nacional

10 anos de Governo PT e da Frente Popular: Lutar pela reorganização e independência política do M.E. e do movimento de trabalhadores!!!

Este ano fez 10 anos que o PT chegou ao poder pela Frente Popular, apoiado por setores majoritários do movimento dos trabalhadores, que viram no PT uma esperança de mudança real depois de 8 anos de luta contra FHC/PSDB. Mas ao mesmo tempo para se eleger, o PT, PCdoB e os partidos da Frente Popular tiveram como grandes aliados o empresariado nacional industrial de todo o Brasil (o vice de Lula era um "barão" da oligarquia industrial de Minas Gerais).

Então desde o fatídico ano de 2003, o Governo de Frente Popular PT/PCdoB/PMDB conseguiu avançar em alguns programas sociais e projetos de leis, como o PROUNI, programa de cotas nas universidades públicas, Bolsa-Família, Minha-casa-minha-vida, e recentemente a lei trabalhista das empregadas domésticas, medidas que nunca foram feitas por outros governos, mas que na verdade foram concessões da burguesia nacional, aliada ao PT, pela pressão do movimento popular que o elegeu. Essas concessões só foram possíveis porque quem elegeu o governo de Frente Popular foi o movimento dos trabalhadores. Porém, o mais importante é destacar que as concessões do governo PT resultaram na formação de um novo mercado consumidor de mais de 30 milhões de trabalhadores que alavancou o capitalismo no Brasil e enriqueceu os grandes empresários das industriais que apostaram no Governo PT, e também os banqueiros. Enquanto isso a camarilha das burguesias tradicionais reacionárias de São Paulo e Minas Gerais (PSDB, DEMo) estão com todas as forças tentando alçar uma "frente da direita" para tentar inclusive reverter essas concessões do governo PT, e da sua burguesia aliada dita "progressista". Por isso os movimentos de trabalhadores, estudantil e popular devem estar atentos à reorganização do campo reacionário da burguesia. O próprio PT está atento com este fato, e por isso este ano eles voltaram a reorganizar a sua base militante já orientando-se para as eleições de 2014, que poderão ser acirradas.

Porém a mesma mão que "dá" aos trabalhadores é a que "tira": No governo PT, os lucros dos bancos privados e públicos bateram recordes; em todo o Brasil está havendo o aumento de terceirizações e precarização do trabalho, principalmente na construção civil em grandes obras e no setor de serviços; em todo o Brasil está ocorrendo privatização/concessão/leilões de aeroportos, portos, rodovias, campos de petróleo e gás, hospitais públicos universitários; com a Copa do Mudo e a Olimpíadas cresceu assustadoramente a repressão aos movimentos populares através de políticas fascistas anti-povo de remoção e "limpeza" social nas grandes cidades cedes desses megaeventos. Todos estes fatos estão acontecendo com o conhecimento e consentimento do Governo PT, que diz governar para os trabalhadores, mas ao mesmo tempo vem alavancando uma política de desenvolvimento nacional baseada no aumento da super-exploração dos trabalhadores e no apoio aos governos regionais com políticas anti-povo e repressoras, em ataque aos movimentos populares, estudantis e dos trabalhadores. Este é o verdadeiro projeto do PT e seus aliados (PCdoB, PMDB e etc.): Desenvolver o Brasil explorando cada vez mais os trabalhadores e enriquecendo empreiteiros e banqueiros.

 
Por isso, nós da Juventude em Luta, viemos ao Congresso da UNE para fazer um chamado aos estudantes de todo o Brasil da necessidade de lutarmos jutos pela independência política do ME e do movimento dos trabalhadores das políticas do Governo PT/PMDB/PCdoB, que na UNE é representado pelas direções compostas pelo UJS (PCdoB), e correntes estudantis do PT, que aparelham a entidade pra travar e cooptar o M.E. com a política do governo e criar uma dependência dos estudantes do, principalmente os mais precarizados cotistas das universidades públicas e bolsistas do PROUNI das redes privadas. Somente lutando com independência contra as políticas do atual governo é que conseguiremos reorganizar o movimento estudantil junto com os movimentos populares e dos trabalhadores para enfrentar os ataques dos mega-empresários e do Governo PT neste novo período histórico da luta de classes no Brasil.


2. O que queremos para a educação?

Não precisamos procurar muito na memória pra nos lembrar dos cortes sucessivos feitos em áreas de serviços públicos muito importantes para a população. O Governo do PT nunca poupou esforços ao longo dos últimos anos para ajudar os empresários e banqueiros todo o tempo, principalmente com a crise econômica do capital que se iniciou em 2008. Assim como a saúde, a assistência social, etc., a educação não se safou das garras do governo.

O que o Governo faz, com todo a sua cara de pau, é diminuir o orçamento da educação vez após vez e colocar em prática políticas eleitoreiras para “tapar o sol com a peneira”, que só servem para piorar a qualidade do ensino ainda mais, e como sempre, beneficiar os empresários da educação privada. Podemos dar alguns exemplos aqui:

     - REUNI (Reforma Universitária): projeto que mais sucateou a universidade nos últimos anos, criando cursos sem infraestrutura, aumentando vagas indiscriminadamente sem o acompanhamento da estrutura da universidade para receber novos alunos (transporte, alimentação, bolsas, salas de aula, etc.). Só mais um jogo para colocar no papel o aumento do número de pessoas que estão no ensino superior

     - PROUNI (Programa Universitário): um esquema para o Governo dar dinheiro para universidades particulares, onde estas deveriam dar a esmola de algumas bolsas para estudantes carentes. Por que não usar esse dinheiro para aumentar o ensino público com qualidade é uma pergunta que nenhum pelego do Governo consegue responder.

A maior covardia no meio de todo esse processo é o papel que tem desempenhado a direção majoritária da UNE, representada pela UJS (juventude do PCdoB), juventude do PT e todas as suas políticas criminosas que provam que esse grupo nada mais tem o que haver com o movimento estudantil de luta e combativo.
 
Está na hora de dar um basta a essa palhaçada. Temos que construir desde já um movimento independente do Governo e não um que receba dinheiro dele.

Temos que criar uma oposição verdadeira dentro da UNE que vá além das políticas reformistas, que tenha uma linha classista e revolucionária, que esteja sempre dentro do movimento estudantil, que defenda as verdadeiras demandas dos estudantes dentro e fora das universidades e atue em conjunto com os trabalhadores das mesmas. Temos que defender um modelo de educação que atenda às necessidades da população trabalhadora como um todo. Por isso, nós da Juventude em Luta, chamamos nesse congresso, todos os interessados para defenderem conosco:


- Apoio às cotas, mas certeza de que só isso não resolverá o problema. Defesa do fim do vestibular como verdadeiro caminho para o fim do funil racista e elitista que acontece no acesso às universidades públicas.

- Educação não é mercadoria. Estatização das universidades privadas, sob controle dos estudantes e trabalhadores já!

- Plano decente de assistência estudantil que inclua passe livre, bandejão, creche e xerox gratuita. Bolsas de auxílio financeiro que atenda as demandas estudantis em valor e quantidade

- Gestão democrática dos espaços de ensino. Sem mais CONSUNI antidemocrático e burocratizado. Por conselhos eleitos em assembleias, cargos de conselheiros removíveis, e sem nenhuma regalia, como aumento de salário, etc.


3. Movimento estudantil

Durante a greve das federais do ano passado, foi formado um comando para tentar encaminhar a luta estudantil. E esse comando não contava com uma presença importante do PCdoB e das correntes do PT, que formam a grande maioria da direção da UNE. Isso mostra que os congressos da entidade e as suas campanhas não refletem a realidade do movimento estudantil no país. Quem é mais antigo sabe que essa situação começou há anos atrás.

A direção atual da UNE tem vendido as lutas por causa do seu apoio descarado ao governo, mesmo quando o governo dá isenção de impostos às universidades privadas ou sucateia e terceiriza as públicas. Mas o esvaziamento da entidade não se resume simplesmente a uma crise de direção.

Estamos vivendo no Brasil numa conjuntura de poucas lutas, a grande maioria defensivas, em que não temos conseguido grandes vitórias que atraiam a massa dos estudantes para o movimento.

O peleguismo da direção da UNE é fruto da adaptação política a essa conjuntura. Por não entenderem isso, grupos sectários como o PSTU formaram a ANEL que, por causa da mesma situação, não consegue se tornar uma entidade com influência real, e acabou virando uma estrutura burocrática controlada pelo partido.

Por isso, é necessário reconstruirmos pela base o movimento estudantil, a partir da luta pela sua independência política. Nessa luta gigantesca, a unidade de ação e algumas frentes comuns com a oposição de esquerda da UNE são indispensáveis.

Mas é preciso que, na luta conjunta, sejam ultrapassados os limites políticos da oposição de esquerda (que tem setores que até apoiam o monopólio de carteirinhas pela UNE para restringir o direito dos estudantes à meia-entrada), que não tem ligado as reivindicações imediatas com a luta mais geral por uma alternativa de universidade e de sociedade, levantando palavras de ordem claramente socialistas.

A vitória do PCdoB na UFF (com a presença até mesmo do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na campanha) e o grande risco de vitória dos governistas na UFRJ mostram que a prática da maioria das correntes da oposição de esquerda, quando ela dirige os DCE’s, tem sido burocrática, o que leva ao esvaziamento da entidade e despolitização dos estudantes. Precisamos de um balanço sério dessas derrotas se não quisermos cair de novo nos mesmos erros.

Somente assim poderemos criar uma alternativa à direção pelega atual. Uma nova direção nacional, classista e com uma política revolucionária.


4. Opressões

Nós conhecemos diversos tipos de opressão: o machismo, o racismo e a homofobia são as que mais se fazem presente. Mas temos certeza de que essa lista poderia ser maior. Nós entendemos que esses tipos de opressão são necessários no sistema capitalista, pois servem para a manutenção das relações sociais necessárias à dominação de uma classe sobre a outra. Só com o fim da organização social vigente acabaríamos definitivamente com esses preconceitos, o que não quer dizer, de modo algum, que eles não devem ser combatidos com seriedade. A existência desses tipos de preconceito só faz com que o movimento se divida e se desvie do foco de luta real, que é a luta dos setores oprimidos da sociedade. No fim das contas, todos os trabalhadores querem a mesma coisa! E são eles junto com os estudantes que devem realizar essa luta, sem depositar nenhuma confiança nas medidas governamentais que, supostamente visam à resolução desses problemas, simplesmente porque essas reivindicações vão de encontro com os interesses do empresariado.
 
Concluímos que é imprescindível termos consciência de que esses preconceitos estão presentes dentro das universidades. Ou será que é coincidência o fato de que a maioria dos trabalhadores terceirizados são mulheres e negros? Que o número de estudantes negros é pequeno? Que é possível notar a maioria de mulheres ou homens em determinados cursos? Sabendo disso sabemos também pelo que devemos lutar: a contratação imediata de todos os trabalhadores terceirizados, a defesa das cotas visando o fim do vestibular, pois só assim acabaremos com a dificuldade que negros e pobres enfrentam para ter acesso ao ensino superior. Há também a questão da homofobia. Nós estamos vivendo tempos de progressão do fundamentalismo religioso e assistimos ao veto da lei contra a homofobia. A nossa tarefa é ir contra toda manifestação desse fundamentalismo apoiar a aprovação da lei referida e ir além das medidas legalistas na luta contra a homofobia. Nas mãos do Estado essas lutas seriam descaracterizadas além de levar a consequências indesejáveis. Para citar mais um exemplo, quando há relatos de estupros dentro das universidades, a reitoria aproveita para aumentar o policiamento (que aumenta ainda mais a repressão às minorias), enquanto, na verdade, essa deveria ser uma questão manejada pelos próprios trabalhadores e estudantes organizados em comitês anti-estupro.


A partir dos exemplos citados, acreditamos que já é possível ter noção do quanto há para se fazer e do fato de que somos nós trabalhadores e estudantes unidos que devemos fazê-lo. Por isso defendemos


- Contratação imediata de todos os terceirizados. Salário igual para trabalho igual!

- Apoio às cotas como medida democrática, mas sabendo que só o fim do vestibular pode, de uma vez por todas, acabar com o caráter racista e sexista das universidades.

- Comitês de estudantes e trabalhadores para combater e prevenir estupros e agressões homofóbicas.

- Espaços permanentes de debate e propaganda que defendam a sexualidade como escolha livre e individual e combata o fundamentalismo religioso dentro das universidades.

- Creches gratuitas para filhos de estudantes e trabalhadores das universidades.


5. Pela aliança sindical-popular-estudantil!

A história, não só do Brasil, mas de todos os povos do mundo, mostra que, na nossa época, as transformações sociais profundas dependem da mobilização em massa das classes exploradas.  Por isso, o movimento estudantil, para ser um instrumento real de luta por uma nova sociedade, precisa se aliar com os trabalhadores e camponeses e seus movimentos, e se apoiar principalmente nos estudantes da classe trabalhadora. Para os militantes estudantis, essa é a única perspectiva real de continuar a luta depois do que saírem da universidade.

Essa aliança começa dentro das universidades, não só no apoio às greves dos servidores e professores, mas, principalmente, aproveitando as possibilidades para organizar os trabalhadores terceirizados que, na grande maioria, são mulheres e negros.

Além disso, existem vários movimentos populares que contam com o apoio estudantil organizado, principalmente na luta pela terra e nas ocupações dos sem-teto.

Nós, do Coletivo Lênin, temos participado da grande maioria das lutas dos movimentos populares no Rio de Janeiro, ao lado da FIST (Frente Internacionalista de Sem-Tetos). O momento mais importante do ano foi a resistência na Aldeia Maracanã, contra a remoção que, no final, foi feita pelo governo Sérgio Cabral (PMDB) com o silêncio e apoio velado do PCdoB e do PT.

Aquela luta mostrou não só a necessidade da ação direta e a falta de uma organização mais ampla, que pudesse dar uma repercussão maior, como também os limites da oposição de esquerda. Os parlamentares do PSOL, Marcelo Freixo e Renato Cinco, durante todo o tempo, acreditaram que o caminho da negociação com o governo do Estado ia levar à vitória. Deu no que deu...


- Luta contra a terceirização! Pela efetivação de todos os terceirizados!

- Criar comitês de solidariedade com o movimento camponês (MST, MLST, LCP, MTL etc.).

- Apoio às ocupações de terras e prédios abandonados!


6. Plano de Lutas

No próximo período, estão colocadas muitas lutas dos movimentos sociais em que os estudantes devem estar presentes. Só com a aliança sindical-popular-estudantil, a UNE pode voltar a se tornar uma referência de luta. Uma dessas lutas, que nós achamos importantíssimas, devido às diversas manifestações que vem acontecendo no Brasil, é a criação de uma campanha nacional contra o aumento das passagens nos transportes públicos. Além disso, algumas campanhas em que a UNE deve participar são:


- as mobilizações contra as remoções, fechamentos de escolas e fraudes feitos por causa da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

- a luta contra o fundamentalismo religioso e pelo Estado laico, que tem mobilizado o movimento negro, feminista e as entidades LGTB’s.

- a campanha contra a EBSERH, que pode ser mais massificada, se virar uma campanha geral contra a terceirização, inclusive aproveitando as experiências de organização de terceirizados, como aconteceu na USP.
 
- além dessas lutas, é preciso denunciar o elitismo do Novo ENEM, levantando novamente a bandeira histórica de LIVRE ACESSO às universidades, através de uma ampla campanha dos estudantes e sindicatos

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Carta sobre o fim da greve dos professores de São Paulo (Renovar pela Luta)


Reproduzimos o panfleto dos companheiros da corrente Renovar pela Luta, da APEOESP, formada por companheiros do Espaço Socialista e independentes.



Esclarecimento à População      
Fim da Greve!                                

A greve dos professores foi encerada nesse dia 10 de maio. O governo se comprometeu a reduzir o tempo de afastamento dos professores temporários de 200 para 40 dias ao final de seu contrato, incluí-los no Hospital do Servidor Público, retirar a obrigatoriedade da Prova anual para os que tenham sido aprovados, retirar as faltas conforme haja a reposição. Concedeu 2% a mais de reajuste.      

Temos que continuar na luta, poís esses itens ainda não estão por escrito e nem de longe são suficientes para melhorar de fato a Educação Pública. Mas mostra que a luta é o caminho para as mudanças que precisamos. É preciso que mais pessoas se incorporem.   

Queremos agradecer o apoio de todos e que continuem junto conosco defendendo a escola pública de qualidade.


Como está a escola de seu filho?
ü   
     As escolas públicas precarizadas, por falta de investimento;
ü   Professores mal pagos, contratação precária e temporária, que vai contra a Constituição, sem direitos.
      Falta de materiais e espaços para desenvolvimento do trabalho pedagógico;
ü  Seu filho precisa de uma escola que realmente eduque! Os alunos dentro das escolas não são preparados para a vida em sociedade defendendo seus direitos, da população e do meio ambiente.  Muito menos para o vestibular;


Pergunte ao seu filho:
ü  
     Ele sabe escrever corretamente, sabe ler claramente entendendo o conteúdo proposto?
ü   A escola proporciona sala de informática, laboratório, sala de vídeo e material didático e paradidático para aulas dinâmicas?
ü  
    O quadro de professores está completo, ou ficam de aula vaga no pátio, quando não tiram algum funcionário da escola (desvio de função) para tomar conta dos alunos sem o mínimo conteúdo de aprendizado?


O que você quer da escola para seu filho?
·       
  O desejo de um pai é que seu filho tenha uma vida melhor que a dele e por isso coloca- o na escola. Que decepção quando o filho termina o ensino médio, não sabe ler e escrever corretamente e acaba em trabalhos precários sem carteira assinada. E quando a intenção é a entrada na universidade isso piora ainda mais.

BASTA!  O governo quer privatizar a educação pública tirar sua responsabilidade pela educação. O Brasil sexto país mais rico do mundo em arrecadação, não pode deixar de investir. Iludindo a população dizendo que não tem dinheiro para educação saúde e moradia, mas dinheiro para banqueiro para empresários, para a corrupção, copa do mundo tem.

É importante a participação dos pais e alunos no Conselho de Escola, APM e Grêmio Estudantil.  Para maiores informações e organização, ligue SUBSEDE SANTO ANDRÉ. 

Fone 49943839.

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terça-feira, 21 de maio de 2013

Sobre o fim do Colégio Estadual Vicente Licínio Cardoso


Reproduzimos a carta do companheiro Pedro, do GEP (Grupo de Educação Popular), sobre mais esse ataque à educação pública por conta da Copa e das Olimpíadas.



Sobre o fim do Colégio Estadual Vicente Licínio Cardoso
 
Dia 20 de Maio de 2013, quem lembrará de ti?

No mesmo dia em que comemoramos, nas ruas, os 25 anos da marcha de 1988 pela igualdade racial, uma escola pública construída na área portuária – onde os negros sobreviventes eram vendidos após o sequestro na África, após meses à carne cortada em navios onde roubar a vida era o próprio princípio (o batismo?) em questão, onde a memória da dor, cravada em ossos e pedras, hoje é comercializada como “cultura” e “patrimônio” nos mesmos locais de onde seus descendentes são hoje expulsos pela parceria “olímpica” de empresas e Estado - recebia um comunicado da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro anunciando a sua extinção. A partir deste dia, o governo de Sérgio Cabral – que há algumas semanas atrás, lembrando a "abolição" da escravidão, homenageou a polícia militar do RJ, a mesma que mata jovens pretos como quem pede uma informação num ponto de ônibus - concretiza o que ele já construía desde 2010: o fim do Colégio Estadual Vicente Licínio Cardoso, colégio que por mais de três décadas esteve localizado na Praça Mauá e que desde Março deste ano estava “alojado” no Colégio Estadual Julia Kubischek após sofrer dois despejos arbitrários em Janeiro e Fevereiro deste ano (o primeiro para a Escola Municipal Darcy Vargas, uma escola de ensino infantil onde não foi oferecido nem salas e carteiras para adultos, e o segundo para o C.E.Julia Kubischek, retirando a escola da área portuária).

Para quem construía esta escola e acredita na possibilidade de realizar outro projeto político e pedagógico na região, hoje a tristeza é imensa. Comecei a trabalhar no C.E. Vicente Licínio Cardoso em 2009. Morava na Ladeira do Barroso 136 (Morro da Providência, Gamboa) e escolhi esta escola para trabalhar por estar envolvido na luta pela educação popular na área portuária do Rio e ver a oportunidade de aproximar o trabalho que realizo com tantas outras companheiras e companheiros no Grupo de Educação Popular (GEP), na Providência (através do Pré-Vestibular Comunitário Machado de Assis e da Alfabetização de Jovens e Adultos da Providência), da escola pública que sempre atendeu a maior parte das pessoas que concluíram o segundo grau e que residiam no Morro da Providência e nos bairros da Gamboa, Saúde e Santo Cristo.

Nestes anos, apesar de conviver com o total desrespeito - o racismo institucional - da Secretaria de Educação, órgão do Estado responsável pela destruição da educação pública e que nunca teve qualquer preocupação com a falta de funcionários na escola, com a péssima estrutura, com a qualidade de trabalho para os profissionais e de ensino para os alunos, conseguimos fazer muitas coisas boas e posso dizer que tive uma alegria imensa de ter atravessado a vida – e ter a minha percorrida – de muitas pessoas bonitas, cheias de beleza e coragem, que nos impedem de esquecer, nestes momentos difíceis, que “a vida bate”, apesar de tudo.

Sabemos, não temos dúvida, que esta é mais uma derrota, mais uma pancada. Mas, lembremos sempre, para aqueles que ainda nos agridem, que somos de ferro vermelho, eterno, como o poema "à vida" de Marina Tzvetaieva.
 
À Vida
 
Não roubarás minha cor
Vermelha, de rio que estua.
Sou recusa: és caçador.
Persegues: eu sou a fuga.
Não dou minha alma cativa!
Colhido em pleno disparo,
Curva o pescoço o cabelo
Árabe — E abre a veia da vida.
 
Saudações, a luta continua,

Pedro (Professor da rede estadual e militante do Grupo de Educação Popular)

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

A greve no BB foi muito fraca: o que fazer agora?



No dia 30/04, a greve nacional de 24 horas contra o Plano de Funções que reduz os salários foi bem como a maioria esperava: bem fraca. São Paulo foi um dos lugares mais problemáticos, porque no dia 5/04 já tinha acontecido uma paralisação de 24 horas, e os funcionários foram punidos com o código 308 (falta não abonada e não autorizada), que significa desconto no salário. Por exemplo, no São João, quase ninguém fez greve.
 
No Rio de Janeiro, em que o clima estava um pouco melhor, só o que parou realmente foi o Sedan e as agências do centro da cidade, e o serviço dos caixas nos bairros. No Andaraí, que é o centro da maioria das mobilizações, a grande maioria foi trabalhar. Em algumas capitais, como Natal e Brasília, nem mesmo aconteceu paralisação.

A realidade é que existe um clima derrotista muito grande no funcionalismo, por causa da pressão cada vez maior pelo cumprimento das metas da direção do banco. Há uns dois ou três anos, a grande maioria dos gerentes e auxiliares, porque não confiam no sindicato que vende todas as greves e assina qualquer acordo, têm furado as greves, e ido trabalhar com as agências fechadas, pressionado com várias ameaças de descomissionamento e cobranças por resultados diários. Isso é um fator que enfraquece as mobilizações, porque o banco continua a vender os seus serviços normalmente, mesmo sem abrir para o público.

Os sindicatos, dirigidos quase todos pelo mesmo PT que é o patrão no Banco do Brasil, também têm dado a sua contribuição. As pessoas veem as campanhas salariais como um jogo de cartas marcadas, onde, na hora em que aparece um aumento de um por cento acima da inflação, a CONTRAF-CUT já quer assinar o acordo e ainda fingir que foi uma grande vitória. 

Diante da greve meia-boca dessa semana, tudo indica que a direção da categoria vai canalizar a insatisfação dos bancários para as conferências por banco e, parar de fazer qualquer movimento até setembro, quando novamente vai existir a mesma greve nacional com o mesmo formato. E, na greve, depois que fecha o acordo do reajuste, sempre as reivindicações específicas (como é o caso da luta contra o Plano de Funções) são varridas para debaixo do pano. Ou melhor dizendo, para as Mesas de Negociação Permanente e para a campanha salarial do próximo ano...

E agora?

Os companheiros do coletivo Bancários de Base/SP, que apoiamos, diante de toda essa situação, votaram nas assembleias do dia 29/04 contra a paralisação e a favor de um calendário de lutas para preparar uma greve por tempo indeterminado.
 
Agora, os mesmos oportunistas do PT, que desmontam as greves todo ano, estão acusando os companheiros de serem "contra a luta". Isso é ridículo. Mesmo tendo sido contra a greve, no dia seguinte eles estavam desde cedo nos piquetes, cumprindo o que foi decidido na assembleia! 

Na assembleia, nós votamos a favor da greve. Mas uma paralisação tão fraca acaba piorando a organização da categoria, já que os trabalhadores ficam desacreditados dos resultados da própria luta e perdem a confiança na sua força. Por isso, fazemos uma autocrítica e reconhecemos que seria melhor adiar a paralisação, aprovando um calendário de luta que desse tempo para preparar melhor a greve.  

Para nós, o motivo da fraqueza da greve está na desorganização sindical da categoria, na sua falta de confiança nos métodos de luta e na descrença na possibilidade de vencer essa batalha contra o patrão. Não é possível uma greve ser vitoriosa se não tiver uma preparação muito maior do que a que aconteceu. O fato da direção da CUT estar tão afastada do dia-a-dia da categoria é a explicação deles terem tentado fazer uma greve sem a menor condição como foi essa. Por isso, achamos que foi correto o encaminhamento dos companheiros do Bancários de Base, que daria mais tempo pra uma greve ser realmente organizada, com reuniões nos locais de trabalho, passagem em agências, panfletagem etc.

Infelizmente, não existe solução a curto prazo, dentro da próxima campanha salarial. A tarefa é muito maior: temos que aumentar a organização da categoria, preparar melhor politicamente os delegados sindicais, criar meios de comunicação alternativos à comunicação corporativa, estar presentes nas pequenas injustiças que acontecem em cada local de trabalho. A alternativa passa por reconstruir o movimento sindical na base da categoria, com uma política de luta de classes, independente do governo e da direção do banco, para que sejam dados os passos necessários para a criação de uma direção realmente comprometida com os trabalhadores, resgatando a luta socialista que estava no programa da CUT e que foi abandonada pelos governos do PT.

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Vamos derrotar os aumentos de passagem no Rio! Ato dia 20/05 na prefeitura!


A luta recomeça

O transporte no Rio de Janeiro ficou insuportável. Quem tem que acordar cedo pra trabalhar fica horas nos engarrafamentos, ou precisa enfrentar o metrô superlotado, as barcas e trens atrasados e sucateados.

O governo torra o nosso dinheiro na preparação da Copa e das Olimpíadas, e não faz nada pra melhorar o transporte. E agora, mais uma vez, o Eduardo Paes, que se elegeu com o apoio das milícias e da máfia da RIÔNIBUS/FETRANPOR, falou mais uma vez que vai aumentar o preço das passagens, agora pra R$ 3,05.

O Rio de Janeiro tem uma orla muito grande, que poderia ser aproveitada para o transporte por barcas. E a rede de trens e metrôs da cidade é muito pequena. Por exemplo, em São Paulo são várias linhas, que cobrem praticamente a cidade toda. Muitos não sabem, mas isso acontece porque a FETRANSPOR, a máfia que organiza as empresas de ônibus, compra a maioria dos vereadores, e eles sempre votam pra estagnar o transporte que não seja de ônibus, que é o mais caro e poluente, só pra não mexer nos lucros do setor.

É assim que funciona o sistema em que vivemos, o capitalismo. A camarilha do governo e das empresas estão cagando para população e a natureza, o que interessa é dar lucro pros milionários. É assim que funciona o Estado, os que são eleitos são quase sempre os que já têm dinheiro o suficiente pra bancar as campanhas, e assim vai governar pra favorecer a sua classe. Por isso, o movimento tem que se organizar, pra que os interesses dos trabalhadores, que dependem do transporte público, prevaleçam contra os dos empresários e do Estado.

Como organizar o movimento?

Nessa luta, muita gente nova apareceu, o que é uma coisa muito boa. Como essas pessoas, na sua maioria, nunca participaram de nenhum movimento social, muitas vezes não entendem como as coisas funcionam pra garantir a maior democracia e melhor capacidade de ação.

Pra começar, o movimento se organiza através de plenárias, onde todas as pessoas podem participar, com cada um tendo direito a um voto, e tudo sendo decidido por metade mais um. De vez em quando, é defendido que as coisas só podem ser decididas por consenso, ou seja, se todos concordarem. Isso só parece democrático mas, na verdade, é uma ditadura da minoria: se uma pessoa discordar de todas as outras, não tem consenso e nada é feito por causa de um só.

Tem surgido propostas para fazer o espaço do Facebook um espaço de organização e decisão, como uma plenária virtual, o que são propostas ruins, porque temos que organizar o movimento a partir das pessoas já comprometidas com a luta contra o aumento, e no face tem muita gente que bota a cara mas no hora não se compromete na vida real. Além disso o Facebook é uma porta aberta para P2 da polícia e agentes provocadores de todo tipo, e por isso compromete a segurança dos militantes e ativistas, como foi por exemplo na luta contra o aumento das Barcas ano passado e este ano, que a policia intimou os organizadores para deporem na DP antes mesmo de se realizarem as manifestações.

Por isso nas plenárias se decide como vão ser as atividades, o formato das manifestações etc. Podem participar não só os estudantes independentes, mas também todos os partidos, movimentos, sindicatos, grêmios, DCEs etc, que concordam com o ato, e que trazem as suas próprias propostas sobre como avançar a luta. As pessoas têm total liberdade pra se organizarem, se você não gostar dos partidos, só tem uma solução: chamar mais pessoas independentes do que a quantidade de militantes dos partidos.

Além disso, toda pessoa podem divulgar as suas ideias políticas, através de jornais, camisetas, bandeiras, cartazes etc. Inclusive quem faz parte de partidos. Se você é contra isso, o que você tem que fazer é divulgar o seu ponto de vista do mesmo jeito. Qualquer tentativa de excluir alguém do movimento ou de censurar só vai dividir e enfraquecer.

Só podemos derrotar o governo se tivermos o apoio do povo!

No final do ano passado, conseguimos reverter a proposta de aumento do ônibus. Mas não temos como impedir indefinidamente esse aumento se não tivermos uma estratégia real para derrotar o governo. A luta vai acabar se desgastando se não se tornar cada vez maior e se não trouxermos para o nosso lado a grande maioria da população.

A primeira condição pra isso é criarmos uma comunicação que consiga ser o mínimo de contraponto à televisão e aos jornais, que sempre vão queimar a luta dizendo que nós somos "baderneiros" e que estamos "atrapalhando o trânsito". As redes sociais são importantes, mas a maioria das pessoas que acessam as nossas campanhas já são favoráveis.. Temos que divulgar o movimento nos locais de estudo, trabalho e moradia, pra tentar alcançar as pessoas que ainda estão indiferentes.

Temos também que ter uma proposta de sistema de transporte que a gente possa mostrar pras pessoas como alternativa ao que está aí. Nós, do Coletivo Lênin, defendemos que é preciso lutar por um sistema de transporte público, que priorize os trens, barcas e metrô, gerando menos poluição. Que seja gratuito, o que é possível se ele for financiado por impostos sobre as grandes empresas. E que seja controlado pelos seus trabalhadores e pela população, através da eleição dos seus administradores.

Essa proposta não é impossível. Existem recursos para isso. Mas ela só pode ser realizada através de uma luta prolongada, unificando os estudantes e jovens em geral com os trabalhadores, principalmente do ramo de transportes. Temos que ganhar a população através de uma proposta que mostra uma alternativa de sociedade, que realmente favoreça os trabalhadores.

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terça-feira, 7 de maio de 2013

NÃO AOS CRIMES AMBIENTAIS (CEDS/RS)


Reproduzimos a nota dos companheiros do CEDS, mostrando a relação entre a destruição do meio ambiente e os lucros dos empresários no Rio Grande do Sul


NÃO AOS CRIMES AMBIENTAIS

Existe um clamor generalizado em relação aos crimes que foram cometidos contra o meio ambiente em Porto Alegre e outras regiões do Estado, de responsabilidade de agentes da administração pública estadual e municipal, envolvendo as licenças ambientais para a mineração fluvial e empreendimentos imobiliários em Porto Alegre e no litoral do Estado, entre outras atividades.

Infelizmente, a partidarização dos órgãos públicos e o número cada vez maior de cargos de confiança em detrimento do concurso público, está logrando desmoralizar a gestão pública do meio ambiente no Estado.

A atual devassa realizada pela Polícia Federal expôs também uma outra realidade, que raramente é lembrada, e que no entanto, é o foco da questão. Desta vez,  foi desvendada a participação corrupta de grupos empresariais sequiosos de obter lucro explorando áreas da cidade que deveriam ser priorizadas para o uso público. Também expôs os lobbies oportunistas que representam os empresários junto ao setor público.
         
A orla do Rio Guaíba é o principal alvo dos grupos imobiliários em Porto Alegre. Associados à Prefeitura Municipal e à maioria dos vereadores da Câmara Municipal, eles avançaram de forma profunda, e em alguns casos irreversivelmente, sobre esta que é a grande área nobre da cidade, que deveria toda ela ser considerada de utilidade pública. Apropriaram-se da área do Estaleiro Só para construção de prédios residenciais de luxo. Tentaram fazer o mesmo na área florestal das encostas do Morro Santa Tereza, pertencentes ao Estado (FASE), que estava sendo convenientemente rifada pelo Governo Yeda e planejam fazer o mesmo com o espaço do porto da cidade, edificando ali centros empresariais e shopings. Por muito pouco, porque foi detida pela mobilização dos sindicatos e movimentos populares, a Prefeitura Municipal não acabou com o Largo Zumbi dos Palmares, tradicional espaço de lazer e de atividades populares, para colocar ali um terminal de ônibus.
            
Na espera da execução dos projetos empresariais para o porto da cidade, a Prefeitura Municipal abandonou e sucateou a área próxima da Usina e do Parque do Gasômetro. Mas, mesmo assim, este espaço continua sendo frequentado de forma intensa pela população de Porto Alegre, que tem ali um dos seus principais parques de lazer.
            
Em 6 de fevereiro de 2013, a Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal, dirigida por Luiz Fernando Záchia, que esteve preso no Presídio Central do Estado, por implicação no recente episódio de corrupção, mandou cortar com moto-serras, de surpresa e apressadamente, quatorze árvores (tipuanas, características de Porto Alegre) localizadas na volta do Gasômetro, chamadas de "vegetais" pelo Secretário Municipal Urbano Schmidt, na tentativa de diminuir a importância do crime ambiental que foi cometido. Outras 150 árvores da mesma área teriam sido cortadas na sequência desta operação, caso alguns jovens não tivessem subido nas árvores sobreviventes e não ocorresse a intervenção dos movimentos populares e ambientais e da população em geral.

            Clamam algumas perguntas:

O que diz o "estudo de impacto ambiental" que autorizou a derrubada de tamanha quantidade de árvores, todas localizadas na mesma área, lesando assim de forma drástica o meio ambiente do bairro e inviabilizando o Parque do Gasômetro, criado em lei?
            
Por que a SMAM escondeu da população o seu projeto de derrubada das árvores? Por que ainda insistem em cortar mais árvores? O que está por trás deste crime ambiental?
            
É preciso que sejam investigadas imediatamente as relações existentes entre este e outros crimes ambientais, com a corrupção provocada pelo consórcio criminoso formado por empresários e dirigentes de órgãos públicos.
            
Exigimos a mais ampla divulgação dos crimes ambientais que foram cometidos e a punição dos seus responsáveis, assim como rigor e eficiência para a concessão de  licenças, para que não se repitam mais estes tristes episódios. Para isto queremos ver reforçada a estrutura dos órgãos do meio ambiente em nível municipal e estadual, a abertura de concurso público para técnicos e a diminuição dos cargos de confiança.          

Porto Alegre, 4/5/2013

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Manifestação contra o aumento das passagens, dia 20/05! Plenária de organização dia 10/05, sexta-feira, 18h30 no IFCS


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já falou em mais um aumento das passagens de ônibus, dessa vez para R$ 3,05. Nós conseguimos adiar esse aumento com as manifestações de novembro e dezembro passados. Se unirmos o movimento estudantil com os sindicatos e outros movimentos dos trabalhadores, vamos ter força pra derrotar o aumento de novo.

A Plenária de organização vai ser no IFCS (Largo de São Francisco - Centro), às 18h30 da sexta-feira. Todos têm direito a voz e voto pra definir os rumos do movimento.

O ato vai ser dia 20/05, segunda-feira, na frente da Prefeitura. Os detalhes vão ser definidos na plenária.

Ajude a organizar, divulgue na sua escola, trabalho, bairro, universidade! Se você for militante de algum partido de esquerda, movimento ou entidade, leve a sua bandeira, todos os que estiverem contra o aumento são bem-vindos!


Mais informações, você pode acompanhar pelo Evento no Facebook.
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