QUEM SOMOS NÓS

Minha foto
Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Movimento Sem-teto Carioca: a unificação é a única solução! (2)

Versão alterada, para ser distribuída no (Re)Unindo Retalhos de 06/02

Estamos entrando em um período muito difícil para o movimento sem-teto do Rio e da Baixada com a preparação da cidade para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Os governos de Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB), que já mostraram suas caras repressoras há muito tempo, estão passando o rodo nos camelôs e nos sem-tetos. O objetivo disso é melhorar a “aparência” da cidade para os turistas e patrocinadores. Mas para a população negra e pobre isso só significa uma coisa: vai vir muita porrada pela frente!

Mais do que nunca, esse é um momento em que precisamos estar unidos. Com o nível de desorganização em que estamos, uma operação de maior alcance feita pelos governos pode simplesmente acabar com todas as ocupações e atividades! Atualmente, o movimento popular da região metropolitana está dividido em cinco setores: as ocupações da antiga FLP, a FIST, o MTD, o MNLM e as ocupações da Baixada do antigo MCL. Essa divisão só nos torna vítimas mais fáceis da repressão e só pode interessar aos Governos e empresários.

Nós do Coletivo Lênin atuamos na FIST e conseguimos uma importante vitória em seu IV Congresso, realizado em dezembro de 2009. Todos os presentes concordaram com a importância da unificação do movimento e aprovaram a proposta de criar um comitê de unificação, composto por representantes de cada uma dessas organizações e que seja responsável por organizar um calendário unificado de lutas. Achamos que o (Re)Unindo Retalhos pode ser um importante espaço para a criação desse comitê.

Para nós, a união dessas organizações é a única maneira de enfrentar o avanço da política de criminalização e de extermínio da população negra e pobre (sejam moradores de rua, favelas ou ocupações). E defendemos que esse comitê seja o embrião de uma futura entidade, plural e democrática, que reúna todas as ocupações do Rio e os grupos que hoje atuam no movimento sem-teto. Essa entidade seria um espaço permanente de discussão e mobilização.

As ações do comitê que propomos criar servirão para mostrar para aqueles companheiros que hoje ainda têm dúvidas sobre a unificação do movimento, que esse é não só é um importante passo para enfrentar a onda de despejos que se aproxima, como também é o único caminho possível.

- Pela criação de um Comitê de Unificação, composto por representantes de todas as oganziações de sem-teto do Rio de Janeiro!
- Pela construção de uma entidade plural e democrática, capaz de ser um instrumento de mobilização permanente!
- Pela união dos sem-teto com o movimento sindical na campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, para combater o desemprego!
- Por um movimento sem-teto que vá além das demandas imediatas por moradia e se torne um pilar da luta contra o sistema capitalista!
Leia mais!

domingo, 17 de janeiro de 2010

DECLARAÇÃO POLÍTICA DO COLETIVO LÊNIN SOBRE A SITUAÇÃO NO HAITI

Na terça feira, dia 12 de janeiro, o Haiti foi sacudido por um forte terremoto. O número de mortos, entre 100 e 200 mil, é semelhante ao do bombardeio atômico de Hiroxima. Milhares de pessoas ficaram desabrigadas e outras milhares continuam desaparecidas. As buscas por sobreviventes sob os escombros é uma corrida contra o tempo, pois as pessoas soterradas não conseguirão sobreviver por muitos dias.

O Haiti foi vítima de um golpe militar que derrubou um governo de frente popular similar ao de Lula, no Brasil. Na resistência, várias organizações políticas passaram à luta armada contra o golpe e chegaram a controlar localidades importantes do país. Com o objetivo de esmagar a luta armada, a ONU enviou tropas para o Haiti sob a liderança do Brasil com a desculpa de derrotar “gangues”. Assim, a luta haitiana, que poderia evoluir para uma revolução, caso surgisse um Partido Revolucionário no Haiti, vem sendo esmagada dia a dia pelas armas do exército brasileiro que ocupa o país já há 6 anos. Junto com o Exército, foram para o Haiti diversas organizações políticas de direita, como o “Viva Rio”, que, sob a desculpa de “ajuda humanitária” tentavam convencer a população a não aderir à luta e, em troca por dia sem luta, oferecia um prato de comida.

Por isso, não somos como a mídia brasileira, que dá mais destaque aos soldados mortos (pelos quais não choramos, porque estavam lá matando o povo haitiano) do que à catátrofe provocada pelo racismo ambiental (já que as mortes só tiveram essa dimensão porque a população negra do país é obrigada pela miséria a viver em favelas). E denunciamos o racismo e a opressão religiosa do Cônsul do Haiti no Brasil, Gerge Samuel Antoine, que atribuiu a tragédia ao fato da população “mexer com macumba”.

No momento, a ONU, os EUA e o Brasil tomaram posse de toda a infraestrutura do país, com pretextos “humanitários”. Confiar na ONU para “socorrer” o Haiti é o mesmo que doar remédios para os EUA enviarem para o Iraque! Somos pela formação de comitês de desabrigados, para reassumir o controle do país e a luta contra os efeitos do terremoto, inclusive possíveis epidemias. E pela solidariedade de classe de todos os trabalhadores ao povo haitiano.

A construção de um governo direto dos trabalhadores no Haiti era condição essencial para o país superar a enorme pobreza que a burguesia e o imperialismo impuseram àquele país. Se a luta haitiana tivesse evoluído para um governo direto dos trabalhadores com a expropriação da burguesia, o país teria melhores condições para enfrentar catástrofes naturais como essa. Por isso, o combate à resistência haitiana pelas armas do Brasil, faz do subimperialismo brasileiro um dos responsáveis diretos pelas milhares de mortes causadas pela precária estrutura que o país tinha e que o deixou despreparado para enfrentar esse tipo de calamidade.

A CONLUTAS, que procura divulgar ações no Haiti, nunca deu apoio material à resistência armada que o exército brasileiro esmagava naquele país. Pelo contrário, no seu Encontro de Negros e Negras chegou a rechaçar a palavra de ordem “Armas, Comida e Remédios para a resistência Haitiana”. Da parte da esquerda reformista, pode ser que o caos instaurado faça algumas organizações procurarem mais argumentos para negar a existência de uma resistência política armada. Da parte do governo, após o terremoto, a burguesia brasileira tem uma desculpa para manter as tropas naquele país. Nelson Jobim, que há poucos dias ameaçou instigar uma crise política, caso fossem investigados os crimes dos militares durante a ditadura, declarou que o exército brasileiro ficará no Haiti por, pelo menos, mais cinco anos com um possível aumento do número de soldados.

Mais do que nunca, é necessário dar apoio incondicional ao povo haitiano e fortalecer sua luta pela sobrevivência e contra a opressão. Por isso, o coletivo Lênin defende que as entidades de massas do Brasil (CUT, UNE, MST) e também aquelas que possuem influência minoritária (Conlutas, Intersindical) se aliem em uma campanha classista de apoio aos nossos irmãos trabalhadores.
Leia mais!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Movimento Sem-teto Carioca: a unificação é a única solução!

Em dezembro de 2009 ocorreu o IV Congresso da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST). Muitos companheiros de outras organizações alegavam ser impossível trabalhar em conjunto com a “direção” dessa organização.

Nós do Coletivo Lênin intervimos em cada espaço desse Congresso usando como plataforma a nossa tese (disponível no site e no blog do Coletivo). Fizemos diversas críticas aos companheiros que hoje lideram a FIST e conseguimos que a Plenária Final aprovasse um Documento Político que abraçasse diversas propostas feitas por nós. Entre tais propostas está a de criar uma direção de verdade para a FIST, composta apenas por representantes das ocupações filiadas à organização. Além desse grande avanço, também conseguimos aprovar a importante proposta de unificação do movimento sem-teto.

Nós defendemos a criação de uma entidade plural e democrática, que reúna todas as organizações que hoje atuam no movimento sem-teto do Rio de Janeiro. Para nós essa é a única maneira de enfrentar o avanço da política de criminalização e de extermínio da população negra e pobre (sejam moradores de rua, favelas ou ocupações). Mas nós sabemos que isso ainda está longe de se tornar realidade, já que essas organizações têm entre si rixas de longa data, muitas delas pessoais. Por isso nossa proposta no IV Congresso da FIST foi a de criar em 2010 um comitê de unificação.

Achamos que a FIST deve encabeçar ao longo do ano uma forte campanha entre os sem-teto do Rio e suas diversas organizações (ex-FLP, ex-MCL da baixada, MTD, MNLN, etc.) mostrando que o único caminho possível para evitar a onda de despejos que se aproxima é estarmos todos de braços dados na luta. E defendemos que o primeiro passo para a unificação deve ser a criação de um comitê que conte com a presença de representantes de cada uma dessas organizações e que seja responsável por organizar um calendário unificado de lutas. Apenas através da ação mostraremos para os companheiros que hoje acham impossível unificar o movimento sem-teto que isso não só possível como também extremamente necessário.

- Pela criação de um Comitê de Unificação, composto por representantes de todas as oganziações de sem-teto do Rio de Janeiro!
- Pela construção de uma entidade plural e democrática, capas de ser um instrumento de mobilização permanente!
- Pela união dos sem-teto com o movimento sindical na campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, para combater o desemprego!
- Por um movimento sem-teto que vá além das demandas imediatas por moradia e se torne um pilar da luta contra o sistema capitalista!


Se você concorda com nossas críticas e propostas, junte-se a nós!
Leia mais!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lula, o Filho do Brasil": Um filme muito além do mito

Quem começa a assistir ao filme “Lula, o Filho do Brasil”, de imediato tem motivo para se surpreender. Logo na abertura, quando aparecem os nomes dos patrocinadores, o símbolo da Wolks salta à frente na tela. Como isso é possível? Como pode a Wolks patrocinar um filme sobre o metalúrgico que liderou grandes greves contra ela mesma?

Porém, o próprio filme não demora muito a mostrar que essa aparente contradição, na verdade, não existe.

O Lula do Filme é alguém que transmite uma mensagem muito diferente daquela defendida pelos peões do ABC no final dos anos 70 e início dos anos 80. É um Lula que, por exemplo, bate no peito par dizer que os grevistas não devem ser contra os patrões, afinal, são eles que fornecem os empregos. O Lula do Filme, que enche a boca para dizer que não é comunista, é muito diferente daquele Lula que defendia o socialismo, ainda que de forma vaga, e dizia publicamente que o Brasil deveria restabelecer relações com os Estados Operários. O Lula do filme é um Lula muito mais à direita do que ele realmente era.

Sabemos que Lula nunca foi revolucionário e nunca defendeu um claro projeto de socialismo. Sabemos, inclusive, que pairam sobre ele suspeitas de denunciar comunistas para o DOPS e também de fazer negociatas para desmantelar algumas greves. Porém, o que não se pode apagar da História é que o grande ascenso de 1979/1980 tinha um projeto político com influência socialista e, diferentemente das características de hoje, procurou estabelecer formas de organização da classe trabalhadora. São essas as marcas que o filme tenta apagar e, por isso, além de colocar Lula bem mais à direita do que ele era, apaga da históriaa fundação da CUT e do PT. Muito além da tentativa de se construir um mito em torno da figura de Lula, o filme é uma verdadeira falsificação da com o objetivo de que as novas gerações pensem que o discurso de esquerda nunca encontrou eco no movimento de massas.

A direita tradicional, (PSDB,DEM), não fazem esse tipo de crítica ao filme, pois essa falsificação da história interessa diretamente a eles. Por isso, mantém suas críticas na superficialidade da discussão sobre se vai ou não influenciar as próximas eleições s sobre quem pagou o filme, se foram empresas que recebem em benefícios do governo ou não. Infelizmente, nessa superficialidade de críticas que colocam no centro apenas a questão da ética na política, embarcam também algumas correntes da esquerda que não percebem que o filme presta um grande serviço à tentativa de apagar a história da esquerda nesse país. E essa tentativa não é nova. Não é por acaso que não há nenhum filme que mostre as vitórias dos anos 80. Pelo contrário, mostram apenas a esquerda sendo derrotada e torturada nos anos 70. E o filme de Lula não faz diferente. Por isso, de forma estranha o enredo faz um salto de 1979 para 2003 apagando completamente, não apenas a defesa do socialismo que aquele movimento fazia levando até mesmo Lula encampar esse discurso. Apaga também o ascenso dos anos 80 que chegou a deixar o governo Sarney completamente imobilizado. Afinal, mostrar isso seria um exemplo perigoso para as massas exploradas e oprimidas de hoje.

Muito além do mito em torno do Lula, o filme consiste em uma tentativa de reescrever a história sob a ótica da burguesia. Uma história onde nunca houve esquerda, nunca houve defesa do socialismo e sempre houve a defesa dos patrões. É esse o paradigma que estão tentando criar para as novas gerações. Porém, do lado de cá do mito, encontrarão uma firme muralha de resistência que não abandona o programa revolucionário e não se cansa de combater a ideologia burguesa... Ainda que disfarçada sob filme de peão.
Leia mais!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ano novo, site novo

Olá companheiros!

A equipe de propaganda do Coletivo Lênin está elaborando um site inteiramente novo, com um visual melhor e com muito mais conteúdo.

Até colocarmos o novo site no ar, não atualizaremos mais o endereço atual (WWW.COLETIVOLENIN.HPG.COM.BR).

Antes de Janeiro terminar o site novo já estará funcionando. Até lá acompanhem nosso blog para atualizações periódicas e aguardem mais novidades!

Saudações comunistas!
Leia mais!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Navio do grupo Sea Shepherd é atacado por baleeiros na Antártida!

O grupo Sea Shepherd é uma ONG ecologista que usa táticas de ãção direta para afundar baleeiros. Por causa disso, tem sido acusada de ser ecoterrorista e tem sofrido ameaças da indústria pesqueira. Nós defendemos incondicionalmente o Sea Shepherd e declaramos que, mesmo que tenhamos divergências sobre a tática deles (ações isoladas sem participação do movimento de massas, por exemplo, ao contrário das ações do MST destruindo laboratórios da Monsanto), toda a nossa simpatia está com os militantes que praticam essas ações contra as grandes empresas!

Abaixo está o relato do site deles (www.seashepherd.org.br):

Baleeiro Japonês parte ao meio o navio Ady Gil da Sea Shepherd
6 janeiro 2010
O famoso catamarã está afundando no oceano antártico.

Seis tripulantes foram resgatados pela outra embarcação da Sea Shepherd, o Bob Barker.



Em um ataque sem precedentes e sem provocação capturado em filme, a embarcação de segurança japonesa, Shonan Maru No.2 deliberadamente abalroou causando danos catastróficos ao catamarã da Sea Shepherd, o Ady Gil.
Seis tripulantes, quatro neozelandezes, uma australiano e um holandês foram prontamente resgatados pela tripulação do Bob Barker. Nenhum dos tripulantes do Ady Gil se feriram.

Acreditamos que o Ady Gil irá afundar pois as chances de salválo são muito pequenas.

De acordo com o testemundo do Capitão Chuck Swift do Bob Barker, o ataque ocorreu enquanto as duas embarcações da Sea Shepherd estavam paradas. O Shonan Maru No.2 repentinamente acelerou e deliberadamente abalroou o Ady Gil cortando cerca de 2,5 metros de sua proa fora. De acordo com o Capitão Swift, a embarcação (Ady Gil) não aparenta que possa ser salva.

“Os baleeiros japoneses em uma escalada de violência aumentaram as proporções do conflito” é o que afirmou o Capitão Paul Watson. “Se eles pensam que nossas outras duas embarcações vão se retirar do Santuário das Baleias da Antártida em face deste extremismo, estão totalmente enganados. Agora temos uma Guerra das Baleias Real em nossas mãos e não temos a intenção de retroceder.”

A bordo do Steve Irwin o Capitão Paul Watson está correndo para a área em 16 nós mas ainda restam cerca de 500 milhas a serem percorridas. O Bob Barker temporariamente parou sua perseguição ao Nisshin Maru para resgatar a tripulação do Ady Gil. Os navios japoneses inicialmente recusaram-se a reconhecer a chamada de socorro (MAY DAY) do Ady Gil, reconhecendo-a posteriormente. Apesar de terem reconhecido à chamada, não ofereceram assistência ao Ady Gil ou ao Bob Barker de qualquer modo.

O incidente ocorreu na localização 64 graus e 3 minutos sul e 143 graus e 9 minutos leste.

Até esta manhã os japoneses estavam em completodesconhecimento da existência do Bob Barker. Esta nova aquisição à frota da Sea Shepherd partiu de Mauritius na costa Africana em 18 de dezembro e pode avançar ao longo da borda de gelo oeste enquanto os japoneses estavam ocupados preocupando-se com o avanço do Steve Irwin ao Norte.

“Esta é uma perda substancial de nossa organização”, afirmou o Capitão Paul Watson. “O Ady Gil, ex Earthrace, representa uma perda de quase dois milhões de dólares. Entretanto a perda de uma única baleia é mais importante para nós, e a perda do Ady Gil não será em vão. Este golpe simplesmente reforça nossas resoluções, não enfraquece nosso espírito.”

A Sea Shepherd está requisitando ao governo australiano que envie uma embarcação militar para que a paz seja restaurada nas águas do Território Australiano Antártico. Temos 77 tripulantes de 16 nações em 3 embarcações, seis deles a bordo do Ady Gil. Destes, 21 cidadãos australianos: 16 a bordo do Steve Irwin e 5 no Bob Barker. A Sea Shepherd crê que o governo australiano tem a responsabilidade em proteger as vidas de cidadãos australianos que trabalham para defender as baleias das atividades ilegais dos baleeiros japoneses.

“A Austrália precisa enviar uma embarcação militar para cá assim que possível para proteger tanto as baleias quanto os cidadãos australianos que trabalham em defesa dos cetáceos”, afirmou Laura Dakin a cozinheira chefe do Steve Irwin de Camberra, Austrália. “Estas são águas Territoriais Antárticas Australianas e vejo os baleeiros japoneses fazendo o que querem impunemente aqui sem que uma embarcação do governo australiano possa ser encontrada. Peter Garret (ministro do meio ambiente australiano e ex vocalista da banda de rock Midnight Oil), tenho uma pergunta a você: ONDE DIABOS VOCÊ ESTÁ?”
Leia mais!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Urgente/Mais uma desocupação no centro do rio

Companheiros,
As cerca de 60 familias, moradoras da ocupação localizada na Rua Visconde Maranguape,
número 9, antigo Grande Hotel Bragança, ao lado da Sala Cecilia Meirelles, local bastante
frequentado na lapa, onde muitos já beberam muitas latinhas de cerveja, não tem
o que que comemorar neste fim de ano. Segundo, orientação da Prefeitura, devem
se cadastrar no auxilia aluguel nos dias 28 e 29/12 e terão que deixar o local até o
dia 04/01, quando poderão ser utilizados, os métodos, que já conhecemos para desocupação.
O Imóvel aparentemente, é de propriedade privada e possui uma divida
de mais de R$ 1.200.000,00 com a Prefeitura e deve ir a leilão. Pela informações
que obtive, terá um apoio da Petrobrás, para reforma e transformação em um espaço cultural.
Além disso, alegam que sua estrutura está condenada pela Defesa Civil e por isso,
os moradores precisam sair e viver sem riso algum, no meio da rua
argumento, que se aceito tranquilamente, pode ser utilizado para desocupação
de quase todo conjunto de casas e sobrados, que servem de habitação popular no
centro do rio, há décadas abandonados pelo poder público.


Com medo, alguns já abandoram o local. mas, existe um grupo disposto a resisitir
e que independente, da real situação do prédio,, desejam saber, que alternativa concreta
a Prefeitura tem para oferecer para além do auxilio aluguel,
que além de ser, um valor baixo, para a região,não garante a realocação definitiva
no centro da cidade, direito adquirido por aqueles que lá residem há tanto tempo,
alguns, há mais de 20 anos.


Convocamos a todos para que no dia 4/01, estejam presentes no local e que fiquem em alerta,
caso haja a necessidade do apoio e resistencia. Nestes momentos, a solidariedade deve estar
acima de tudo.


Para aqueles, que já desejam prestar seu apoio, realizaremos amanhã,no local, uma assembléia,
a partir das 19:00 hs. Seria interessante, a presença de alguns compas, para que possamos dar
força e estímulo aos moradores.
Leia mais!

Trabalhador(a), participe da Oposição Classista!

A Oposição Classista é uma corrente do movimento sindical.

O nosso objetivo é dar uma perspectiva política para as lutas dos trabalhadores. As lutas por salário e condição de trabalho não bastam. Para a nossa vida mudar de verdade, é preciso acabar com o sistema em que vivemos, que é baseado na exploração, no racismo e no machismo. Por isso, combinamos as lutas imediatas com as lutas por bandeiras anticapitalistas, que apontem para uma nova sociedade, governada pelos trabalhadores: o socialismo.

A perda desse objetivo geral, nas últimas décadas, levou os sindicatos a uma grande crise. Hoje, as lutas estão dispersas. E a maior parte dos sindicatos jogam a favor dos patrões, acabando com os nossos direitos. A direção da CUT, que é a maior organização dos trabalhadores brasileiros, está cada vez mais longe da base, colaborando com o Governo de Lula com os grandes empresários.

Para nós, o sindicalismo só pode sair da crise em que está se começar a organizar os terceirizados. Os terceirizados são, na grande maioria, mulheres e negros. Isso mostra que é impossível separar a luta pelo socialismo da luta contra o machismo e o racismo.

Temos que organizar os trabalhadores por local de trabalho, através de comissões de empresa clandestinas, nos sindicatos controlados pelos patrões. Ao mesmo tempo, devemos participar dos sindicatos e da CUT, como oposição. Em todos os casos, devemos defender um programa anticapitalista:

Redução da jornada de trabalho para 36 horas, para acabar com o desemprego! Crítica à política da direção da CUT (PT), que transformou a campanha em um ato na vida e outro na morte, sem mobilizar as categorias.

Formação de comissões de empresa, para organizar os terceirizados! Direitos iguais para trabalho igual! Incorporação dos terceirizados nas empresas, com todos os direitos!

Incorporação da remuneração variável (participação nos lucros, comissões, gratificações etc) aos salários, como valor fixo!

Contra o racismo, o machismo e o preconceito contra os homossexuais! Salário igual para trabalho igual! Creches financiadas pelas empresas! Todos os direitos trabalhistas e previdenciários para casais do mesmo sexo.

Ocupação das empresas falidas sob controle dos trabalhadores!

Solidariedade aos trabalhadores em todo o mundo! Contra o Mercosul e os Tratados de Livre Comércio! Contra as intervenções militares do governo brasileiro, como no Haiti! Defesa de Cuba!

Temos que romper com o petismo! O governo Lula mostrou que é impossível mudar radicalmente a situação dos trabalhadores através das eleições. Precisamos de uma revolução socialista, que crie o governo direto dos trabalhadores, através de suas assembléias. Para lutar pelo governo direto dos trabalhadores, precisamos criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, com maioria de mulheres e negros!
Leia mais!

Carta às comunidades de Juiz de Fora

A moradia é um direito básico de todas as pessoas. Porém, parece que os governantes não sabem disso! Ou não querem saber.
Nas áreas ocupadas quase não existem serviços públicos como hospitais, escolas, transporte eficiente, opções de lazer.... E, como se não bastasse isso, o prefeito está ameaçando remover muitas famílias que moram em áreas ocupadas.

CUSTÓDIO GOVERNA PARA OS EMPRESÁRIOS!

O prefeito de Juiz de Fora, aumentou a passagem de ônibus, não garantiu acesso à saúde, está transformando a coleta de lixo em um negócio lucrativo nas mãos dos empresários, não reajusta os salários dos funcionários municipais e deixa o povo abandonado à própria sorte! O desemprego em Juiz de Fora é alarmante e, mesmo assim, cada vez mais os vendedores autônomos do centro da cidade são agredidos pela guarda de Custódio. Para os empresários, tudo. Para o povão, polícia e remoção.

A SOLUÇÃO É A LUTA!

A conquista da moradia, do emprego, de hospitais, escolas e opções de lazer para as comunidades somente serão possíveis se nos organizarmos para lutar por tudo isso. Precisamos fazer muitas passeatas e várias outras ações para mostrar o poder que o povo tem.

É PRECISO MUDAR
ESSA SOCIEDADE!

Mais do que isso, precisamos lutar por um outro tipo de sociedade. Por uma sociedade onde não haja exploradores e explorados. Onde as pessoas sejam tratadas igualmente e com iguais condições de vida. E vida de qualidade! Vida com saúde, moradia, educação, transporte e lazer. Precisamos construir uma sociedade socialista! Sabemos que isso jamais virá das mãos desses políticos cheios de conchavo com os exploradores. Por isso, para chegarmos a esse tipo de sociedade, precisamos construir um Governo Direto de trabalhadores. Ou seja, um sistema onde todas as decisões sejam tomadas através das assembléias de trabalhadores, sem teto, sem terra.... Nesse tipo de sociedade não é necessária a existência de políticos profissionais e empresários.

ESSE PAÍS PRECISA DE UMA REVOLUÇÃO!

Por isso, defendemos a construção de um Partido Revolucionário de trabalhadores. Um partido que não tenha como objetivo a disputa de cargos através das eleições, mas que tenha como principal atividade organizar o povo para a luta pelo socialismo.


A LUTA NÃO É SÓ EM JUIZ DE FORA!


Na luta para construir esse tipo de sociedade não estamos sozinhos. No Rio de Janeiro, no dia 13 de dezembro, acontecerá o Quarto Congresso da Frente Internacionalista dos Sem Teto (FIST). Esse congresso vai reunir os sem teto, os sem terra e moradores de dezenas de ocupações do Estado do Rio de Janeiro para lutar contra o choque de ordem que os governantes e empresários querem impor ao povo. O Coletivo Lênin participará desse congresso defendendo a formação de uma coordenação que una todas as comunidades em um só movimento.

É TAMBÉM INTERNACIONAL

O Coletivo Lênin mantém relações com organizações de vários lugares do mundo. Não caímos nas falsas ilusões de que nós, brasileiros, somos uma pátria. Que pátria é essa que protege os poderosos e oprime os explorados? Não aceitamos ficar sob a bandeira da pátria dos ricos. Nossa verdadeira pátria são os milhares de explorados e oprimidos em todo o mundo. É com esses que contamos para mudar a sociedade e somente nesses é que podemos confiar. Nossa bandeira é a bandeira vermelha do socialismo! Essa é a única bandeira que defendemos. Nossa luta é internacional. Defendemos a união, organização e luta de todos os explorados do
mundo. Por isso, mantemos relações com a Tendência Bolchevique Internacional (TBI).
Se você acha que o mundo pode e deve ser livre de toda a exploração e opressão e quer lutar por isso, venha conhecer o Coletivo Lênin.

POR UM MUNDO SEM RACISMO!

Está na hora de dar um basta à toda a opressão racial.

A população brasileira é composta de maioria negra, mas não há oportunidade para negros e negras no mercado de trabalho. Apenas nas profissões muito mau remuneradas. Como conseqüência disso, negros e negras são excluídos das universidades, que são de maioria branca, as escolas dos bairros de maioria negra (os bairros mais abandonados) não prestam educação de qualidade e, além disso, os bairros negros são constantemente vigiados e amedrontados pela polícia e pelas quadrilhas de bandidos.
Isso, sem contar com o racismo do dia a dia. Ao entrar em um shopping ou em um banco, negros e negras são tratados de forma diferente, seguidos por seguranças.. Tudo isso, gera um mau estar permanente.
Esse assunto não deve ser tratado apenas no dia 20 de novembro, mas durante todo o ano. Por isso, o Coletivo Lênin Convida todas as comunidades a organizarem-se em um comitê de combate ao racismo. Esse comitê poderá receber denúncias e organizar a luta para combater toda a discriminação e opressão que negros e negras sofrem no dia a dia.
Leia mais!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Dossiê IV ConFIST - Parte 4

O que queremos que a FIST seja? (panfleto distribuído ao longo do ano nas ocupações da FIST)

Desde julho, o Coletivo Lênin está apoiando as ocupações da FIST.
Para nós, o movimento é muito mais do que simplesmente ocupação.
Por isso, queremos mostrar nesse texto as nossas propostas para a FIST.


Nossas diferenças com a atuação dos companheiros André e Louro

A direção atual da FIST (André de Paula e Louro) tem se esforçado muito pra organizar as ocupações e a parte jurídica. Estamos juntos com eles em tudo o que podemos ajudar. Apesar disso, temos críticas em relação à atuação deles.
Primeiro (e mais importante): os dois companheiros costumam pressionar as ocupações para elas participarem dos movimentos. Às vezes, até mesmo falam que vão deixar de dar o apoio jurídico se as pessoas não se comprometerem a irem nas passeatas.
Para nós, as pessoas devem ir nessas atividades porque entendem a importância delas e querem lutar politicamente. A pressão obriga as pessoas a participarem do movimento, mas à força. Por isso, somos contra esse método.
Em vez disso, queremos fazer exibição de vídeos, cursos, palestras, debates etc., para podermos mostrar para as pessoas a necessidade de lutar contra o sistema e os Governos.
Outro problema muito grave é a dependência que existe entre a FIST e o SINDIPETRO (sindicato dos trabalhadores da Petrobrás). Não só somos contra o sindicato mandar na FIST só porque empresta dinheiro para as ocupações fazerem reforma e etc., como também somos radicalmente contra a exploração absurda que o sindicato faz dos ocupantes. Ouvimos muitos moradores contarem que já ficaram quase 12h debaixo do sol
distribuindo panfleto para no final do dia receber uma merreca e ainda ter que aturar desaforo de sindicalista preconceituoso. Isso tem que parar imediatamente!

Segundo: os companheiros André e Louro falam que devemos ser todos contra os Governos que colaboram com os empresários. Isso é certo, porque todo Governo assim (um exemplo é o governo Lula) mantém a exploração dos trabalhadores, mesmo fazendo pequenas mudanças aqui e ali.
Mas apesar disso, eles defendem o governo de Hugo Chávez na Venezuela, como se ele fosse capaz de acabar com a exploração, o machismo e o racismo, ou seja: transformar a sociedade da Venezuela em socialista.
Nós entendemos que os Estados Unidos têm feito de tudo para desgastar e derrubar Hugo Chávez. Mas, mesmo assim, Chávez tem governado com os empresários. Quando os trabalhadores vão além do que ele tem a oferecer, ele reprime as greves, manifestações e lutas em geral.
Por isso, achamos que a Venezuela está na mesma situação de todos os outros países capitalistas, onde a economia funciona para dar lucro. E assim, é preciso uma revolução armada, feita pelos trabalhadores organizados em assembléias, para começar a passagem para o socialismo, tanto no Brasil quanto nos outros países. Apenas no socialismo não existirá mais a exploração feita pelos patrões. Somente se os trabalhadores tomarem o poder é que poderemos ter uma economia voltada para uma vida melhor e não para o bolso dos poderosos.

Terceiro: para nós, a FIST deve incluir pessoas de todas as religiões, assim como os que não têm religião. Mas algumas vezes, os jornais da FIST têm textos católicos ou declarações a favor da Igreja. Para nós, isso acaba dividindo os sem-tetos. Somos a favor da completa separação entre o movimento e as religiões.

Quarto: A FIST, por sugestão dos companheiros André e Louro, tem participado da Assembléia Popular e da Campanha pela Petrobrás 100% estatal. Para nós, esses movimentos são apenas uma forma de pressionar o Governo Lula a adotar medidas nacionalistas.
Fora que, além de criar ilusões em Lula, mesmo se a Petrobrás fosse 100% estatal nada iria mudar na vida dos trabalhadores. Isso só aconteceria se a Petrobrás (e as outras empresas) fossem controladas por quem trabalha nelas e não tivessem objetivo de dar lucro, mas sim de servir à sociedade.
Nós não fazemos essas críticas porque somos contra o André e o Louro. Ou porque a gente ache que eles têm que sair da FIST. O nosso objetivo é dar um conteúdo contra o sistema para todas as atividades da FIST. Sem uma luta contra o capitalismo, nem mesmo a moradia vai estar garantida.

A FIST precisa de um programa contra o capitalismo!

Em dezembro, vai acontecer mais um congresso da FIST. Esse é o melhor momento para discutir qual vai ser a atuação da FIST no ano que vem.
Para nós do Coletivo Lênin, a FIST não pode ser só um movimento que reúne as ocupações para resolver os seus problemas de estrutura.
Achamos que o movimento sem-teto é uma parte importante do movimento de todos os trabalhadores.
Por isso, ele deve ter um objetivo político.
Não estamos dizendo que a FIST deve servir para fazer política eleitoral. Muito pelo contrário, ela deve ajudar na luta dos trabalhadores contra o capitalismo, o Estado e os governos.
Por isso, ela deve ter bandeiras de luta que mostrem a necessidade de uma nova sociedade. Por exemplo:

- Apoio ao movimento sindical para lutar contra o desemprego! Redução da jornada de trabalho para 36 horas sem redução de salários! Contra as demissões! Ocupar sob controle dos trabalhadores as empresas falidas!
- Contra o racismo, o machismo e o preconceito contra os homossexuais! Salário igual para trabalho igual!
Creches públicas para todos! Contra a violência à mulher! Legalização do aborto! Mesmos direitos para os casais homossexuais!
- Contra a polícia racista, o tráfico e as milícias! Pelo direito à autodefesa contra grupos racistas e jagunços que matam sem-terras e sem-tetos!
- Ocupação sob controle das assembléias de sem-terra e sem-teto de todas as terras e moradias fora de uso!
- Solidariedade com os trabalhadores do mundo inteiro!Pela derrota da ocupação brasileira no Haiti! Em defesa de Cuba! Contra as tentativas de golpes na Venezuela e em Honduras!
- Oposição dos trabalhadores à Lula e à direita! Lutar para criar um partido revolucionário dos trabalhadores. Em vez de lutar para eleger deputados e ter cargos em sindicatos, esse partido deve servir para lutar por uma revolução socialista, que crie um governo direto dos trabalhadores!
Se você concorda com nossas críticas e propostas, junte-se a nós!
Leia mais!

Dossiê IV ConFIST - Parte 3

Tese do Coletivo Lenin ao IV Congresso da FIST

I) Situação política nacional e internacional

O fim da União Soviética levou à perda das conquistas dos trabalhadores

Para nós, do Coletivo Lênin, as lutas dos sem-tetos e de todos os trabalhadores não podem ficar limitadas e isoladas. A única forma de garantir uma mudança permanente na nossa vida é unificar todos os trabalhadores na luta pela REVOLUÇÃO SOCIALISTA. Ou seja, a destruição do Estado, que é controlado pelos ricos, e a substituição dele pelo governo direto das assembléias de trabalhadores. Só assim é possível colocar toda a economia e a sociedade nas mãos da grande maioria que trabalha. E acabar com o desemprego, a fome, a violência, o machismo e o racismo.

Por isso, nós avaliamos todas as medidas dos governos e todas as lutas pelo seguinte ponto de vista: como elas contribuem para que os trabalhadores cheguem ao poder?

Assim, em primeiro lugar nós vemos claramente que a nossa época é marcada pela desorganização dos trabalhadores. Isso foi provocado pelo fim da União Soviética, que foi o primeiro país do mundo em que houve uma revolução socialista (apesar disso, na União Soviética e nos outros países onde houve revoluções sociais, o poder acabou sendo controlado pela burocracia dos partidos comunistas, o que achamos completamente errado, já que defendemos que o poder deve estar diretamente nas mãos dos trabalhadores e de suas assembléias).

A destruição da União Soviética através da pressão dos EUA fez com que a maioria dos trabalhadores acreditasse que é impossível mudar o sistema em que vivemos. Hoje, as grandes potências ainda tentam destruir os poucos países onde não são os empresários que governam: Cuba. Coréia do Norte, China e Vietnã. É um dever de todos os trabalhadores impedir que aconteça com esses países o que aconteceu com a União Soviética. Lá, a volta do capitalismo acabou com a economia e piorou demais as condições de vida do povo. No mundo todo, os empresários usaram a idéia de que “o socialismo morreu” para aumentar a desorganização e acabar com todos os direitos dos trabalhadores.

Nessa época de desorganização, temos que reconstruir as organizações revolucionárias dos trabalhadores. No Brasil, isso quer dizer criar um PARTIDO REVOLUCIONÁRIO DOS TRABALHADORES, com maioria de mulheres e negros, algo que nunca existiu no país.

Isso só pode ser feito se explicarmos pacientemente que não podemos acreditar nas ilusões que os partidos eleitoreiros e oportunistas falam.

Governos “bolivarianos” da Venezuela e da Bolívia. Devemos apoiar?

Uma delas é a idéia de que alguns governos, como o de Hugo Chávez na Venezuela e de Evo Morales na Bolívia, podem chegar ao socialismo através das eleições. Toda a história mostrou que a única forma de chegar ao socialismo é através de uma revolução violenta. Chávez e Morales só servem para criar ilusões na cabeça dos trabalhadores. Quando acontecem greves e lutas por coisas que esses governos não querem, eles reprimem!

Por isso, não devemos ter nenhuma confiança nesses governos. Muitas vezes, eles são apoiados porque as pessoas vêem que os Estados Unidos estão fazendo de tudo para derrubar eles. Mas isso é por causa de algumas medidas que eles tomam, de defesa dos recursos naturais (como o petróleo), e não porque Chávez ou Morales sejam revolucionários. Quando os Estados Unidos tentam derrubar esses governos, é claro que devemos nos juntar com todos os que sejam contra esses golpes.

Mas o principal é que na Venezuela e na Bolívia, existe a mesma necessidade que no Brasil: criar partidos revolucionários para lutar pelo socialismo.

O governo de Lula com os empresários

Já aqui no Brasil, a maioria dos partidos de esquerda (como o PT e o PC do B) apoiam o governo Lula.

Para nós, isso é um grande erro. Lula só conseguiu chegar no governo porque fez acordos com os grandes empresários e se comprometeu a não mudar realmente nada no país. Por isso, não deu terras ao sem-terra, não resolveu a questão da moradia, fez muito pouco contra o desemprego e o racismo, e várias outras coisas.

A FIST deve fazer uma oposição dos trabalhadores ao governo de Lula com os empresários. O conteúdo dessa oposição deve ser as necessidades dos trabalhadores. Por isso, não tem que ter nada a ver com o PSOL e o PSTU, que atacam o governo Lula com argumentos vazios, copiando a direita (PSDB e DEM). A direita quer a volta de um governo igual ao de Fernando Henrique, que destruiu o país. Para isso, quer tirar Lula e acabar com o Bolsa Família, os aumentos do salário mínimo e as reduções de impostos – as poucas conquistas desse governo!

A forma certa de fazer oposição a Lula é dentro dos movimentos sociais. E com um programa socialista, que vamos mostrar nessa tese.

II) O Movimento Sem-Teto

União com o movimento sindical

O movimento sem-teto é parte do movimento dos trabalhadores. Por isso, ele só poder ser vitorioso se estiver unido com o movimento sindical e os outros movimentos sociais.

Para conseguir essa união, devemos levantar bandeiras que sejam de interesse de todos os trabalhadores. A principal é a REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO, que é a única maneira de acabar com o desemprego.

Temos que participar da campanha da CUT (Central Única dos Trabalhadores) sobre a redução da jornada, sem deixar de criticar a direção oportunista dessa entidade, que acha que vai conseguir alguma coisa pedindo ao governo Lula.

Temos que unificar o Movimento Sem-Teto do Rio!

No Rio de Janeiro, estamos passado pela preparação da cidade para a Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Os governos, principalmente de Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB), estão passando o rodo nos camelôs e nos sem-tetos. O objetivo disso é melhorar a “aparência” da cidade para os turistas e patrocinadores.

Então, temos que esperar muita porrada pela frente! Se ficarmos isolados, vai ser muito pior! Mais do que nunca, temos que unir todos os grupos do movimento popular no Rio e na Baixada.

Em quase todos os casos, as divisões que existem entre MTD, MNLM, a antiga FLP, o antigo MCL da Baixada e MTST são por motivos pessoais. Temos que passar por cima dessas picuinhas! A FIST pode ser o ponto de partida para criar um movimento sem-teto unificado, com democracia, controlado pelos moradores das ocupações e com a participação de todos os grupos.

É nossa responsabilidade nesse Congresso mostrar o caminho da união para todas as ocupações!

Organização da FIST

Temos que dar o exemplo desde já, dentro da própria FIST!

A FIST está com uma estrutura que sobrecarrega os companheiros André e Louro, e não deixa as ocupações decidindo realmente sobre os rumos do movimento. Os sem-teto é que devem controlar a FIST! Por isso, temos a proposta de mudar a estrutura e o funcionamento da FIST:

1) Criar uma Coordenação com um representante de cada ocupação. Esse representante deve ter obrigação de discutir os assuntos da reunião da coordenação na sua própria ocupação, para levar a posição que for decidida pelos ocupantes. A Coordenação tem que ser a responsável pela FIST entre os congressos;
2) Criar uma Secretaria aberta (com a participação de sem-tetos e apoiadores que não sejam sem-tetos), para o apoio jurídico, ajudar na organização das ocupações, fazer o jornal da FIST, planejar atividades políticas e culturais e cuidar da parte financeira;
3) Manter os Congressos anuais, para definir os rumos da FIST durante o ano.

Contra o Machismo e o Racismo!

Uma das coisas que temos que discutir dentro do movimento, e que quase nunca ninguém lembra, é o problema do machismo e do racismo. O machismo e o racismo acabam dificultando que as mulheres e os negros participem das atividades do movimento. O pior de tudo é que esses preconceitos existem dentro das ocupações, entre as pessoas que deveriam ser companheiros de luta. Isso não é uma coisa de pouca importância: estamos falando de comportamentos que dividem os trabalhadores e jogam uns contra os outros!

Toda a história do Brasil é baseada na escravidão. Por isso, os negros têm os piores postos de trabalho, recebem menos que os brancos para fazer o mesmo trabalho, sofrem discriminação e a cultura negra é perseguida. Em alguns lugares do Rio, centros de religiões afro-brasileiras são até mesmo atacados por fanáticos, gerando uma grande opressão religiosa. Nós dizemos claramente: é impossível existir revolução no Brasil sem que ela seja feita pelos negros, que são quase metade da população!

Já as mulheres são exploradas duplamente no capitalismo. Todos os serviços de casa não são considerados trabalho e não são pagos. Elas têm quase todas as responsabilidades na criação das crianças. Muitas vezes, não podem participar dos movimentos porque têm que tomar conta de casa. Para manter essa estrutura da família, as escolas, os meios de comunicação e as igrejas inventam uma série de argumentos para dizer que a mulher deve se sujeitar aos homens e que não deve ter uma vida sexual ativa. Ao mesmo tempo, esse mesmo discurso anti-sexo é usado contra os homossexuais, dizendo que é errado fazer sexo com uma pessoa do mesmo sexo, porque isso é “contra a natureza”.

Como não podem resolver esses problemas sem mudar o sistema, os governos apresentam pequenos projetos, como as cotas nas universidades e a extensão da licença-maternidade. Eles não têm como resolver nada. Se quisermos uma sociedade realmente diferente da que vivemos, é preciso que a FIST e os outros movimentos lutem dia e noite contra o machismo e o racismo, e que coloquem essas pessoas na linha de frente de todas as organizações.



Segurança

Como já falamos, a onda de violência que os governos estadual e municipal estão preparando é uma ameaça séria para as ocupações. Existe uma chance real de tentarem destruir as ocupações, como aconteceu com os Guerreiros do 234 e várias outras! Muitas famílias podem ir pra rua. Já aconteceram ameaças na José Oiticica, e o próprio André já foi ameaçado pela milícia, para não falar das ocupações que caíram nas mãos do tráfico e da milícia. Isso exige várias medidas de segurança. Aqui, vamos falar de três:

1) A parte jurídica: os companheiros André e Louro já têm feito o melhor possível para proteger judicialmente quem está sofrendo ameaças, além de terem uma participação de destaque no caso Cesare Battisti. Devemos manter esse ótimo trabalho;
2) Devemos criar uma rede de solidariedade do movimento popular, incluindo o MST, para fazer campanhas de denúncia e proteção coletiva de militantes ameaçados;
3) Não podemos confiar na polícia racista! O movimento tem que criar sua própria segurança. Temos que montar Comitês de Segurança em cada ocupação. Esses comitês devem ser formados pelos próprios moradores, e devem funcionar por turnos, formando uma escala de horário. O objetivo deles é impedir a entrada de estranhos nas ocupações, impedir a violência (inclusive contra a mulher), impedir o uso e venda de drogas e também os roubos dentro das ocupações. Além disso, os comitês de segurança podem impedir alguns ataques e ameaças isolados. Esses comitês devem estar sempre submetidos às assembléias de moradores e suas decisões.

O SINDPETRO-RJ

Só ficando de igual para igual com os sindicatos é que é possível a união. É por isso que CRITICAMOS A ATITUDE DO SINDPETRO-RJ. A direção oportunista desse sindicato usa os sem-teto como mão de obra barata, e faz chantagem com a FIST usando o dinheiro que eles dão para o movimento. Não podemos aceitar isso!

Outro resultado dessa atitude do SINDPETRO é que a FIST participa da campanha do petróleo. Essa campanha é apenas para a Petrobrás voltar a ser pública. Mas, quando ela era pública, isso não mudava em nada a situação dos trabalhadores. Por isso, achamos que não vale a pena participar dessa campanha. Devemos defender uma Petrobrás controlada pelos trabalhadores, que não explore os trabalhadores de outros países, como acontece hoje na Bolívia e no Equador.

Ao mesmo tempo, essa dependência do SINDPETRO só vai acabar quando a FIST tiver suas próprias fontes de dinheiro. Esse congresso deve discutir como a FIST pode arrecadar dinheiro, para não precisar depender mais de ninguém!
Leia mais!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dossiê IV ConFIST - Parte 2

IV CONGRESSO DA FRENTE INTERNACIONALISTA
DOS SEM-TETO



Documento Político

Realizado no dia 13 de dezembro de 2009, o IV Congresso da Frente Internacionalista dos Sem-Teto contou com a participação como delegados cerca de quarenta sem-teto e, como ouvintes, diversos colaboradores e companheiros de militância. Através de propostas encaminhadas à Plenária Final a partir de mesas de debate e Grupos de Discussão, foi encaminhado e aprovado o conteúdo deste documento.
Ressaltamos que os destaques feitos em vermelho serão discutidos em posterior reunião da entidade, em decorrência dos mesmos não terem obtido aprovação consensual.

I) Conjuntura

A análise conjuntural foi unânime no que tange ao reconhecimento de um avanço da direita e de políticas facínoras, que objetivam a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, bem como o extermínio da juventude pobre e negra e da população carente em geral.
No âmbito do município do Rio de Janeiro, isso se faz mais evidente através das políticas do atual governo de Eduardo Paes (PMDB), que conta com o apoio do PT e do PCdoB. Tal governo já deixou claro seu caráter facínora através da Operação Choque de Ordem, que representou um ataque direto aos moradores de ruas, favelas e ocupações, além dos camelôs e demais trabalhadores informais. Outra campanha que segue a mesma tendência política é a de revitalização do Centro, contida no projeto “Porto Maravilha” e que só vem à adicionar ao rolo compressor que já esmaga hoje a população pobre e negra do Centro da cidade.
Com o apoio do governo estadual de Sérgio Cabral (PMDB) e sua política de “pacificação” das favelas através do uso de caveirões e ocupações militares, está mais do que claro que Eduardo Paes pretende fazer uma limpeza “para inglês ver” nos principais pontos turísticos do Rio, como preparativo para a Copa de 2010 e as Olimpíadas de 2016. Fato semelhante ocorreu durante o governo César Maia (DEM), quando da realização dos Jogos Pan-Americanos, em 2007.

II) Política Internacional

Mantendo sempre a perspectiva internacionalista, foram debatidos e aprovados no Congresso as seguintes resoluções, que têm por objetivo prover uma base crítica para as futuras ações da entidade:

Não depositar nenhuma confiança no Governo de Lula/PT com os empresários, por reconhecer que este não responde às demandas e interesses da classe trabalhadora e, mais ainda, de seu setor sem-teto.
Não depositar nenhuma confiança nos ditos “Governos Bolivarianos” (Evo na Bolívia, Chávez na Venezuela e Côrrea no Equador), que nada mais são do que governos de fachada dos empresários. Apesar destes governos fazerem concessões à esquerda mais significativas do que o de Lula/PT, os mesmos reprimem as lutas que vão além de seus interesses, demonstrando de que lado realmente estão.
Defender incondicionalmente Cuba e os demais Estados operários, ou seja, que não estão nas mãos dos empresários e da burguesia.
Defender todos os Estados contra os ataques imperialistas, por entender que tais ataques, se vitoriosos, prejudicarão a vida da classe trabalhadora desses países.
Luta contra a Operação Condor II (instalação de bases militares norte-americanas na América Latina) [teoria de Martin Almada].
Luta contra a contra-revolução jurídica em curso contra os povos da América Latina [teoria de Boaventura Souza Santos].

III) Campanhas e projetos

Assim, visando armar os movimentos sociais para o enfrentamento com a direita e seu avanço cada vez maior e mais violento sobre a população pobre e negra, seguem tópicos a respeito de campanhas e projetos que a FIST deverá por em prática ao longo do ano de 2010:

Unificação dos movimentos sem-teto do Rio de Janeiro – para podermos dar uma resposta à altura dos problemas que enumeramos, se faz urgente reunir em uma única entidade, democrática e plural, todas as organizações sem-teto do Rio de Janeiro. Sabendo das diversas questões que precisam ser superadas para que isso realmente ocorra, a FIST faz desde já um chamado ao MTD, ao MNLN, aos representantes da ex-FLP, bem como às demais organizações e grupos que se propõem à organizar setores do movimento sem-teto à criar um Comitê de Unificação do Movimento Sem-Teto, do qual participem não só as direções das organizações como também os próprios ocupantes.
Aliança do movimento popular com o movimento sindical – além da união do movimento em si, também se faz necessária a aliança com o movimento sindical. Acreditamos que um passo inicial para tal seja a participação na campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários para combater o desemprego, encabeçada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Além da participação nessa campanha, também devemos nos manter ativos na campanha contra os leilões do petróleo/gás e pela Petrobrás 100% estatal sob controle dos trabalhadores.
Também devemos nos manter firmes na campanha pela liberdade Cesare Battisti e apoiar de forma incondicional toda e qualquer campanha pela libertação de presos políticos.

Quanto às campanhas do setor sem-teto propriamente dito, foram aprovadas as seguintes propostas e resoluções:

Denunciar os ataques nazi-fascistas de todos os governos (especialmente as prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói) ao movimento sem-teto através de jornais e sites.
Criação de uma rede de denúncias dentro dos movimentos sociais para divulgar o máximo possível qualquer tentativa de ameaça de vida ou de violência por parte da polícia, milícia ou tráfico, facilitando assim o combate às mesmas.

Por último, também foi aprovado o combate incondicional a toda e qualquer forma de opressão dentro do movimento sem-teto, seja ela de caráter machista, racista, homofóbica ou religiosa.
Para a concretização das propostas apresentadas, foi reconhecida a necessidade de se ampliar o trabalho para os locais que ainda não estão organizados dentro do movimento, bem como levar a cabo projetos de formação política naqueles locais em que já possuímos trabalho.

IV) Estrutura

Também foram debatidas e aprovadas propostas referentes à atual estrutura da FIST, visando tornar a mesma a mais democrática e funcional possível, fortalecendo-a para as lutas e desafios cada vez maiores que surgem em nosso horizonte.
Nesse sentido, foi aprovada a dissolução da Coordenação da FIST e sua substituição por uma Direção composta por representantes das ocupações filiadas, eleitos através de suas respectivas assembléias. E submetido a essa Direção, existirá uma Comissão Aberta, composta por sem-teto e colaboradores da entidade e que se responsabilizará pela implementação das políticas elaboradas pela Direção.
Também foi decidido que o Congresso da FIST deverá ser anual e terá como objetivo formular a política para o próximo ano. Participarão deste como delegados, com direito à voz e voto, apenas os sem-teto das ocupações filiadas. Já com direito apenas à voz, participarão os convidados e ouvintes.
Ademais, foi decidido que o jornal da FIST deverá ser mensal e elaborado por uma Comissão de Imprensa que seja aberta aos membros das ocupações e colaboradores. Aprovou-se também a publicação de um website, que já está sendo elaborado.
Quanto às ocupações em si, foi aprovada a criação de comitês de segurança, submetidos às assembléias de moradores e que cumpram a função de garantir a segurança dos moradores contra ataques policiais ou de milícias/traficantes. Caberá também à esses comitês garantir a segurança interna das ocupações, impedindo o tráfico de drogas, a prostituição, furtos e agressões.
Por último, foi decidido que a FIST deverá possuir maior atuação também no âmbito cultural e de formação política dos ocupantes, além de realizar suas reunião no Centro do Rio de Janeiro ou em outro local que seja mais próximo e de mais fácil acesso do que o Centro de Cultura Social (CCS, em Vila Isabel).




Frente Internacionalista dos Sem-Teto
Ocupar, resistir e produzir!
Leia mais!

Dossiê IV ConFIST - Parte 1

Matéria no Jornal do Brasil sobre a FIST e o Coletivo Lênin!

E a minha casa, onde está?
Autor(es): Thaila Frade
Jornal do Brasil - 14/12/2009



RIO - A construção de moradias pelo Governo Federal, como prevê o programa "Minha Casa, Minha Vida", lançado em fevereiro, foi o alvo de uma série de indagações feitas pelos participantes do IV Congresso da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (Fist), realizada ontem na sede do Sindicato dos Petroleiros, no Centro do Rio. O encontro, que reuniu movimentos sociais e moradores de diversas ocupações no Rio, levantou uma polêmica sobre as novas condições de moradias cariocas propostas por ações implementadas pelo prefeito Eduardo Paes.

– Estamos passados pela preparação da cidade para a Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 e isso está sendo usado como desculpa para esse choque de ordem que querem promover. Mentiras, tudo não passa da especulação imobiliária – defendeu o representante do Coletivo Lênin, Cristiano Tavares.

O coro foi reforçado pelo engenheiro Antônio Louro, ligado à Fist.

– Trata-se de uma intervenção das grandes imobiliárias no sentido de ocupar o espaço para vendê-lo, enquanto os trabalhadores são expulsos sem ter para onde ir. Elas vão massacrar quem estiver na frente. Estamos defendendo o povo que precisa e vive do Centro da cidade – disse.

O dirigente da Frente, o advogado André de Paula, afirma que o deficit de moradias no município do Rio é até mesmo superior ao número de desabrigados na cidade.



Prédios com função social

– Centenas de prédios abandonados não cumprem sua função social. Nossas ocupações dão essa função social a esses prédios. Não podemos ficar parados diante de um problema social grave, como é a falta de moradia.

Entre os participantes estava Miriam Murthy, líder da ocupação Quilombo das Guerreiras, que há três anos ocupa um prédio abandonado do Docas do Rio de Janeiro na Região Portuária da cidade. Ao todo, 50 famílias moram no local e foram procuradas para se cadastrarem no projeto do governo federal.

– Querem nos dar um terreno atrás da Cidade do Samba onde já existe uma ocupação, serão 150 apartamentos ao todo, mas só acredito vendo – explicou a invasora, que administra um prédio que, segundo a organização, tem uma função social.

– Melhoramos as condições da área que era abrigo de assaltantes que corriam para o prédio. Hoje temos um regimento interno que não permite brigas, drogas, prostituição ou qualquer tipo de atividade ilícita. Nossas crianças contam com uma biblioteca, aulas de reforço, capoeira e queremos colocar o auditório que existe lá para funcionar – orgulha-se.



A Frente Internacionalista dos Sem Teto é uma organização fundada em 2005 e atualmente conta com seis ocupações no Rio e mais uma em Niterói, que foi incorporada ontem pela Frente.

– Viemos unir forças para lutar por melhores condições. Somos 34 familias que foram retiradas pela Prefeitura de Niterói em uma ação fraudulenta– denunciava a representante das ocupações do bairro de São Domingos, em Niterói, Fernanda Carlinda.
Leia mais!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Jornal de dezembro e revista nº02

Olá companheiros!

Esse post é para avisar a todos que no mês de dezembro o Coletivo Lenin não irá publicar seu jornal, o Hora de Lutar.

Em compensação, já está à venda o nº02 de nossa revista de teoria política, Revolução Permanente.
Confira o conteúdo em nosso site clicando aqui:

Em breve rodaremos também uma nova tiragem de nossos livretos.

Interessados em comprar a resvista ou algum dos livretos, mandem um e-mail para: << c.comunsita@yahoo.com.br >>.

Confira aqui os títulos que já foram publciados:

● A Queda do Muro de Berlim e o Fim da União Soviética;
● Trotskysmo e Luta Armada;
● A Defesa do Meio Ambiente sob uma Perspectiva Revolucionária;
● Rosa Luxemburgo: Marxista Revolucionária;
● Sobre a Questão do Machismo, do Racismo e
da homofobia;
● Os Comunistas e a Questão do Sexo.

Saudações comunistas e boas festas!
Leia mais!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nova ocupação em São Paulo (CMI)

Cerca de 350 sem-teto ocuparam o Prédio do INSS , da Rua Martins Fontes, no centro de São Paulo. O prédio estava aberto, sem vigia e com muito lixo e depredação.

A atividade fez parte dahttp://www.blogger.com/img/blank.gif Jornada Nacional pela Moradia organizada pela UNMP (União Nacional por Moradia Popular). A bandeira da UNMP foi colocada no prédio e as famílias logo começaram a retirar o lixo do local. A polícia militar chegou ao local, tentando retirar as famílias. Os manifestantes se mantiveram firmes e exigiram a presença de um representante do INSS para a negociação.

Depois de negociar com o INSS, os manifestantes se dirigiram à Superintendência do INSS em São Paulo, onde se mantiveram em vigília, dentro do prédio, até o final da tarde. Após contatos telefônicos com o Ministério das Cidades, SPU e INSS em Brasília, ficou marcada uma reunião ainda para o final da tarde do dia 7, com os coordenadores da UNMP que estão em Brasília.

A UMM continua mobilizada para viabilizar a destinação dos prédios já selecionados para o movimento ainda em 2009.



Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/12/460202.shtml
Leia mais!