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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Declaração do CL contra o aumento de 60% na tarifa das barcas!!!


 
Pela anulação do aumento das passagens!
Desde o começo do ano, que o governador do Rio Sérgio Cabral vem “presenteando” a população com um aumento de passagem atrás do outro. Começou com o aumento de DEZ por cento nas passagens de ônibus. E como se já não fosse absurdo o bastante; o transporte no trem, no auge do seu sucateamento, ainda aumentou R$0,10. Mas não acaba por aí. Agora é a vez das barcas. A passagem vai aumentar em 60 %... isso mesmo, SESSENTA por cento!! Essa é definitivamente a gota d’água. O Coletivo Lênin desde o começo do ano tem participado e ajudado a organizar atos contra o aumento das passagens, mas precisamos fazer essa luta crescer muito mais.
Contaremos com um obstáculo um pouco maior que nas outras vezes: a repressão policial. Os carrascos do governo, depois de terem tentado organizar uma greve, estão com a moral em alta. Já há até repressão preventiva por parte da PM, que tem dado “duras” em participantes e organizadores do protesto do dia de hoje.
Por isso não apoiamos essa greve ridícula da PM, que tem por único objetivo conseguir condições melhores pra espancar trabalhador, como já faz todos os dias. E não podemos de deixar de ressaltar a estupidez do PSOL e PSTU (que teve um de seus próprios militantes chamados pra prestar esclarecimentos numa delegacia) em insistir em dizer que policial também é trabalhador, igualando os opressores aos oprimidos.
 
Na luta entre os empresários e os trabalhadores, o governo tem um lado. É obrigado a aprovar aumentos sucessivos de passagens pra aumentar os lucros dessas empresas que pagaram sua campanha eleitoral. Enquanto isso, tanto faz se o povo continua sendo humilhado nesses transportes precários. Além disso, essas medidas fazem parte do plano do governo, tanto estadual, quanto municipal e federal de preparação para a Copa e as Olimpíadas: Transformar o Rio numa cidade para turistas, onde a maioria dos moradores pobres e trabalhadores não têm espaço.
Não podemos aceitar isso tudo calados! Com muita organização, podemos reverter o aumento das passagens. Isso já aconteceu em algumas cidades nos últimos anos, como Florianópolis, Vitória, Belém e Porto Velho. Mas sempre foram necessárias grandes manifestações e enfrentamento contra os governos.
Precisamos unir os estudantes com os trabalhadores para ir às ruas contra mais esse aumento. É preciso lutar dentro dos grêmios, sindicatos e outros movimentos sociais para criar plenárias democráticas. Só assim poderemos organizar a luta contra as empresas de transporte e os governos que as protegem.
Além disso, o movimento contra as empresas de ônibus deve apontar para um objetivo maior. Essa é a única maneira dele ter continuidade e atrair o conjunto dos trabalhadores. Para nós, esse objetivo deve ser a estatização do sistema de transportes, sob controle da população. Assim, com o financiamento por impostos sobre os lucros das grandes empresas, podemos garantir a tarifa zero e investimentos em meios de transporte alternativos, que usem energias renováveis.


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