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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

domingo, 1 de setembro de 2013

NOTA DE REPÚDIO ÀS ACUSAÇÕES DE MILITANTES DO PSTU CONTRA A COMPANHEIRA LUIETTE ORNELAS



    Durante os 19 anos nos quais a companheira Luiette Ornelas militou
no PSTU, foi uma de suas mais destacadas ativistas, compôs a direção
desse partido no Rio de Janeiro e sempre foi uma dirigente respeitada
perante o partido e o movimento.

    Porém, durante as recentes manifestações de forte indignação popular
contra as forças repressoras do Rio de Janeiro e que desembocaram no
Movimento Fora Cabral, que tem conquistado grandes vitórias, muitos
militantes honestos ficaram desiludidos com várias posturas do PSTU.
Nesse momento, a companheira Luiette divergiu das ações desse partido
e redigiu um texto que foi publicado no Blog do Coletivo Lenin
explicando o teor dessas diferenças (Quando o vento virou, procurei o
PSTU e não encontrei).

    Após a publicação desse texto, um dos quadros do Coletivo Lenin foi
procurado por um antigo militante do PSTU pedindo que o texto fosse
retirado. Obviamente, não atendemos a esse pedido.

    Alguns militantes do PSTU passaram a espalhar graves acusações
contra a companheira Luiette Ornelas, insinuando que ela estaria no movimento
 gerando confusão a serviço de políticos ligados ao governo Cabral.
São acusações graves sobre as quais o PSTU tem que se responsabilizar.

    Nos opomos a essa campanha de difamação pública feita por alguns 
militantes do PSTU contra ex-militantes do partido como Luiette Ornelas, 
assim repudiamos tais acusações e também a forma como elas são veiculadas:
através do disse-medisse, pelas costas, através do espalhar de boatos e fofocas
de forma a que o partido não seja cobrado a provar o que diz e também
de forma a criar uma permanente suspeita sobre a moral da companheira
sem que ela tenha oportunidade de se defender.

    Esses fatos graves já estão acontecendo há mais de um mês e o PSTU se
mantém em silêncio. Afirmamos que, caso a companheira Luiette sofra
algum tipo de agressão no movimento, o PSTU deverá ser
responsabilizado por ser conivente com as acusações praticadas por
alguns de seus militantes.

    Esse método não é novidade na história do movimento socialista. Foi a
prática empregada pelo estalinismo para demoralizar os revolucionários
que se opunham aos seus crimes. Também não é novidade que muitos
quadros que romperam com o PSTU e apresentaram suas diferenças
publicamente já sofreram o mesmo tipo de covardia.

    Temos considerado que o PSTU, em divesersas situações, ultrapassou
politicamente a fronteira da classe, como em seus posicionamentos
internacionais , e também no plano interno, tem sustentado em muitos
momentos uma política de capitulação ao moralismo burguês. Apesar de
tudo isso, em muitas situações defendemos o PSTU, quando por exemplo,
no Fórum de Lutas do Rio de Janeiro, setores expressivos da base
revoltada quiseram proibir o PSTU de exercer seu direito democrático
de pleitear compor a mesa. Igualmente, militantes nossos já arriscaram
sua segurança para proteger militantes do PSTU contra ataques das
hordas fascistas durante as manifestações, mesmo com esse partido
afirmando que o apartidarismo possui elementos progressivos.

    Porém, consideramos que o PSTU seguir conivente reiteradas vezes ao
longo da história com ataques sistemáticos contra valorosos ativistas
coincidentemente no momento em que estes presentam suas divergências,
é agir como um inimigo do movimento devendo, portanto, ser combatido.
Principalmente quando seus atos são movidos pela deslealdade de quem é
capaz de atacar covardemente uma pessoa que entregou os mais preciosos
anos de sua vida para construir a organização que agora lhe agride
moralmente.

    Exigimos da direção do PSTU no Rio de Janeiro que declare
publicamente não concordar com essas insinuações, oriente a esses
 militantes a cessar imediatamente todos os ataques contra a
companheira Luiette e aplique sérias sanções contra aqueles que
recusarem-se a se retratar. Ou, se o PSTU acredita nas acusações que
estãos sendo feitas,  que venha a público dizer que concorda com a
formação de uma comissão de investigação composta paritariamente 
pelas organizações que compões o Fórum de Lutas, espaço do 
movimento no qual a companheira Luiette tem militado ativamente 
como independente e onde mais tem acontecido essas acusações por 
parte de militantes deste partido.

   
Rio de Janeiro, 01 de setembro de 2013
Coletivo Lenin

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