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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O maior Gritos dos Excluídos que já aconteceu no Rio de Janeiro! Uma vitória da frente única antifascista!



          Durante toda a semana passada, durante a organização do Grito dos Excluídos e em outros fóruns da esquerda, como o Fórum de Lutas do Rio, muitas organizações avaliavam que manifestantes de extrema-direita iriam aparecer no desfile de 7 de setembro. Os mesmo saudosistas da ditadura, militaristas e coxinhas em geral que apareceram nos dias 18 e 20 Julho pra atacar a esquerda com o "anti-partidarismo" , estavam agitando "o maior ato da história". De certa forma, houve um lado positivo, porque empurrou as organizações e movimentos de esquerda do Rio, e em outras capitais, a se unirem no grito. E o resultado, no Rio, foi que mais ou menos 3 mil pessoas participaram, o que foi a maior quantidade de manifestantes na cidade desde a criação do Grito.
Faixa com o tema do Grito dos Excluídos 2013,
Av Presidente Vargas, centro do Rio de Janeiro .
Enquanto a gente estava na concentração, os companheiros da FIP mais uma vez aplicaram a sua política divisionista, e fizeram um ato com cerca de 300 pessoas, que saiu da Avenida Passos até o desfile, onde eles abriram cartazes com fotos dos militantes mortos pela ditadura. A polícia, para manter a ditadura olímpica na cidade, reprimiu e prendeu dezenas de pessoas, mostrando que não tolera nem mesmo que as pessoas levantem cartazes publicamente.
Nós Coletivo Lênin, no Grito do Excluídos, saímos meio-dia junto com os companheiros do PCB e Reage Socialista-Coletivo Fundador e perto dos companheiros da LER-QI e da LQIB, logo atrás da FIST e do PSOL. Felizmente até mesmo o PSTU, que durante a semana vacilou com medo da direita, compôs em peso o Grito. E por ultimo estavam fechando na parte de traz do ato os militantes da Kizomba e da DS/PT.
Aí aconteceu a grande surpresa do ato: a base da FIP e o Black Block reconheceram a necessidade de unir a esquerda contra os fascistas, e se somaram ao Grito! Quando eles chegaram, todos nós começamos a cantar "A esquerda se unificou/ Está na rua o povo trabalhador". Infelizmente, os companheiros do MEPR não romperam com a sua concepção sectária, e não foram para o Grito, mesmo com a maioria da FIP participando dele.
Perto da estátua do Duque de Caxias, genocida e assassino da Guerra do Paraguai e patrono do Exército do Brasil , algumas pessoas que estavam no Black Block tentaram jogar tinta na estátua, e a PM, como sempre, veio com toda a truculência pra descer a porrada usando bombas de gás lacrimogêneo (cada vez mais fortes) e de efeito moral. Nós, do Coletivo Lênin, achamos que, se a intervenção tivesse sido planejada junto com o comando do ato, poderia ter acontecido com muito mais segurança, evitando que a manifestação quase tivesse se dispersado. Por isso é que defendemos que o Black Block se centralize pelo comando dos atos e que não atue como um grupo destacado e por vezes isolado.
Depois da violência policial, o ato se dividiu em dois, separado pela barreira de PMs. O PSTU, que na plenária do Fórum de Luta do Rio, antes do Grito, disse que não iria porque avaliava que os fascistas iam massacrar os manifestantes, foi a vanguarda do recuo, voltando atrás várias ruas, enquanto o comando do ato viabilizava a continuidade do ato. Nós ficamos na linha de frente junto com os companheiros do PCB e da UJC, gritando pras pessoas avançarem, até que o problema foi resolvido e a polícia teve que se retirar.
Quando chegamos na estátua do Zumbi, alguns militantes anarquistas colocaram a bandeira negra no lugar da bandeira verde-amarela da Casa de Orleans e Bragança, que foi um simbolismo para rejeitar o nosso Estado racista que sempre massacrou e continua massacrando as lutas do povo.
Diferente do que todos pensaram, o 7 de setembro foi uma derrota imensa para a direita tradicional e a extrema-direita. Depois de ficarem um mês tentando convocar manifestações, inclusive com o apoio da mídia empresarial, não conseguiram colocar quase ninguém na rua. Isso reflete o esvaziamento da tática golpista pela grande maioria da classe dominante e a retomada da hegemonia das manifestações pela esquerda, a partir da formação de frentes antifascistas.
O nosso desafio, agora, é encontrar maneiras de trazer de volta dezenas de milhares de pessoas para as ruas, sem abandonar as reivindicações históricas do movimento, sem cair no apartidarismo, que é totalmente reacionário, e dando um conteúdo claramente socialista ao movimento.

Por isso, nós do Coletivo Lenin, mesmo com as manobras burocráticas do PSTU e os rachas de alguns setores anarquistas e do MEPR pra FIP, temos priorizado a manutenção do Fórum de Lutas do Rio, que nos últimos 2 anos tem organizado o conjunto da esquerda do Rio nas lutas que aconteceram em 2012 e 2013, e convocamos grupos, coletivos, partidos e indivíduos militantes da esquerda para construir e fazerem do Fórum de Lutas um espaço amplo de organização das lutas sociais no Rio de Janeiro para o próximo período até a Copa de 2014.

2 comentários:

  1. Primeiramente nao posso deixar de agradecer pela risadas com o tanto de besteira que vcs conseguem produzir, vcs reamlemnte deveriam ganhar um premio pelo grande talento em deturpar a verdade.
    Segundo ao contrario da camarilha diminuta, pelega e mentirosa que compoem esse blog a FIP possui autoridade suficiente para puxar um ato proprio, ela nao é um coletivo de três pessoas. Terceiro o responsavel pela contagem do numero de pessoas que estava no ato da FIP deve ser o mesmo da globo, 300 pessoas tais de brinqueitú tu mi camarada? Quarto nao eram cartazes eram escudos com a foto dos combatentes do araguaia se nao conhecem a historia pena. Quinto se a grande supressa para vcs foi o fato de individuos terem se somado ao ato, a supressa para quem estava no ato da FIP foi ver a pm tremer de medo e nao conseguir manter o isolamento da area do ato.

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    1. Agora que você terminou de dar ataque, companheiro, queremos lembrar que depois desse grande ano (você desistiu de dar o "número verdadeiro" de pessoas?), a maioria da base do ato se somou ao maior Grito dos Excluídos que já aconteceu no Rio, e enfrentou a polícia com sucesso, conseguindo terminar o ato.

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