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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mais de 50 mil pessoas no Rio! Molotovs na Câmara Municipal e no Clube Militar!


O ascenso continua no Rio de Janeiro! A repressão boçal contra os professores no dia 1/10 colocou gasolina na fogueira da cidade, no meio da onda de protestos contra os governos Sérigo Cabral e Eduardo Paes, que continua desde junho, com tantos atos que nós nem conseguimos acompanhar ou participar de todos.

O ultraje contra a PM assassina e racista, na mesma semana em que foram indiciados os responsáveis pela morte do Amarildo, e a unidade cada vez maior dos movimentos, que foi ajudada pela reunião de quarta-feira passada, levaram hoje às ruas mais de cinquenta mil pessoas, no maior ato desde junho - e sem coxinhas, quase sem bandeiras verdeamarelas, com um conteúdo claramente de esquerda.

O ato saiu da Candelária e chegou na Cinelândia aos gritos de "Cabral, eu não me engano/ seu coração é miliciano", "A verdade é dura/ a Rede Globo apoiou a ditadura", "Não acabou/ tem que acabar/ Eu quero o fim da Polícia Militar", "Sem hipocrisia/ A PM mata pobre todo dia". Lá, o SEPE, dirigido pelo PSTU e PSOL, dispersou, deixando os setores mais radicalizados na Câmara, que foi merecidamente pixada e alvejada com coqueteis molotov.

Infelixmente, os setores à frente do ato não pensaram numa tática para a ocupação da Câmara. Isso poderia ser a chave para exigir a revogação do Plano de Carreira do governo Paes, e poderia reabrir as negociações sobre o Plano do SEPE.

Depois da radicalização na Câmara, a PM fez o seu trabalho, jogando várias bombas de gás lacrimogêneo e indo pra cima dos manifestantes. Durante a dispersão, os manifestantes, não somente do Black Block, continuaram a destruir símbolos odiados do Estado, como vários bancos (uma ação que os pelegos do PT e PCdoB, que dirigem o sindicato dos bancários, e que estão fazendo uma greve muito fraca, nunca tiveram a coragem de fazer), e o melhor da noite: o Clube Militar, que todo ano comemora o aniversário do Golpe de Primeiro de Abril de 1964.

O problema é que a repressão acabou destruindo o ato, o que levou a algumas pessoas isoladamente a cometerem excessos, como apedrejar ônibus e lojas, o que será certamente explorado pela mídia golpista (Globo, Record, Bandeirantes e outras merdas) para jogar a população contra o ato. Mas, apesar disso, não devemos perder de vista o principal: o ato foi uma imensa vitória dos movimentos sociais, e o apoio do povo à luta dos professores tem tudo para relançar uma jornada de lutas, unitária, sem as mãos sujas da direita, que permita derrotar o Plano de Carreira de Paes, e que nos deixe arrancar mais reivindicações populares desse governo racista e ditatorial.

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