QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Material de propaganda para o dia 08 de Março. 
O Ato acontecerá no centro da cidade do Rio de Janeiro,
concentração na Candelária, às 16h. 
Estejamos todos presentes em defesa da libertação feminina.



O 8 de Março é um símbolo da luta diária que a mulher precisa enfrentar. O Coletivo Lenin está aqui presente, pois reconhecemos a importância desse símbolo e principalmente dessa luta. Mas também precisamos deixar claro que a situação da mulher na classe trabalhadora não é provocada por uma guerra dos sexos. O capitalismo com a sua lógica de dividir a classe trabalhadora, para simplesmente poder explorar mais os setores mais oprimidos é o principal inimigo e precisam ser combatidos nas ruas e nos locais de trabalho em primeiro lugar.

A propaganda burguesa fez uma campanha muito forte pra tentar corromper o significado real do 8 de Março. Por isso não podemos deixar de lembrar a origem desse importante marco. A proposta do dia Internacional da Mulher apareceu na Internacional Socialista em 1910. Mas o que de fato marcou a celebração no seu dia foi o fato das operárias russas do setor têxtil terem tomado a vanguarda, entrando em greve, inaugurando uma série de lutas que derrubaria o Czar Nicolau II. Este episódio foi a Revolução Russa de Fevereiro. Por uma diferença de calendário, a revolução de fevereiro (calendário russo) teve sua origem no dia que viria a ser conhecido como dia internacional da Mulher, 8 de Março no calendário ocidental.

Já estamos no terceiro ano de governo Dilma, que foi apresentado como grande conquista por colocar uma mulher como presidenta. E mesmo assim, praticamente nada mudou em relação às mulheres. Da legalização do aborto não há notícia e mulheres trabalhadoras que não podem pagar os preços caros de clínicas de aborto continuam sendo vítimas de açougueiros, e quando sobrevivem ainda correm o risco de serem tratadas como criminosas. 

O governo nunca se colocou em combate contra o fundamentalismo religioso, muito pelo contrário, fez alianças nas eleições com partidos dirigidos por Igrejas (PR, PRB etc.). As mulheres negras, lésbicas e transexuais são as mais atacadas pelo fundamentalismo, que sataniza a sua cultura e, no caso das lésbicas e transexuais, a sua própria existência. A terceirização, que só serve para explorar negros e mulheres, avança cada vez mais, inclusive no setor público.

Isso quer dizer que só ter uma mulher no comando do governo não muda nada. Precisamos de um governo direto dos trabalhadores, comprometido em destruir as bases econômicas que transformam as mulheres num grupo superexplorado da classe trabalhadora. Para criar este governo dos trabalhadores é preciso a formação de um Partido revolucionário. 

É preciso entender que a libertação das mulheres é uma questão de extrema importância e necessariamente revolucionária, pois só é possível acabar com o machismo, acabando com o capitalismo. Por isso é necessário que as mulheres se organizem dentro dos movimentos sindicais, populares e estudantis, sempre defendendo suas demandas, que entram em conflito com a exploração capitalista; tais como:

- Trabalho doméstico (alimentação, limpeza, creche etc.) transformado em serviços públicos, controlado pelos trabalhadores.


-  Fim da terceirização! Contratação imediata dos trabalhadores terceirizados com os mesmos direitos trabalhistas. Salário igual para trabalho igual!
 

- Legalização do aborto


- Contra os estereótipos machistas da família, escolas, mídia e religiões. Total liberdade individual para a mulher escolher seu estilo de vida.


- Organização de coletivos nos sindicatos, movimentos populares e movimento estudantil, que carreguem as bandeiras das demandas das mulheres.


- Pela formação de um partido revolucionário, que lute pela libertação feminina através da Revolução Socialista.

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