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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Organizar manifestações de solidariedade contra a intervenção imperialista na Coreia do Norte! Nenhum apoio ao regime stalinista!



Nas últimas semanas, cresceram as manobras militares nas fronteiras e, principalmente, os discursos explosivos de Kim Jong-Un, ameaçando inclusive ataques nucleares contra os EUA. Alguns embaixadores até foram alertados a sair do país.
Pra entender o que realmente está acontecendo, temos que ultrapassar as notícias atuais e ver as causas históricas do conflito. OS EUA e os seus empregados, o governo sulcoreano e japão, vão alegar que os exercícios militares de fevereiro simulavam uma invasão do programa nuclear nortecoreano. Porém, esse programa nuclear já é uma resposta às ameaças militares contra à Coreia do Norte... voltando no tempo, a raiz do problema está na divisão do país através da guerra, e que terminou em 1953, mas em que nunca foi assinado nenhum tratado de paz, e sim um armistício, ou seja, um cessar-fogo permanente.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão invadiu a Mandchúria (norte da China), sendo que a Coreia já tinha sido anexada em 1910. Após a derrota do nazismo no ocidente, a URSS e o Exército Vermelho chinês ajudaram a libertar toda a região. Ao mesmo tempo, a URSS colocou na direção da frente militar coreana Kim Il-Sung, que era de total confiança deles.
Logo depois da derrota do Japão, em setembro de 1945, os EUA invadiram o sul do país pra não deixar tudo cair nas mãos da URSS. E colocaram o governo marionete de Syngman Rhee no lugar. A primeira medida após a invasão foi destruir o movimento dos trabalhadores e o partido comunista, que era muito forte na região.
Assim, quando o norte foi ocupado militarmente, não aconteceu uma revolução dos trabalhadores, e a burguesia perdeu o poder através das medidas burocráticas do estado, controlado pelos militares. Por isso, não consideramos que a Coreia do Norte tenha sido um Estado Operário, nem mesmo burocratizado, porque nunca houve nenhum tipo de órgão de poder dos trabalhadores, como existiram na URSS e em Cuba, por exemplo.
Mesmo assim, era um estado controlado pela burocracia, com uma economia não-capitalista. Por isso, ganhou imediatamente o ódio de todas as potências imperialistas do mundo, sendo que a guerra da Coreia foi uma tentativa de impedir a expansão do regime para o sul, e ainda depois de terem esmagado o movimento dos trabalhadores no sul, a população passou a preferir o stalinismo do que a repressão brutal da ditadura.
Desde então, os EUA sempre tentam isolar economicamente e militarmente a Coreia do Norte. A burocracia, pela sua própria natureza, isolou cada vez mais o país. Diferente das décadas de 1960 e 1970, em que o movimento contra a ditadura no sul apoiava o regime do norte, que era visto como uma alternativa viável (até mesmo os Panteras Negras enviaram delegações para a Coreia do Norte, pra fazer formação política), hoje, depois de toda a loucura militarista da dinastia Kim, não existe mais nenhuma simpatia pela Coreia do Norte por parte dos trabalhadores.
Isso leva, por exemplo, as pessoas temerem o armamento nuclear da Coreia do Norte. Nós, como somos antiimperialistas, somos a favor do direito de qualquer país atrasado ter armas nucleares, já que as grandes potências têm, nunca perguntaram se podiam ter e, no caso dos EUA, já chegaram a usar contra a população civil.
Por outro lado, verdade seja dita, é muito improvável que a situação atual vire realmente uma guerra. As ameaças nucleares são uma especialidade do estranho stalinismo coreano há muito tempo, e nem os EUA nem a China teriam o que ganhar com a destruição da região através de armas atômicas. Além disso, os "fogos de artifício" da Coreia do Norte talvez não consigam alcançar nem o Japão, muito menos os EUA.
O problema é que toda a presepada de Kim Jong-Un pode dar margem para os EUA usarem a Coreia do Sul pra realizar o seu objetivo de recolonizar o Norte. Isso coloca a necessidade imediata de um movimento mundial em defesa da Coreia do Norte. Já aqui do Rio de Janeiro, convocamos todas as organizações que dizem defender a luta antiimperialista e o socialismo a organizar uma manifestação como a que fizemos contra a intervenção da OTAN na Síria.
Para os companheiros do PSTU e da LER-QI, que parece que não tem muita certeza da existência da Coreia do Norte, já que quase nunca falam dele na sua imprensa, disponibilizamos também aqui um mapa da Coreia do Norte, pra provar que ela fica lá mesmo, em cima da Coreia do Sul!



Além da nossa ação antimilitarista, temos que explicar que o regime odioso da Coreia do Norte não representa o socialismo. Ao contrário, o militarismo extremo do regime stalinista só leva ao isolamento cada vez maior do país, e dá desculpa para os EUA e a Coreia do Sul invadirem o país. A saída para a Coreia do Norte é uma revolução antiburocrática que coloque os trabalhadores no controle do país, através de suas assembleias e na luta e de uma economia planificada democraticamente. Sem uma revolução antiburocrática socialista, os trabalhadores da Coreia do Sul nunca vão ver o Norte (e o socialismo) como uma alternativa viável pela qual vale a pena lutar.
- Fora a intervenção militar contra a Coreia do Norte! Organizar a solidariedade internacional em todas as cidades!
- Pelo direito aos países atrasados a desenvolverem armas militares, enquanto o imperialismo tiver elas!
- Pela reunificação socialista da Coreia, através da revolução antiburocrática-socialista no Norte e socialista no Sul!

Um comentário:


  1. No Facebook, reproduzimos a declaração da LER e polemizamos com a desculpa esfarrapada do PSTU/LIT, de dizer que a Coreia do Norte é uma ditadura capitalista:

    https://www.facebook.com/coletivo.lenin/posts/287703078028261?comment_id=1273386&ref=notif&notif_t=like

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