QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mais de mil pessoas em pleno 20 de dezembro: o ascenso continua!

Depois que o prefeito Eduardo Paes anunciou uma nova tentativa de aumento das passagens (para R$ 3,05), já aconteceu o primeiro ato. Numa época em que geralmente as organizações e movimentos estão em recesso, foi incrível ver essa quantidade de gente na Candelária.
Como mostra da repressão que está por vir, muita polícia estava presente em todo o Centro do Rio. Como muitas pessoas falaram, tinha mais polícia do que gente. Mesmo assim, a passeata transcorreu pacificamente, primeiro indo até a ALERJ e, depois, a maioria das pessoas caminhando até a Central. 
Depois de chegar na Central, uma parte dos manifestantes ainda seguiu até o território que pertence à Aldeia Maracanã, de onde eles foram despejados covardemente no começo da semana. Os companheiros do movimento indígena estavam presentes e a palavra de ordem "Aldeia (r)existe" foi uma das mais cantadas. 

Zé Guajajara, que resistiu heroicamente durante mais de 24 horas em cima de uma árvore contra o despejo, foi saudado como merece.
Infelizmente, antes de chegar na Central, aconteceu um caso que não deve ser tolerado no movimento. O pseudoanarquista Felipe Braz agrediu fisicamente uma companheira de luta, e depois fez a mesma coisa com as que tentaram afastá-lo. Ele tem um histórico de atitudes machistas e de agressão contra as mulheres, e não deve ter lugar nas lutas, a não ser que mostre na prática que mudou a sua atitude. Até agora, ele nem mesmo reconhece que agiu errado. 
O Fórum de Lutas contra o Aumento está sendo reconstruído no meio das mobilizações. Nós precisamos dele, porque é necessária uma frente única de todos os setores para dar mais força e atrair mais gente aos atos. 
O Fórum passou por uma crise desde julho, tanto por parte dos setores reformistas do PSTU e PSOL, que queriam dissolvê-lo dentro das suas entidades (CONLUTAS e DCEs), e impedir que ele fosse combativo e enfrentasse a polícia; como por setores sectários do MEPR e OATL, que tentaram construir uma frente controlada por eles, prezando muitas vezes por ações isoladas, em vez de se preocupar em avançar o movimento como um todo.
Não vamos dizer que esse ato fechou o ano. Na situação de hoje, tudo pode acontecer, e não é impossível acontecer mais um ato antes do dia 31!
            No dia 16/01 já está marcado um novo ato. Nós temos que nos preparar desde já para a Copa, quando é quase certo que vai acontecer outra convulsão como a que aconteceu em junho passado. Ao mesmo tempo, temos que discutir pacientemente com os novos companheiros que chegaram ao movimento sobre a necessidade de um partido que unifique todos os revolucionários na luta pelo socialismo.

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