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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Declaração do Movimento Hora de Lutar

ENEM vaza novamente

Reproduzimos aqui nota do Movimento Hora de Lutar, construído por militantes do Coletivo Lenin e independentes, atualmente atuando na UFRJ.

Assim como ocorreu no ano passado, o novo ENEM vazou e já está causando muita conturbação na vida de estudantes do país inteiro que passaram os últimos meses dedicando-se duramente para ingressarem em alguma universidade. O novo sitema, alardeado pelo Governo e seus apoiadores como o "fim do vestibular" tem mostrado suas diversas falhas de segurança, alicerçadas em instituições podres do Estado dos patrões, encabeçadas por funcionários que recebem salários altíssimos e diversas regalias, vendo suas funções públicas enquanto um verdadeiro emprego privilegiado e fazendo de tudo possível para nele se manter.

Como resposta à essa verdadeira esculhambação da educação, diversos protestos começam a ser preparados em algumas capitais, como um já convocado para o Rio de Janeiro no próximo dia 12 (sexta-feira). Da mesma forma, começam a brotar novos movimentos, como no ano passado ocorreu com a NOVE (Nova Organização Voluntária Estudantil ), fundada em escolas privadas da Zona Sul do Rio, conseguindo assim alguma visibilidade que a garantiu certo crescimento durante certo tempo (um verdadeiro "5 minutos de fama").

Antes de criticarmos a velha NOVE, hoje reduzida a pouquíssimos ativitas, e novos movimentos como o MOVA-SE (Movimento dos Vestibulandos Ativistas Sem Enem - surgido a partir da iniciativa de estudantes do 3º ano do Colégio Notre Dame, localizado no bairro nobre de Ipanema), cabe aqui buscarmos entender os fatores que levaram às suas fundações, estes, completamente justificáveis, diga-se de passagem.

Em primeiro lugar, o impulso para o surgimento de NOVEs e MOVA-SEs se dá pela zona que é o ENEM, prova que tem sido incapaz de prover um exeme bem planejado e seguro, e que foi adotada pela maioria esmagadora das universidades públicas como parte do vestibular (o que só faz ampliar os problemas já existentes do ENEM e torná-lo ainda mais frágil).

Em segundo lugar, a necessidade de um "novo" movimento surge da inação da UNE e da UBES, entidades de massas dos estudantes brasileiros que, devido às suas direções burocráticas encabeçadas majoritariamente pela juventude do PCdoB, a UJS, não mobilizam os estudantes à sério desde o início do Governo Lula, pois não querem "queimar" seu principal aliado, o PT.

Tendo colocado na mesa o problema, cabe agora analisarmos as respostas a eles dados pelos estudantes que têm se mobilizado em torno da questão do ENEM.

Quanto à questão da prova, alguns defendem seu fortalecimento (ou seja, melhor segurança, organização e etc.), como a NOVE, e outros defendem sua substituição pelo "vestibular clássico", como o novo MOVA-SE, que também ganhou notoriedade nos grandes meios de comunicação, devido à facilidade de arregimentar apoiadores em redes sociais eletrônicas, como Orkut, Twitter e etc.

Aconte que nem um nem outro questiona o essencial: a existência do vestibular. O vestibular cumpre o papel de ser um enorme e apertado funil social, que garante o acesso às universidades apenas aos filhos da classe média e da burguesia, mantendo assim o status quo de uma sociedade desigual e elitista. E não é por acaso que nossos "companheiros", todos (ou a expressiva maioria), moradores da Zona Sul e estudantes de escolas privadas, não estejam preocupados com o fato da juventude negra e pobre não ter as mínimas condições de ingressarem na universidade, não levantado assim o verdadeiro problema e propondo sua devida solução: a extinção do vestibular e a ampliação da rede de universidades públicas (através tanto da estatização das privadas sobre controle de comitês formados por alunos, professores e funcionários, quanto da construção de novas públicas e o investimento maciço na manutenção das já existentes - e sucatedas). Apenas dessa forma, e garantindo-se a criação de um Plano Nacional de Assistência Estudantil (capaz de prover alimentação, moradia e transporte de qualidade e gratuíto para os estudantes) é que poderemos ter uma universidade de fato PÚBLICA.

Já quanto à questão da UNE/UBES, defendemos que os companheiros não virem às costas aos milhões de estudantes que as têm como referência de luta e atuação e que disputem em seus fóruns a consciência deles, denunciando o papel burocrático e desmobilizador da UJS e seus aliados, que se resumem a criticar timidamente o Governo e sempre apoiar seus projetos, por piores que sejam (como o REUNI, que cria vagas sem garantir mais verbas, criando assim um "escolão do 3º grau). Fazemos esse chamado também aos companheiros que se referenciam na pequena e recente ANEL. Estes últimos, principalmente, devem tirar as devidas lições do fracasso que foi a tentativa de criação de uma nova entidade, ocorrida em 2005 com a fundação da CONLUTE (encabeçada pelo PSTU, como ocorreu com a ANEL): se vocês descordam dos projetos do governo, então não se isolem do grosso dos estudantes criando novas entidades! Ao invés disso, ocupem os fóruns de massas da UNE e da UBES e disputem a consciência daqueles iludidos com os projetos do Governo, combatam suas direções burocráticas e juntem-se a nós na luta pela volta de tais entidades à sua histórica combatividade!

Movimento Hora de Lutar (Coletivo Lenin e independentes)
Participe: horadelutarufrj@googlegroups.com

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