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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

sábado, 20 de novembro de 2010

A incapacidade da ONU de ajudar o Haiti mostra o verdadeiro papel das tropas da Minustah

Haiti, país que até hoje paga o preço por ter sido o único das Américas no qual os escravos foram capazes de levar à cabo uma revolução vitoriosa, vive nova situação de caos. Arrasado por um terremoto ocorrido em janeiro, a situação de miséria dos haitianos foi inimaginavelmente agravada por um recente surto de cólera, que vem gerando protestos nas ruas contra as tropas da ONU, às quais os haitianos têm atribuído a origem da doença.

O Haiti precisa de uma nova revolução, dirigida por seus trabalhadores e camponeses, através da liderança de um partido revolucionário, que derrote as tropas de ocupação, exproprie a burguesia e use suas riquezas para reeguer o país, auxiliada por uma solidariedade de classe internacional que envie brigadas de voluntários médicos, engenheiros e trabalhadores em geral. Tudo coordenado e planejado por uma estrutura democrática de assembléias de trabalhadores e camponeses organizados por bairros e cidades.

Médicos alertam para 'caos total' no Haiti

Via estadão.com.br

Sáb, 20 Nov, 08h00

O horror humano no Haiti - com corpos de crianças abandonados nas ruas de Cap-Haitien, hospitais apinhados de pacientes com diarreia crônica, e cadáveres desidratados sendo transportados em carrinhos de mão - não terminará enquanto a comunidade internacional mantiver a mesma abordagem no combate à epidemia de cólera que já matou 1.186 e deixou 49.418 mil infectados em um mês.

O alerta - o mais contundente desde o início da nova crise - foi feito ontem ao Estado pelo chefe dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Haiti, o italiano Stefano Zannini, num tom de desabafo e frustração. A ONG diz que responde por 85% de todos os atendimentos de casos de cólera no país. "Esta é a 'república das ONGs', o mundo inteiro está aqui e como pode? Como é possível que, quatro semanas depois do início da epidemia, nós (o MSF) ainda estejamos com todo o sistema médico nas costas? Onde estão todos os outros?"

Zannini diz que nenhuma das medidas para conter a epidemia é de caráter médico. Elas dependem de lavar as mãos, ter água potável, dar um destino adequado aos cadáveres e às fezes humanas. "Ora, nada disso é caro nem depende de médicos. Onde está a ajuda internacional?", questionou. Um dos maiores problemas para conter a propagação da cólera é a falta de cuidados básicos de higiene, o que poderia ser combatido com programas relativamente simples, como a distribuição de sabão.

Estima-se que 76% dos haitianos vivam com menos de US$ 3 por dia e 50% tenham menos de US$ 1 por dia. Uma barra de sabão custa, em períodos normais, US$ 0,50 na maioria dos mercados haitianos e, para muitas famílias, lavar as mãos virou um dilema potencialmente fatal entre usar o pouco dinheiro para comprar sabão ou para comprar comida.

Na quarta-feira, o MSF havia lançado um alerta sobre o esgotamento físico e emocional de suas equipes. "A carga de trabalho é estressante. Não é fácil trabalhar com o cheiro, o barulho e a pressão de tantos doentes. Estamos trabalhando 24 horas por dia. Estamos sobrecarregados", disse Zannini.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

"Violência obriga tropas da ONU a deixar ruas no Haiti, diz comandante"

Na última quinta, o general brasileiro que comanda as tropas de ocupação da ONU precisou mandar seus soldados retornarem para os quartéis, deveido aos violentos enfrentamentos que estavam ocorrendo com a população, que atribui aos extrangeiros a causa do recente surto de cólera. Essa explosão de raiva contra as tropas é resultado de anos sofrendo com a repressão e a miséria, absurdamente agravada após o terremoto que transformou o país em terra arrada no ano passado. Confira a matéria do G1.

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