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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

domingo, 11 de novembro de 2012

Nem ENEM nem vestibular! Livre acesso já! (Juventude em Luta)


Isso serve apenas como uma medida paliativa que não ataca a causa desse problema: a própria existência do vestibular que, junto com o fim da precarização do ensino básico público, uma política decente de assitência estudantil, o combate ao preconceito sofrido por essas minorias, e uma política eficiente para a inserção futura no mercado de trabalho, acabaria com a elitização das universidades públicas. Apenas 15% dos jovens estão fazendo faculdade, e destes, apenas um quarto estão nas universidades públicas; ou seja, de todos os jovens, apenas 1 em cada 30 está numa universidade pública.


O acesso às universidades deve ser gratuito e universal! Todos devem poder completar os seus estudos primários e secundários com a formação universitária gratuita e de qualidade na sua área de interesse! A educação não é importante apenas para o desenvolvimento profissional dos estudantes, ela serve também para garantir uma formação cultural ampla, o crescimento intelectual, a consciência política, ou seja, um desenvolvimento integral do ser humano.
 


Segue o panfleto da Juventude em Luta/RJ


Não deveria haver nenhuma forma de restrição à educação de nível superior. Nenhuma prova que possa deixar de fora aqueles que, por conta de uma suposta formação básica deficitária ou insuficiente, não teriam condições de dar continuidade aos seus estudos. Em muitos países já existe o livre acesso às universidades.

Aqui mesmo na América Latina, onde o Brasil é uma espécie de país modelo de desenvolvimento, temos países como Cuba, Bolívia e Argentina, onde a prioridade é facilitar o acesso à educação superior, e não excluir mais ainda setores da sociedade com uma prova difícil e mal preparada.

Esse tipo de avaliação, além de não avaliar a verdadeira capacidade do aluno, serve a um interesse econômico do governo, que não investe em um ensino publico básico de qualidade, deixando isto ao encargo das escolas particulares. E são os alunos destas instituições que acabam ocupando a maior parte das vagas das universidades públicas. Enquanto os alunos que dependeram a vida inteira do ensino público, na esperança de ter uma melhor qualidade de vida, acabam sendo obrigados a trabalhar para pagar seus estudos em universidades particulares, em sua maioria desvalorizadas no mercado de trabalho, tendo assim uma rotina extremamente sacrificante.

O sistema de cotas, por exemplo, visa amenizar essa desigualdade, democratizando o acesso às universidades públicas, garantindo um número mínimo de vagas aos setores mais explorados da sociedade.
O livre acesso, diferentemente do que se poderia imaginar, não rebaixaria a qualidade dos profissionais da área, nem desvalorizaria a profissão. Para isso, a estrutura da universidade deve ser alterada, com melhoria das condições de ensino e dos recursos disponíveis à educação, dando conta do novo contingente de alunos interessados. Isso só pode acontecer quando a universidade se encontrar sob o controle dos estudantes e trabalhadores que fazem parte dela. O que implicaria o controle das verbas destinadas à educação por esta mesma população.


Por isso, nós da Juventude em Luta defendemos:

- Fim do vestibular! Livre acesso já!

- Todo apoio às cotas!

- Estatização das universidades particulares!

- Controle de todas as universidades pelos estudantes e trabalhadores!

- Melhoria das políticas de assistência estudantil: equiparação das bolsas ao salário mínimo, aumento do número de bolsas; passe livre; bandejão, creche e alojamento gratuitos para todos os estudantes que precisarem!

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