QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Comentários sobre o segundo turno


O segundo turno confirmou a tendência de fortalecimento do governo, que nós já tínhamos mencionado antes. A maior expressão disso foi a derrota do Serra em São Paulo, o que pode inviabilizar o PSDB nacionalmente. O DEM só sobrevive graças ao ACM Neto na prefeitura de Salvador.

Do ponto de vista da oposição de esquerda ao governo do PT, é importante olhar para a vitória eleitoral do PSOL em Macapá, numa frente com o PRTB e o PPS, e recebendo apoio do DEM. Essa eleição é um fator muito forte para pressionar o partido à direita e para corrompê-lo politicamente e com os cargos.

No nosso artigo O PSOL virou um novo PT?, nós erradamente falamos que as correntes que eram contra a aliança eram a maioria da executiva do PSOL. Na verdade, elas tinham 40% dos votos, o que deu condições para a APS, que defende a política petista de alianças com a "centroesquerda", passar o rodo nos setores que discordavam.

Ao mesmo tempo, as principais correntes de esquerda do PSOL, a CST e a LSR, não tiveram uma posição firme sobre as candidaturas de Clécio Luís e de Edmilson Rodrigues (que recebeu o apoio do PT no segundo turno). A CST chamou voto crítico nos dois, enquanto a LSR fez uma declaração que falava, falava, mas terminava não declarando voto!

O PSTU, que não corre o risco de ser expulso do PSOL se chamar voto nulo, mesmo assim chamou também o voto crítico em Belém (mas corretamente chamou voto nulo em Macapá). Isso não é simplesmente oportunismo, é parte da concepção morenista de que o partido tem que ajudar os reformistas a chegarem ao governo, pra os trabalhadores "fazerem a experiência" com eles, como etapa anterior à luta por uma politica revolucionária.

A posição de voto nulo nas duas cidades foi defendida corretamente por algumas organizações com quem temos divergências em outras questões, como o MR, a LBI e a PRS (Práxis Revolucionária Socialista, os companheiros que racharam com o PSTU por causa do apoio ao Edmilson Rodrigues).

Agora, diante dos governos eleitos no segundo turno, que representam, todos eles (incluindo o PSOL-PPS-PRTB em Macapá) os interesses das classes dominantes, temos que preparar a oposição classista, baseada nas reivindicações dos trabalhadores e na sua autoorganização, com o horizonte de construir o partido revolucionário para lutar pelo governo direto dos trabalhadores, através de suas assembleias de luta.
                                    

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