QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

OTAN discute estratégia nuclear da Rússia (Espaço Marxista)

COMBATE AO SECTARISMO PRÓ-IMPERIALISTA
Em defesa do trotskismo
contra o sectarismo pró-imperialista
Resposta da Frente Comunista dos Trabalhadores ao grupo Luta Marxista


Em meio a atual guerra fria, a maioria dos grupos que se dizem trotskistas se encontram profundamente influenciados pela propaganda de guerra do imperialismo, encabeçado pelos EUA.

Um setor deste pseudo-trotskismo vem se incomodando com a Frente Comunista dos Trabalhadores (FCT, seção brasileira do Comitê de Ligação pela IV Internacional, CLQI - LCFI). O incomodo deriva tanto de razões organizativas, quanto programáticas. No primeiro caso, por nadarmos contra a corrente do estilhaçamento que caracteriza os agrupamentos sectários que mais implodem do que crescem. No segundo, pelo pioneirismo na elaboração de explicações para os fenômenos atuais sob a ótica da teoria da revolução permanente, como é o caso do surgimento das "Potencias capitalistas, sui-generis, emergidas de grandes Estados Operários ". Explicações essenciais para a compreensão e atuação na luta de classes hoje.

Chamou-nos a atenção o comportamento de um grupo gaúcho que se reivindica trotskista. Fosse apenas por isso, e pelo fato da Luta Marxista há muito tempo vegetar a margem da luta de classes, desprezaríamos tranquilamente sua crítica, como fizemos há alguns anos atrás, quando, dando prova de sua esterilidade e carência de qualquer perspectiva política, LM nos criticou pela tática da Frente Única [ 1 ] defendida por nós e por toda tradição marxista anterior.

O que nos obriga a responder LM hoje é a necessidade de alertar aos nossos leitores para que fiquem atentos, mesmo para os que copiam as nossas elaborações, pois, por covardia política, semeiam confusão, sacando conclusões políticas opostas as nossas e funcionais ao imperialismo.

Como não consegue polemizar com as posições que temos, porque estas eles as copiam, criam posições que não temos, para digladiar-se com elas. O LM mente ao dizer que a Liga Comunista (LC), o Coletivo Lênin (CL), os agrupamentos que impulsionaram (juntamente com o Espaço Marxista, EspM, a Tendência Revolucionária do PSOL, TR, e o Coletivo dos Socialistas Livre, CSL), a criação da FCT,
“Apoiam também politicamente os governos das semi-colônias que estão sendo desestabilizados pelo imperialismo”.
Toda sua argumentação se baseia na falsificação de nossas posições
“embelezando e apoiando de fato os governos burgueses dessas nações”,
sem citar uma vez sequer a tal posição criticada em qualquer documento nosso. É assim porque a posição criticada SIMPLESMENTE, NÃO EXISTE e qualquer um que leia as declarações da FCT [ 2 ], e não precise apelar para a má fé para nos detratar, constatará isto, pois uma das características básicas da política da FCT é a sua defesa frente única sem prestar qualquer apoio político aos aliados vacilantes e circunstanciais que dirigem o movimento de massas ou as nações oprimidas ameaçadas. Não deixamos de desmascará-los junto as massas, pois invariavelmente tais aliados não realizam uma luta consequente contra a reação e o imperialismo e pavimentam o caminho destes inimigos contrarrevolucionários. Todavia, são estas as direções do movimento de massas e não nós, os revolucionários, e, se buscamos superar tais direções, necessário é demonstrar para as massas sua incapacidade de defendê-las, revelando os interesses burgueses que possuem esses aliados.

Em todo chamado a frente única ressaltamos a defesa da independência política dos trabalhadores e que a frente se faz sem depositar nenhuma confiança aos aliados e menos apoio político aos mesmos. Nossa estratégia no Brasil, por exemplo, é a construção da oposição operária e comunista ao governo Dilma.

A versão gaúcha do schachtmanismo [ 3 ] força na mão e diz que o CLQI
“Sacrifica o princípio da independência de classe, caracterizando esses governos como nacionalistas, anti-imperialistas, ou seja, progressistas”.
Terceira falsificação:
“Em geral, têm dado apoio eleitoral a partidos burgueses”.
Sobre as eleições presidenciais de 2014. No segundo turno, LM tomou a mesma posição eleitoral dos setores da esquerda a quem a própria LM acusa de pró-imperialistas. Por sua vez, como medida excepcional, e não "em geral" como tenta passar LM, ou seja, apenas no segundo turno, nas últimas eleições brasileiras, a LC, o CL, a ruptura do PCB que veio a constituir o EspM, e os ex-militantes do PSTU que conformaram o CSL, chamaram a votar na candidatura de Dilma e do PT contra as manobras da direita golpista, agente do imperialismo.

Tomamos a posição política eleitoral de votar na candidatura do PT contra a direita no ponto máximo da polarização de uma campanha presidencial que do começo ao final foi assombrada pelo Golpe eleitoral de Estado. A campanha começou de forma sangrenta, com um estranho "acidente" fatal que vitimou um candidato da oposição para catapultar uma candidata alternativa da oposição burguesa de direita. Uma vez que os candidatos do partido tradicional da oposição burguesa, do PSDB, já havia perdido as eleições presidenciais para o PT por três vezes seguidas e consecutivas (2002, 2006, 2010), agora o imperialismo impulsionava a unidade das oposições de direita, um amplo espectro religioso, anti-comunista, pró-imperialista e ligado ao capital financeiro para derrotar a candidata do PT. Diante das limitações, da incapacidade desta candidatura alternativa, sem partido próprio, programaticamente inconsistente, refém de todos seus heterogêneos apoiadores de última hora, chegar ao segundo turno, o imperialismo reorienta o conjunto da frente golpista para voltar todas as suas energias para o candidato do PSDB. A quase totalidade da mídia televisionada, virtual e escrita se unifica para derrotar o PT. Apesar de todos os esforços a Frente Única Golpista, o candidato tucano é derrotado no segundo turno. Os golpista não aceitaram a derrota e vão para as ruas realizando manifestações e provocações crescentes até que o movimento de massas de esquerda realizasse sua primeira grande manifestação de resistência (13/11/2014).

Diferente de uma espécie de esquerdismo incurável e senil no século XXI, bastante funcional ao imperialismo, nós como os bolcheviques chamamos a votar em partidos burgueses sim, quando as conquistas históricas do proletariado são ameaçadas por agentes do capital muito piores que o PT. Nossa defesa heterodoxa do voto em Dilma segue a nossa política geral de combate ao golpismo pró-imperialista e se inspira na política dos bolcheviques de
“apoiar a burguesia contra o tzarismo (na segunda fase das eleições ou nos empates eleitorais, por exemplo) e sem interromper a luta ideológica e política mais intransigente contra o partido camponês revolucionário-burguês, os ‘social-revolucionários’, que eram denunciados como democratas pequeno-burgueses que falsamente se apresentavam como socialistas.” (Lenin, “Nenhum Compromisso?” em Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo, 1920).
O fato de Dilma incorporar parte do programa neoliberal derrotado nas urnas em nada invalida a tática de chamar a votar nela contra o candidato da direita, pois, se este tivesse saído vitorioso, além das medidas reacionárias que o governo Dilma-Levi anda tomando, veríamos o Executivo nacional diretamente a serviço das demandas das marchas da direita golpista, o que significaria um ataque infinitamente pior contra o proletariado.

FRENTE ÚNICA

LM justifica: se não existem seções revolucionárias do CLQI nos países alvos do imperialismo onde chamamos a FUA, tal tática seria pura capitulação. Se tal metodologia confusa de pensamento fosse válida, os revolucionários não poderiam defender a tática da FUA em qualquer lugar, não só onde não possuem seções, como onde suas respectivas seções são extremamente pequenas. A LM revisa Trotsky, inclusive quando finge reivindicá-lo, nos próprios exemplos citados (Abissínia e China) por seu texto schachtmanista. Na verdade, como logo descobrimos, a LM é anti-FUA, ou seja, pró-imperialista, dizendo que a tática da III Internacional dirigida por Lenin e Trotsky caducou, mas não diz o porquê, segundo o esquerdista que o imperialismo gosta,
“A Frente Única proposta pelas Teses do Oriente em 1922 caducou como tática privilegiada.”
Quem caducou devido a extrema esterilidade de seus vícios sectários em nome do trotskismo foi a LM, completamente isolada não só das massas, mas hoje até do pequeno círculo de contatos pessoais que algum dia agrupou. Toda a história das revoluções no pós-guerra comprova que onde a política da frente única anti-imperialista não foi desviada e convertida em frente popular, surgiram novos Estados Operários (Iugoslávia, China, Coreia do Norte, Vietnã, ...).

Não é por acaso que LM compra e repercute a propaganda de guerra imperialista contra a Crimeia, as Repúblicas de Donbass e a Rússia:
“Putin retaliou anexando a Crimeia e promovendo o separatismo no leste da Ucrânia... A atitude da Rússia sobre as repúblicas não russas no seu interior e nas imediações é típica de um novo imperialismo nascente”.
Ou seja, para nosso grupo sectário, não se trata de uma ofensiva imperialista golpista (como na Líbia e Síria) que impulsionou o reacionário e pró-UE movimento Euromaidan e impôs pela força do terror fascista um golpe de Estado e um governo dirigido por fascistas em Kiev, obrigando as populações da Crimeia e do Leste ucraniano a fazerem referendos por sua autodeterminação contra a OTAN e a UE [ 4 ], onde saíram esmagadoramente vitoriosos os desejos da população de maioria proletária destas regiões por serem incorporadas a Rússia. Desejos que, diga-se de passagem, não foram plenamente atendidos pelo regime burguês de Moscou, que reunificou a Crimeia ao seu território, onde se localiza a importante base naval de Sebastopol, mas se negou a fazer o mesmo com as repúblicas da região do Leste, o Donbass (onde se encontram os oblasts, províncias, de Donetsk e Lugansk), por conveniência militar de manter um cinturão de terra intermediário entre suas fronteiras e as tropas da OTAN.

Não é por acaso também que na guerra civil da Ucrânia, o principal conflito do momento da nova guerra fria, além de se oporem a frente única contra o imperialismo, “nossos” “marxistas” também se opõe a defesa militar dos povos oprimidos e perseguidos contra os fascistas de Kiev, agentes da OTAN ou sequer exigem Fora as tropas do exercito ucraniano ou do nazista batalhão Azov do leste ucraniano.

Por fim, nossos detratores copiam a quase totalidade de nossas elaborações acerca de Rússia e China. Nada temos contra isso, como disse o grande Hermeto Pascoal:
“as minhas músicas eu quero mais é que sejam pirateadas. Quero mais é que as pessoas toquem, ouçam, a conheçam. E, pra mim, quem reclama da pirataria é quem faz música apenas para vender.”
O que nos opomos é a uma categoria de piratas que por covardia política evitam as conclusões práticas a que chegamos, e as prostituem em favor do imperialismo e da reação, que tem um tipo de pensamento muito preguiçoso para renegar nossas concepções marxistas de conjunto e mais ainda para formular as suas próprias. Então logo esvaziam o significado das elaborações que copiaram e saltam a conclusões ligeiras para reunir-se com o restante do pseudo trotskismo pró-imperialistas, para quem a Rússia e a China já seriam imperialistas e que diante do conflito entre estas nações e a OTAN, comandada pelo verdadeiro imperialismo, seria prudente ficar em cima do muro.

CONCLUSÃO

Em resumo, alertamos aos leitores que apesar de nos copiarem no conteúdo, as conclusões da LM são opostas as nossas: são a de que na Ucrânia, o certo seria ficar em cima do muro na luta entre os trabalhadores e a Rússia, de um lado, e os golpistas nazistas de Kiev e a OTAN, de outro; nos países oprimidos pelo imperialismo não se deve lutar por uma Frente Única Anti-imperialista; no Brasil, não se deve combater com todas as forças e por todos os meios a direita golpista pró-imperialista e chamar uma frente única contra o imperialismo e a oposição de direita golpista (inclusive para ajudar as massas a superarem suas ilusões no PT a fim de edificarem um verdadeiro partido revolucionário dos trabalhadores contra o capital). Para estes senhores sectários, objetivamente adversários de toda e qualquer frente única, nem sequer se deve participar de greves cuja direção é burocrática e tende a trair a luta, ou seja, deve-se converter também em fura-greves pois, afinal, raríssimas são as direções sindicais não burocráticas no mundo. No mesmo sentido, se opuseram ao chamado a construção da Greve Geral contra a terceirização. Fica evidente então que LM luta contra o marxismo. Parafraseando o próprio Marx, se esta "Luta" aí se diz marxista, tudo o que sabemos é que não somos marxistas.

Se logo imediatamente ao final da II Guerra Mundial, durante o início da primeira guerra fria, a batalha dos genuínos trotskistas foi por salvar a IV Internacional do desvio pablista, que capitulou ao stalinismo e pretendia liquidar a organização, agora, nossa batalha não é menor, o câncer schachtmanista alastrou-se por quase todas as correntes que reivindicam o legado de Leon Trotsky, incluindo as que resolveram romper com a IV para fundar uma V Internacional. 99% capitularam a tendência oposta a stalinofilia pablista, capitularam à stalinofobia shachtmanista. Não está descartado que desta nova guerra fria ganhe força um neopablismo na esteira da crescente influência do bloco eurásico e do bolivarianismo. Tal tendência que já se manifesta na IMT (CMI, em português, representada pela Esquerda Marxista no Brasil), de Allan Woods, precisa ser combatida. Mas, o sectarismo pró-imperialista é hoje tendência é amplamente majoritário no país, engloba todas as variantes morenistas, historicamente stalinofóbicas e que rechaçam a FUA, a começar pelo PSTU/LIT e a CST/UIT, do PSOL. Esse desvio se estende desde sua versão mais extrema, no MRS e no MNN, que se passaram de malas e bagagens para a frente golpista da direita, engrossando entusiasticamente as manifestações da direita pró-imperialista, como bem denunciaram os camaradas da FCT no Folha do Trabalhador 23 [ 5 ], até a LM, que segue o mesmo curso.


Notas
1. Também nos criticou por atuarmos mesmo nos sindicatos reacionários, por participar de greves convocadas por burocratas sindicais, por chamar a reunificação do movimento sindical brasileiro. http://lutamarxistablog.blogspot.com.br/2013/05/a-frente-unica-segundo-liga-comunista.html

2. “O golpismo no Brasil, na América Latina e as tarefas da Frente Comunista dos Trabalhadores
Resoluções da Reunião Nacional da FCT – 03 de maio de 2015.” http://lcligacomunista.blogspot.com.br/2015/05/resolucoes-da-fct-03052015.html#more
“Chamado à juventude para a construção da frente anti-imperialista e anti-fascista - Contribuição da FCT ao 54o Congresso da União Nacional dos Estudantes”
http://lcligacomunista.blogspot.com.br/2015/05/contribuicao-da-fct-ao-54o-conune.html
“Saudação do Comitê de Ligação pela Quarta Internacional aos trabalhadores do mundo - DIA INTERNACIONAL DO PROLETARIADO 2014 – CLQI” http://lcligacomunista.blogspot.com.br/2014/04/may-day-greetings-from-lcfi.html

3. Max Shachtman (10 de setembro de 1904 - 4 de novembro de 1972) foi um ex-trotskista que liderou uma oposição pequeno burguesa contra Trotsky e a direção majoritária do SWP dos EUA, a maior seção da IV Internacional na década de 1930. Shachtman renegou a defesa da URSS, a dialética marxista e por fim se passou abertamente para o lado da sua burguesia imperialista em 1961 apoiando a invasão gusana a Baia dos Porcos, orquestrada pela CIA, para sufocar a Revolução Cubana.

4. A incorporação da Crimeia a Rússia foi votada por mais de 96 % da população da Crimeia, sendo Crimeia historicamente um território da Rússia até que Nikita Krushev em um contexto de federalismo burocrático soviético decidiu seccionar Crimeia da Rússia e anexá-la a Ucrânia. Portanto, em função dos fatos que podemos observar, a questão da Crimeia em 2014 foi uma reunificação e de modo algum uma anexação por parte da Rússia, como tenta vender a mídia imperialista e seus seguidores. Exigimos respeito e defendemos os direitos nacionais e democráticos dos trabalhadores da Crimeia.

5. Ver "Melhores momentos da esquerda golpista! (1. PSTU; 2. Movimento Negação da Negação; 3. Movimento Revolucionário Socialista; 4. MEPR), COLETIVO LENIN
http://coletivolenin.blogspot.com.br/2015/04/melhores-momentos-da-esquerda-golpista.html
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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Resposta da FCT ao grupo Luta Marxista

http://lcligacomunista.blogspot.com.br/2015/06/resposta-da-fct-lm.html?m=1
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Queremos vida digna! (TR)

Queremos vida digna!!!

                                                                       por Luís Carlos de Oliveira

A situação da economia brasileira vai de mal a pior. O desemprego já está na casa dos 8%; os juros seguem subindo, já na casa dos 13,75% rumo aos 14; a inflação está a galope, em 8%, superando bastante o teto da meta do governo. Os dados são alarmantes.

Todo esse cenário de recessão é temerário à classe trabalhadora e a prejudica em muito. A crise chegou em terras tupiniquins e quem paga o preço é o lado mais frágil da luta de classes, a camada trabalhadora e mais pobre da população.

O cidadão no Brasil trabalha a vida toda, se esfola de pagar tributos ao governo; é sugado pelos juros escorchantes dos banqueiros e quase nunca morre em paz, numa situação econômica estável ou minimamente confortável.

Resultado de imagem para imagens favelas do rio de janeiroAgora vem o governo do PT e anuncia o propalado ajuste fiscal, pra cobrar a conta da crise justamente de quem mais deveria estar sendo assistido pelo governo, justamente de quem mais está sendo penalizado pela situação crítica da economia.

Se por alguns anos, no mandato de Luís Inácio, a população pobre teve algum acesso a consumo, ainda sim continuou sem saúde, sem moradia, sem terra, etc. Não é de quinquilharias que se faz a vida de uma pessoa. O sujeito pra viver tem que pagar aluguel, pagar conta de água e energia, gás, IPTU, tem que se locomover pra ir e voltar do trabalho, etc.

Os aluguéis estão caríssimos; em muitas famílias mais de um de um membro se encontra desempregado, de modo que os orçamentos familiares muitas vezes não são suficientes para cobrir todos os gastos. Ainda tem gente passando fome no Brasil. E, por mais que o governo jure de pé junto que não, é essa a dura realidade nos bairros pobres das grandes cidades, nas favelas, no sertão e no interior do país.

Em meio a essa situação, não nos rendemos à conversa mole dos governistas que querem justificar o injustificável. Não podemos! Exigimos salário decente e trabalho pra todos. Exigimos o fim do pagamento da dívida; exigimos a imediata implementação do imposto progressivo!
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terça-feira, 9 de junho de 2015

O massacre de Tiananmen foi um mito? (LC)

TIANANMEN - CHINA
O massacre de Tiananmen foi um mito?

Recentemente o jornal Workers World dos EUA publicou um texto polêmico “O massacre de Tiananmen foi um mito”, sobre as manifestações ocorridas na chamada Praça da Paz Celestial, em 1989. O camarada Gerry Dowinig, membro do Socialist Fight, seção britânica do Comitê de Ligação pela IV Internacional, ao qual a nossa Frente Comunista dos Trabalhadores é ligada respondeu ao WW com o texto abaixo:


O ingresso dos operários chineses nos protestos
foi o que assustou a burocracia
Deng Xiaoping foi eleito por duas vezes o homem do ano pela revista Time, em 1978 e depois em 1985.
O ingresso dos operários chineses nos protestos
foi o que assustou a burocracia

Em 1967 a juventude da Guarda Vermelha de Mao denunciou Liu Shaoxi como "o defensor número 1 da restauração capitalista na China" e Deng como o "número dois da restauração capitalista". Ele finalmente triunfou após o massacre da Praça Tiananmen (ou das execuções em massa realizadas posteriormente) que liberou as mãos da burocracia da pressão da classe trabalhadora. Jiang Zemin capitulou com ele no verão de 1992.

A história do Workers World do artigo “O massacre deTiananmen foi um mito” é provável que seja verdade, embora o WW seja uma publicação de um partido pró-stalinista e que seria necessário verificar o que eles chamam de "tiroteios esporádicos". O alvo da burocracia não era os estudantes, a quem Deng apoiou no início, esperando uma restauração rápida do capitalismo, como veio a acontecer sob Yeltsin na Rússia poucos anos depois. No caso das voltas cruciais no caso foram:

1. As execuções em massa de líderes de trabalhadores, principalmente sindicalistas, um problema ainda maior ocultado pelos meios de comunicação de massa capitalista ocidentais e pelos pró-stalinistas, como WW.

2. A purga dentro da própria burocracia contra cerca de 30.000 de seus membros, dos quais, a maioria não estava entre os "restauradores capitalistas", mas entre velhos defensores estalinistas das relações de propriedade nacionalizadas que constituiam a fonte dos seus privilégios (remanescentes da base social de Mao e da “Gangue dos Quatro”) e não queriam, portanto, a restauração capitalista. Foi só quando a classe trabalhadora passou a apoiar os estudantes e, em seguida, começou a diferenciar-se deles politicamente que a revolução política de repente surgiu como uma possibilidade real, Deng mudou de tom imediatamente e apoiou a repressão.

A lendária turnê pelo sul de Deng na Primavera de 1992 foi o último capítulo deste ciclo, como relatado em Wiki:

"Para reafirmar sua agenda econômica, na primavera de 1992, Deng fez sua famosa turnê no sul da China, visitar Guangzhou, Shenzhen, Zhuhai e passou o Ano Novo em Xangai, na realidade, usando suas viagens como um método de reafirmando sua política econômica após sua aposentadoria do cargo. Em sua turnê, Deng fez vários discursos e gerou grande apoio local para a sua plataforma reformista. Ele ressaltou a importância da construção econômica na China, e criticou aqueles que eram contra novas reformas econômicas e a abertura. Embora haja debate sobre se ele disse ou não, na verdade, Deng disse que "Pobreza não é socialismo. Ficar rico é glorioso". Este slogan desencadeou uma onda de empreendedorismo pessoal que continua a impulsionar a economia da até China hoje. Ele afirmou que os elementos 'esquerdistas' da sociedade chinesa eram muito mais perigosos que os 'direitistas'. Deng foi fundamental pela criação do distrito de Xangai conhecido como Área Nova de Pudong, revitalizando este distrito da cidade como um dos grandes pólos econômicos (centro financeiro e comercial) da China". "Sua turnê pelo sul foi inicialmente ignorada pela mídia nacional e por Pequim, que estavam, então, sob o controle dos rivais políticos de Deng. O Presidente Jiang Zemin mostrou pouco apoio. Desafiando seu controle de mídia, o jornal diário Liberation de Xangai publicou vários artigos de apoio às reformas de autoria de "Huangfu Ping", que rapidamente ganharam apoio entre as autoridades locais e população. A nova onda de Deng com sua retórica política deu lugar a uma nova tempestade política entre facções no Politburo. O presidente Jiang Zemin, eventualmente, ficou do lado de Deng, e a mídia nacional finalmente relatou a turnê sul por vários meses de Deng depois de ocorrida. Os observadores sugerem que a submissão de Jiang às políticas de Deng tinha solidificado sua posição como herdeiro de Deng. Nos bastidores, a turnê pelo sul de Deng auxiliou a ascensão de seus aliados reformistas ao ápice da nação "


O movimento de Tiananmen foi iniciado com a morte de Hu Yaobang,
ex-presidente do Partido Comunista Chinês, aliado de Deng e
considerado um herói para os liberais reformistas chineses
Em nosso ponto de vista, o movimento da Praça de Tiananmen desencadeou uma cadeia de eventos que permitiram ao PCC purgar o partido e o aparelho do Estado e neutralizar a classe trabalhadora. O desenvolvimento das relações de propriedade capitalistas foram priorizados conscientemente por toda a burocracia do Estado em 1992, quando Jiang capitulou perante Deng. A China, em seguida, ingressou e passou a cumprir as normas da OMC e deixou de ser um Estado Operário de qualquer forma.

Em nome do socialismo os dirigentes da classe trabalhadora foram massacrados sem sombra de dúvida durante ou depois do movimento da Praça da Paz Celestial, ao mesmo tempo em que os estudantes tiveram um tratamento muito suave, penas leves e nenhuma execução, porque eles eram basicamente capitalistas restauracionistas.

As execuções dos líderes dos trabalhadores foi diplomaticamente relatado como "uma abundância de mates em outro lugar" como tacitamente admitido aqui:
O movimento de Tiananmen foi iniciado com a morte de Hu Yaobang,
ex-presidente do Partido Comunista Chinês, aliado de Deng e
considerado um herói para os liberais reformistas chineses

"No final deste longo artigo, que pretendia dar uma visão interna de um debate dentro da liderança do Partido Comunista Chinês, Kristof afirmou categoricamente: 'Baseado em minhas observações nas ruas, nem a conta oficial nem muitas das versões estrangeiras são muito corretas. Não há massacre na Praça de Tiananmen, por exemplo, embora haja uma abundância de matos em outro lugar.'"

Quem foi morto, onde, por quem e por quê? Qual é o objetivo de um artigo despreocupado acerca da "abundância de mortos em outro lugar", exceto para mostrar que os stalinistas não são tão maus como pintados. 
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Posição sindical da FCT

POSIÇÃO SINDICAL DA FCT
Pela reunificação do movimento sindical de esquerda brasileiro, em defesa dos direitos e contra a direita!
FRENTE COMUNISTA DOS TRABALHADORES



A ameaça da terceirização da atividade fim, um dos maiores ataques aos direitos trabalhistas e sindicais no Brasil das últimas sete décadas, provocou um reaquecimento do movimento operário e sindical. Essa aquecida obrigou a ofensiva patronal a se reorientar, mas a mobilização atual é ainda insuficiente para derrotar o ataque. Por sua vez, as direções burocráticas impediram o avanço da luta consequente em defesa dos diretos como se notou pela passividade cúmplice das direções da CUT e CTB na aprovação das MPs 664 e 665. As demais centrais menores (reconhecidas ou não pelo Estado) também não fizeram nada. Mas, a responsabilidade de cada uma das centrais deve ser cobrada de acordo com a respectiva representatividade.

NOVAS CENTRAIS, DIVISÃO, DERROTAS,
MAIS BUROCRATAS E O CAPITALISMO SINDICAL

A partir da industrialização da década de 1930, para controlar uma massa crescente de operários, o sindicalismo brasileiro foi estatizado. A ditadura empresarial-militar promoveu uma nova onda de industrialização e se viu obrigada a estatizar por completo os sindicatos. Foi o período de maior peso do operariado industrial dentro da classe trabalhadora. As greves metalúrgicas que deram origem ao PT e a CUT marcaram o auge da luta contra a ditadura, os patrões e o peleguismo. Ao assumir o governo do país, pouco mais do que três décadas de sua criação, o PT promoveu a divisão do movimento sindical para melhor governá-lo, uma nova reestatização do movimento sindical, estimulando o peleguismo cutista e sobretudo, através da aposentadoria privada, potencializou o capitalismo sindical, através da participação das burocracias na gerência dos fundos de pensão.

Os sindicatos também continuaram crescendo em número (em média, 250 por ano), mas ainda representando uma minoria da classe trabalhadora brasileira. 16 milhões de trabalhadores, 17,2%, (PNAD/IBGE 2011), ou seja, apenas as camadas mais qualificadas e bem pagas. Isso significa que mais de 80% dos trabalhadores, entre os quais dezenas de milhões de informais e precarizados, não possuem qualquer organização sindical.

A atual divisão do movimento operário e sindical brasileiro só tem favorecido aos patrões e a proliferação de uma burocracia sindical não só associada ao Estado, governos e patrões em geral, mas, através dos fundos de pensão (Funcesp, Previ, Petros, Funcef, Postalis), ao capital financeiro. Daí, os interesses da camada superior da burocracia se identificarem com a política neoliberal de privatizações, terceirização, assédio moral para a venda de produtos previdenciários, etc. A luta contra o aburguesamento da burocracia sindical passa pela reestatização completa da Previdência, expropriando o capital financeiro e seus fundos de pensão, pela previdência social controlada pelos previdenciários e usuários (trabalhadores da ativa e aposentados), sobre a base da mais ampla democracia operária.

PARTIDOS SINDICALISTAS E
CENTRAIS DIVIDIDAS POR PARTIDOS

A organização sindical, os sindicatos e as centrais que os agrupam, são organizações da massa trabalhadora, seu caráter deve ser o mais amplo possível (1). Inversamente, a organização partidária deve compreender somente uma parcela da vanguarda que concorda com um determinado programa. Mas, no Brasil, cada central pertence a um partido ou corresponde a um programa – (CUT-PT, Força Sindical-PDT, UGT-PSDB, CTB-PCdoB, Intersindical-PSOL, Intersindical-ASS, NCST-PMDB, Conlutas-PSTU...). Deste modo, os partidos e seus programas são sindicalistas, comprometendo a organização da luta pela conquista do poder político pela classe trabalhadora, e as centrais são partidarizadas, dividindo a classe, subtraindo sua força coletiva.

Sendo assim, além de serem subordinadas e financiadas pelo Estado, através do imposto sindical (2) e de mecanismos como o Fundo de Amparo ao Trabalhador, a divisão burocrática e partidarizada é outro obstáculo imposto pelos patrões e seus agentes no interior do movimento, as burocracias, contra a unidade na luta imediata dos trabalhadores e também contra a clarificação de seus objetivos estratégicos. A luta imediata é dividida e a estratégica não existe. Uma fórmula ideal para que os explorados não conheçam sua própria força, não se eduquem na escola da luta de classes, como Lenin chamava os sindicatos, e não tenham objetivos mais amplos nos enfrentamentos contra os patrões. Defendemos a participação ativa e aberta dos partidos nas disputas sindicais, mas através da frente única operária, classe contra classe, sem que o sectarismo divida o nosso exército em favor dos patrões.

Nenhuma das rupturas da CUT (CTB, CSP-Conlutas, Intersindical-PSOL, Intersindical-ASS) conseguiu superar os desvios burocráticos da matriz. Prova disto são os acordos escravocratas e as derrotas históricas realizados pelas “novas centrais” como o que a CSP-Conlutas realizou com a multinacional GM em 2013, que aumentou a jornada de trabalho, reduziu os salários e permitiu a demissão de centenas de operários pais de família.

O enfraquecimento gerado pela divisão, burocratismo e conciliação de classes vem provocando a perda de direitos trabalhistas e sindicais históricos. Nadando de braçada os patrões resolveram impor um amplo plano de precarização e escravidão assalariado através da terceirização e da aprovação das MPs 664 e 665 justamente quando amentam o desemprego e se deterioram as condições de vida dos trabalhadores.

A reunificação do movimento sindical de esquerda contra os pelegos históricos e contra o neopeleguismo dentro da CUT e das novas centrais, não seria apenas uma reversão da diáspora sindical ou uma anexação das centrais menores pela CUT, teria que ser produto de um novo ascenso das massas, se estabelecer sobre bases superiores de organização da luta econômica e não será obra da conciliação dos próprios burocratas encastelados em seus feudos sindicais, mas da luta sem tréguas das bases trabalhadoras pela redemocratização da CUT.

A unidade não é um princípio dentro das centrais sindicais. No entanto, nós a defendemos como forma de potencializar as lutas contra os patrões, os governos e os próprios burocratas sindicais.

INDEPENDÊNCIA POLÍTICA,
DEMOCRACIA OPERÁRIA E
ORGANIZAÇÕES AUTÔNOMAS

Para derrotar as direções reacionárias, fascistas, reformistas, governistas no interior dos sindicatos e federações realizamos frentes únicas: 1) pela independência total e incondicional dos sindicatos em relação ao Estado capitalista e aos patrões; 2) pela completa democracia operária sindical em todos os fóruns e congressos.

Enquanto esta unificação estratégica não ocorre, nós participaremos de todos os congressos das centrais que agruparem os sindicatos onde nossos militantes forem filiados. Devemos construir sim oposições classistas em todas as centrais sindicais.

Os revolucionários devem atuar também nos sindicatos mais reacionários e até fascistas como nos ensinaram Lenin e Trotsky. Devem atuar em todos os sindicatos e centrais pelegas, reacionárias e pró-imperialistas como a Força Sindical, obviamente clandestinamente, defendendo a unidade de toda a classe para a luta de seus interesses imediatos, a unidade de toda a classe em uma só central sindical.

Devemos defender que os sindicatos abarquem o mais amplamente possível a base de trabalhadores de seu ramo produtivo, independente de serem ou não precarizados, lutando para a efetivação plena dos mesmos, ou seja, para avançar na luta contra a terceirização da “atividade meio”.

Em 2014, garis, condutores e outras categorias precarizadas, ou cujos sindicatos estão nas mãos dos piores pelegos, impulsionaram, espontaneamente, a criação de organizações autônomas, independentes e em oposição aos burocratas sindicais, realizando greves históricas e arrancando aumentos salariais que chegaram a 37%. Ao mesmo tempo que defendemos a reunificação das centrais, estimulamos a criação destas organizações autônomas (comitês de lutas, comandos de greve, conselhos populares, etc.) que, sem substituir os sindicatos, pontualmente arrastam para a luta econômica e política parcelas mais amplas da classe trabalhadora, normalmente hostilizadas pela burocracia sindical.


Notas:

(1) Não devem fazer parte desta organização sindical os policiais, que para nós NÃO são trabalhadores fardados, mas repressores diretos, torturadores, assassinos dos trabalhadores, parte do destacamento especial de homens armados em defesa do regime e da propriedade capitalista.


(2) Defendemos a manutenção do imposto sindical, com cobrança incidente sobre toda a categoria -sindicalizados ou não- haja vista que são recursos altamente necessários para as demandas dos trabalhadores, inclusive no que diz respeito à própria existência material de muitos sindicatos. Todavia, lutamos pelo controle operário sobre a arrecadação, distribuição e aplicação de tais receitas, bem como denunciamos as burocracias sindicais que se locupletam às suas custas. Igualmente, defendemos que o sindicato deve ter como objetivo seu próprio autofinanciamento, de modo que sua dependência do imposto sindical se faça menos presente.
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domingo, 31 de maio de 2015

Cassação dos direitos políticos do PSTU, PCB e PCO (Antônio Junior - LC)

CASSAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS
Nada como um dia após o outro

PSOL vota por “clausula de barreira” pela cassação da legenda do PSTU, PCB e PCO. Assim como o PSTU sabotou a campanha pela legalização do PSOL.

Antonio Junior, fundador do PSOL no Amazonas (2004-2006), ex-militante do PSTU (2007-2012)


Os quatro parlamentares do PSOL na Câmara dos Deputados, Chico Alencar, Edmilson Rodrigues, Ivan Valente e Jean Wyllys votaram pela cláusula de barreira, que estabelece que as siglas que não tiverem um parlamentar nacional também não terão acesso a tempo de TV e ao fundo partidário. Esta medida representa um duro cerceamento aos já esquálidos direitos políticos eleitorais. Partidos como PSTU, PCO, PCB participarão das eleições como “café com leite”, em condições ainda muito mais desvantajosas que as atuais.

O PSOL votou em conjunto com PT, PCdoB, os partidos patronais tradicionais e de direita nesta votação cujo placar foi 369 a 39 em favor da “clausula de barreira”.

Zé Maria, dirigente nacional do PSTU, protestou:

“Difícil acreditar que a falta de referencia que caracteriza este partido chega até este ponto. E não digo referencia socialista, de solidariedade de classe, não. Esta votação mostra que falta até mesmo referencia na defesa de valores democráticos mínimos, que é a igualdade das condições para funcionamento dos partidos políticos do país...Nem isso!” [ 1 ]

PSTU, O SUJO FALANDO DO MAL LAVADO

Nesta crítica ao PSOL, o PSTU está completamente certo. Mas estas palavras que demonstram o quanto o PSOL é antioperário, antidemocrático e reacionário também servem igualmente ao PSTU quando usou de um expediente similar, o que lhe estava a mão uma vez que não possui parlamentares no Congresso como o PSOL, contra a campanha pública do PSOL por sua legalização em 2004. Tratava-se de uma tarefa titânica imposta pela justiça eleitoral burguesa: coletar 438 mil assinaturas. Tarefa que o PSTU não só boicotou, como muito atrapalhou com sua política de sabotagem desta campanha democrática dentro do movimento de massas do país. Na época, o dirigente principal do PSTU, Eduardo de Almeida, soltou uma declaração cretina em nome do partido:

“Nós estamos a favor de que o P-SOL ou qualquer outro partido seja legalizado. Somos contra as exigências do estado burguês e defendemos a livre existência dos partidos, sejam de esquerda ou de direita. É um absurdo que se exijam 400 mil assinaturas para legalizar o P-SOL, da mesma maneira como é um absurdo que se dêem 14 minutos para um partido na TV e 30 segundos para outro. Isso é absolutamente antidemocrático e não ocorre em outros países capitalistas. Na Espanha, basta a inscrição na justiça eleitoral dos responsáveis para a legalização do partido. Na França, todos os candidatos têm 5 minutos diários na TV.”
[ 2 ]

Mas ao final do texto vem a punhalada: segundo Eduardo, em virtude do PSOL “querer o apoio dos que tem e dos que não tem acordo com seu partido” (para reunir as centenas de milhares de assinaturas necessárias), do PSOL ter um projeto “eleitoreiro” e “reformista”, o PSTU conclui que: “não estamos a favor de apoiar o P-SOL e chamamos os ativistas também a não assinarem” (idem)

A sequência desta história todo mundo conhece, uma vez constituído o PSOL, apesar dos esforços do PSTU em contrário, o PSTU coligou-se eleitoralmente com o PSOL “eleitoreiro” e “reformista” sempre que o PSOL aceitou formar a malfadada “Frente de Esquerda”.

O PSOL VOTOU PELO RECRUDESCIMENTO DA DITADURA CAPITALISTA, PELA CASSAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS DEMOCRÁTICOS DA POPULAÇÃO

O “partido da esquerda coerente”, como o PSOL se auto define, demonstrou que não tem qualquer solidariedade com seus companheiros de “Frente de Esquerda”. Os parlamentares psolistas se saíram com justificativas regimentais, alegaram que a bancada foi obrigada a votar na proposta menos pior. A outra, defendida pelo PSDB, era pior sim, queria instituir uma barreira de 5 deputados e 2% dos votos nacionais. Mas isso não serve para justificar o apoio do PSOL à medida que foi vitoriosa por larga margem de votos, sendo que os parlamentares psolistas poderia ter feito qualquer outra coisa, ter apresentado outra proposta, se abstido, fazer uma declaração denunciando mais este assalto aos direitos políticos das classes dominadas, etc. Mas não o fizeram e legitimaram esta reforma antidemocrática. Para isso e nada mais, com o voto de seus quatro parlamentares, o PSOL demonstrou porque é “um partido necessário”. Se apenas com míseros 4 parlamentares nacionais e duas prefeituras burguesas o PSOL comete tamanha traição contra seus companheiros de “Frente de Esquerda” e fica a favor do quê o próprio PSOL dizia combater, o que se deve esperar deste partido se ele vier um dia a ter maior inserção no Estado capitalista? Todo militante honesto do PSOL, todo defensor consequente da democracia política partidária para as organizações de esquerda, deve exigir uma autocrítica prática de seus parlamentares para que reorientem seu voto na segunda votação deste tema na Câmara dos Deputados.

O principal alvo desta medida é caçar os partidos minoritários da esquerda como o PCB, PCO e PSTU. As chamadas legendas de aluguel, os partidos nanicos da direita, serão incorporadas fisiologicamente pelos partidos maiores da burguesia. O PT votou na cláusula de barreira para, apesar do profundo custo político de servir aos interesses da burguesia, assegurar para si o monopólio da representação partidária legal da esquerda brasileira. E o PCdoB fez como o PSOL, mas também votou a favor do “distritão” que aprofunda o federalismo oligárquico nacional, sistema que efetivamente manipula o funcionamento dos partidos burgueses e a tradição burguesa autoritária antidemocrática brasileira denunciada pelas candidaturas da LC nas eleições passadas. [ 3 ]

PSOL e PSTU carecem dos mínimos valores democráticos. Um ajuda a burguesia a caçar os direitos políticos do outro. Para o proletariado em geral, incluindo as camadas médias dos assalariados, público preferencial destes partidos, deve ficar claro que PSTU e PSOL nem sequer são democráticos, nem de longe socialistas e menos ainda revolucionários São agrupamentos mesquinhos entre si e se apoiam na draconiana legislação burguesa para puxar o tapete do “adversário” que se encontra em igual ou pior dificuldade diante da ditadura burguesa. Pelo mesmo motivo estes partidos são incapazes de construir sequer uma central sindical em conjunto.

Assim como não acreditamos que serão as denúncias de corrupção contra o PT, realizadas pela mídia patronal e a caçada do aparato coercitivo Estatal burguês, o que fará os trabalhadores superarem suas ilusões no lulismo, tão pouco acreditamos que obstáculos jurídicos e administrativos impostos pela ditadura burguesa à existência legal dos partidos reformistas ou centristas da oposição de esquerda servem de instrumento para a evolução da consciência política do proletariado. As medidas reacionárias e repressoras da burguesia contra o direito de organização política das classes exploradas e oprimidas só servem à contrarrevolução. Por isso também aproveitamos deste episódio vergonhoso para desmascarar tais organizações e apontar que o caminho é a construção de um partido de novo tipo, um verdadeiro partido revolucionário dos trabalhadores, que saiba usar inclusive o espaço parlamentar, o terreno da burguesia contra a própria burguesia, e não contra os trabalhadores.

Notas
1. https://www.facebook.com/zemariapstu/posts/476674425819928
2. http://www.pstu.org.br/node/4649
3. http://lcligacomunista.blogspot.com.br/2014/09/eleicoes-2014.html
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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Contribuição da FCT para o CONUNE


Contribuição da Frente Comunista dos Trabalhadores ao 54º Congresso da UNE


Segue abaixo o documento da FCT- Frente Comunista dos Trabalhadores, para o 54º Conune, que acontecerá de 3 a 7 de junho de 2015, em Goiânia- GO. Clique aqui para baixar o texto em PDF.







http://espacomarxista.blogspot.com.br/2015/05/contribuicao-da-frente-comunista-dos.html
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Pós-modernismo e nacional-bolchevismo


POSMODERNISMO Y "NACIONAL-BOLCHEVISMO"


Ni izquierdas posmodernas ni "nacional-bolchevismo"¡Por la reconstrucción del bolchevismo internacionalista!Leon Carlos (Tendência Militante Bolchevique), Humberto Rodrigues (Liga Comunista/FCT) e Marcos Silva (Coletivo Lenin/FCT), respectivamente, secciones de Argentina y Brasil del Comité de Vinculación por la IV Internacional

Alexandre Duguin, professor Universidade de Moscou e Diretor do
Centro de Estudos Conservadores, fundador do Movimento Eurásia

Alexandre Duguin, professor Universidade de Moscou e Diretor do
Centro de Estudos Conservadores, fundador do Movimento Eurásia
A partir de la crisis del 2008 empieza el periodo epilogal de la postmodernidad. Definimos acá a postmodernidad como las tendencias socioculturales que emergieron mayormente en occidente – que por diferentes matizes se dieron tanto em centros imperialistas como semicolônias, a partir de la desproletarización de la fuerza de trabajo. Por desplazamiento a los servicios, la economía informal o la marginalización.

El posmodernismo es enemigo mortal de cualquier teoría totalizante de la realidad y sobretodo del marxismo, la mas avanzada teoría totalizante y monista de la realidad, una vez que el marxismo, el materialismo fundido a la dialéctica, la expresión mas avanzada de la cultura humana derivada del socialismo francés, de la filosofía alemana y la economía política británica. Estas tres fuentes solo fueron fusionadas después de la industrialización y a partir de la proletarización de las clases explotadas en sociedad burguesa, de la lucha de clases del siglo XIX, él qué fundó las bases para el capitalismo imperialista y la necesidad de explicarla. 

La mejor expresión política de esta fusión fue el bolchevismo criado por Lenin que agrupó al proletariado revolucionario para la conquista del poder y la fundación del primero Estado Obrero del planeta en la revolución de ocutubre de 1917.

Todavía, el comunismo revolucionario no re-emergió de la declinación del post-modernismo, y seguí aún afectado por la ofensiva ideológica anticomunista del imperialismo, subproducto de la contrarrevolución en la casi totalidad de los Estados obreros hace poco menos que tres décadas. Si el comunismo revolucionario no tiene fuerza, osos y sangre actualmente para suplantar material y subjetivamente el posmodernismo, surge de una variante del capitalismo, que se potencia, que lo prostituye y hace un sincretismo entre sus signos y una actualización del conservadurismo burguês.

No por acaso, es sobre la acumulación de medios de producción - heredados de los mega-Estados obreros, combinado con al industria armamentista, que en el núcleo Euroastico se dan las bases materiales del NEOMODERNISMO, o como llaman en Rusia, el NACIONAL-BOLCHEVISMO. Esto és subproducto de una relativa y nueva proletarización de la economía internacional. Tanto por la expansión económica del núcleo ruso-chino, como por la necesidad de competir con el de las potencias imperialistas.

Por lo tanto no es casualidad que la derecha neomoderna piratea "ropajes" históricos del marxismo para camuflarse y embellecerse, como escudo ideológico burgués en su disputa en contra el imperialismo hegemónico posmoderno.

A partir de el epilogo de la postmodernidad comienza, en forme embrionaria, el prologo de la neomodenidad, conviviendo hoy las 2 tendencias, en diferentes y cambiantes proporciones. Y en la medida que crecen y se amplían las bases materiales y influencia del núcleo Eurasiático, mas él se torna conservador y se asocia al conservadurismo, a la derecha y al neofascista mundial.

El nacional-bolchevismo es la derecha neomoderna. Es decir de la derecha que emerge en la misma medida de que la posmodernidad entra en crisis.

A grandes rasgos se puede definir a la neomodernidad. Como una tendencia sociocultural (que en forma incipiente ya empezó a tener tendencias) en que lo económico- reivindicativo, se imponga – en general sobre lo identitario cultural – se esto derivado de consideraciones de raza, etnia, sexo o orientación sexual.

Con su homofobia y su machismo el nacional-bolchevismo reúne los aspectos de una derecha neomoderna.

Momentáneamente, como en Ucrania, por ejemplo, en términos prácticos veamos que la derecha neomoderna tiene más contradicciones con el imperialismo que la izquierda post-moderna apoyadora del movimiento neofascista pro-imperialista Euromaidan. Pero, no tenemos dudas que combatir el nacional-bolchevismo (que detectamos grupos incluso en países de Latinoamerica como Venezuela) es todo un desafió para nosotros que desde una defensa intransigente de los principios y tradiciones del bolchevismo y su internacionalismo, invocamos tácticamente un Frente Único Antiimperialista Mundial, sin renunciar siquiera por un millonésimo de segundo a la lucha estratégica por nuevas revoluciones bolcheviques y proletarias en contra las oligarquías burguesas que hoy controlan Rusia y China.

Por la reconstrucción mundial (la IV Internacional reconstruida con secciones nacionales obreras y revolucionarias) del bolchevismo internacionalista (el programa que apunta: ¡Proletarios de todo el mundo uníos!).


Artigos relacionados:

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O irracionalismo do novo nacionalismo russo
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NÚCLEO RUSO-CHINO, IMPERIALISMO Y PROLETARIADO
Contradicciones que pueden ser ventajosas para la causa del proletariado internacional
Tendencia Militante Bolchevique - CLQI

http://lcligacomunista.blogspot.com.br/2015/05/posmodernismo-y-nacional-bolchevismo.html?m=1
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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sobre o 13 de Maio de ontem e de hoje

Sobre o 13 de Maio de ontem e de hoje
Publicado em 13 de Maio de 2015





    Certa vez, pesquisando para montar uma aula encontrei uma matéria na internet sobre a compra realizada pelo Museu Imperial de Petrópolis da pena de ouro que princesa Isabel utilizou para assinar a Lei Áurea em 13 de Maio de 1888.

    Na matéria se discutia o valor monetário e simbólico da pena composta por “(…) ouro de 18 quilates e cravejada com 27 diamantes”.

    O valor monetário estimado girava em torno de 500 mil reais. Já acerca do valor simbólico um entrevistado dizia:

“(…) do ponto de vista simbólico, é o objeto mais importante da história do Brasil. Nem a caravela de Pedro Álvares Cabral, caso tivesse sido conservada, teria tamanha importância. A pena representa o início de um sonho de cidadania e de igualdade. Ela fala de um Brasil que passou a incorporar as massas excluídas: a Lei Áurea, se pudéssemos comparar, seria equivalente a uma revolução marxista.”

    Provavelmente, como consta na fala do entrevistado, a pena de ouro deve ser um dos objetos mais importantes da história do Brasil mesmo.

    Quanto ao início de um sonho de cidadania e igualdade e incorporação de massas excluídas, isso já é muito questionável. Pois, se esse sonho foi iniciado, ele realmente continua à nível de sonho, infelizmente.

    Em uma ida ao Museu Imperial de Petrópolis, vi a tal pena! Com os meus próprios olhos! Visitando a exposição permanente do museu com estudantes do Ensino Médio, se iniciou uma discussão a respeito da originalidade daquela peça, visto que parece existir uma outra pena também referida à Abolição da Escravatura em outro museu do estado. Então, a guia respondeu:

“Não, essa aqui é a original! Pois só aqui que se fala da escravidão!”

    O Museu Imperial de Petrópolis foi casa de D. Pedro II e sua esposa. Pensando enquanto casa, era necessário muitos funcionários para manter uma residência daquele tamanho e, provavelmente, a maioria se não todos os funcionários eram escravizados que circulavam por quase todos os cômodos daquele lugar.

    Caso não houvesse escravos dentro da casa, era só você sair e virar a primeira esquina da cidade imperial que você veria alguém trabalhando no regime da escravidão ainda no século XIX. Porém, quando se tocou no assunto da escravidão durante toda aquela visita foi apenas naquela pequena sala onde estava a pena de ouro.

    Montando minha aula, uma pergunta surgiu inevitavelmente: Eu realmente posso resumir o fim da escravidão no Brasil a uma pena?

    Se sim, penso que resumirei a abolição da escravidão à assinatura de uma princesa branca em 13 de Maio de 1888 e, assim, até posso ficar satisfeito.

    E respondendo que não, e não ficando satisfeito com a primeira opção, tratarei da luta de brancos e, sobretudo, de negros e negras contra a escravidão que envolveu desde meios legais em pedidos de alforria até rebeliões que envolveram assassinatos de senhores e sinhás.

    A escravidão no Brasil não terminou com uma assinatura, mas sim com luta que envolveu sangue, choro e muito suor.

    E sobre o 13 de Maio de hoje… a luta continua. Um exemplo bem próximo é a luta dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados da minha universidade e de tantas outras, em sua maioria negros, que trabalham muitas vezes em regimes similares à escravidão. Esse exemplo é apenas um  indício que o sonho iniciado pela pena ainda não se concretizou por completo. Ainda temos muito o que caminhar.


    Questões do passado ainda estão vivas pulsando a cada esquina dessa cidade e do país. Questões que ainda serão resolvidas por completo.



______________________________________________________




    Este texto é uma contribuição escrita no dia 13 de Maio por um companheiro historiador negro, que como muitos de nós se indigna com as tentativas de construir uma história que varre pra debaixo do tapete a resistência e luta do povo oprimido. Essas lutas são o componente mais importante da história da humanidade e o exemplo tratado no texto é uma questão que se estende até os dias de hoje: a luta contra a escravidão e o racismo.  O texto mostra que o fim da escravidão exigiu muito esforço e foi fruto de "sangue, choro e muito suor". Ele não pode e não deve ser resumida a uma assinatura de uma princesa. Essa luta, apesar do que se houve, está muito longe de acabar. E quanto mais ela é relegada para segundo plano, maior a urgência dela ser resolvida.




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Uma homenagem aos heróis partisans do passado, guerrilhas comunistas e anti-fascistas!

Partisans Soviéticos de 1943


Partisans Femininas
Nestes 70 anos da vitória dos aliados sobre os fascistas e nazistas, com o inegável peso da vitória carregado pelos povos da URSS e comunistas de todo o mundo, esta é nossa homenagem aos heróis partisans comunistas, dos mais diferentes povos e nacionalidades, que reuniam indistintamente homens mulheres, que se reuniram em guerrilha para combater os Nazistas nas florestas, vales e colinas com tática de guerrilha e sabotagem atras das linhas inimigas. 
Partisans Italianos


Essa música era dos partisans comunistas da URSS, de 1922 fim da guerra civil contra o exército branco da velha burguesia imperialista derrotado pela revolução. Durante a invasão nazista de 1941 a 1944, se tornou a música mais cantada pelos partisans soviéticos, cantada em versões diferentes pelo comunistas dos mais diversos povos!

Viva o dia da vitória!


Créditos dessa tradução para o português ao camarada Erick Fishuk, do canal Pan-Eslavo Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=rYbpeZO0lrk


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Nota da Ashoka Brasil contra as ameaças da extrema-direita à Leonardo Sakamoto

Reproduzimos a nota da Asoka Brasil contra as ameaças ao repórter e blogueiro da esquerda Leonardo Sakamoto. Essas ameaças se tornaram mais constantes depois da intensificação da luta de classes no Brasil, a partir das eleições de 2014, e são promovidas por setores da direita e da extrema-direita possivelmente ligados ao agronegócio, fundamentalismo religioso evangélico e grupos militaristas contrários à defesa dos Direitos Humanos no Brasil.

Ashoka Brasil

NOTA PÚBLICA: RECONHECIMENTO, REPÚDIO E SOLIDARIEDADE

NOSSA VOZ NA VOZ DE LEONARDO SAKAMOTO


A presente nota pública visa expressar apoio incondicional ao trabalho de Leonardo Sakamoto, jornalista, professor, Empreendedor Social Ashoka e fundador da ONG Repórter Brasil, que vem desenvolvendo um trabalho de informação nas redes sociais de grande importância social, em favor do Estado Democrático de Direito e sempre pautada nos direitos humanos.

Através da Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto tem abordado temas muito sensíveis, como trabalho escravo, corrupção e terceirização no trabalho. Temas que tocam em direitos fundamentais que são violados por grupos de poder na sociedade.

Pautado em princípios éticos, na verdade e usando uma linguagem que alcança todas as gerações, principalmente a juventude, Sakamoto, que representa a voz de milhões de brasileiros, tornou-se uma ameaça para quem trabalha contra a democracia e os direitos humanos.

A organização Repórter Brasil sai à frente na luta pelo fortalecimento das entidades e movimentos da sociedade civil, trazendo como princípios norteadores e inegociáveis a ética, a democracia, a transparência de gestão, a autonomia política, e parâmetros na relação com o poder público, limitando o recebimento de verba pública a 30% de seus recursos.

Queremos, em público, reconhecer o brilhante trabalho que Leonardo Sakamoto vem desenvolvendo, bem como, agradecê-lo e encorajá-lo a continuar firme em seus propósitos.

Assim, repudiamos todo tipo de intimidações, ameaças e atentados que vêm sendo perpetradas contra Sakamoto em razão de seu brilhante trabalho.

Após o processo eleitoral de 2014, cresceu o número de ameaças contra Sakamoto. Essas ameaças vêm sendo feitas por meio de comunicação virtual, através de abordagens físicas e difamações caluniosas.

Para essas pessoas e grupos ligados ao movimento ruralista, ao fundamentalismo religioso e outros setores conservadores da sociedade, queremos dizer que Sakamoto e sua equipe são pessoas que gozam de credibilidade nacional e internacional.

Leonardo Sakamoto, o Brasil e o mundo precisam de pessoas como você na construção de uma sociedade onde todas as pessoas sejam respeitadas em sua dignidade. Conte com todo nosso apoio e solidariedade, pois sua voz é a nossa voz!

São Paulo, 30 de abril de 2015.

https://www.facebook.com/ashokabrasil

https://www.facebook.com/ONGReporterBrasil
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Folha do Trabalhador 23

Folha do Trabalhador 23

Imprensa oficial dos coletivos e grupos que compões a FCT
Frente Comunista dos Trabalhadores:
-Coletivo Lenin(Rio de Janeiro)
-Liga Comunista(São Paulo e Ceará)
-Espaço Marxista(Rio de Janeiro)
-Coletivo dos Socialista Livres(Minas Gerais)
-Tendencia Revolucionária(São Paulo)
-Tendencia Militante Bolchevique(Argentina)
-Socialist Figth (Grã-Bretanha)











Sumário

EDITORIAL
A ofensiva imperialista e as tarefas do proletariado

QUEM SOMOS
Frente Comunista dos Trabalhadores

APRENDENDO COM OS MESTRES
“Os dirigentes proletários deverão aprender cada vez mais sobre todas as questões teóricas”
F. ENGELS


OPINIÃO
             
PL da TERCEIRIZAÇÃO e a sede por mais-valia
COLETIVO SOCIALISTAS LIVRES

A direita recua nas ruas, mas a vigilância continua
ESPAÇO MARXISTA

Nota de ruptura da Tendência Revolucionária - FCT com a RPR
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA

Melhores momentos da esquerda golpista!
1) PSTU;
2) Movimento Negação da Negação;
3) Movimento Revolucionário Socialista;
4) MEPR
COLETIVO LENIN


CONJUNTURA NACIONAL:

LUTA ANTIGOLPISTA, ANTIFASCISTA E ANTIIMPERIALISTA
Greve geral pelos direitos e contra a direita!
FRENTE COMUNISTA DOS TRABALHADORES


GRADUALISMO BURGUÊS BRASILEIRO
Golpistas derrapam, desaceleram mas seguem na ofensiva graças a política do PT e da CUT
‘Um país sob anestesia, mas sem cirurgia’;
A rã que não sabia que estava sendo cozida
LIGA COMUNISTA

PARTIDO DOS TRABALHADORES
Sob pressão da direita, os ratos abandonam o navio
LIGA COMUNISTA


ESPECIAL - RIO DE JANEIRO

Máfia do PMDB-RJ no Governo e na Prefeitura do Rio intensifica perseguição política aos movimentos sociais e de trabalhadores
COLETIVO LENIN

Lições da repressão no Rio de Janeiro
COLETIVO LENIN

Greves dos professores, greve dos garis e greve dos operários terceirizados da Petrobras no COMPERJ: um histórico de repressão e de luta
COLETIVO LENIN

Viva as lutas dos trabalhadores! Fora a terceirização e a exploração!
FRENTE INTERNACIONALISTA DOS SEM TETO - FIST


PROFESSORES - MINAS GERAIS
Fernando Pimentel, não foi para isso que derrotamos o PSDB em Minas
COLETIVO SOCIALISTAS LIVRES

NAS RUAS, ESQUERDA COLOCA DIREITA NO CHINELO
Poder ao povo trabalhador!
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA


TEORIA

A luta no campo jurídico: não vamos permitir que metam a mão em nossos direitos!
ESPAÇO MARXISTA

Exemplos de como a burguesia quer mexer nos seus direitos
ESPAÇO MARXISTA


LITERATURA
No dia em que o leão se levantar...
LIGA COMUNISTA

CHINA, IMPERIALISMO, PIKETTY E O CLQI
Dados de T. Piketty corroboram elaboração do CLQI
LIGA COMUNISTA


FILMES
Comentários sobre o documentário  “O DIA QUE DUROU 21 ANOS”
É a economia política mundial e não a "política econômica" nacional o que define os rumos das nações
LIGA COMUNISTA


CIÊNCIA EVOLUTIVA E LUTA DE CLASSES
Do domínio do homem sobre a natureza a luta pelo Socialismo
TENDÊNCIA MILITANTE BOLCHEVIQUE


CONJUNTURA INTERNACIONAL:

NOVA GUERRA FRIA
Império contra-ataca, aproxima-se de Cuba e cria mega Acordo Transpacífico
TENDÊNCIA MILITANTE BOLCHEVIQUE

UCRÂNIA
A agressão dos EUA contra a Ucrânia e a Frente Única Antiimperialista
Por que o imperialismo dos EUA apoia, financiou e armou um golpe de Estado na Ucrânia e colocou no governo a Poroshenko?
Qual era a natureza política e de classe do Movimento Maidan?
Por que os trabalhadores do leste ucraniano se rebelaram contra o golpe de Estado e do governo fantoche emitido por essa intervenção descarada do bloco imperialista ocidental?
Qual foi a resposta do "democrático" oligarca Poroshenko?
Por que os EUA e a União Européia impuseram sanções contra a Rússia?
A ameaça de uma Terceira Guerra Mundial e a liderança da classe trabalhadora.
Estamos apoiando os capitalistas russos?
Quem é o principal inimigo da humanidade hoje em dia?
O que é necessário para combater o imperialismo dos EUA?
DECLARAÇÃO DO CORRESPONDENTE FRANCÊS DO CLQI À FÊTE, “FEIRA DO INTERNACIONAL TROTSKISMO”, ORGANIZADA PELO LO, 23-26 DE MAIO DE 2015

MUNDO ÁRABE
Apoiar a resistência contra os sauditas e seus aliados ianques e sionistas!
ESPAÇO MARXISTA

GRÉCIA
Syriza, se mantém refém do imperialismo e das conspirações golpistas do mesmo
COMITÊ DE LIGAÇÃO PELA IV INTERNACIONAL

O BRASIL NA ROTA GOLPISTA DA CIA
No governo Obama, a CIA realiza um golpe de Estado por ano. O Brasil é a bola da vez
LIGA COMUNISTA

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DILMA 'AJUSTA' CONTRA A EDUCAÇÃO E A JUVENTUDE TRABALHADORA

BRASIL: PÁTRIA EDUCADORA?

Agora faltou para o FIES?

Lídice Pimenta – Professora de História da Rede pública de Ensino de MG, bacharel em Direito, coordenadora de curso comunitário. Militante do CSL – FCT.


Como educadora e coordenadora de curso comunitário, estou perplexa ao ouvir o pronunciamento do Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, agora no dia 04 de maio, dizendo que o MEC já esgotou a verba de 2015 para novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O DINHEIRO PARA FINANCIAR O FIES ACABOU?














Segundo o ministro, não haverá prorrogação do prazo para inscrições, não haverá abertura de novas vagas e não há possibilidade em garantir a continuidade do programa para o próximo semestre, sob a justificativa inaceitável que é por falta de recurso financeiro para a continuação do programa, inclusive existem milhares de jovens pleiteando vagas no ensino superior.

O ministro disse que a abertura de uma segunda edição do programa, no segundo semestre deste ano, não está garantida, e explicou que, no caso dos estudantes que não puderam se inscrever no primeiro semestre, seria “inútil” reabrir as inscrições, que foram encerradas no dia (30) de abril. Segundo o MEC, o montante destinado para novos contratos do Fies neste ano era de R$ 2,5 bilhões.

Temos críticas a esse programa, pois o mesmo também serviu para enriquecer os donos de escolas privadas, bem como suprir o mercado. Assim, é impossível deixar de dizer a quais setores também interessam o FIES, pois o mesmo é um negócio que fatura anualmente bilhões de reais para os donos de escolas privadas e que, por outro lado, é uma maneira das empresas criarem bancos de cadastros de reservas com mão de obra qualificada para atender esse mercado.

Os gestores de ensino das escolas privadas, em sua maioria, não estão preocupados em tornar essas universidades em centros de excelência, que poderiam também estar formando jovens cientistas, pesquisadores, pois temos potencial para isso.

Tanto nos governos FHC, Lula e Dilma, o papel do FIES também foi o de transferir dinheiro público ao sistema privado de ensino, o que se tornou fundamental para os lucros do setor empresarial e educacional. Porém, apesar dessas contradições aqui criticadas, os alunos que não conseguiam vagas nas Universidades Públicas, de certa forma, poderiam se beneficiar de alguma forma do FIES para custear seus estudos.

Nesse sentido, é espantoso agora lembrar a presidenta Dilma (PT), durante o processo eleitoral, defendendo o slogan de que o Brasil seria considerada uma pátria educadora, afirmando, inclusive, que iria ampliar os programas de educação, o que não passou de retórica para uma campanha política. Por quê? Porque surge agora o Ministro da Educação dizendo em alto e bom som que “o MEC usou R$ 2,5 bilhões para financiar 252.442 novos contratos do Fies e que a segunda edição do Fies dependerá do orçamento, o que também não está garantido para o segundo semestre”. Confira: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/05/mec-diz-que-esgotou-verba-para-novos-contratos-do-fies-em-2015.html

O que de verdade está ocorrendo? Será que o dinheiro acabou? Realmente, penso que o ministro esqueceu-se de dizer que não é o dinheiro que acabou, e sim que o governo quer fazer ajuste fiscal à custa da educação, para suprir a crise econômica dos capitalistas. A burguesia quer superávit primário para dar garantia aos banqueiros nacionais e internacionais de que continuarão recebendo suas fatias em um mundo capitalista em crise, enquanto os jovens perdem benefícios para cursar um curso superior.

É importante frisar que o sucateamento das escolas públicas não é algo novo, vem desde os governos militares, inclusive perpassando pelos governos do PMDB, PSDB e PT. Entretanto, o questionamento nesse momento é para onde foi o dinheiro. Isso o Ministro não pode ou não quer dizer. É importante ressaltar que esse tipo de pronunciamento ocorre quando o governo não tem planejamento ou previsão de orçamento, deixando milhares de jovens na berlinda.

É ironia pensar que o PT é um partido que se preocupava com a educação das bases e tenha de fato esse compromisso, mas as conquistas adquiridas vieram com muita luta e resistência.

Como sempre dizemos, se a sociedade civil organizada conquistou direitos como cotas, ou até mesmo o FIES (lembrando que é um paliativo que privilegia os donos de escolas privadas), é porque houve muita luta e pressão das bases sociais, pois a mudança real deveria ser pelo investimento em uma educação pública e de qualidade, que atenda a todas as pessoas de forma igualitária.

É uma ilusão acreditar que o Governo do PT vai mudar alguma coisa se a sociedade civil não se organizar e cobrar direitos. É preciso estar firme e forte nas ruas, inclusive nas casas legislativas, exigindo o que é do povo.

É necessário que a presidenta Dilma (PT) reveja os compromissos com grupos econômicos que a impedem de investir em benefícios sociais e educacionais. O PT ainda não aprendeu que é impossível servir a dois senhores, e é justamente isso que o impede de investir na formação de estudantes e profissionais em educação.

É preciso deixar claro que a educação no Brasil não é tratada como coisa séria, principalmente quando diz respeito às classes trabalhadoras, e aqui nem irei falar da desvalorização dos profissionais em educação, pois é fato notório para toda a sociedade brasileira.

Apesar de toda a crítica ao FIES, é urgente que o governo, através do MEC, reveja o investimento em educação superior e garanta aos jovens vagas no ensino superior. O que não se justifica é dizer que não tem dinheiro e não garantir a continuidade do programa para o segundo semestre, acarretando insegurança aos estudantes, pois os governos nunca investiram para ampliar as vagas nas poucas universidades públicas existentes nesse país, já que a educação é um direito e, por isso, não pode simplesmente estar submetida à mera lógica de mercado.

O que realmente está ocorrendo por trás de um provável fim do FIES? Ora, parece que o corte de verbas de 7 bilhões da educação, para fazer ajuste fiscal, com o objetivo de fazer superávit primário para os banqueiros, já tem um dos destinos, um provável fim do FIES, pois o ministro não garantiu verbas para o segundo semestre, o que prejudicaria milhares de jovens que pretendem cursar uma universidade. Tudo para salvar a crise econômica dos ricos.
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MP 665 e a conta nas costas dos trabalhadores( Espaço Marxista)

quinta-feira, 7 de maio de 2015
MP 665 e a conta nas costas dos trabalhadores



O governo petista continua sua ofensiva contra os trabalhadores, em novo capítulo em torno da MP -medida provisória- nº 665, cujo texto final foi aprovado hoje na Câmara (aqui). Tal medida provisória, de iniciativa da Presidência, faz parte do "ajuste fiscal" pelo qual o governo federal pretende empurrar sobre os trabalhadores os prejuízos dos últimos anos. Como é dito aqui:


Como se vê, é uma "economia" que se pretende fazer às custas de direitos trabalhistas, dentro do melhor receituário neoliberal, aplicado exemplarmente pelo governo petista desde os tempos de Lula.

Sintomaticamente, evidenciando o grau altamente degenerado da pequena política vigente, a "esquerda" governista apóia essa traição de classe ("PCdoB e PT anunciam voto político a favor de medidas do ajuste", aqui), enquanto Ronaldo Caiado, do DEM, tem a desfaçatez de afirmar que a aprovação da MP foi uma "traição ao sentimento da população brasileira" ("Líder do DEM pede desculpas por ‘traição’ de deputados do partido", aqui), como se o arquirreacionário senador tivesse a menor preocupação para com os trabalhadores brasileiros. Não só não tem, como, na própria nota oficial emitida pelo mesmo, fica claro o que está por trás do festival de demagogia:

Se os parlamentares que se comprometeram com a oposição tivessem votado contra a MP do PT, teríamos encurtado esse governo e definido um novo rumos para o país. A votação de ontem é o sinal claro do fim do ciclo do PT.

Em outras palavras, a oposição de direita não dificulta as medidas anti-operárias do PT por preocupação com os operários. O que querem é desgastar o PT ao máximo, para que, como disse Caiado, o governo seja "encurtado" -seja via golpe branco, institucional, seja manu militari-, e então tais setores direitistas possam retomar as rédeas do Estado brasileiro e implementar as medidas que o PT tem implementado em uma medida e escala ainda muito maiores.

Diante do quadro, o blog Espaço Marxista e a Frente Comunista dos Trabalhadores conclamam os trabalhadores brasileiros a rejeitarem resolutamente qualquer "denúncia" hipócrita e demagógica do petismo feita por setores ainda piores que ele, bem como qualquer iniciativa golpista por parte de tais setores. Ao mesmo tempo, chamamos à resistência contra os ataques aos direitos trabalhistas, e entendemos que a reunificação da classe em uma mesma central sindical, combativa e de luta, é um dos elementos necessários nessa resistência.

http://espacomarxista.blogspot.com.br/2015/05/mp-665-e-conta-nas-costas-dos.html
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O país de uma meia duzia (Mario Medina)

O país de uma meia duzia...
                                                             
por Mário Medina


Como diz o ditado: Não existe almoço de graça. Alguém sempre tem de pagar a conta. No Brasil, quem paga a conta da farra dos especuladores, banqueiros e grandes capitalistas é o trabalhador. Via de regra, por aqui os lucros são privatizados e os prejuízos, socializados. Não é que o Brasil seja um pais de ninguém; o Brasil é o pais de uma meia dúzia. Sempre foi assim, e, a depender da pequena elite que gere os negócios por aqui, tudo deve continuar a mesmíssima coisa.

Só mesmo a revolução socialista para livrar o Brasil da barbárie capitalista. Não é exagero algum afirmar isso. O discurso de tom conciliador do PT, essa ilusão reformista difundida por uma outra meia dúzia, só que esta travestida de intelectualidade universitária progressista, evidencia seu fracasso, sua saturação, e pede passagem para alternativas radicais.

Não é qualquer governo que está desferindo duros golpes contra os direitos da população trabalhadora. Estamos tratando de um governo que se diz dos trabalhadores, defendido e tido por velhos pelegos como um governo democrático e popular, orgulho da nação. Contradição maior não poderia haver. Esse governo que está aí é composto por quadros políticos que ha décadas atrás eram a esperança das cabeças mais progressistas.
Pois bem, foi esse governo que passou as MP`s 664 e 665 no congresso. Ou seja, de um governo que se esperava a defesa intransigente dos direitos trabalhista é que saiu o maior dos ataques dos últimos tempos. Dilma só não sofreu impeachment da extrema direita porque continua sendo a opção mais funcional à maioria do conjunto da direita e dos capitalistas.

Talvez FHC não fosse tão eficiente, capaz de tal proeza direitista. Marina e Aécio igualmente. As tendências golpistas dentro da atual gestão refluem à medida que Dilma abre mão de seu programa de campanha em favor dos interesses da meia dúzia patronal brasileira.
Já afirmávamos que Dilma dava os aneis pra não perder os dedos. E vai continuar assim. Esse governo vai ser desmoralizado e sangrado de modo que as chances de Lula em 2018 sejam minimizadas em favor da vitoria eleitoral da direita mais tradicional.

O ascenso da direita no Brasil é inquestionável. Globo e Veja dão a tônica da oposição ao governo Dilma, e, de panelaço em panelaço, uma nova geração de reacionários dorme acreditando que a culpa é só do PT, que o PT é comunista, castrista, bolivariano, etc, etc.

Ora vejam, o mesmo PT, que no dia anterior à votação do projeto que endurece a concessão ao seguro desemprego e às pensões por morte, levou ao ar um programa de TV que se opunha ao PL 4330, da terceirização. É o cumulo da cara de pau. Cinismo pouco não faz mais o estilo da cúpula petista.
No primeiro de Maio da CUT, em São Paulo, Lula subiu ao palco ovacionado pelos capas-pretas da maior e mais representativa central sindical do país, e dirigiu à multidão que ali se encontrava o seu discurso mais à esquerda dos últimos tempos. Natural que ele agora assuma um discurso radicalizado. Acuado pela direita, e até numa tentativa de se descolar da figura mal avaliada de Dilma, Luta tenta tirar o seu da reta. Ele, mais do que ninguém, devia ter ciência do que são capazes os ricaços brasileiros.

Ironia do destino ver Lula dizer agora que a elite brasileira é mal agradecida, que ele cooperou com vultosas quantias via BNDES para que os capitalistas brasileiros se desenvolvessem e batessem recordes de lucros num momento mais favorável da economia mundial. Lula entrou no jogo da democracia burguesa, e agora terá de se ver com as conseqüências cíclicas do sistema. A queda na taxa de lucro dos capitalistas chegou pra levar direitos trabalhistas consigo, e, com Dilma ou sem Dilma, com PT ou sem PT, o ajuste será cobrado pelos abutres. Pobre do povo brasileiro, que agora tem de amargar o desemprego na casa dos 7%, os juros em escalada, os aumentos abusivos nas contas de energia elétrica, a inflação corroendo os defasados salários, etc.

Os tempos são maus, e exigem soluções drásticas. Greve geral já! É hora dos trabalhadores tomarem as ruas contra as barbáries do sistema, com palavras de ordem de transição ao socialismo, com ação direta e protagonismo operário. Ou é isso ou então o Brasil continuará sendo o país de uma meia dúzia.

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