QUEM SOMOS NÓS

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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Nas eleições para o DCE UFRJ, voto crítico na Chapa 4!

BOLETIM ESTUDANTIL Nº02 - JUNHO DE 2010

ESPECIAL ELEIÇÕES DCE MÁRIO PRATA (UFRJ)


UM CHAMADO AOS ESTUDANTES PARA VOTAREM NA CHAPA 4

Nós do Coletivo Lenin, organização marxista ligada à Tendência Bolchevique Internacional (TBI), ntendemos que nossa sociedade possui sérios problemas a serem superados e que o movimento estudantil pode cumprir um importante papel nessa luta. Vivemos em um mundo onde reinam o desemprego em massa, salários de fome, jornadas de trabalho abusivas, subempregos e super-exploração da mão de obra. E tais problemas estão diretamente ligados à forma pela qual a sociedade capitalista funciona, o que significa que precisamos lutar por um novo modelo de sociedade se quisermos resolvê-los.

Precisamos superar a lógica de exploração dos patrões, que submetem os trabalhadores ao inimaginável para no final do mês se apropriarem de quase tudo que estes arduamente produzem. Superar a lógica da reprodução de ideologias racistas, machistas e homofóbicas, que estão à serviço das classes dominantes e de sua necessidade de super-explorar parcelas da classe trabalhadora. Superar a lógica de não se investir o fruto do trabalho de milhões em saúde, educação e moradia. Enfim, superar a lógica do lucro acima de qualquer coisa, até mesmo da qualidade de vida da esmagadora maioria da sociedade.

Podemos ver como esses problemas estão presentes no cotidiano da UFRJ: as estudantes que engravidam não possuem creches dentro dos campus para que possam manter seus estudos; o alojamento vive passando por problemas de infra-estrutura e precisa de uma expansão; as bolsas são insuficientes para atender à demanda dos estudantes; os bandejões só são construídos com muita pressão, e mesmo assim não são gratuitos; e por aí vai. E mais que isso, para se entrar na universidade é necessário passar por um enorme funil social, o vestibular. Fora que é só olharmos à nossa volta para entender como o capitalismo reproduz materialmente ideologias opressivas: a esmagadora maioria dos trabalhadores terceirizados (que recebem baixíssimos salários e praticamente não tem direitos trabalhistas) são negros e mulheres.

E entre todas as chapas que se apresentam nessas eleições para compor o DCE Mário Prata, acreditamos que a chapa 4, Revida Minerva, é a que melhor levanta essas questões e propõe soluções à elas. Seus membros denunciam corretamente como o governo de Lula com os empresários vem precarizando a educação através do REUNI, se opõem a

toda e qualquer forma de opressão e levantam uma série de demandas importíssimas, ligadas à como tornar a universidade realmente pública. Um plano de assistência estudantil que inclua passe livre, bandejões e creches gratuitas, alojamento de qualidade, bolsas para estudantes carentes e etc. é a única forma de fazer com que o ensino universitário deixe de ser privilégio de uma elite e passe a englobar os filhos da classe trabalhadora.

Outro ponto avançado que vemos nessa chapa é sua importante perspectiva de aliança com os trabalhadores, única forma de superarmos a sociedade capitalista. Lutar pelo fim da precarização da mão de obra através da efetivação dos terceirizados da UFRJ é uma luta central para que a aliança operário-estudantil não seja uma palavra de ordem vazia. E a exigência de que os funcionários e professores também possam utilizar os bandejões e creches reforça ainda mais essa aliança.

Porém, a chapa 4 defende a ruptura com a UNE e nós consideramos isso um grande erro. Apesar da UNE hoje ser dirigida pela UJS, que amordaça a entidade frente aos ataques do governo de Lula com os empresários, tal entidade congrega a gigantesca maioria dos estudantes de nosso país, e é fundamental estarmos presentes em seus fóruns para disputar a consciência de tais estudantes.

Outro erro grave é deixar para os dias de festa a luta pelo livre acesso à educação, ou seja, o fim do vestibular. Não devemos lutar por cotas como um “primeiro passo” rumo ao livre acesso, ao contrário, devemos é construir desde já mobilizações que enfrentem a lógica do capital e exijam a expansão do sistema de ensino e o fim do vestibular.

Por último, acreditamos ser necessário apontar o socialismo como único projeto de sociedade capaz de implementar tais demandas, coisa que a chapa 4 também não faz. Apenas quando os trabalhadores estiverem no poder, governando através de assembleias amplas e democráticas, é que o grosso do que é produzido hoje em dia poderá ser revertido para melhorias sociais que garantam saúde, moradia, e educação de qualidade para todos.

Por isso encaramos como maior tarefa do Coletivo Lenin a construção de um Partido Revolucionário de Trabalhadores, composto por uma maioria de negros e mulheres, os setores mais explorados da classe trabalhadora brasileira. Mas não para disputar eleições parlamentares ou cargos em sindicatos e entidades estudantis, e sim para disputar a consciência dos trabalhadores e da juventude brasileira para um projeto de sociedade socialista, que exproprie o lucro dos patrões e possa garantir as importantes demandas que a chapa 4 defende.

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