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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mega eventos: e eu com isso?

Nos próximos anos o Brasil e o Rio de Janeiro sediarão os dois maiores eventos esportivos do mundo: a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, fato muito comemorado pela maioria dos brasileiros.

O Rio de Janeiro está recebendo projetos bilionários que visam preparar a cidade para receber esses megaeventos. As obras incluem instalações esportivas, reconstrução interna do estádio do maracanã, infraestrutura no campo dos transportes, (modernização e expansão do metro, construção de corredores de ônibus, várias obras de acesso às áreas urbanas e reformas do Aeroporto Internacional Tom Jobim) e projetos de “revitalização” da zona portuária.

Esses projetos aparecem na mídia burguesa como grandes empreendimentos que trarão melhorias de infraestrutura, crescimento econômico e mais segurança, mas o que todo trabalhador deve se perguntar é o que realmente vamos ganhar com tudo isso?

Para isso, precisamos recordar as experiências recentes com o Pan-americano de 2007. Com o Pan no Rio, os resultados que mais chamaram a atenção foram a Chacina no Complexo do Alemão e a luxuosa Vila Olímpica na faixa de expansão imobiliária, na Barra da Tijuca, com verba da Caixa Econômica Federal e com recursos do FAT(Fundo de Amparo do trabalhador) para ser vendida por ricos especuladores.

Devemos estar bem atentos e saber traduzir toda ideologia falseadora da realidade e entender quem são os verdadeiros beneficiados com todo esse investimento.  Vivemos numa conjuntura de crise mundial do capitalismo, com isso o capital precisa a todo o custo expandir sua margem de mais valia, os megaeventos são a desculpa para os empresários, por intermédio do Estado, promoverem diversas atrocidades com os trabalhadores utilizando as falsas promessas de trazerem melhoria de qualidade de vida e aproveitando  do ‘’patriotismo da cidade maravilhosa’’ para conseguir apoio das classes populares.

Na verdade quem esta rindo a toa com todos esses investimos são os empresários da construção civil, do turismo e especuladores imobiliários. Eles sim vão ser os verdadeiros beneficiados com seus lucros exorbitantes, mas para os trabalhadores mais pobres na sua maioria negros e mulheres, os efeitos desses projetos de intervenção urbana são os despejos de ocupações, remoções de favelas, aumento da repressão para o camelo com choque de ordem, ocupação militar da favela com as UPPS e o aumento do custo de vida em geral, e quanto mais próximo da realização dos jogos da Copa e Olímpiadas, mais o Estado de exceção vai se aprofundar para garantir a tranquilidade necessária para aumentar os lucros dos empresários.

Os principais responsáveis por construir toda a infraestrutura para realização desses megaeventos, os operários da construção civil, também estão sendo massacrados com suas péssimas condições de trabalho.

Esta situação ficou evidente quando foi a publico um dos acidentes que ocorrem nas obras desses projetos, a explosão de um barril de produtos químicos no estádio do maracanã, ferindo operários, serviu para mostrar como estão sendo tratados os operários que estão trabalhando sob pressão e riscos altíssimos. Esta explosão foi estopim para que os operário declarassem  greve reivindicando: aumento salarial, aumento do vale alimentação e um plano de saúde. Em junho, operários que trabalham na reforma do Mineirão também fizeram greve reenvidando aumento de salário e melhores condições.

Diante disso, temos uma luta longa pela frente, pelo menos até 2016 vamos nos deparar com esses ataques a classe trabalhadora, para isso, precisamos cada vez mais fortalecer a unidade entre os movimentos sociais e sindicatos para resistimos juntos!

Foram criados pelo Brasil nos Estados sede da Copa, Comitês Populares da Copa, no Rio de Janeiro foi por sua particularidade foi criado o Comitê Popular da Copa e Olímpiada do Rio. No dia 30 de Junho, ocorreu o sorteio das chaves da Copa na Marina da Glória, como resposta o Comitê Popular organizou um grande ato que marchou do Largo do Machado até o evento. Nessa manifestação ficou bem claro, como não podemos confiar nas direções desse comitê.

Para começar, nas plenárias de construção do ato, dirigentes do PT e PSOL com a desculpa de manter a unidade tentaram frear a todo custo criticas ao Governo Dilma, como se ela não estivesse envolvida até o com essa Copa, e no próprio ato tiveram um papel foi ainda mais pelego, que foi o de querer parar o ato à quilômetros de distancia do local onde estava sendo realizado o sorteio, mesmo assim a indignação dos que estão sofrendo com as remoções e precarização do trabalho fez com que o Ato avançasse em direção a Marina da Glória indiferente as orientações do carro de som.

Chegando a frente ao paredão policial composto pelo choque e a Policia Federal responsável por manter a “paz” da festa dos ricos, a esquerda oficial (PT,PSOL e PSTU) recuaram e nós Coletivo Lênin, a FIST (Frente Internacionalista dos Sem-Tetos), a RECC (Rede de Estudantes Classistas e Combativos), AIR (Acampamento Indigena Revolucionário), o Coletivo Alexandra Kollontai, RR (Reagrupamento Revolucionário) e os professores acampados em greve contrário a revelia da direção do SEPE foram à frente das lutas conseguindo desafiar a ameaça de repressão policial e forçamos a entrega da carta de reinvindicação por uma Copa do Povo.

Essa experiência foi importante para aprendemos que devemos caminhar nessa longa jornada de luta contra os efeitos da megaeventos dos empresário, sem nos guiar por essas direções institucionalizadoras da luta social, que desviam o foco da luta para a mesa de negociação do patrão, e seguirmos na luta organizados, confiando nas nossas próprias forças pela via da ação direta das massas, ocupando as ruas e barrando as remoções, despejos, unindo-se às a luta dos operários  da construção civil e profissionais da educação e da saúde.

Por isso, defendemos que:

Verba para educação, saúde e  habitação, Não à Copa do Patrão!

Que todas as Vilas Olímpicas construídas sejam futuramente destinadas à habitação popular.

O fim das remoções, despejos e expulsão dos trabalhadores das regiões centrais, e ainda que o planejamento dos investimentos seja feito por conselhos de trabalhadores.

 Que os investimentos em transportes se traduzam em diminuição das tarifas e no fim da precarização, superlotação e violência vivenciadas diariamente nos trens, metros e ônibus da cidade.

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