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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Resolução do CL sobre a herança que reivindicamos do espartaquismo


Depois da ruptura com a TBI, noso pequeno coletivo fez uma extensa reavaliação do papel do espartaquismo, a corrente política que surgiu com a Liga Espartaquista/EUA, e que é reivindicada hoje também pela LQI (LQB no Brasil), TBI e RR.

Nós consideramos que o espartaquismo, até a década de 1970, foi uma corrente revolucionária (mas não a única corrente revolucionária, como as correntes que o reivindicam dizem). Por isso, a nossa ruptura com a TBI não significa o abandono de todas as posições do espartaquismo.


As posições-chave que reivindicamos do espartaquismo são:

- a caracterização do Estado surgido da revolução cubana como "Estado Operário Deformado" (essa posição deve ser entendida no contexto da nossa Resolução sobre os chamados Estados Operários Burocratizados), que rompia tanto com o sectarismo do Comitê Internacional da Quarta Internacional, que dizia que Cuba permanecia um estado burguês numa formação social capitalista, tanto quanto com o centrismo do SU, que considerava a direção cubana, pelo fato de ter expropriado a burguesia, como revolucionária e trotskista inconsciente.

- a defesa do integracionismo revolucionário, programa formulado por Richard e Clara Fraser, do SWP, que defendia a luta dos trabalhadores negros em conjunto com os trabalhadores brancos, para a sua integração numa sociedade socialista, rompendo com o separatismo negro e com o integracionismo reformista de Martin Luther King. A intervenção da Liga Espartaquista no movimento pelos direitos civis foi o ponto alto de sua luta no movimento de massas.



 As posições-chave que rejeitamos do espartaquismo são:

- A sua stalinofilia, já visível no seu não posicionamento diante da ocupação da Tchecoslováquia pela URSS em 1968, mas descarada nos anos 1980. A Liga Espartaquista e a TBI abriram mão, na prática, da luta pela revolução operária contra a burocracia. Em vez disso, acreditaram que a burocracia é que iria defender os chamados Estados Operários burocratizados. O maior resultado dessa concepção foi o seu apoio ao golpe que impôs a Lei Marcial na Polônia em 1981, destruindo todas as formas de organização operárias. Naquela situação, só se justificava a repressão sobre a direção pró-capitalista do Solidariedade, e não sobre a sua base operária, que era a principal força que poderia derrubar a burocracia de forma revolucionária.

- A bizarra concepção de que a "teoria gera o programa", exatamente ao contrário da tese marxista ("Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário", Lênin). Essa concepção leva a organização a se tornar uma "guardiã" dogmática do programa, não o adaptando às mudanças da luta de classes, e vendo em toda divergência inimigos potenciais, seja em outras organizações, seja dentro de si mesma.



Esse é o nosso balanço sobre as posições políticas do espartaquismo. O processo histórico concreto de degeneração das correntes espartaquistas é muito complexo, e ainda estamos estudando os detalhes.

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