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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Renan Calheiros cai. As instituições podres ficam.

Renan Calheiros sai. As instituições podres ficam.

Esta semana, o senador Renan Calheiros se licenciou. Isto foi resultado da desmoralização sofrida pelo parlamento com a sua absolvição, há pouco tempo atrás. O que isso significa para os trabalhadores?

Em primeiro lugar, o PT e o PC do B estão denunciando o "linchamento" do governo e o "golpismo" da direita. Ou seja, caiu a máscara da política do "governo em disputa", que eles sustentam. Ela mostrou o que é: uma desculpa esfarrapada para justificar a exigência de mais cargos pelos partidos que falam em nome dos trabalhadores e seus "aliados". Mesmo que esses aliados sejam latifundiários e empresários, completamente comprometidos com o sistema.

Por outro lado, o PSOL e o PSTU comemoram o fato. O PSOL chegou a fazer uma campanha pelo "Fora Renan", como se isso pudesse moralizar o Congresso! O "novo partido" está tão adaptado à institucionalidade como os "velhos". Este caminho já mostrou que é uma rua sem saída para os trabalhadores.

Na verdade, esta "novela mexicana" está no contexto da ofensiva da direita. Esta ofensiva é permitida pela política racista e anti-operária de Lula, e pela "oposição de esquerda" institucional. Enquanto se discute o caso Renan, as milícias controlam grande parte do Rio, a Amazônia está sendo privatizada e sem-terras são mortos pelos jagunços. Ao mesmo tempo, a "esquerda" institucional não cansa de anunciar mais vitórias e uma "ofensiva" imaginária do movimento.

A lição que devemos tirar é a seguinte: não podemos nos iludir, as lutas não estão passando pelo parlamento! Precisamos construir uma oposição classista, na CUT, na CONLUTAS, na UNE, no MST etc. Uma oposição baseada na ação direta, sem se adaptar à institucionalidade sindical-eleitoral!

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