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Somos uma organização marxista revolucionária. Procuramos intervir nas lutas de classes com um programa anticapitalista, com o objetivo de criar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a seção brasileira de uma nova Internacional Revolucionária. Só com um partido revolucionário, composto em sua maioria por mulheres e negros, é possível lutar pelo governo direto dos trabalhadores, como forma de abrir caminho até o socialismo.

domingo, 19 de abril de 2009

Rússia x Geórgia (agosto/2008)

Rússia x Geórgia: Guerra De Libertação Nacional ou de Rapina?

Em 6 de agosto passado, os conflitos entre a Rússia e a Geórgia, pela Ossétia do Sul (uma pequena região importante para as rotas de escoamento de produção petrolífera na Ásia Central e de maioria russa) se transformaram na mais nova guerra. A Ossétia do Sul, na verdade apoiada pela Rússia, tenta se separar da Geórgia. A tal “região autônoma” tem uma independência de facto desde 1992, sendo “ocupada” por “tropas de paz russas”. Apesar de a situação estar um pouco mais “calma”, é importante avaliarmos o que realmente aconteceu.

É claro que a Geórgia se apóia nos EUA para manter a sua “região autônoma”. Na verdade, após o fim da União Soviética, as pequenas repúblicas da Ásia Central foram caindo sucessivamente nas mãos dos Estados Unidos, seja pacificamente, seja através de movimentos reacionários de massas como a “revolução laranja” na Ucrânia, das “Tulipas” nos Quirguistão, ou “Rosa” na própria Geórgia. Assim, os EUA tentam garantir uma sobrevida ao seu fornecimento de petróleo.

Por outro lado, a Rússia, desde a contra-revolução de 1991, não é mais um Estado Operário. Por causa do seu caráter até 1991, este país ainda conta com um importante setor estatal na economia (por isso o caracterizamos como um Capitalismo de Estado dirigido pela burguesia). Além disso, a industrialização após a Revolução de Outubro impediu que a restauração do capitalismo transformasse a Rússia em uma semicolônia.

Assim, caracterizamos a Rússia desde o fim dos anos 1990 como um país subimperialista, com uma importante acumulação de capital, mas associada (e hegemonizada) pelo imperialismo europeu, principalmente no setor de energia. Por exemplo, segundo a Revista Exame: “O processo de integração das ex-repúblicas soviéticas às grandes economias do Velho Continente atingiu agora seu ponto máximo. Dos dez países que formavam a antiga cortina de ferro, oito já faziam parte da União Européia. Agora, esse processo deve adquirir um ritmo ainda mais vigoroso. Somente o pacote de ajuda financeira da União Européia vai garantir um acréscimo de 2% ao ano no PIB desses países até 2013.”

Ao mesmo tempo, a Rússia, está tentando reverter este quadro, e se tornar imperialista, usando os países da ex-União Soviética como seu quintal. Desde 2001, as exportações de capital russas superam as suas importações. E essas exportações são principalmente para o Leste Europeu e a ex-URSS. A Gasprom (empresa de gás estatal), por exemplo, corresponde a 23% do mercado mundial. Isso pode ser uma mudança histórica na correlação de forças entre os países imperialistas, apontando para uma nova guerra de divisão do mundo.

Por isso, esta é uma guerra de rapina entre países imperialistas (em que a Geórgia está como testa-de-ferro dos EUA). Por isso, defendemos a DERROTA DE AMBOS OS LADOS nesta guerra em que só os trabalhadores perdem. “O maior inimigo está em casa!”, como disse o comunista Karl Liebknecht na Primeira Guerra Mundial.

Os trabalhadores, da Rússia, da Geórgia e da Ossétia do Sul devem lutar contra a guerra imperialista com greves, manifestações e sabotagens. E só um Governo Direto dos Trabalhadores, baseados em suas assembléias de luta, pode resolver a questão nacional e trazer a paz para a grande maioria do povo.

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